segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Culpa: A maior de todas as potestades!



Por José Lima

Acredito que Jesus tinha muitas dimensões tanto Téo-lógica quanto psico-lógica ao usar o termo “Satanás”, no texto bíblico, Ele usou a palavra“satanás” naquele contexto de Lucas, na minha interpretação, como a “culpa recalcada”, que foi à causadora do mal naquela mulher. A culpa entrou em sua psique e a “encurvou”! O que a medicina moderna chama de doenças psico-somáticas.

Alguém duvida que a culpa possa encurvar uma pessoa?... Ainda mais uma mulher na tradição judaica que já nascia culpada do “pecado de Eva”!

Jesus usou nomes como “castas", “demônios”, "satanás” em concordância com a crença da época, satanás era o agente, uma “pessoa com personalidade”, em antítese ao pai, na qual Jesus orava usando um pronome pessoal.

Não tenho dúvidas de que esses termos eram usados para falar do maior de todos os “diabos”, a “Culpa”, essa é a irmã gêmea de Satanás que foi gerada pela busca desenfreada da perfeição para "Agradar uma divindade", seja qual for à religião!

Uma mulher estava na sinagoga, contextualizando com os nossos dias, podemos dizer que era um dos lugares que esta relacionado com a religião (igreja). A religião muitas vezes aumenta a sensibilidade da consciência através da Regras, sobrecarregam o superego (consciência?) e essa sobrecarga aumenta o desejo de transgressão e quando a pessoa transgride, não consegue viver no nível exigido, é dominada por um estado de culpa tão alucinado que vai parar em centros de internações psiquiátricas.

Quem duvida disso é só ir aos hospitais psiquiátricos e verão que a maioria dos pacientes são evangélicos, e quanto mais radical é a igreja mais doentes mentais ela produz.

Jesus já tinha mapeado o DNA da maior de todas as potestades da religião:

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno duas vezes mais do que vós” (Mateus 23.15)

Um filho do inferno tem poder de fazer seu discípulo duas vezes pior do que ele, justamente aqueles que têm “Doutrinas certas” e querem levar outros ao “céu”, na realidade os conduzem ao “inferno”, esse é o único “mestre” que consegue contrariar a fala de Jesus: “O discípulo não é superior a seu mestre, mas todo o que for perfeito será como o seu mestre”. (Mateus 6.40)

Para Jesus o discípulo que o seguisse não ia superá-lo, mas poderia se tornar igual ao mestre, mas os discípulos dos religiosos quebrariam essa lógica, na dimensão dos religiosos eles sempre vão além, conseguem transcender: “Faziam dos seus discípulos duas vezes piores que eles”!

O apóstolo Paulo mostrou que uma das formas de poderes demoníacos era justamente o que mais existe nas religiões:


“Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz. E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo”. (Colossenses 2: 14-15)

Ele não fala de um demônio com personalidade, mas sim de “principados” e“potestades”, que sobrecarregam a psique com a culpa por não atingirem nunca a “perfeição idealizada”.

Essa é um demônio antigo, revelado na religião, a maior criadora de“espíritos malignos”, como queiram chamar os ortodoxos, ou uma grande potestade e o maior diabo que é a Culpa!

A culpa é importante como preservadora da vida, ela se faz necessária, mas a falsa culpa despertada nas tradições religiosas, essa sim causa um mal irremediável ao ser humano.

Vejamos o exemplo daquela mulher aprisionada por “Satanás”:

“E veio ali uma mulher possessa de um espírito de enfermidade, havia já dezoito anos; andava ela encurvada, sem de modo algum poder endireitar-se". “Vendo-a Jesus, chamou-a e disse-lhe: Mulher, estás livre da tua enfermidade”. (Lucas 13.10-11)

A cura se deu no momento em que ao ouvir um homem falando com ela, e ainda no templo, sua estima foi ao alto, e ao subir a estima o seu corpo subiu juntamente com ela. A valorização da pessoa através do amor fez uma simbiose entre psique-corpo, e, veja o que aconteceu: “e, impondo-lhe as mãos, ela imediatamente se endireitou e dava glória a Deus”. (Lucas 13.13)

Em Impondo as mãos “sobre ela”, percebemos o efeito psicológico causado naquela mulher ao sentir a aceitação de Jesus? E a ação de impor as mãos sobre uma mulher que no mínimo estava debaixo de maldição para a sua sociedade? Afinal, carregava o estigma de ser a responsável pela entrada do pecado na humanidade!

A cura aconteceu na sua psique, o “Espírito” que aprisionava, não é uma questão se o “espírito” era ou não era uma entidade com personalidade, mas com certeza pode-se afirmar que esse espírito atuava num“sentimento de desvalorização”, ou o fatal “complexo de inferioridade”, e essa diluição do ser levava a mulher a encurvar-se.

Quantos hoje  estão aprisionados por Satanás a mais tempo do que essa mulher, através da religião onde há tanta culpa que os faz encurvarem...

65 comentários:

  1. Caros confrades,

    Como já faz algum tempo que não discutimos um texto do meu professor, resolvi publicar um para nossa apreciação. Com a sua devida autorização logicamente! rsrs

    P.S. Os comentários e perguntas podem ser direcionadas ao autor.

    Bom debate a todos.

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  2. Qual de nós, egressos do sistema religioso evangélico cristão pentecostal clássico, nunca se martirizou imerso num mar de culpa por ter sido aquilo que não podemos deixar de ser: Humanos?

    Os antigos não conheciam as doenças psicossomáticas, logo, viam nelas espíritos de demônios com vontade e consciência que atormentava o doente. Jesus não fugiu a regra (como humano ele estava limitado ao conhecimento do seu tempo).

    O artigo do JL o que tem de breve tem de conteúdo. Como não concordar que a atenção que Jesus deu àquela pobre mulher não lhe serviria de muitas sessões de terapia se fosse hoje o acontecido? Ou mesmo, quantas correntes com o "sacrifício" ela teria que fazer?

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  3. Hum! Parece que o Levi andou encarnando em mais um kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk J.Lima?

    Sua postagem está realmente inteligente e bem construída, no entanto, eu vejo muito claro que Jesus não atribuiu a sua prisão a culpa, mas quando censurado pela cura, disse: "E não convinha soltar desta prisão, no dia de sábado, esta filha de Abraão, a qual há dezoito anos Satanás tinha presa?" Lucas 13:16

    Ou seria que o gadareno estava possuído por uma casta de culpas?

    Eu não creio que o fato de uma pessoa está possuída por um espírito maligno, faça dela uma pecadora maior que qualquer um de nós, outra coisa é saber porque os demônios possuem uns e a outros eles oprimem, o que pode ser tão terrível quanto possessão.

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  4. Edu, você é bem mais inteligente, quase cai da cadeira kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkJesus "não fugiu a regra (como humano ele estava limitado ao conhecimento do seu tempo)."

    Então Edu, Ele era humano para não entender além da cultura da sua época, mas foi Deus para em uma única sessão libertar a pobre mulher de 18 anos de uma culpa cruel?

    Com certeza baixou em Edu um espírito da época... rsrsrs

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  5. Nobre Amigos Confrades,

    Realmente, não vejo elemento maior que a culpa para nos manter curvados diante das maravilhas que contemplamos ao viver... É sim uma verdade incontestável que a culpa nos oprime, e nos mantem curvado diante da oportunidade de sermos felizes, realizados e bem sucedidos naquilo que nos satisfaça.

    Com base no enfoque psicanalítico, acredita-se que existe uma dicotomia entre o que o camarada gostaria de ser "Eu Ideal", e o que fato o sujeito é "Eu Real". E a falha, o fracasso, a não realização dos sentimentos ligados a este "Eu Ideal", implica em um sentimento de CULPA pelo fato de acabar por ser o que não se é de fato, o que chamam de "culpa existencial".

    Já no aspecto religioso, este mesmo sentimento, que retrai o sr humano, e o limita (o curva) diante da vida, parece ser uma consequência do não cumprir as obrigações que surgem das supostas leis morais emitidas pela divindade em questão, "Javé, Alá, Cristo, e por aí vai". Toda aquela ideia de que somos corretos, virtuosos e supostamente perfeitos em conduta é desmistificada, e toda nossa idealização religiosa cai por terra sobre efeito da culpa, o que implica na curvatura do ser humano diante do fracasso de não alcançar o desejo que alimenta. Agora, o camarada se vê como um pecador, aquele que fracassou diante da verdade proferida pela sua divindade, e a culpa o domina.

    Diante das duas premissas que citei, a religiosa e a psicanalítica, e fazendo uso de uma linguagem figurada, eu diria, "sim, a culpa nos mantem curvados".

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  6. Eu vejo a crença em concordância com uma religião baseada em fundamentos milenares como uma involução ou desprezo por evoluções conquistadas.
    Os formadores de opinião de épocas remotas desconheciam os princípios básicos da ciência e atribuiam as doenças,catástrofes e intempéries ao Diabo. As doenças psicossomáticas eram males diabólicos e a lepra era uma doença fisic0-mental, o Antigo Testamento afirma que as doenças de pele são pecados que afloram, portanto além do perigo do contágio físico havia o perigo do contágio moral. O mal de alzheimer poderia ser uma maldição satãnica ou a eplepsia uma possessão diabólica. Aprender com a cultura milenar é uma coisa, outra coisa é o suicídio intelectual.

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  7. Este comentário foi removido pelo autor.

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  8. Como não se sentir culpado em um ambiente religioso que ensina a suplantar a nossa humanidade. Infelizmente não há tempo para o auto conhecimento. Não há tempo para compreensão de falhas, é urgente ser transformado, em ser santo.

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  9. Atribuir pecado pré-natal, original ou falso, imbuir de culpa a personalidade de alguém com o intúito de conquistá-lo como fiel seguidor, deveria ser considerado crime.
    Não desejaria morrer sem antes ver o Ministério Público proibir crianças em igrejas, estádios de futebol, arenas de MMA ou UFC.
    Qualquer fanatismo fomentado na infância é indelével por ser indefesa. O fanatismo se desenvolve no adulto através da fraqueza de personalidade ou pobreza de espírito.

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    1. Pois é. Esse negócio de ensinar a criança no caminho que se deve andar...se os pais não forem equilibrados..coitadinho. rsrs...

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  10. Alguns caminhos os pais mostram. Para ensinar o certo é necessário mostrar os errados. O caminho do bem é ensinado em todas as igrejas, sociedades seitas e confrarias.Como religião não é uma transmissão genética, cabe ao indivíduo direcionar sua crença por livre arbítrio e não por imposição velada dos pais.
    Por quê o evangélico não permite seu filho assistir uma missa, a igreja católica é morada de satanás? Freqüentar sessão de candomblé, terreiro de macumba, oficina do diabo? Com minha avó era sim!...

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    1. Concordo plenamente, Mirandinha. Minha mãe nunca entrava num igreja católica...rss

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  11. Gui, repito: Jesus como homem estava condicionado às crenças da sua época. Lidou com o problema da mulher como se fosse o diabo a encurvá-la sem saber que apenas um toque e atenção que nunca tinha tido já a tinha curado.

    Mas sim, amiga, me diz aí: quantos diabinhos existem para atormentar cada ser humano do planeta?

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  12. Destacando o que o Matheus escreveu:

    Com base no enfoque psicanalítico, acredita-se que existe uma dicotomia entre o que o camarada gostaria de ser "Eu Ideal", e o que fato o sujeito é "Eu Real". E a falha, o fracasso, a não realização dos sentimentos ligados a este "Eu Ideal", implica em um sentimento de CULPA pelo fato de acabar por ser o que não se é de fato, o que chamam de "culpa existencial".

    isso é verdade. Eu senti isso na pela quando criança e não gostava de ir à igreja por que sentia vergonha de ser crente. O meu "ideal" era ter a liberdade que meus amigos tinham sem achar que "o salvador do céu está olhando pra você.."(quem lembra da sombria musiquinha? rss).

    Isso durou até minha adolescência, quando aí sim, passei a ter mais consciência do que era "ser crente" e descobri que gostava daquilo, mesmo sem ter muita liberdade e sempre com a culpa de que Deus estava de olho em mim. A igreja me ensinou muita coisa boa mas o preço que tive que pagar em privações e culpas foi muito alto. Depois que cresci entendi que esse "preço" não existia, que eu tinha sido enganado por muito tempo...

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  13. Nobre Amigo Altamirando,

    Exatamente. Penso eu que qualquer ideia que seja fomentada na criança, pode no futuro ser um peso insuportável para o então adulto carregar, e pior, sem ter escolhido este peso. Por isso deveria ser proibido crianças frequentarem alguns ambientes, até que tenham consciência do que se trata, sendo uma opção pessoal.

    Asim é com a culpa também, pois é por meio dos pais, suas ordens e proibições que os primeiros sentimentos de culpa são lançados sobre a criança. E, é esta imagem de pai repreensivo que vai sendo projetada para fora. Seus mandamentos e suas proibições são introjetadas no próprio interior, na consciência ou no Superego. Desta forma, o indivíduo se sente culpado e pecaminoso diante do seu professor, das autoridades e finalmente diante de Deus.

    Freud, em "O Ego e o Super Ego" de 1923, em relação a esta questão diz, "À medida que a criança cresce, o papel do pai é exercido pelos professores e outras pessoas colocadas em posição de autoridade, suas proibições permanecem poderosas no ideal do Ego e continuam, sob a forma de consciência a exercer a censura moral".

    Por isso, a culpa continua escravizando e mantendo o agora adulto debaixo do cabresto.

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  14. Nobre Amiga Guiomar,

    Interessante sua visão que demonstra um Jesus humano e ao mesmo tempo um Jesus divino,

    "Ele era humano para não entender além da cultura da sua época, mas foi Deus para em uma única sessão libertar a pobre mulher de 18 anos de uma culpa cruel?"

    Na verdade, possivelmente ninguém entendia além da cultura da época, isso seria algo fora do comum, pois quem entendesse estaria revolucionando a cultura. Mas sobre isso o Altamirando já mencionou com maestria,

    "Os formadores de opinião de épocas remotas desconheciam os princípios básicos da ciência e atribuíam as doenças,catástrofes e intempéries ao Diabo. As doenças psicossomáticas eram males diabólicos e a lepra era uma doença fisico-mental"

    Agora, é certo que deva-se compreender que nas eras passadas se atribuísse qualquer situação sem explicação ao Diabo, mas hoje, século XXI, seria de tamanha ingenuidade atribuir algumas coisas como eventos semelhantes aos mesmos registrado pelas escrituras ao Diabo, tendo a ciência evoluído tanto, e o ser humano alcançado conhecimento superior a cultura da época. E se hoje acreditamos serem circunstâncias que podem ser explicadas pela ciência, não sendo o Diabo o terrível algoz, porque não acreditar que na época também não fossem, porém sem o conhecimento de causa?

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    1. Matheus, penso que você não entendeu a pergunta que fiz ao Edu.

      Edu: Ele era apenas humano, então não poderia entender além da cultura da sua época, por este motivo atribuiu a enfermidade da mulher do templo, ao diabo.

      Então eu pergunto: Será que um terapeuta ou psicologo, poderia em uma única e rápida sessão libertar uma mulher que a 18 anos estava padecendo cruelmente de uma "culpa" ?(segundo J.L).

      É forçar um pouco ou não? rsrs

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  15. Nobres Amigos Confrades,

    Uma histórinha para descontrair.

    "Deus em pleno século XXI, sai de seu trono, para dar um passeio pela terra... Pelas ruas encontra bêbados, assassinos, jovens grávidas, homens alucinados correndo atrás de drogas, homens de paletó que só pensam em dinheiro, hospitais cheios de enfermos, pais e filhos em um quebra pau danado, mas até então, para Ele tudo esta sob controle... Até que em uma esquina ele percebe alguém sentado, aos soluços, suspirando e chorando... Por incrivel que pareça, era o Diabo... Deus então pergunta para ele... O que houve Diabo??? Ele responde... Eu não aguento mais estes humanos que tu criaste... Fazem tudo da forma como querem, e ainda por cima, colocam a culpa de tudo sobre mim, assim não dá!"

    É cômico, mas é bem deste jeito... Somos uma construção, e somos responsaveis pelo que nos tornamos, e pelo que influenciamos na formação dos que nos cercam... Por isso, vamos deixar o diabo em paz kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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    1. o diabo já se aposentou há tempos mas a igreja evangélica não pode viver sem ele.

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    2. É tudo que ele quer, Edu que você e o mundo pensem assim... É lamentável que você acredite nisto.

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  16. Nobre Amigo Eduardo,

    Sobre sua argumentação sobre a infância e a igreja sobre pressão, e a adolescência e um pequeno despertar para o mundo real, lhe pergunto:

    Só você? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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    1. não, não, amigo, todos nós que de lá viemos ainda imberbes.

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  17. Na verdade a culpa é do homem que criou uma potestade para ser juiz e uma legião para carrasco.

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  18. Quando os evangélicos entenderem porquê não acreditam no Deus dos outros, entenderão, também, porquê não acredito no Deus deles.

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  19. GUI


    Já tinha lido o significativo texto de J. Lima, lá no seu blog.

    Sinceramente, nada tenho a acrescentar, diante dos ricos comentários de Miranda, Edu e Matheus.

    Não acho, que a minha concordância com os confrades, signifique coisa de espírito baixando, como imagina a confrade, GUI. (rsrs)

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    1. Levi, este texto eu não conhecia, você deve está confundindo com outro que publiquei a algum tempo.

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    2. OBS:

      GUI, eu li este texto no blog de J. Lima. Expliquei-me mal. Descul
      pe.

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  20. Quem não tem farinha não vende beijú!...

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  21. kkkkkkkkkkkkkkkkkk Levi, com certeza Freud através de você tem influenciado os confrades, mas o J.Lima realmente para mim foi um espanto kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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  22. Edu, continuo com a mesma pergunta. Para uma libertação tão profunda e rápida era necessário mais que um terapeuta humano ou não?

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    1. Nobre Amiga Guiomar,

      Não é Deus, e nem o terapeuta que liberta, o homem é que a si mesmo acorrenta, então que seja ele mesmo a se libertar. É obvio que alguns necessitam criar um deus, outros necessitam de um terapeuta para compartilhar seus medos e culpas. Mas a saída esta neles próprios, e não em outros elementos. Sendo assim, uma sessão de terapia basta, ou talvez nenhuma, é a velha história de cada caso é um caso. Com a mulher, bastou uma sessão com o terapeuta Jesus, uma história que de forma fragmentada nos conta o evangelho, da qual não podemos atribuir convicção de que seja uma história real. Talvez não passe de uma metafora, para exatamente nos fazer compreender o que a igreja não permite.

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  23. Edu,

    Há algum tempo minha filha me presenteou com o livro do Mark W Baker, "Jesus, o maior psicólogo que já existiu".

    Este livro derruba sua tese de que Jesus era ignorante quanto a origem e causa dos males pela qual as pessoas eram acometidas.

    Penso, assim de relance, que o texto do JL está em total consonância com a ideia do autor do livro... Ou seja, a de que Jesus estava um passo a frente dos demais, no que diz respeito ao que se passava no íntimo das pessoas oprimidas.

    Será que Jesus estava na vanguarda daquilo que mais tarde a psicologia iria se interessar?

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    1. Nobre Amigo Donizete,

      Eu li este livro há alguns anos, talvez 3 ou 4, e me interessei a ler ele novamente, pois não tinha analisado desta forma a leitura.

      Quando você fala que "Este livro derruba sua tese de que Jesus era ignorante quanto a origem e causa dos males pela qual as pessoas eram acometidas" eu fiquei curioso, pois na primeira vez que li, eu vi somente uma ideia tendenciosa de associar Jesus a psicologia. Mas como tenho o livro, e ele é um livro pequeno, não muito extenso, vou ler novamente.

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  24. Confrades por mais primitivo que pareça, vocês não podem fazer vista grossa para milhões e milhões de pessoas que têm experiências com espíritos, dentre elas muitos de uma cultura não vulgar.
    O próprio C.Jung em uma carta para Freud, conta das suas perturbações espirituais.

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  25. Edu,

    A citação da musiquinha cuidado olho boca mão e pé foi maldosa...kkkkkkkkkk Tem alguma serventia para as crianças ora bolas!!! rsrsrs

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  26. O Jesus criado pelo inconsciente coletivo sabia de tudo, era um visionário, sabia até do resultado do LHC, não brincava de Deus, ele era um Deus. O Jesus hebreu não nasceu em Belém, não foi ha 2013 anos, não era da família de Davi, não tinha religião, não morreu para purificar ninguém. Morreu pela boca, levantando os excluidos contra o poder. Só o espírito de porco tenta unificar os dois.

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    1. Altamirando, Jesus é um só, tudo que existe em torno desse nome é o Cristo. É inegavelmente uma Força que alcança a todos e o seu testemunho foi um dos mais comoventes e sinceros já vi até então, "Morreu pela boca, levantando os excluídos contra o poder".
      É meu irmão, isso é JESUS CRISTO.

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    2. Pois é Gabriel Correia, outros elementos em todos os tempos fizeram isto e se tornaram mártires por merecimento, ou não. Nenhum deles foi endeusado, nenhum deles teve dupla personalidade e a nenhum deles foi atribuida a divindade. Mas o Jesus histórico foi a bola da vez para um império em decadência e para a formação de um novo conceito épico, social e econômico. Jesus Cristo é fruto deste inconsciente coletivo.

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  27. Matheus, "Os formadores de opinião de épocas remotas desconheciam os princípios básicos da ciência e atribuíam as doenças,catástrofes e intempéries ao Diabo. As doenças psicossomáticas eram males diabólicos e a lepra era uma doença fisico-mental"

    Este não era o caso de Jesus e nem mesmo dos seus discípulos, quando eles encontravam uma pessoa enferma, curava como tal, quando eles se deparavam com uma pessoa possessa, eles expulsavam o demônio.

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    1. Nobre Amiga Guiomar,

      Este é o caso de Jesus, de seus discípulos e de todos que viveram naquela época. Talvez não do seu Jesus, que por estar em sua mente como uma ideia de "Deus Ideal" seja superior e conhecedor de tudo. Partindo disto, ok, eu concordo com você, não era o caso. Mas tirando isso, tudo esta perfeitamente explicado.

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    2. Bom Matheus, quem está com o Jesus Cristo real, não pode ser decidido por você ou por mim, quem sabe o seu Jesus e o meu é o mesmo, apenas temos visão diferente sobre Ele.

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    3. Nobre Amiga Guiomar,

      Não me parece que entende o que eu falo. Falo de um Jesus Ideal que você decidiu e professa por palavras, não que eu decidi por você. Lembra, "pelo fruto se conhece a arvore", pelo que falas crio uma imagem de um Cristo, que na verdade você decidiu conceber. Sem fru-frus mana rsrsrsrs

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    4. Entendi perfeitamente, para você eu decidi ter um Jesus ideal... Outros (sem exemplificar com você) vêm Jesus com outras ações no seu relacionamento pessoal com Ele, não obstante é o mesmo Jesus que se revela a cada um conforme as suas carências.

      Não entendi os meus fru-frus kkkkkkkkkkkkk

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  28. Doni, essa "musiquinha" dos infernos minha mãe cantava todo dia pra mim...kkkkkkekekekekekekkkkkk

    Não li o livro citado por você, mas duvido muito que Jesus soubesse alguma coisa sobre inconsciente e sobre "demônios psíquicos". Nisso eu concordo com a Gui, Jesus acreditava num Satã real, uma personalidade demoníaca que se opunha ao Reino de Deus. Mas não estou dizendo que em outros pontos Jesus não pudesse estar a frente dos seus, principalmente no conteúdo da sua pregação.

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    1. ou seja, Jesus atirava no que via e acertava o que ainda não sabia

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    2. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk bom de chute!

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  29. EDu meu caro,

    O Jesus que viveu há mais de 2.000 anos estava à frente do seu tempo e tinha conhecimento superior aos seus contemporâneos, porisso se tornou imortal para a história. Era um visionário e lutou pacificamente contra a opressão sofrida por sua classe. O conhecimento celestial e os poderes divinos foram pílulas douradas por fanáticos após séculos de seu desaparecimento. Unificar os dois é início de terrorismo e o seu salário é a morte.

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    1. tá certo, Mirandinha, tá certo. Eu só quero evitar a compreensão usual de que Jesus por ser Deus encarnado, era onisciente.

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  30. Republico aqui, um trecho de um artigo que postei no “Ensaios& Prosas” em janeiro de 2009; um exemplo ou mostra de como, inconscientemente, por gerações e gerações, grande parcela dos pais, com seus discursos, vem alimentando a culpa e o medo entre os próprios filhos na primeira infância:

    “A mãe vendo a filha chorar a morte de seu pai, insinua: ‘não chore por seu pai, ele morreu porque você não era boazinha. Agora você vai ter que me obedecer!’” .


    “Traduzindo as palavras da mãe, veremos que o que ela fez foi, inconscientemente, semear culpa, para depois exigir através do medo, uma obediência sem questionamento. Lá no fundo, a mãe exigia a submissão da filha como expiação pelo suposto pecado de ter sido um entrave na vida do pai.


    Não é raro vermos, em nosso meio, pessoas zelosas em socorro aos doentes e necessitados, como também não é raro vermos os que esmagam os enfermos com testemunhos conflitantes, que dão a entender que o doente não sara, porque lhe falta a fé. E a pessoa que já carrega a culpa por estar doente, agora acrescenta uma outra bem mais grave: a idéia de ter culpa porque não tem fé para ser curado”.

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    1. Concordo plenamente com você Levi. Tem gente que visita enfermo para deixá-lo mais doente.

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  33. Nobre Amigo Levi,

    Gosto muito de uma definição acerca deste fenômeno (gosto de assim chamar rsrsrs) que é o fato de se sentir culpado, que é citada pelo psiquiatra suiço Medard Boss, não sei se você conhece...

    Em "Angustia, Culpa e Libertação de 1981 ele afirma,

    “Cada angústia humana tem um de que, do qual ela tem ‘medo’ e um pelo que, pelo qual ela teme.Cada culpa tem um o que que ela ‘deve’ e um credor ao qual está devendo”

    Penso que esta argumentação vem explicar exatamente esta questão de tornar alguém refém da culpa, pelo medo que é introduzido na infância pelos pais.

    Boss nesta obra propõe o caminho da libertação psicoterápica, com o propósito de liberar o paciente para que ele possa desenvolver uma imagem construtiva e consciente do seu próprio valor, e não de investigar as causas ou remover os sintomas do comportamento patológico. Ele ainda afirma que “os médicos são muito mal preparados para uma compreensão do viver e do morrer do homem, da vida e da morte humana”, devido à própria limitação dos métodos e conhecimentos científico-naturais, que não conseguem penetrar o conteúdo da certeza do homem do “seu-ser-mortal” e do “seu-ter-que-morrer”.

    Ai que faço a pergunta que talvez agrade a nobre amiga Guiomar,

    Seria esta a diferença no Nazareno?

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  34. Edu,

    Quando eu disse que o livro Mark derruba sua tese de que Jesus era ignorante quanto a origem e causa dos males pela qual as pessoas eram acometidas, e que estava em consonância com o texto do JL, não me referia absolutamente ao fato de Jesus ser onisciente. Mas sim pelo que podemos ver nas entrelinhas, que Ele estava a frente do seu tempo como disse o Miranda.

    Freud, Jung, Lacan e companhia apenas deram nomes aos bois...

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  35. Nobre Amiga Guiomar,

    Você afirma,

    "O próprio C.Jung em uma carta para Freud, conta das suas perturbações espirituais."

    A psicanálise partindo de Jung, é diferente de Freud porém com o mesmo objetivo. Freud adotou a linguagem do pensamento orientado, ou seja, da especulação técnica. A linguagem mítica, simbólica ou do pensamento subjetivo, que se alimenta de seu próprio interior, foi a forma escolhida por Jung, o que explica o fato deste ter experiências das quais denomina "espirituais".

    A teoria junguiana desenvolveu o conceito de “individuação”. Nele, Jung reconhece que o homem, formado por consciente e inconsciente, por dimensões boas e más, precisa passar por um processo integrador que lhe possibilita a saúde psíquica. Para ele, a pessoa humana precisa integrar o seu inconsciente para poder estar livre de um mundo mesquinho, pessoal e subjetivista, aberto aos outros, à coletividade e aos interesses objetivos. Jung vê o processo de individuação como autorrealização. Para ele, o paralelo metafísico da individuação humana é a própria encarnação do Verbo, sendo Cristo símbolo por excelência da individuação.

    Jung valoriza profundamente a linguagem ritual e simbólica. Segundo ele, ritos e símbolos, com os quais diversas religiões trabalham,podem colocar a pessoa em contato com suas próprias crises, sem, contudo, expô-las diretamente ao inconsciente, permitindo, assim, assumir estas mesmas crises e ordená-las, unindo os dois campos do ser humano numa totalidade: “Como os opostos não podem unir-se em seus próprios níveis, é preciso um terceiro elemento, em um nível superior, no qual as partes podem
    reunir-se. Na medida em que o símbolo provém tanto do consciente quanto do inconsciente, ele pode reunir os dois”. Lembra que em dado momento falei sobre a necessidade de se criar um deus? Eis a realidade dos ritos e símbolos que Jung falava.

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    1. Infelizmente não lembro qual o livro em que ele em carta, contava para Freud, que as gavetas da sua cômoda se abriam por si sozinhas e os móveis se moviam... Se isto provinha do inconsciente, está bem pra lá de poderes humanos...

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  36. Pessoal li todos os comentários e percebi que quase todos entram em consenso com o básico.

    O Eduardo disse: “Jesus atirava no que via e acertava o que ainda não sabia”.

    Eu não acredito que ele chutava, mas que suas ações eram certeiras acho que sim, ele já aplicava consciente ou não princípios da psicologia.

    Acredito que o termo psicologia veio depois da experiência humana nas relações.

    Daí explica-se o fato de ele falar para a mulher: “perdoados estão os teus pecados”. Veja que essa fala faz justamente a pessoa na psique acreditar que ela não é culpada pela situação que está vivendo.

    E olhando para a oração que as mulheres ouviam e uma frase era: “obrigado por não nascer mulher”, interpretava-se na tradição rabínica que a mulher era responsável pela inserção do pecado no mundo.

    Claro que no novo testamento Timóteo fala que a mulher não foi a responsável mais sim o homem, isso advindo da interpretação de que o homem seria o “cabeça” da mulher assim como “Deus é o cabeça de Cristo e Cristo o cabeça da igreja”.

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  37. J.Lima, "Daí explica-se o fato de ele falar para a mulher: “perdoados estão os teus pecados”. Veja que essa fala faz justamente a pessoa na psique acreditar que ela não é culpada pela situação que está vivendo."

    J.Lima, eu não vi nenhuma tradução em que Jesus tenha dito aquela mulher: "perdoado estão os teus pecados", neste caso, ela teria toda razão para acreditar que ela estava vivendo a consequência do seu pecado, então seria culpada.

    Ele apenas lhe disse:“Vendo-a Jesus, chamou-a e disse-lhe: Mulher, estás livre da tua enfermidade”. (Lucas 13.10-11)

    Se Jesus disse que ela estava presa pelo diabo, teria sido ela acometida por tal enfermidade através de um espírito maligno. Portanto, como já disse ao Edu, uma única sessão de terapia não seria suficiente para sarar a alma de uma pessoa que a 18 anos trazia uma "culpa" consigo. Não acha? A não ser que o homem fosse realmente o Filho de Deus. rsrs

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  38. Guiomar quanto ao seu comentário:

    “Hum! Parece que o Levi andou encarnando em mais um kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk J.Lima?”

    Você tem razão fui e continuo sendo um admirador das reflexões do grão-mestre Levi Bronzeado! Rsssss

    Agora você perguntou: “Gadareno estava possuído por uma casta de culpas?”.

    Olha eu não diria casta de culpas, mas a psicologia pode sim dar uma luz ao que é chamado de “castas” no novo testamento por Jesus.

    Você percebe no diálogo de Jesus com o Gadareno:

    “E andava sempre, de dia e de noite, clamando pelos montes, e pelos sepulcros, e ferindo-se com pedras. E, quando viu Jesus ao longe, correu e adorou-o. E, clamando com grande voz, disse: Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? conjuro-te por Deus que não me atormentes. (Porque lhe dizia: Sai deste homem, espírito imundo.) E perguntou-lhe: Qual é o teu nome? E lhe respondeu, dizendo: Legião é o meu nome, porque somos muitos. E rogava-lhe muito que os não enviasse para fora daquela província. (Mc 5. 5-10).

    Esse texto mostra um comportamento bipolar, veja: andava dia e noite se ferindo, mas quando viu Jesus, se acalmou e o adorou, depois já exclama: que tenho eu contigo?

    E exclama para que não o atormentes isso quando Jesus dizia para que o “espírito sair dele”.

    Jesus pergunta qual o seu nome e ele diz: legião é o MEU (pronome possessivo na primeira pessoa do singular) NOME e depois diz: “SOMOS” (agora ele pronuncia a primeira pessoa do plural).

    Não vemos ai um conflito de identidade? Ou porque não dizer MÚLTIPLAS PERSONALIDADES?

    Não temos casos psiquiátricos assim nos dias de hoje chamado de bipolaridade, onde a pessoa calma e tranquila e num momento se transforma em agressiva? Fica confusa e as vezes chega a perder o senso de identidade?

    Veja que o que é chamado de “legião e castas” não seria hoje o que a psiquiatria denomina como bipolaridade?

    É uma questão para se pensar.....

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    1. Lima, eu creio que no texto está bem claro que Jesus estava em um diálogo com um dos espíritos da legião, e absolutamente não com o gadareno, que no estado em que vivia, plenamente possuído, não poderia ser responsável por nenhuma das suas atitudes ou fala.

      Jesus falou com um dos espíritos perguntando-lhe o nome e ele se identificou coletivamente.
      Claro a psiquiatria não pode identificar como possessão demoníaca, não faz parte do seu currículo, ela criou um nome para uma suposta enfermidade psíquica.

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  39. Guiomar vc tem razão quanto a não estar da forma que escrevi.

    Quanto ao termo “filho de Deus” é totalmente teológico e pertence a dimensão da fé, e não há como provar a veracidade tão pouco provar a não veracidade.

    Mas Jesus fez sim um processo terapêutico quando se dipôs a falar com ela, a cura se deu no momento em que ao ouvir um homem falando com ela, e ainda no templo, sua estima foi ao alto, e ao subir a estima o seu corpo subiu juntamente com ela.

    A valorização da pessoa através do amor fez uma simbiose entre psique-corpo, e, veja o que aconteceu:

    “e, impondo-lhe as mãos, ela imediatamente se endireitou e dava glória a Deus”. (Lucas 13.13).

    Veja o processo: Falou com ela, impôs as mãos..

    A quanto tempo será que um homem não falava com ela? E quando sentiu a proximidade de uma mão masculina sobre o seu corpo?

    É claro que há um processo totalmente da fé no caso, mas o texto não fala se ela já tinha ou não ouvido falar sobre ele, o que aumenta a possibilidade de ela ter ainda mais convicção ao o ouvir...

    Ou seja o contexto oferece muitas outras possibilidade que podem ter facilitado para que ela as palavras de Jesus tivessem um efeito imediato como teve, embora admito que não explica totalmente o ocorrido na narração do texto..

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  40. Lima, o caso é, uma terapia em uma única sessão, só mesmo Jesus de Nazaré.

    "Mas Jesus fez sim um processo terapêutico quando se dipôs a falar com ela, a cura se deu no momento em que ao ouvir um homem falando com ela, e ainda no templo, sua estima foi ao alto, e ao subir a estima o seu corpo subiu juntamente com ela."

    Para mim, esta dedução é muito simplista. Por mais que os homens não costumassem a falar com as mulheres, na bíblia, temos vários casos de Jesus falando com mulheres. Mesmo depois, o Paulo que ao meu ver era bem machista, ele recomenda muitas mulheres que estão servindo no ministério.

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  41. Eu sabia que existem pobres de espírito, suicidas intelectuai ou débeis mentais, mas me recuso a acreditar que eu faço parte de uma confraria que enaltece o descaso cultural a possibilidade de aprendizado. Eduardo Medeiros, me salve antes que eu comece a aceitar normal um resto amável de candura infantil.

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