quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

A culpa é da religião








Wafa Sultan é uma psiquiatra síria que em 1979, quando ainda era uma estudante de medicina, presenciou o assassinato de um professor em plena sala de aula por integrantes do então grupo radical "Irmãos Muçulmanos".  A cena brutal mudou sua vida. Sua religião perdeu todo o sentido. "Naquele momento eu perdi a confiança no deus deles e comecei a pôr em dúvida todos os ensinamentos.", disse. Os assassinos do professor entraram na sala de aula gritando "Al-la u akhbar" (Deus é grande). Dez anos depois, já casada e mãe de dois filhos, realizou seu sonho de mudar-se para os Estados Unidos. Revalidou seu diploma mas o seu passado ainda a perseguia.  

Wafa passou a escrever suas opiniões acerca da religião em que cresceu e o impacto dela nos países árabes. No começo seus textos eram lidos somente pelo seu marido e por alguns amigos. Depois, decidiu escrever para um site crítico do Islã mantido por um imigrante sírio em Phoenix, Arizona. Seus textos começaram a chamar a atenção, inclusive também no mundo árabe. Wafa foi convidada para discutir suas ideias ao vivo no Al Jazeera, a rede de TV paga do Catar. Acabou se tornando uma celebridade, odiada ou amada nos países árabes. Wafa tornou-se uma ferrenha crítica do Islã. Ela no entanto não se preocupa especificamente com a questão das mulheres no islã ou das minorias sexuais. Nem acusa os terroristas de usarem mal a religião. Para Wafa, o islã em sí é o problema.


Declaração de Wafa no horário nobre da Al Jazeera:


"O que nós estamos vendo não é um choque entre religiões ou de civilizações. É o choque entre a civilização e o atraso, entre a barbárie e a razão. É um choque entre a liberdade e opressão, entre democracia e opressão. É o embate entre direitos humanos e os que violam os direitos humanos".  


O que ela estava dizendo era que a cultura ocidental estava em oposição à cultura ignorante e atrasada dos muçulmanos. Wafa defende a ideia básica de que o islã é, desde Maomé, uma religião que prega a violência contra não-muçulmanos. Diz que não são os terroristas que distorcem o islã, mas o islã distorce as mentes de seus seguidores a ponto de alguns deles se tornarem terroristas. O cúmulo da provocação para o mundo árabe é Wafa dizer que os judeus são exemplos a serem imitados: "Eles vieram da tragédia do Holocausto e forçaram o mundo a respeitá-los com seu saber, não com o terror, com seu trabalho, não com choro e gritos. A humanidade deve a maioria de suas descobertas e ciência dos séculos XIX e XX a cientistas judeus. Não vimos nenhum judeu se explodir dentro de um restaurante alemão. Nunca vimos um judeu destruir uma igreja. Nunca vimos um judeu protestar matando gente".


Como não poderia ser diferente, Wafa é tema de pregação furiosa de xeques em mesquitas em sua terra natal, a Síria. Ela é constantemente ameaçada de morte. Por ocasião da publicação de um artigo sobre ela na revista Época em 2006(do qual retiro as informações desta postagem) Wafa estava escrevendo um livro cujo título ainda não definido seria "A Prisioneira Foragida: Quando Deus É um Mostro". Pesquisando, achei o seu livro já publicado em inglês com o título: " A God Who Hates - The Courageous Woman Who Inflamed the Muslim World Speaks Out Against the Evils of Islam" - mas parece que ainda não foi publicado em português.


Muitas mulheres de países muçulmanos militam nessa frente de questionar as bases do Islã como Taslima Nasrin, Ayaan Hirsi Ali, Irshad Manji e Yenni Wahid. Esta última, uma indonésia, trabalha na política partidária de seu país e busca "um islã democrático, pluralista, multicultural e tolerante" - mas Wafa não acredita nisso. Em um debate na Al Jazeera, ela definiu sua crença ao dizer que não era nem muçulmana, nem cristã, nem judia e ouviu seu interlocutor, o xeque egípcio Ibrahim Al Khouli, acusá-la de herege e de ter blasfemado contra o Islã, contra o Corão e contra o profeta. Wafa respondeu dizendo que não acreditava mais no sobrenatural, que era uma pessoa secular. Disse também que as crenças das pessoas são assunto particular delas e devem ser deixadas assim. "Irmão, você pode acreditar até em pedras, contanto que não as atire em mim". Em outra ocasião já tinha declarado:
"O conhecimento me libertou do pensamento atrasado. Alguém tem de ajudar a libertar o povo muçulmano dessas crenças erradas".


_____________________________________
A transcrição do debate entre Wafa e o xeque

egípcio  Ibrahim Al Khouli pode ser conferida

AQUI

30 comentários:

  1. Admiro o topete dessa mulher (e de outras que têm coragem de confrontar as bases belicistas do Islã). Mas vocês concordam com ela? A religião de Alah é essencialmente violenta e não suporta conviver com outras religiões? Bem, parece que a história recente confirma isso. Em muitos países muçulmanos se converter ao cristianismo, por exemplo, é punido com a morte.

    Mas haveria também na essência do judaísmo e do cristianismo algo parecido?

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  2. Edu, pensando no que analisou o Gil sobre cada confrade, o que eu já sabia ficou mais forte, sou aquela comentarista do trivial, e quem precisa perder tempo lendo aquilo que se esfrega em nós a cada momento? rsrs No entanto, sou teimosa né?

    Eu penso que a senhora Wafa, esta muito equivocada quando vítima de um trauma e de uma consciência sobre fanatismo religioso abandona a sua fé e considera as crenças atraso. Se eu entendi bem, ela se contradiz quando afirma: ""O que nós estamos vendo não é um choque entre religiões ou de civilizações. É o choque entre a civilização e o atraso, entre a barbárie e a razão."

    Então sigamos com a nossa fé...

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  3. Guiomar quando disse que você fala o trivial quis dizer que sempre está a nos lembrar que não adianta fantasiarmos nossas ideias sem considerar os textos e doutrinas básicas do cristianismo. Então você acaba forçando os confrades a explicar o que parece tão explicado. Então surgem a partir daí novos conceitos, você toca abola no seu jeito de jogar e quem precisa convencer ao contrário que toque de outro jeito rsrsrsrs

    Por favor não pense que estou desmerecendo suas opiniões, pelo contrário, admiro muito sua inteligência e dos demais aqui. Além de confessar uma admiração muito grande pela sua espiritualidade e fé.

    Você tem a sua visão e defende muito bem, pois conhece as sagradas escrituras em seus detalhes. As vezes até apelo qui pra você.

    Enfim sou admirador seu e qualquer avaliação que façamos aqui de quem quer que seja sempre será limitada e injusta rsrsrs

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  4. Edu meu caro confrade

    Um texto polêmico e interessante, pois é uma discussão que está aí na mídia o tempo todo e principalmente depois do acontecimento das torres gêmeas.

    Afinal existe um país mais terrorista do que EUA? O Islã mostra um pouco de forma nada sútil o que o EUA faz de muito de forma muito sútil.

    As torres gêmeas e tantas outras guerras tem um motivo muito maior do que realmente parece ao meu ver. Estratégias de inventar guerras o EUA sabe muito bem fazer e o número de mortos somado pela ação americana nem se compara aos fundamentalistas.

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  5. Mas o assunto aqui é outro...

    É fato: há muito mais terroristas muçulmanos em atividade no mundo que cristãos ou judeus dispostos a matar em nome de Deus.

    É fato também que Fundamentalistas sanguinários nunca foram uma exclusividade do mundo islâmico. Nas Cruzadas e na Inquisição, por exemplo, judeus e muçulmanos sentiram o fio das espadas cristãs ou arderam na fogueira simplesmente porque professavam outra crença.

    Parte da má fama do islamismo seguramente se deve também à polêmica jihad - um conceito essencial da religião islâmica e frequentemente confundido com "guerra santa". "O significado básico é empenho ou esforço, algo mais ou menos como seguir o caminho de Deus com determinação", explica o historiador Bernard Lewis, autor do livro The Crisis of Islam: Holy War and Unholy Terror ("A Crise do Islã: Guerra Santa e Terror Profano", inédito no Brasil).

    O problema é forma como se interpreta estas mensagens ao "pé da letra".

    Assim como Wafa (concordo com a Guiomar seu trauma influencia suas ideias) existem outras como Ayaan Hirsi Ali, autora do bestseller Infiel (Companhia das Letras, 2007), Nascida na Somália e criada entre Arábia Saudita, Etiópia e Quênia, ela escreve em seu mais recente livro (Nômade, ainda inédito no Brasil): "Crianças islâmicas em todo o mundo são ensinadas como eu fui: a desejar e perpetuar a violência contra o inimigo - o judeu e o satã americano."

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  6. Edu você pergunta:

    Mas haveria também na essência do judaísmo e do cristianismo algo parecido?

    Imagina estas passagens interpretadas literalmente:

    ALCORÃO

    "Uma vez expirados os meses sagrados, matai os idólatras onde quer que os encontreis, e apanhai-os e tornai-os prisioneiros, e ficai a sua espreita; mas, se eles se convertem, se observam a oração, se concedem a esmola, então deixai-lhes livre o caminho, pois Deus é indulgente e misericordioso."

    (Sura 9:5)



    TORÁ (Antigo Testamento)
    "Quando o Senhor teu Deus te houver introduzido na terra, à qual vais para a possuir, e tiver lançado fora muitas nações de diante de ti, os heteus, e os girgaseus, e os amorreus, e os cananeus, e os perizeus, e os heveus, e os jebuseus, sete nações mais numerosas e mais poderosas do que tu. E o Senhor teu Deus as tiver dado diante de ti, para as ferir, totalmente as destruirás; não farás com elas aliança, nem terás piedade delas."

    (Deuteronômio 7:1-2)


    BÍBLIA (Novo Testamento)
    "Pois eu vos digo que a qualquer que tiver ser-lhe-á dado, mas ao que não tiver, até o que tem lhe será tirado. E quanto àqueles meus inimigos que não quiseram que eu reinasse sobre eles, trazei-os aqui, e matai-os diante de mim."

    (Lucas 19:26-27)

    Imagine então uma nação poderosa utilizando deste ingredientes e dos fundamentalistas sanguinários para querer criar uma guerra? Isto é uma pólvora ou não? é só fazer o que o EUA faz acender um fósforo principalmente se no local existir petróleo o fogo acende mais rápido rsrsrsrsr

    Dizer que a cultura ocidental e os judeus não criam "terrorismo" mostra sua imparcialidade e confirma realmente que seu sonho era morar nos EUA. Pra mim o terrorismo se não é criação ocidental é alimentado por esta cultura.

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  7. Gui, continue teimosa. Todos somos teimosos...rs

    Não há contradição na fala de Wafa. Para ela, o islã é o atraso e a barbárie.

    Wafa abandonou sua religião depois de pensar sobre ela e de criticá-la e de chegar à conclusão de que o Islã é uma religião essencialmente violenta. Ela tem boas razões no que diz.

    Veja o que diz uma das suratas do Corão:

    “Sabei que aqueles que contrariam Alá e seu mensageiro serão exterminados, como o foram os seus antepassados; por isso Nós lhe enviamos lúcidos versículos e, aqueles que o negarem sofrerão em afrontoso castigo.” (Alcorão, Surata, 58,5)

    Ora, alguém por certo dirá que a Bíblia também é violenta - e isto é verdade. Veja por exemplo esse versículo de Samuel:

    “Vai, pois, agora e fere a Amaleque; e destrói totalmente a tudo o que tiver, e não lhe perdoes; porém matarás desde o homem até a mulher, desde os meninos até aos de peito, desde os bois até as ovelhas, e desde os camelos até aos jumentos”. (15,3)

    Mas a questão é que essas passagens estão inseridas num momento histórico específico, onde a lança e a guerra eram o trivial, o normal.

    Mas há uma diferença aí entre Islã e o judaísmo e o cristianismo. Hoje nenhum judeu ou cristão (a não ser possíveis extremistas minoritários que não serão apoiados pela grande maioria) aceita se matar baseados em versículos da Bíblia, o que não acontece com o Islã.

    Tanto o judaísmo quanto o cristianismo passaram por uma atualização histórica quanto à "guerra sagrada" dos seus antepassados.

    Parece que falta o Islã fazer o mesmo.

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  8. Gil, vamos por partes como faria o Jack:

    De fato, a geopolítica dos EUA ultrapassam o tema do texto. A questão básica aqui é: o Islã é essencialmente (ainda hoje) violento?

    Em todos os países em que o Islã é a religião de Estado, direitos humanos(pelo menos do ponto de vista ocidental) básicos são violados. As mulheres são tratadas como inferiores. Possuem bem poucos direitos. Podem morrer se forem adúlteras. Se alguém se converter a outra religião é condenado a morte.

    O Islã nesses países é sim, atrasado, em minha opinião.

    O problema do Islã é que ele não se modernizou; não deixou de lado a ideia de que os "infiéis" são seus inimigos mortais, coisa que o judaísmo e o cristianismo já fizeram.

    Mas confesso que digo isso a partir do que leio nos jornais e revistas. Ainda não li uma boa obra que faça uma analise mais profunda da religião de Maomé

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  9. Gil, agora uma provocação:

    se você pudesse hoje escolher ir morar nos EUA ou no Irã, para onde você iria?

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  10. EDU sem dúvida alguma no Brasil

    Só desejo que os EUA e seus aliados não atrapalhem nosso desenvolvimento. Não é uma questão de síndrome de cachorro pequeno... não precisam ajudar é só não atrapalhar com seus protecionismos "terroristas".

    Lembre-se que Saddam Russem foi cria dos EUA para não permitir o crescimento do Irã e o tiro saiu pela culatra ou será que o tiro saiu para vender armas e ganhar petróleos???

    O que quero dizer EDU que o desenvolvimento por si só traz estas mudanças necessárias que vão diminuindo os fundamentalistas e fazendo de uma nação um lugar mais civilizado. Mas para desenvolver é necessário uma nação não subjugar outra também.

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    1. Wafa é refém deste domínio tanto quanto o povo islâmico e as nações do terceiro mundo...

      Ela contradiz sim quando diz:

      "O que nós estamos vendo não é um choque entre religiões ou de civilizações. É o choque entre a civilização e o atraso, entre a barbárie e a razão."

      Da onde vem este atraso?

      A diferença de Waja é que ela dorme na casa do inimigo enquanto seu povo sofre sobre os domínios do inimigo. Ela deveria sair do faraó e levar seu povo à terra prometida.

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  11. Edu,

    O Islã é hoje o que os judeus e o cristãos foram no passado. A questão que deve ser considerada pela Sra Wafa, é que neste "rodízio" de religiões que disseminam violência em nome do seu Deus, neste momento a seta aponta para os filhos de Alá. Mas não deverá ser surpresa para ninguém se num futuro próximo, esta posição vier a ser ocupada por outra tradição religiosa.

    Como esse fenômeno é característicos das religiões monoteístas, que no decorrer da história se apresentaram como sendo as mais violentas, tanto o cristianismo como o judaísmo possuem potencial para ocupar o lugar do Islã.

    E nessa disputa o cristianismo detém larga vantagem sobre seu concorrente!

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  12. Jackson do Pandeiro ― famoso compositor paraibano de minha terra ― Alagoa Grande, fez a letra de um forró arretado que cabe muito bem no espírito de Javé e Alah ― , isto é, no imaginário de seus torcedores.

    Peço licença ao pastor da L&M, para trazer o hino deste forrozeiro Alagoagrandense, que poderia ser tanto torcedor de Javé, quanto torcedor de Alá (kkkkkkkk):

    "Esse jogo não é um a um
    (se o meu clube perder é
    zum-zum-zum)
    Ah olhe o Jogo não é um a um
    (se o meu clube perder é
    zum-zum-zum)

    O meu clube tem time de primeira
    Sua linha atacante é artilheira
    A linha média é tal qual uma barreira
    O center-forward corre bem na dianteira
    A defesa é segura e tem rojão
    E o goleiro é igual um paredão
    Esse jogo não é um a um
    (se o meu clube perder é
    zum-zum-zum)
    Mato um mais o Jogo não é um a um
    (se o meu clube perder é
    zum-zum-zum)

    É encarnado e branco e preto
    É encarnado e branco
    É encarnado e preto e branco
    É encarnado e preto

    É encarnado e branco e preto
    É encarnado e branco
    É encarnado e preto e branco
    É encarnado e preto

    O meu clube jogando, eu aposto
    Quer jogar, um empate é pra você
    Eu dou um zurra a quem aparecer
    Um empate pra mim já é derrota
    Mas confio nos craques da pelota
    E o meu clube só joga é pra vencer.

    O meu clube tem time de primeira
    Sua linha atacante é artilheira
    A linha média é tal qual uma barreira
    O center-forward corre bem na dianteira
    A defesa é segura e tem rojão
    E o goleiro é igual um paredão.

    Esse jogo não é um a um
    (se o meu clube perder é
    zum-zum-zum)
    Mato um mais o Jogo não é um a um
    (se o meu clube perder é
    zum-zum-zum)

    É encarnado e branco e preto
    É encarnado e branco
    É encarnado e preto e branco
    É encarnado e preto
    É encarnado e branco e preto
    É encarnado e branco
    É encarnado e preto e branco
    É encarnado e preto

    Esse jogo não é um a um
    (se o meu clube perder é
    zum-zum-zum)
    Mato um mais o Jogo não é um a um
    (se o meu clube perder é
    zum-zum-zum)

    Mas rapaz uma coisa dessa tambêm
    tá demais
    O juiz ladrão rapaz
    Eu vi com esses dois olhos que a terra
    há de comer
    Quando ele pegou o rapaz pelo calção
    O rapaz ficou sem calção.

    Ah olho o jogo não pode ser um a um
    (se o meu clube perder é
    zum-zum-zum)
    Mato um mais o Jogo não é um a um
    (se o meu clube perder é
    zum-zum-zum)"

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  13. Edu, não questiono ela haver abandonado o islamismo, e sim o haver declarado não a todos os credos. Veja que neste parágrafo está bem claro que por sua experiência com o islã ela descarta todo tipo de fé religiosa.

    "Wafa respondeu dizendo que não acreditava mais no sobrenatural, que era uma pessoa secular. Disse também que as crenças das pessoas são assunto particular delas e devem ser deixadas assim. "Irmão, você pode acreditar até em pedras, contanto que não as atire em mim"."

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  14. Gil meu amado, fique tranquilo, eu mesma nunca fui satisfeita com o meu QI kkkkkkkk Sei que você valoriza a todos nós.

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  15. Doni, " Mas não deverá ser surpresa para ninguém se num futuro próximo, esta posição vier a ser ocupada por outra tradição religiosa."

    As pessoas estão evoluindo, impossível tamanho retrocesso. Creio ser bem mais provável uma grande onda de intolerância contra toda classe de fé.

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  16. Gil "A diferença de Waja é que ela dorme na casa do inimigo enquanto seu povo sofre sobre os domínios do inimigo. Ela deveria sair do faraó e levar seu povo à terra prometida."

    Sem comentários!!!

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  17. Verdadeira fé, verdadeira coragem e verdadeiro amor, são coisas inseparáveis, uma forma una trinitária.
    Fanáticos por não terem coragem são incapazes de amar e por serem incapazes de amar não são Homens e por não serem Homens, que valor tem sua fé?

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  18. Espero Gui, que no futuro os avanços ocorram também nessa área. Acho difícil, pois como bem sabemos, os religiosos que se abrem para certas verdades são logo tachados de seculares e condenados a priori. E eu diria mais, somente tolerância e respeito para com a fé alheia não são suficientes.

    Estas e muitas outras razões nos mostram que o buraco é bem mais embaixo...

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  19. Gil, Doni, Gui e Levi:

    mas a Wafa não se julga "prisioneira" desse "domínio"(americano) - muito pelo contrário. Ela se julga exatamente livre do domínio do que ela chama de "barbárie" islãmica.

    a frase do Gil, muito interessante: A diferença de Waja é que ela dorme na casa do inimigo enquanto seu povo sofre sobre os domínios do inimigo. Ela deveria sair do faraó e levar seu povo à terra prometida.

    Mas essa é uma afirmação que com certeza ela não concordaria. O povo dela sofre sobre o domínio da sua própria cultura teocêntrica muçulmana, cultura essa que ela renegou por não concordar.

    Vou citar aqui uma frase do Luz Felipe Pondé sobre o Islã:

    Grande parte do mundo islâmico trata mulher como animal de estimação e, acima de tudo, acha que, se você não é islâmico, é 'menor', quando não deve ser simplesmente eliminado. Há pouca noção de 'respeito ao outro' no islamismo...mas ninguém pode dizer isso (grande parte do islamismo não respeita o outro) porque é politicamente incorreto.

    Parece que o problema está nos próprios fundamentos do Islã e do cristianismo. O cristianismo não nasceu como religião que tinha por missão converter os outros pela força e pela espada ("nossa luta não é contra sangue e carne"); já no Islã foi exatamente a ideia de "guerra santa" em suas origens que vem alimentado essa violência dos terroristas árabes.

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  20. É... Não aplaudir Wafa Sultan pela sua coragem e ousadia é assinar o próprio atestado de involução. "Incrível o aposento, mas limitado o hóspede". Como disse Dickinson.

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  21. Na minha opinião esta comparação do islamismo com outras religiões tem um equívoco muito grande quando não levado em conta a questão social dos países e a forma como são colonizados.

    O Islã mata muito menos gente com seus homens bombas do que a guerra civilizada dos estados europeus e os americanos que se dizem cristãos.

    Não consigo admirar uma pessoa que se curva ao dominador para criticar seu povo dominado.

    Teria Wafa coragem suficiente de criticar as barbaridades do EUA. Ficaria ela ali no civilizado país?

    "O que havia em você que eu pudesse influenciar? Seu cérebro? Ele era subdesenvolvido. Sua imaginação? Ela estava morta. Seu coração? Ainda não tinha nascido" Oscar Wilde


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    1. É bom que se saiba que é o site "Visão Judaica" que faz a propaganda de Wafa. (rsrs)

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  22. Nobres Amigos Confrades,

    A responsabilidade esta toda sobre a evolução de uns, e a não evolução de outros.

    Sem mais para o momento kkkkkkkk

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  23. Nobres Amigos Confrades,

    É interessante lembrar que essas questões que envolvem fundamentalismos religiosos que resultam em gritos de violência denominados de "terrorismo" na grande maioria das vezes por outros que também de forma mais comedida ou camuflada não deixam de ser fundamentalistas, fazem parte e estão ligadas a toda a história da humanidade. É um assunto que esta ligado a evolução das civilizações, onde cada qual tem o seu tempo.

    É como Freud de forma sábia e assertiva afirmou, "a história universal é essencialmente uma sequência de assassinatos de povos". E muito me admira alguns cristão reclamarem de "terrorismo", tendo sua história regada a sangue, isto é muito estranho kkkkkkkk é como dizem aqui pelo sul, "pimenta nos olhos dos outros é refresco" kkkkk

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  24. Este comentário foi removido pelo autor.

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  25. Matheus, seria os cristãos que assassinavam? Será que a própria Wafa responde:
    ","O que nós estamos vendo não é um choque entre religiões ou de civilizações. É o choque entre a civilização e o atraso, entre a barbárie e a razão. É um choque entre a liberdade e opressão, entre democracia e opressão. É o embate entre direitos humanos e os que violam os direitos humanos".

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  26. Frase de Wafa digna de repetição: ","O que nós estamos vendo não é um choque entre religiões ou de civilizações.É o choque entre a civilização e o atraso, entre a barbárie e a razão" E nenhum fundamentalista está do lado da civilização nem da razão. Eu disse fundamentalista, seja ele muçulmano, cristão, xiíta ou mormon. Não importa a denominação da agnosia.

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  27. Gil,

    nos EUA pelo menos, Wafa não vai ser tratada como ser inferior ao homem. Talvez se fossemos mulheres nascidas em cultura islâmica radical também acharíamos que os EUA são o paraíso!

    E que venha novo texto!!!

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