quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

LILITH, O MITO( By Anja Arcanja)



By Anja Arcanja

postado originalmente no meu blog O Mundo Da Anja http://omundodaanja.blogspot.com.br/2012/12/lilith-o-mito-by-anja-arcanja.html

O Canto de Lilith (Romulo Narducci)

Sou do desejo a inspiração divina,
Dos homens o paraíso e o inferno.
Não há castelos, presídios ou mosteiros
Que eu não entre furtiva
E semeie o desejo pleno.

Penetro mentes em doces devaneios,
Invado corpos em frenesis supremos.
O oriente conclamou-me religião,
O ocidente devotou-me maldições.

Inspirei Sade em seu clastro,
Tentei Cristo e Sidarta.
Não há quem não resista ao meu abraço,
Não há quem não sinta o fio da adaga,
E aos conjurosos movimentos de meus quadris
Não se entregue ao meu beijo perdido.

Beije-me e terás a morte dos sentidos!


Lilith... um mito que precede o folclore judaico, pois é de origem Suméria, sendo a resplandecente "Rainha do Céu", seu nome, “Lil” sinônimo de “ar” ou ‘tormenta”. Segundo Engelhard, a figura feminina de Lilith está presente nas mitologias sumerianas, babilônicas, assíria, Cananéia, hebraica, árabe, persa e teutônica, mas, é rejeitada pela cultura e religião judaica sobremodo,  tradicional, machista e patriarcal (redundância intencional). Mas o mito ganhou força mesmo nas lendas folclóricas assírio, babilônica e  hebraica, habitando sempre os desertos e, na cultura hebraica, após abandonar a Adão fugiu para o deserto,  onde teve turbulentas aventuras eróticas com anjos caídos e se firmou como demônio. Lilith profanou o nome de Deus e, habitava nos desertos no em torno ao mar vermelho, onde também habitam os demônios e espíritos malignos, segundo a tradição hebraica, é um lugar maldito! Com sua sede de vingança, ceifava a vidas dos viajantes que passavam, mantendo com eles relações sexuais e após o coito, decepava-lhes o pênis apenas com a força da vagina. Reza a lenda que Lilith era capaz de gerar 100 filhos por dia! Incubus, quando masculinos e sucubus quando femininos. Eram demônios com poderes vampíricos e daí surgiram as lendas dos vampiros.  Nas lendas judaicas onde impera o machismo e o regime patriarcal, Lilith é sempre vista de forma negativa, enquanto Eva, é apresentada como dona de uma singular beleza e de qualidades impares e sempre, SUBMISSA.

São inúmeros e divergentes os relatos orais e escritos sobre o mito Lilith. Samael Aun Weor, fundador do Movimento Gnóstico Cristão Universal diz que Adão teria tido duas esposas originalmente: Lilit e Nahemah. Para Samael Aun Weor, “Lilith é a mãe dos abortos, da homossexualidade e, em geral, de toda classe de crimes contra a natureza. Nahemah é a mãe da beleza maligna, da paixão e do adultério”.  Por isso, ambas refletiriam o que os esotéricos gnósticos chamam de infrassexualidade, que é tratada pelos gnósticos, como toda a relação “contrária” a natureza humana, como por exemplo, PARAFILIAS, COMPULSÕES, FIXAÇÕES, PERVERSÕES, FETICHES, FANTASIAS e demais “desvios” em relação ao que se considera sexualidade "normal". É um demônio!

É impossível não fazer uma análise do mito de Lilith em relação ao surgimento da inquisição na Idade Média; pois estão intimamente ligados. No tribunal do Santo Ofício os inquisidores consideravam como bruxa toda mulher que demonstrasse algum tipo de rebeldia contra a ordem patriarcal. A rebeldia era o primeiro sinal de bruxaria. Se a mulher fosse ruiva ou albina, o inquisidor não tinha mais dúvida que estava realmente diante de uma bruxa. O julgamento era precedido de torturas e, durante o julgamento a mulher era torturada in extremis até confessar suas relações com o demônio. Quando esta confissão ocorria os inquisidores aumentavam as torturas até que a mulher confessasse que mantivera relações sexuais com o demônio. Estas supostas relações sexuais eram descritas com riquezas de detalhes eróticos o que transformava o tribunal do Santo Oficio numa orgia sadomasoquista. A punição de Lilith, por outro lado, reside no seu banimento da comunidade dos homens: no isolamento social e na solidão. Ela deve sofrer as consequências dos seus atos sozinha no deserto. Deve ainda atormentar com sua sensualidade e seu erotismo o sonho casto do santo, daquele que busca ter um coração puro. Nisto consiste a sua maldição. Ela agora não é apenas excluída, é temida. E pela força da sua sensualidade é também desejada. A relação de Lilith com o sexo oposto é marcada pela ambivalência: amor e ódio, atração e repulsão, medo e desejo, prazer e destruição.

Como disse Engelhard:

"Toda a experiência de angústia, que combina opressão, terror, pânico, ânsia, susto, respiração ofegante, frenesi, é a terrível presença de Lilith, que também provoca, com sua força sexual psíquica, orgasmos desenfreados, desejos promíscuos. Porém, logo em seguida, sobrevém grande melancolia, profundo mal estar, sensação de peso e profunda depressão, sentimento de insegurança e desconfiança, com choros súbitos e dores de cabeça, além de moleza nos membros inferiores."

Muitos veem no mito Lilith apenas a luxúria e desenfreado desejo sexual e de onde vem também o desejo pela homossexualidade e é a causa da repulsa pelos cristãos, que, sem ter conhecimento do que representa o mito, o demonizam e até hoje dão aos que, seja por força de um distúrbio ou que seja sua natureza, tem um apetite sexual exacerbado em comparação a maioria comum, estar sendo dominado pelo demônio Lilith, demônio que invade os sonhos masculinos causando-lhes polução noturna ou desejo de masturbação e nas mulheres, desenfreado desejo sexual ou bissexual (este também presente nos homens).

Mas não é apenas assim que Lilith deve ser vista, antes, ela representa o desejo de se compreender a diferença entre os mitos da criação de Gênesis, já que em sua primeira história Genesis 1: 26 - 28, homem e mulher são criados iguais e conjuntamente, enquanto na segunda história, em Gênesis 2: 20 - 25, a mulher é criada depois do homem e a partir de seu corpo. Talvez daí, Lilith, tendo sido feita da mesma matéria prima de Adão, sentindo-se (e sendo) igual a ele, não admitia apenas ser dominada na hora da cópula, mas queria dividir com Adão a tarefa não apenas de nomear a criação, mas quiçá também quisesse zelar do jardim, dividindo igualmente com o homem todas as tarefas; tanto as dele, como as dela e é esta lógica que hoje muitas mulheres veem em Lilith. A luta não por independência, mas por igualdade.

Priscila Pereira, ativista feminista, teóloga e mestrando em ciência da religião, assim descreve Lilith: 

“Lilith, que segundo o mito rabínico, foi a primeira esposa de Adão; a mulher que não foi criada da costela, mas da mesma estrutura e junto ao homem; aquela que tinha liberdade com o próprio corpo, com sua sexualidade, e por causa disso, foi expulsa e demonizada, para que servisse de exemplo às suas descendentes, e ficasse subentendido que a mulher vem do homem, deve se submeter e dar prazer, e não receber. A primeira feminista, que brigou contra os dogmas, conhecia o próprio corpo e teve coragem de sair de sua zona de conforto em busca de sua liberdade e igualdade.”

E é assim que eu, também a vejo: o mito que anseia igualdade, a mulher que não se submete, mas também seria um demônio que atrai e afugenta os homens? É temida e desejada? O mito foi demonizado pela força masculina imposta por uma sociedade que provém de uma cultura historicamente patriarcal, sufocou o grito do mito Lilith e não apenas o sufocou, mas, deu-lhe o status de mãe de toda impureza e (homo) sexualidade tida pela sociedade (patriarcal) como sendo algo antinatural, impróprio, indesejado e que, portanto, devesse ser banida de nosso convívio, usando todo e qualquer meio necessário para banir do convívio da sociedade, este mal demoníaco que veio para assombrar não somente homens, mas também mulheres com seu desejo, volúpia e compulsão pelo prazer (seja ele sexual ou não). Mas ainda hoje este grito ecoa nas mentes e corações de mulheres que buscam igualdade entre os gêneros.

Sou indomável, sou sexual, sou temida e não temo a ninguém; eu vou à busca do que quero e, conquisto. Eu sou Lilith! (Anja Arcanja).

"Desde o início da criação, foi somente um sonho" (Rabi Simon ben Laqish)

77 comentários:

  1. Nobre Amiga Anja,

    Ótimo artigo.

    Os mais conservadores que aqui se camuflam diriam que é um ataque da pomba-gira no terreiro da Logos rsrsrsrs... Os freudianos e junguianos provavelmente levaram o assunto para a área dos padrões de comportamentos humano, talvez discutir o conceito junguiano de arquétipo, ou ainda conjecturar acerca do animus e da anima, tentando desvendar mistérios da psiquê feminina e masculina... Mas há ainda aqueles que não suportam a ideia de mulheres que não sejam submissas, esses por sua vez, provavelmente chegaram por aqui cantando Amélia de Ataulpho Alves e Mário Lago...

    Nunca vi fazer tanta exigência
    Nem fazer o que você me faz
    Você não sabe o que é consciência
    Nem vê que eu sou um pobre rapaz

    Você só pensa em luxo e riqueza
    Tudo que você vê você quer
    Ai, meu Deus, que saudade da Amélia
    Aquilo sim é que era mulher

    Às vezes passava fome ao meu lado
    E achava bonito não ter o que comer
    E quando me via contrariado
    Dizia: Meu filho, que se há de fazer

    Amélia não tinha a menor vaidade
    Amélia é que era mulher de verdade
    Amélia não tinha a menor vaidade
    Amélia é que era mulher de verdade

    Às vezes passava fome ao meu lado
    E achava bonito não ter o que comer
    E quando me via contrariado
    Dizia: Meu filho, que se há de fazer

    Amélia não tinha a menor vaidade
    Amélia é que era mulher de verdade
    Amélia não tinha a menor vaidade
    Amélia é que era mulher de verdade

    O fato, é que o mito Lilith quando visto desta forma, como parábola, é muito atual e serve para compreender alguns aspectos do comportamento da mulher ocidental em sua luta pela reintegração na comunidade machista dos homens. Um incentivo a quebra de tabus, de preconceitos e de limitações machistas que ainda são impostas a mulher, que assim como o homem também possui direitos e deveres.

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    1. Curti com louvor seu comentário Matheus!

      O mito Lilith aparece somente em Isaías na bíblia em Isaías e analisando o trecho, Lilith encontra-se entre animais de carga negativa, como urubu e coruja, hiena, animais da noite, que comem carne em decomposição, ratos e etc., são impuros e causam repulsa. Ela foi amaldiçoada por Deus a viver assim, banida. Lilith apresenta um aspecto dual, grande mãe terrível e anima sedutora. Nessa tradição, pode-se dizer que o feminino sempre foi visto como ameaçador, foi desvalorizado e demonizado. Já “a literatura interessa-se, sobretudo por Lilith, a revoltada, que na afirmação do seu direito à liberdade e ao prazer, à igualdade em relação ao homem, perde a si própria, assim como perde aqueles que a encontram” (BRUNEL, 1997, p. 583). Assim, Lilith é citada pela carga negativa que representa.

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    2. Enquanto o legado de eva ainda hoje é louvado, o de lilith de igual forma é amaldiçoado.

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    3. A figura de Lilith é ambígua, possui origens diversas e contraditórias, mas sempre se mantém seu aspecto negativo, destruidor e demoníaco. Ela está em constante mudança e se manifesta em todo e qualquer sentimento negativo tanto na mulher que se revolta, quanto no homem que liberta desejos ocultos.

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  2. Anja apesar de você não colocar nos marcadores o tema feminismo deixa eu dizer aqui sobre a teologia feminina:


    1. ORIGENS DO FEMINISMO CRISTÃO

    No fim do século passado, um grupo de mulheres cristãs norte-americanas, lideradas por Elizabeth Cady Stanton, começaram a se reunir periodicamente para estudar todas passagens bíblicas onde havia referência à mulher, a fim de relê-las e interpretá-las à luz da nova consciência que a mulher tinha de si mesma. Nesses encontros nasceu a Woman’s Bible, editada em duas partes, respectivamente em 1895 e 1898, uma obra que abalou o mundo protestante americano. A realização desse vasto projeto de revisão e re-interpretação da Bíblia por parte de um grupo de mulheres é o primeiro sinal marcante de uma nova consciência da mulher, que amadureceu também no interior de comunidades cristãs. A idealização da Bíblia da Mulher foi considerado como um fato tanto cultural como eclesial e como ponto de partida de um longo processo, que levaria em torno dos anos sessenta — contemporaneamente ao emergir das teologias da libertação — à elaboração do projeto de uma “teologia feminista”.

    1.1 No campo católico

    Fundou-se a “Aliança Internacional Joana D’Arc”, instituída na Grã-Bretanha em 1911. Foi um dos primeiros movimentos no meio católico e propunha-se a “assegurar a igualdade dos homens e das mulheres em todos os campos”. As associadas da Aliança usavam como lema de reconhecimento a fórmula: “Pedi a Deus: Ela vos ouvirá!” O uso polêmico do feminino “Ela” a propósito de Deus sublinhava que Deus não é nem masculino nem feminino, mas está além das diferenciações sexuais, relativizando assim, pelo menos no plano linguístico, o predomínio do gênero masculino.

    1.2 No campo protestante

    Verificou-se outro momento importante no período de 1956 a 1965, quando as principais correntes do protestantismo decidiram admitir as mulheres no pastorado, fato que representou uma grande novidade eclesiológica nestas comunidades, com exceção das igrejas livres do Estados Unidos que praticavam a ordenação de mulheres desde 1853.

    2. INFLUÊNCIA NA TEOLOGIA CATÓLICA

    O movimento teológico feminino em crescente ascensão se impôs também à teologia da Igreja católica: Por ocasião do Concílio Vaticano II, quando um grupo de mulheres, chefiadas por Gertrud Heinzelman, dirigia-se publicamente aos padres conciliares com o livro-manifesto, onde o tema principal era: — “Não estamos mais dispostas a calar”. A Editora do volume, argumentando a partir de sua condição de jurista, se exprimia na introdução da obra da seguinte forma: “Se o batismo faculta ao homem receber os sete sacramentos, mas faculta à mulher receber apenas seis sacramentos, então o batismo não opera com a mesma eficácia no sentido de tornar o homem e a mulher membros da Igreja. Deste modo se era proibido à mulher a recepção de um sacramento, isto significava a redução dos direitos eclesiais da mulher como pessoa, como também uma diminuição no que tange ao estatuto dos membros da Igreja. Além disso, no que se refere ao estado laical, os direitos dos homens e das mulheres não eram equivalentes, por que os homens tinham a possibilidade de receber a ordenação sacerdotal, enquanto as mulheres permaneciam excluídas desta possibilidade”.

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  3. 3. DA TEOLOGIA DA MULHER A TEOLOGIA FEMINISTA

    A teologia feminista não é, propriamente falando, uma “teologia da mulher”. Nos anos do pós-guerra, como reação às abstrações de certa teologia neo-escolástica e para fazer frente a novos problemas emergentes, afirmaram-se as chamadas “teologias do genitivo”, como por exemplo — para relembrar as mais conhecidas e as melhor elaboradas - “a teologia das realidades terrestres” (Thils) e a “teologia do trabalho” (Chenu). Nas teologias do genitivo, o genitivo (objetivo) exprime o âmbito, o setor da realidade, o objeto, sobre o qual se aplica a reflexão teológica. As teologias do genitivo são teologias chamadas de “setoriais” e servem para dar mobilidade e concretude ao discurso teológico. Elas são de alguma forma, inevitáveis, mas pode-se abusar delas na medida em que os genitivos podem ser acriticamente multiplicados e nem sempre delimitam, sob o perfil metodológico, um adequado campo de pesquisa e de reflexão teológica.

    3.1 A Teologia da Mulher

    No contexto da vivaz proliferação das teologias do genitivo surgiu, nos anos Cinqüenta, também uma “teologia da mulher”. No ano mariano de 1954, em que se celebrava o centenário da definição do dogma da Imaculada Conceição (1954), um número especial da revista L’Agneau d’Or propôs “o esboço de uma teologia da mulher”, tema que foi retomado nos anos seguintes, por exemplo, na publicação da obra “Elements pour une théologie de la femme” (Rondet) e em “Pour une théologie de la féminité” (Henry). A teologia feminista é decididamente crítica com relação à “teologia da mulher” por causa da sua unilateralidade e de seu androcentrismo (pensamento centrado em sí própria ou preocupada consigo mesma); com efeito, ela foi elaborada por teólogos (e, além do mais, “clérigos”), que não elaboravam uma correspondente “teologia do homem “, ou “teologia da masculinidade”, além disto, também por força de sua própria origem utilizavam acriticamente representações e esquemas mentais derivados da dominante cultura patriarcal. Karl Barth, foi mais correto, sob o perfil metodológico, quando dedicou uma seção da sua Kirchliche Dogmatik (no vol. III/4, editado em 1951) a uma “antropologia dos sexos”, onde enfrentava o tema antropológico de homem e da mulher, ainda que sua exposição, do ponto de vista do conteúdo, não estivesse isenta de esquemas mentais derivados também da cultura patriarcal.

    3.2 A Teologia Feminista

    Se quisermos utilizar a categoria de “teologia do genitivo” para dar uma primeira definição da teologia feminista, será preciso dizer que ela é, ao contrário da teologia da mulher, uma teologia do genitivo subjetivo, isto é, uma teologia de mulheres é feita pelas mulheres: “Pela primeira vez, concretamente, as mulheres se tornaram sujeito da própria experiência de fé, da sua formulação e da relativa reflexão, e por isso, sujeito do fazer teologia”, e, somente na dependência deste novo fato cultural e eclesial, a teologia feminista é também uma teologia do genitivo objetivo: mulheres cristãs refletem sobre sua experiência humana e cristã, e experimentam criticamente sua experiência. Desse modo a teologia feminista introduz no círculo hermenêutico — o círculo que liga a experiência do passado fixada nos textos da Bíblia e da tradição à experiência atual da mulher — a outra metade da humanidade e da Igreja, enriquecendo a experiência de fé, a sua formulação e as suas expressões. A teologia feminista é a teologia de mulheres cristãs que tem a coragem de “fazer viagem rumo à liberdade”; ela não quer ser unilateral, mas reagir com eficácia à unilateralidade da teologia dominante e prática eclesial, e se apresenta como uma contribuição “à dimensão incompleta da teologia”, em vista de uma autêntica “teologia da integralidade”.

    Para saber mais minha fonte:

    http://www.bibliapage.com/mulher1.html

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    1. rsrs Gilberto, é que não quis acrescentar mais tags, mas de certo não poderia faltar e corrigi minha falha rs

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  4. Nobres Amigos Confrades,

    Eu tenho por certo, que estudar o Mito de Lilith é um tanto quanto insano se olharmos para ele do ponto de vista teológico ou religioso (não que isso seja impossível). Ainda há pouco, conversava com a autora do artigo, sobre a "depravação" que se debruça sobre Lilith, gerando uma série de opiniões norteadas pela promiscuidade em relação ao mito, na sua maioria pelos então cabeças de lata, que não conseguem absorver o melhor desta parábola.

    Eu sinceramente olho para esse conto mitológico, e o que mais eu percebo, é a ideia de "integração" da mulher na sociedade como ser livre (se tratando das diferenças homem/mulher) , e não "reintegração" como alguns defendem e citei no primeiro comentário. Porque eu digo isso? Porque de fato, a mulher nunca teve na história esse direito, exceto algumas que cheias de coragem se impulsionaram em busca de suas liberdades e por isso pagaram um preço caro.

    Nas antigas civilizações e ainda em algumas, e até mesmo em nosso meio, o homem que tem várias mulheres é o cara, é o pegador, é o machão, ao contrário da mulher que sente-se sentimentalmente livre e assim relaciona-se com que queira. Esta é chamada de puta, vagaba, vadia e tantos outros adjetivos que não estou afim de mencionar. E, é exatamente aqui que ouso dizer que essa "depravação" incorporada em Lilith, nada mais é, que essa busca por direitos iguais e pelo mesmo trato, não que isso seja somente relacionado ao exemplo sacana que dei, falo em todos os aspectos, como família, trabalho, igreja, e por ai vai. Em termos psicológicos esta depravação que abrilhanta o Mito de Lilith representa na verdade o recalque dos instintos mais primitivos da natureza feminina, a agressividade e a sensualidade. A repressão destes instintos produziu como conseqüência a supressão da liberdade e da espiritualidade da mulher na cultura patriarcal.

    Definitivamente, ao meu ver, este Mito esta mais ligado a um contexto social e psicológico do que qualquer outro. E desta forma, olhando do ponto de vista social, já se percebe grandes conquistas como a igualdade jurídica e outros direitos sociais e econômicos, a convivência lado a lado com o homem, na vida cotidiana, tem servido para transformar e humanizar a própria condição masculina com um pouco da ternura produzida pelo sentimento e pela intuição que transbordam da alma feminina. Enfim, Lilith tem muito mais a mostrar do ponto de vista social e psicológico do que possamos imaginar. É como costumo dizer, "a muito mais coisas do outro lado da ponte".

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  6. Vou postar aqui uma análise escrita pelo psicólogo e teólogo Antonio Maspoli de Araújo Gomes,

    Reflexões sobre os movimentos de integração do feminino na sociedade
    ocidental...

    "Antes de discorrer sobre a construção evolutiva dos papéis femininos é importante que se compreenda como ocorrem as transformações responsáveis pelo abandono de antigas posições e a aceitação de novos papéis sociais. Numa retrospectiva histórica das diferenças de gênero pode-se remeter às escrituras bíblicas, nas quais não há nenhum fundamento que justifique a atitude de domínio masculino. Na Bíblia Sagrada, Deus criou o homem e a mulher semelhantes um do outro e necessários para a felicidade e cooperação mútua.

    Segundo Saffioti (1969), a mulher nunca foi alheia ao trabalho. Em todas as épocas e lugares ela tem contribuído para subsistência de sua família e para criar a riqueza social. Nas economias pré-capitalistas, especificamente no estágio anterior a revolução agrícola e industrial, a mulher das camadas rabalhadoras era ativa: trabalhava nos campos e nas manufaturas, nas minas e nas lojas, nos mercados e nas oficinas, tecia e fiava, fermentava as bebidas e realizava outras tarefas domésticas. Enquanto a família existiu como uma unidade de produção, as mulheres (e as crianças) desempenharam um papel econômico fundamental. Nesse período a felicidade pessoal da mulher incluía necessariamente o casamento, pois era através dele que se consolidava sua posição social e se garantia sua estabilidade ou prosperidade econômica. Isso implicava ainda que a obediência da mulher ao marido era uma norma ditada pela tradição. Assim, a mulher cuja personalidade que mais se aproxima do tipo ideal formulado pela cultura ocidental é aquela que encarna com dedicação seu papel de esposa e mãe de família. É aquela que reúne as condições para o amplo ajustamento à estrutura familiar e à sociedade como um todo. Em linhas gerais, o grau de integração da mulher na sociedade de classes varia em função do nível de adequação obtido entre os papéis ocupacionais e de seus papéis na família.

    Sobre a construção das atribuições de papéis sociais, Reis (2000) afirma que mudanças de papéis frente à sociedade exigem disponibilidade interna individual e mecanismos externos facilitadores. Nenhuma das alterações vividas pela mulher perecem ter ocorrido por simples coincidência ou capricho. Houve tanto necessidades internas de suas representantes quanto uma demanda social que possibilitou o surgimento da mulher na sociedade. Porém, apesar da exigência social por sua inserção, o sentimento patriarcal impera e pode resultar em um desequilíbrio emocional interno experimentado pela ausência de recursos pessoais necessários ao enfrentamento de novos desafios. Mesmo quando solicitada a participar ativamente a mulher ainda sofre influência do peso de sua história. Apesar deste sentimento não há mais nenhuma atribuição masculina que a mulher não possa exercer, e apenas a própria mulher detém um papel exclusivo: o da maternidade.

    A busca feminina pela assunção de outros lugares no âmbito social é decorrente de novas formas de organização da sociedade, posto que novas formas de viver incitam novas habilidades a fim de permitir adaptação e desenvolvimento de seu meio. Já que o ser humano é o único animal capacitado a alterar através do trabalho, o meio em que vive, ele é o único que não deve exigir cristalização na posição de seus iguais."

    Fonte: O Mito de Lilith e a Integração do Feminino na Sociedade Contemporânea. Revista Âncora.

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    1. O que dizer de seus comentários Matheus? Estou Amando!

      Sobre seu comentários anterior, em que até trocávamos algumas ideias ainda a pouco,gostaria de fazer algumas considerações a, mas, deixa rolar mais alguns coments........ rsrsrs Bjux querido

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  7. Curioso este mito de origem meio suméria e meio hebraico né Anja.

    A mitologia grega é recheada de figuras femininas, a romana mais ainda.

    Lilith é uma figura solitária no panteão hebráico ou existem ainda outras a serem catalogadas?

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    1. Doni, na verdade, o mito é de origem suméria, mas que veio atravessando fronteiras, sofrendo adaptações ente vários povos: babilônicos, assírios, Cananeus, hebraico, árabes, persas...

      Se Lilith é uma figura solitária no panteão hebraico? Não sei! Mas talvez seja a única que não encontrou guarida no cânon! rsrs

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  8. Muito interessante mesmo o post. Mas a questão que ele enseja é ultrapassada. A mulher hoje é muito superior ao homem. E grandes poderes trazem grandes responsabilidades. Se virem com essa agora.

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    1. Gabriel, grata por seu comentário, mas seria mesmo uma questão "ultrapassada"? Como será que uma mulher que anseia vivenciar as mesmas experiencias que um homem é vista na sociedade nos dias atuais? Teria mesmo alcançado a mulher a plena emancipação?

      Vejamos:

      A mulher estando ocupando um cargo na diretoria de uma grande empresa, tendo uma jornada dupla de trabalho, tem de ver seu colega na mesmíssima função ainda com um salário maior que o seu rsrsrs

      A mulher desde pequena é ensinada e condicionada a sempre "ceder" a vontade do homem, seja ele seu marido ou até mesmo, um colega de debates, estando a mulher, sempre posta como "menos" inteligente e, portanto, deve ser do homem e última palavra, sendo esta a palavra da razão (enfrento isto todos os dias em debates na net por não ceder nunca)rsrs

      Agora irei tocar num assunto delicado e que não seria nem a tônica do debate que espero, mas, como um homem vê seu colega de trabalho que sai com várias mulheres? UM PEGADOR e como ele vê uma colega de trabalho que faz o mesmo? UMA VADIA ou sendo mais amena: UMA FÁCIL E DESCARTÁVEL! rsrs É como num bate papo agradabilíssimo que tive com o Matheus hoje comentávamos: a mulher que tem sua independência sentimental, ou seja, que é livre para ir e vir, e assim relacionar-se com quem quiser é uma puta (Matheus) E eu repliquei e tenho certeza absoluta que, quando resolvi assumir minha liberdade, aliás, NOSSA, minha e de meu esposo, cairia invariavelmente neste singelo adjetivo, Fato! Mas se eu falar que apesar de minha postura ousada e a liberdade em mostrar-me em fotos sensuais e até de nudez, a liberdade de meu relacionamento não está na obrigatoriedade de ter uma relação extraconjugal e sim de poder fazer e escolher NÃO fazer, isto não faz ou fará diferença, muitos veem minha liberdade como sendo libertina, E CONTRÁRIA ao que "deus" instituiu como sendo o "modelo" de felicidade familiar.

      Agora eu te pergunto: Em que há igualdade? Ou ainda, em que há superioridade? rsrs

      Ora, este papo que as mulheres são superiores aos homens vindo de um homem, sempre soa estranho vindo do homem que quase sempre intenta ser o guardião da verdade e portador da última palavra rsrs

      Bjux querido..................

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    2. Correção:

      Ora, este papo que as mulheres são superiores aos homens vindo de um homem, sempre soa estranho pois o homem quase sempre intenta ser o guardião da verdade e portador da última palavra rsrs

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    3. A pouco tempo (no ano corrente) uma afirmação de um policial no Canadá causou manifestações por parte de organizações feministas em todo o mundo! O que ele disse? Disse numa rede de televisão que se as mulheres não se vestissem como vadias, não haveria tantos estupros e violencia contra as mulheres!

      Ora! Vai me dizer que isto é um fato isolado? Não! Apenas uns tem coragem de reverberar o que se passa na cabeça da maioria dos homens. Ainda mais no meio evangélico!!!

      rsrs então Gabriel, não consigo ver de forma alguma que o tema esteja ultrapassado e não buscamos estar ou ser superiores, mas sermos iguais, tratadas como iguais, estar no mesmo patamar, enfim.............

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  9. Anja

    Me lembro que desde pequeno minha mãe uma mulher firme e decidida, mãe de onze filhos do mesmo homem meu pai tinha o costume de nos tratar de forma igualitária. Somos sete homens e quatro mulheres.

    Todos eram escalados para os afazeres da casa.

    Meu pai um homem trabalhador honesto pra cacete rsrsrs deixava todo seu ordenado nas mãos de minha mãe.

    Minha mãe o protegia e vice versa. Minha mãe já bem cedo pegava o jornal e lia as reportagens e criticava como dizia: os malditos políticos que roubam o povo mais simples. Era antenada em tudo. O horário do jornal Nacional era mais sagrado que o terço que rezávamos todo dia em família. Ninguém nesta hora dojornal poderia dar um pio, poios ela ficava brava.

    Sempre foi uma doméstica. Não conhecia o mercado que ficava próximo à nossa casa. Viveu cuidando dos filhos e o marido juntamente com os sogros que moravam juntos, especificamente minha vó que viveu mais conosco.

    Certa vez pediu um conselho ao padre ela e meu pai que queriam evitar filhos e o padre disse ser pecado rsrsrs eram cinco viraram onze.

    Ela sofreu muito e sei que foi pela cultura patriarcal. Poderíamos te-la protegido mais. Meu pai dizia que deveria ter cuidado mais dela, apesar que ele sempre foi carinhoso e cuidadoso com ela. mas carregava a culpa por ter tido tantos filhos e não poupado mais minha mãe que vivia enferma.

    Ainda hoje a mulher ainda precisa ganhar espaço que lhe pertence. A desigualdade é enorme apesar de todos os avanços.

    Se eu disser pra você que sou fã do feminismo da forma que se propõe eu estaria mentindo. Creio que a sociedade em particular o homem e mulher precisam juntos conquistarem um espaço onde nem um e nem outro ultrapasse os limites do bem senso de convivência. Neste quesito não tenho dúvidas que os direitos da mulher ainda precisa avançar e muito.

    Eu educo minhas filhas para que estudem, sejam independentes sem deixarem de serem femininas, mulheres.

    Eu sou um machista ainda em formação para ser mais homem do que macho apenas. Piso na bola com a regina. Ela é o sustentáculo da minha casa. Minhas filhas sempre dão razão a ela rsrrssrs e nós brincamos que estamos ali para protegê-la coisa de machista mesmo. Na verdade eu preciso mais proteção.

    A mulher é um ser muito forte. Consegue fazer várias coisas ao mesmo tempo. é sentimento e quando precisa razão. Nossas dores são sempre maiores que os dela.

    O que eu faço perto do que minha esposa faz não dá pra comparar. Ela dá de dez a zero em mim.

    É incrível que quando a mulher pensa ela parece o tempo todo "pensar com o útero". É protetora e a prole é o seu foco constantemente.

    É tanto que elas ou vocês se esquecem de que o mundo é muito maior do que os filhos, a casa...

    Agora sendo machista mais ainda kkk concordo com o pensamento que se Deus criou algo melhor guardou pra si mesmo.

    Anja eu penso que o desafio maior hoje não é tanto a mulher ganhar espaço, mas ambos homens e mulheres respeitarem seus espaços. A mulher não tem que pleitear espaço e sim tomar o espaço que o homem tirou dela com sua arrogância de achar que força física (?) é sinônimo de poder. Cá entre nós a força da mulher é muito maior do que o do homem.

    Esta sintonia entre homem e mulher, ou melhor, este equilíbrio eu vejo como sadio. O que ultrapassa disto só vai gerar mais conflitos e guerras entre sexos.

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    1. Anja se me permite mais um pequeno comentário eu vejo que o maior desafio da mulher na conquista de seus direitos e valores é ela mesma. A mulher precisa se valorizar mais.

      Se discorda manda ver ai que eu aguento... rsrsrs

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  10. Assunto interessante para aprimoramento da nossa cultura religiosa e mitológica. Gostei de todos os comentários, principalmente do Gilberto que nos informa como os movimentos feministas acontecerem nos arraias cristãos.
    Sem dúvida, as sociedades patriarcais colocaram a mulher em posição de inferioridade aos homens, mesmo que a figura da mulher seja forte dentro do seu lar.
    Mas nesse quesito vejo grande evolução da sociedade(principalmente ocidental) na busca de uma igualdade real entre homens e mulheres. Mas alguns paradoxos se impõe: as mulheres sempre reclamaram (com toda razão)por serem vistas como objeto sexual dos homens. Mas hoje, quem diria, grande parte delas ganha dinheiro se deixando coisificar pela ditadura do "mundo das celebridades" onde a mulher tem valor pelos dotes físicos que podem mostrar.

    A mulher brigou tanto para ser reconhecida pela inteligência e pela capacidade de trabalho e hoje, o que elas querem, é ficar famosa mostrando a bunda. Existe algo mais surreal do que um concurso que elege a "a melhor bunda do Brasil"? e esse tipo de coisa é celebrada pela mídia de celebridades como algo muito "feshion". Não estou sendo moralista, estou apenas observando as contradições das mulheres em busca da igualdade com homens.

    Isso para mim é um grande paradoxo que não saberia explicar, deixo para os feras Levi e Matheus.

    Mas aqui, Matheus, vai minha indignação pelo o que você fez com esse samba da Amélia que faz parte da cultura musical brasileira...e cá prá nós, ninguém aquentaria uma mulher como essa que o samba pinta:
    'tudo o que você vê você quer...." a mulher não tava vendo que ele era apenas "um pobre rapaz"?? por isso para ele, Amélia era mulher de verdade, que o ajudava a não ficar ainda mais pobre...hehhhhhh

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  11. E não podemos esquecer que foi o cristianismo quem devolveu à mulher um pouco de dignidade. As mulheres sempre tiveram papel ativo(inclusive como líderes) no cristianismo antigo. Jesus quebrou a barreira de que não se devia falar com uma mulher em público. Paulo disse que diante de Deus, não havia nem homem, nem mulher, nem servo, nem escravo, mas todos eram iguais perante Jesus Cristo, o Senhor.

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  12. voltando aos mitos...


    Eu não sei se dá pra dizer que Eva era assim tão submissa. Afinal de contas, foi ela, sem pedir autorização de Adão, quem comeu do fruto proibido. Eva também é transgressão. Aliás, o preconceito antigo pelas mulheres também vinha do fato de que foram elas, na figura de Eva, quem provocou a expulsão do homem do paraíso.
    Tanto foi transgressora, que recebeu o devido castigo do Criador: teria que parir com dores para se lembrar do mal que tinha feito.

    A verdade é que Adão é o protótipo do homem que só se envolve com piriquetes...Lilit, Eva...

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  13. Algumas passagens interessantes retiradas da Wikipedia:

    Do matriarcado ao patriarcado

    Na mitologia babilônica a morte de Tiamat pelo deus Marduk, que divide seu corpo em dois, é considerada um grande exemplo de como correu a mudança de poder do matriarcado ao patriarcado: "Tiamat, a Deusa Dragão do Caos e das Trevas, é combatida por Marduk, deus da Justiça e da Luz. Isto indica a mudança do matriarcado para o patriarcado que obviamente ocorreu"[10]. A mitologia grega também apresenta Apolo matando Píton, e dividindo seu corpo em dois, como uma ação necessária para se tornar dono do oráculo de Delfos[11].

    --------------------------

    No Brasil, o percentual de mulheres chefes de família cresceu 79% em dez anos, passando de 10 milhões em 1996 para 18 milhões em 2006.[4]

    Na China contemporânea, no povoado mosuo de 30 mil pessoas, às margens do Lago Lugu, há uma sociedade matriarcal, aonde não existem os papéis de pai ou marido. A propriedade particular e o nome da família são passados de mãe para filha; os homens fazem as atividades domésticas e são comandados pelas mulheres.[5]

    Na Indonésia, o povo Minangkabau é da parte oeste da ilha e a sociedade é matriarcal. A propriedade segue a linhagem de mãe para filha e o sobrenome é sempre o materno. A manufatura é principal atividade dessas artesãs que fazem sarongues bordados com fios dourados.

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  14. Edu aqui uma crítica ao seu comentário meu chefe mor..

    Seus exemplos e números não refletem a grande maioria das mulheres nem na representatividade e nem na exclusividade.

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  15. Nobre Amigo Eduardo,

    Pensei exatamente no que o Gilberto expôs hoje cedo, quando li seus comentários. Mas meu tempo esta remido no dia de hoje, e não pude comentar... Ainda bem rsrsrsrsrs Assim o mano Gilberto é que leva as honras por tal crítica ao nosso capiroto mirim rsrsrsrs

    Diria que se fossemos separar em grupos de 1000 mulheres, teríamos a grata surpresa de perceber que a grande maioria não colocaria a bunda a prêmio.

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  16. Nobre Amigo Eduardo,

    Você diz,

    "Mas aqui, Matheus, vai minha indignação pelo o que você fez com esse samba da Amélia que faz parte da cultura musical brasileira...e cá prá nós, ninguém aquentaria uma mulher como essa que o samba pinta:
    'tudo o que você vê você quer...." a mulher não tava vendo que ele era apenas "um pobre rapaz"?? por isso para ele, Amélia era mulher de verdade, que o ajudava a não ficar ainda mais pobre...hehhhhhh"

    Até compreendo sua argumentação com base em um fragmento do poema e provavelmente sua opinião de cunho pessoal rsrsrsrs

    Mas se analisar o poema em todo seu contexto, é nitido que "Ai Que Saudades da Amélia" tem três personagens a serem observados, o protagonista, sua mulher e Amélia, a mulher que ele perdeu. O tema é um confronto dos defeitos da mulher atual com as qualidades da mulher anterior. A atual, a quem o protagonista se dirige, é exigente, egoísta, "Só pensa em luxo e riqueza", enquanto a anterior é um exemplo de virtude e resignação - "Amélia não tinha a menor vaidade, achava bonito não ter o que comer '. Em suma, a primeira é o presente, a realidade incontestável; a segunda é o passado, uma saudade idealizada na figura da mulher perfeita, pelos padrões da época.

    A questão é, porque a mulher que tem a personalidade mais forte é considerada errada, e a mulher que estava submissa a vontade do camarada era a perfeita? Até que ponto os padrões daquela época estariam corretos no que diz respeito aos direitos da mulher na sociedade?

    Essa música é uma critica ferrenha a luta da mulher pelos seus ideais, pelas suas conquistas, algo que estava se inciando no Brasil em plena década de 50, e que era abafado a qualquer custo.

    Dar mérito ao poema, tudo bem, é bonito, e no samba recebeu uma melodia fantástica, agora tentar atribuir ele outra realidade que não seja a critica a luta da mulher em conquistar sua autonomia perante o homem, e se desvencilhar da submissão é um pouco incoerente.

    Amélia, no fundo, não era mulher de verdade, a não ser na mente do marido, que de fato desejava e queria uma mulher submissa e calada, ai sim, Amélia era mulher de verdade1

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    1. EDU

      No samba está implícito as duas Amélias - a Eva e a Lilith (kkkkkkkk)

      " tenho desejos fortes e definidos
      Hoje de noite irei dançar e comer - Não usarei o vestido azul de ontem, usarei o vestido preto-e-branco"
      [Clarice Lispector em "A Paixão segundo GH]

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  17. Para complementar...

    Quando digo, "exigente, egoísta, só pensa em luxo e riqueza", me refiro a forma como era vista e rotulada a mulher que resolvesse agir de forma diferente aos padrões moralistas dos anos cinquenta. É obvio que uma das formas de conter o impulso feminino era se apoiando em discursos moralistas, minimizando a ação feminina, lhe atribuindo adjetivos que a desvalorizasse.

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  18. Pena que não tem a opção curtir nos comentários! rsrs Edu,d e fato, sua fala não condiz com a realidade, algumas sim gostam de se mostrar,(rsrs)a fala do Gil e do Matheus dispensa qualquer réplica minha.

    Mas qual o motivo que uma mulher que gosta de se exibir deveria ser rechaçada? Afinal ele não teria liberdade sobre seu corpo?

    Sobre tua fala que diz que o cristianismo devolveu a liberdade à mulher, de que forma? Proíbe o divórcio, proíbe que fale na igreja e ensine, ordena que seja submissa ao marido....... só pra começar!

    Sobre o mito Eva, ´óbvio que era submissa, pois era o contrário do mito Lilith, mas sua submissão não impediu-lhe insubordinação, pois qnd tentada, usou seu livre arbítrio e fez suas escolhas e olha só como tudo conspira contra a mulher: Na única hora em que a mulher decide escolher por si, escolhe errado, reforçando a tesse de que deve estar calada e sujeita ao homem!

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  19. Gilberto, o que seria "se valorizar mais"?

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  20. GIL e Mat, suas reprimendas são válidas.

    primeiro quero deixar bem claro que não reprovo nenhuma mulher que queira mostrar-se em revista "masculina" - eu mesmo já contemplei muitas dessas maravilhosas "obras da natureza"..rsss

    mas forço-me a ser mais crítico. é que as feministas lutaram também, pela valorização da mulher enquanto "objeto do desejo masculino" e eu sugeri que é exatamente isso no que as mulheres de "capas de revista" e de "concursos culturais glúteos" estão fazendo: estão se colocando puramente como objetos. Ou seja, a mulher lutou tanto para ser valorizada como um ser muito além do mero objeto sexual e agora são valorizadas pela bunda que tem...
    E é só ver como as mulheres de uma maneira geral se colocam diante desse fato. Elas acham legal, bacana, dizem que o que é bonito é pra se mostrar. tudo bem, tudo bem, mas onde está aí a crítica à coisificação dessas mulheres? não exite, pois a mídia transformou essas mulheres em "heroínas"; não possuem nada na cabeça, não têm visão crítica da realidade.

    É somente nesse sentido minha crítica.

    Mas viva a beleza!!!!1

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  21. Matheus, agora com relação à Amélia...

    eu tentei defender o samba que ouvi muito quando menino cantado por minha mãe. Ela cantava sobre Amélia e a defendia com unhas e dentes..rss

    sem dúvida há no belo samba uma ideologia machista, mas eu me apeguei em contrastar as "virtudes" da Amélia: ser econômica, estar ao lado do seu homem em qualquer situação, com os "defeitos" da outra: ser muito moderna, querer gastar muito, fazer muita exigência...

    Creio mesmo que o desejável seria buscar uma síntese entre essa antiga mulher e essa mulher moderna que as vezes nos mete medo.(diz que não mete!!!!!!!???) hehhhhhhhh

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    1. Edu, trabalhando com casais, e muitos, me doía a alma como muitas mulheres destruíam os seus casamentos por causa de dinheiro, literalmente, por GRANA. Ouvi muitas mulheres dizerem que seus maridos eram bons, mas elas queriam dinheiro e outras manipularem seus maridos em prol dos seus caprichos.

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  22. Anja, eu disse que o cristianismo "libertou" a mulher no que ele poderia libertar levando-se em conta a época dos primeiros cristãos. só o fato da mulher se sentir igual ao homem em relação a Cristo, já era um avanço e tanto naquelas sociedades sedimentadas.

    E se por um lado Paulo manda as mulheres serem submissas, como contrapeso, manda que os homens as amem como Cristo amou a igreja. Fique certa de que isso é um avanço e tanto para época.

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    1. Há controversas, mas vc até se saiu bem! rsrs

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  23. e no final das contas, Eva foi mesmo a culpada por tudo...culpada por abrir a Caixa de Pandora...hehhhhhhhhhhhhhhh

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    1. E não é para isto que se criam os mitos? Uns são heróis, outros, vilões, no caso da mulher, houve duas vilãs e uma heroína, posso perguntar aos membros da sala quem seria a heroína e que arquétipo esta heroína representou?

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  24. Anja ser valorizada, respeitada, reconhecida... depende mais de quem luta do que quem precisa e deveria reconhecer.

    Quanto mais a mulher se organizar (e isto serve pra todos os grupos, porém de forma particular os mais excluídos), mais terá força para enfrentar as dificuldades.

    Estes grupos geralmente não são organizados, planejados e algumas vezes o foco de ação é bem distorcido.

    A mulher e estes grupos todos quando acordar de verdade e descobrir a força que tem tenha certeza serão mais respeitados.

    Um exemplo claro é o povo, reclama dos políticos, mas se deixam levar por promessas, barganhas, e desinteresse dos seus direitos. O dia que o povo resolver se organizar com seriedade nossos representantes serão outros. Não digo que haverá perfeição, mas a mudança será drástica pode ter certeza.

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  25. O minucioso texto de Rossana, está despertando muitos questionamentos Isso é bom. Aproveito para fazer logo as minhas perguntas (rsrs):

    Você acredita, Rossana, que existe na mulher o lado Eva e o lado Lilith?

    Essas figuras míticas, no fundo, será que não querem expressar as duas polaridades arquetípicas: a do desejo de dependência e a do desejo de independência?

    A psicanálise diz que a harmonia psíquica depende do equilíbrio entre pólos ou afetos “opostos” ou antagônicos da psique.

    Se for possível rsrs): Como você percebe esse equilíbrio entre os pólos Eva e Lilith?

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  26. Nobre Amigo Levi,

    Estava esperando o inevitável, eu tinha certeza que isso acabaria caindo nesta esfera de debate. Infelizmente estou de saída, e só retorno amanhã. Mas já adianto que sim, toda mulher tem seu lado Eva, e tem seu lado Lilith, assim como todo homem tem seu lado Adão e tem seu lado Cristo.

    Somente buscando equilibrar estes pólos é possível encontrar harmonia. Talvez por esta incompreensão, é que nós muitas vezes não compreendemos muitas das situações em que nos envolvemos, e nos perguntamos, "porque que?"...

    Amanhã retorno, e com meus pitacos! Abraços!

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    1. Não sei, mas você, Matheus, cravou uma frase que merece muita reflexão, a qual replico abaixo:

      “Mesmo quando solicitada a participar ativamente a mulher ainda sofre influência do peso de sua história.”

      Parafraseando Paulo: “Quem pode se livrar totalmente do peso dessa “morte”? (rsrs)

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    2. Levi e Matheus, toda mulher com certeza, deseja ser o centro das atenções do macho em todos os sentidos, mas nunca abdica dos braços fortes envolvendo-a, do peito aconchegante para que ela se deite e sinta-se uma simples menina protegida.

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  27. Deixa-me tentar responder os comentários:

    1° Edu:

    é que as feministas lutaram também, pela valorização da mulher enquanto "objeto do desejo masculino" (Edu)

    Pois sim Edu, eu particularmente detesto este radicalismo (ismo)rsrs (e não venha taxar-me de radical, embora eu mesma reconheça ser em alguns pontos). Algumas feministas chegaram ao cúmulo de não mais se depilarem (axilas, pernas, buço, já que a perseguida não era o costume na época)para não demonstrarem nenhuma forma de sensualidade ou para não serrem vistas apenas como objeto de desejo e eu, tenho uma opinião singular a respeito destas radicais, mas, não convém dizer aqui.

    O que eu diria a respeito disto? Ser sensual, desejada é tudo que a mulher quer, mas não apenas isto, ela também quer ser reconhecida pelo valor que tem, seja ele no campo profissional ou até mesmo como dona de casa, o que ela não quer é estar sempre inferiorizada ao homem.

    Óbvio que hoje que está um pouco exagerado e até vulgar (basta ir a um baile funk), mas ainda algumas gostam de se mostrar e ousam pensar (sem citar exemplos ok? rsrs) e é este "timer" que as vezes falta tanto ao homem (que acaba por empacotar todas num só pacote) e a mulher que, tendo um belo corpo, pensa não precisar de mais nada além disto, e aí, temo que caiam no que o Matheus diz:“Mesmo quando solicitada a participar ativamente a mulher ainda sofre influência do peso de sua história.” (meros fantoches)

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    1. Edu, sobre tua fala sobre Eva (rsrs) respondi lá em cima mas irei repetir aqui pois faço uma pergunta aos membros da sala:

      E não é para isto que se criam os mitos? Uns são heróis, outros, vilões, no caso da mulher, houve duas vilãs e uma heroína, posso perguntar aos membros da sala quem seria a heroína e que arquétipo esta heroína representou?

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    2. Dica: Seria um mito criado à sombra de outro mito? Creio que o mago Levi irá gostar desta! rsrsrs

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    3. Achei seu comentário bem equilibrado. Concordo com ele. as primeiras feministas realmente pisaram na bola; queriam arrancar da mulher o que lhe é natural: a sensibilidade e a sensualidade.

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  28. Gil!!! Confesso, vc me assustou! Preparei-me para baixar o sarrafo, mas resolvi dirigir-lhe antes minha dúvida! rsrs

    Sendo assim, eu apenas posso concordar contigo, mas creio que este é o grande mal das massas: perdem-se em seus ideais!

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    1. É que quando vejo uma pessoa vir com a fala: "a mulher não se dá o devido valor" já me passa mil e uma coisas pela cabeça rsrsrs

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  29. Levi, Esperava ansiosa sua participação, pois tinha quase certeza que seria algo bem próximo do que de fato foi e fico feliz por isto!

    Sim! Creio nisto! Pois não consigo conceber a ideia de uma mulher que não deseje recostar a cabeça no ombro de seu homem e sentir-se segura, dominada, submissa... da mesma forma que vejo esta mesma mulher, lutando batalhas ao lado do marido, brigando pelos seus ideais e pelos ideais de ambos!

    Não só creio como tenho plena convicção que eu mesma represento tal ambiguidade! rsrs

    Em eva, deparamo-nos com a submissão, esposa zelosa, a maternidade que nutre a vida; e em Lilith, a independência, a busca pelo prazer, a ousadia de não subjugar-se, o ser criativa, a mágica de não esperar ser procurada. Dizem por isto que Eva lida com a vida, enquanto Lilith, seu oposto, com a morte. Mas tais afirmações não seriam motivadas por simples temor a mulher que em Lilith, encontra sua liberdade?


    Quero agora meu querido, quero deixar uma pergunta: Seria possível a mulher ser plena sendo a representação apenas de um destes arquétipos?

    Como você percebe esse equilíbrio entre os polos Eva e Lilith? (Levi)

    Querido, talvez até já tenha lhe respondido, mas, vejo exatamente em meu lado materno, em minha submissão (poxa, eu levo café na cama para o Anderson todos os dias, sirvo o almoço e a janta dele, etc), em meu respeito, na mulher que deseja apenas que o homem deite-se no seu colo para que ela acaricie lhe o cabelo, mas, da mesma forma, tenho minha liberdade (assegurada não por constrangimento, mas apenas baseada em nosso respeito e confiança mutuas), tenho meus projetos e vou em busca de meus sonhos, nossos sonhos!

    Não sou apenas a mulher que espera o retorno de seu esposo para o lar para consola-lo, arregaço as mangas e vou junto para a batalha, e ainda travo minhas próprias batalhas!

    Perceba que lhe respondi baseada apenas em mim e meu estilo de vida e sei que muitas ainda não alcançaram o patamar que tenho junto com o Anderson e meus filhos, mas, muitas estão galgando seus degraus em busca de suas conquistas, que são individuais, ou seja, o que é liberdade para mim, pode não ser para outras.

    Querido, não sei se lhe respondi a contento, espero que sim!

    Bjux

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  30. Bom, pelo menos aqui voces não estão brigando né? (rsrs)

    Está bem interessante os comentários, mas, Matheus, vc não vê também no homem presentes tanto o arquétipo de Adão quanto o de Eva? A menos que em Cristo, esteja presente esta ambiguidade (e penso ter sido esta também tua visão), mas, eu percebo que nós homens temos nosso lado feminino. rsrs agora pergunta: Já assumiram seus lados femininos cambada? rsrsrs

    Vou deixar um poema muito interessante e que eu gosto muito:

    “Anula en mí mi masculinidade”

    Anula mi masculinidad, Señor,

    Y tórname mujer y frágil,

    Si por esta total transformación

    Puedo saber mejor de Ti.

    ¿De qué vale el mi propio sexo

    Si un audaz instinto posesivo

    Sólo haría alejarTe de mí?

    Cuánta inutilidad habita mis ancas,

    Para instigar, instigar el feroz instinto de la vida,

    Cuando lo necesario es una inmovilidad silenciosa.

    “L’alma es femenina para Dios.”

    (del Irmão Antoninus)

    “Anula em mim minha masculinidade”

    Anula minha masculinidade,

    Senhor E torna-me mulher e frágil,

    Se por esta total transformação

    Eu puder conhecer melhor a Ti.

    De que vale o meu próprio sexo

    Se o audaz instinto possessivo

    Só faria afastar-Te de mim?

    Quanta inutilidade habita meus quadris,

    Para instigar, instigar o feroz orgulho da vida,

    Quando necessário é uma imobilidade silenciosa.

    “A alma é feminina para Deus.”

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    1. na boa?? o autor desse belíssimo poema deve ser uma bichona....kkkkkkkkkkkkkkkkk

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    2. sem brincadeiras, não acho que seja a masculinidade que deva ser anulada para se "conhecer" melhor a Deus; o masculino e o feminino em nós, devem coabitar, para que se equilibrem(aprendi com o Levi..rs); e então, na paz do equilíbrio de se saber masculino e feminino, conheceremos ao Senhor.

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  31. Rossana

    Apreciei suas respostas sobre o equilíbrio entre os polos “Eva e “Lilith”.

    Pelo seu comentário, entendi que você transita de maneira harmônica entre as duas irmãs que habitam a alma feminina. A Lilith depende de Eva e vice versa. Uma não pode prescindir da outra. Se por acaso, a Lilith se exceder, a Eva aparece para contrabalançar ou puxar a corda. (rsrs).

    Admiro muito a espontaneidade e a afinação em todos os sentidos, entre você e o Anderson. (rsrs)

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  32. Caros confrades que beleza e que nível de informação e formação. Esta confraria parece um time de futebol.

    O Levi é camisa dez aquele que põe a bola no campo e faz o pelotinha correr bonita através de toques geniais

    O Matheus é o atacante aquele sujeito que mata a bola no peito e diz: deixa comigo e mete o chute pra fazer o gol.

    O EDU é o Capitão!

    A Anja a alma deste time.

    O Mano Anderson o lateral que vive lançando a bola pra que os outros chutem.

    O Doni o cérebro do time.

    Falta o volante Mirandinha. Cadê ele pra chegar rasgando?

    A Gui aquela jogadora que não deixam esquecer o trivial de uma partida. Aquela jogara tipo: Não inventem muito!

    A Mariani aquela zagueira fixa lá traz sempre na retaguarda. Mostrando segurança ao time.

    Me refiro aqui os confrades mais assíduos...

    Belo time!

    Se me permitem já que estamos falando da mulher e ao mesmo tempo de nossa ambiguidade mascula e feminina uma poesia que fiz a Regina quando ficamos noivos:

    NESTA ALIANÇA

    Quero aliar......

    O Céu com a Terra
    sendo agradecido.
    O Tempo com o espaço
    sendo presença.
    A paixão com o amor
    sendo fiel.
    A tristeza com a alegria
    sendo amigo.
    O sonho com o real
    sendo realização.
    A morte com a vida
    sendo eterno.
    A razão com o sentimento
    Sendo completo.
    A masculinidade com a feminidade
    sendo sensível.
    O pecado com a graça
    sendo criador.
    A tua fé com a minha
    Sendo crente.
    O teu povo com o meu
    sendo uma família.
    A tua metade com a minha
    sendo um só.
    O teu ideal com o meu:
    ser feliz!

    O SINAL DAS MÃOS
    COM A ALIANÇA NO CORAÇÃO;
    CUMPRINDO A PROMESSA:
    DE SEMPRE TE AMAR.

    GIL 01-01-93 dia do noivado.

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    1. Belo, Gil, belo...

      mas faltou você no time. Seria você o técnico?? rss

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    2. Não EDU eu só não quis me escalar falar dos outros é mais fácil rsrsrs

      O técnico é o povo rsrsrs

      Eu sou o goleiro já que sou ruim de bola kkk

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    3. Mas então, fecha aí o gol, hein???...rssssss

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    4. Gil, aplaudi de pé a poesia. Parabéns!

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  33. Edu, ao tentar analisar um poema pelo viés da razão, voce reforça a tese do autor que diz:

    "Anula minha masculinidade,

    Senhor E torna-me mulher e frágil,

    Se por esta total transformação

    Eu puder conhecer melhor a Ti."

    Ou seja, o que o autor nos fala é que a alma feminina, emotiva, chorona, sensível, é mais suscetível a certos momentos, a certas ocasiões, a um kairos; enquanto nós homens, por vezes, deixamos em nossa racionalidade, passar em branco momentos que podem não mais voltar! rsrs

    Bom, assim eu vejo, não como uma completa anulação da masculinidade, mas, o equilíbrio. Talvez seja pelo fato de que, na maioria das vezes tentamos (ou alguns tentam) anular sua feminilidade. rsrsrs

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    1. Ôpa Anderson!

      Você deu um mergulho realmente profundo na essência do poema. (rsrs)

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    2. Sim, And, é isso mesmo!! o equilíbrio está sim presente no belo poema. e é exatamente isso que eu disse: nada precisa ser anulado, apenas, equilibrado. E aqui faço uma revelação: sou muito mais emocional do que racional. meu lado feminino é bem poderoso...através do exercício da racionalidade é que eu tento manter meu equilíbrio...rsss

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  34. "queriam arrancar da mulher o que lhe é natural: a sensibilidade e a sensualidade." (Edu)

    Pois é Edu, eis o que não aceito perder e gostaria que nenhuma mulher deixasse perder!

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    1. Mas vc não me surpreende com sua afirmação Edu, de que vc é mais emotivo que racional, ora, um homem que cuida do filho como vc......... nem preciso terminar né? rsrs Parabéns!!!

      Bjux

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  35. Uai Gil?! eu quero fazer é gol poxa!!!! rsrsrs Amei!! Bjux

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  36. O poema que o And postou é simplesmente divino!

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  37. Levi, meu mago:

    sim eu transito com certa facilidade entre os 2 polos, e não sei lhe precisar em qual melhor me encontro. Na verdade, gosto muito de minha liberdade da mesma forma que gosto de ser inteiramente submissa! Sei que esta minha afirmação pode surpreender a alguns membros da sala, mas é verdade; curto muito meu lado eva e n ão abro mão de meu lado Lilith.

    Sei que na net muitos tentam ser o que desejam, não podendo ser e no meu caso, me considero feliz por poder ser quem sou. Sem medos, Sem reservas, apenas com muito Juízo!

    Nossa! De fato, sou uma privilegiada! rsrs

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  38. Maria a mãe de deus não seria o mito inspirado em outro mito?

    (resposta a pergunta que fiz e ninguém respondeu: E não é para isto que se criam os mitos? Uns são heróis, outros, vilões, no caso da mulher, houve duas vilãs e uma heroína, posso perguntar aos membros da sala quem seria a heroína e que arquétipo esta heroína representou?)

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  39. Anja

    Realmente a teologia católica chama Maria de Nova Eva assim como chama Jesus de novo Adão.

    Eu vejo em Maria este equilíbrio que existe na mulher. Ela foi submissa e escrava e ao mesmo tempo formadora de deus... Ela amou José. Ela cantou alegre o Magnificat. Ela influenciou o primeiro milagre. Ela tentou conter Jesus. Ela sofreu as dores do filho em pé na cruz! Enquanto o filho clamava por Deus ela silenciava seu coração e engolia sua dor. Enfim... coisas que só uma mulher pra conseguir realizar.. e como diz o ditado "os filhos são a cara dos pais".

    Quanto a Eva e Adão o autor se for homem e há um grande possibilidade que realmente seja ele se deixar cair na sua fraqueza machista ao dizer que a mulher pela desobediência ou curiosidade INFLUENCIOU o homem a comer do fruto proibido.

    Depois quando Deus perguntou ao Adão que lhe disse que estava nu ele disse foi a mulher que você colocou ao me lado...

    Cá entre nós eita sujeitinho sem personalidade kkkk Pra mim esta estória foi contada por uma mulher kkk

    Tá parecendo eu aqui em casa rsrsrs As decisões são sempre dela kkk

    Já dizia Erasmo Carlos a respeito da mulher ( pra quem ele escreveu esta poesia???)

    Mulher (Sexo Frágil)
    Erasmo Carlos

    Dizem que a mulher
    É o sexo frágil
    Mas que mentira
    Absurda!
    Eu que faço parte
    Da rotina de uma delas
    Sei que a força
    Está com elas...

    Vejam como é forte
    A que eu conheço
    Sua sapiência
    Não tem preço
    Satisfaz meu ego
    Se fingindo submissa
    Mas no fundo
    Me enfeitiça...

    Quando eu chego em casa
    À noitinha
    Quero uma mulher só minha
    Mas prá quem deu luz
    Não tem mais jeito
    Porque um filho
    Quer seu peito...

    O outro já reclama
    A sua mão
    E o outro quer o amor
    Que ela tiver
    Quatro homens
    Dependentes e carentes
    Da força da mulher...

    Mulher! Mulher!
    Do barro
    De que você foi gerada
    Me veio inspiração
    Prá decantar você
    Nessa canção...

    Mulher! Mulher!
    Na escola
    Em que você foi
    Ensinada
    Jamais tirei um 10
    Sou forte
    Mas não chego
    Aos seus pés...

    Só não entendi porque ele fala que ela foi feita do barro...

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    Respostas
    1. esse poema do Tremendão é muito bonito; real, muito real. "sou forte mas não chego aos seus pés.."

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    2. Para ser cantor/compositor ou rimar alguns contestos sobre a criação, não é necessário ler a bíblia.Evidentemente, se Adão foi feito de barro, necessarimente Eva também. A matéria prima da lenda é a mesma. Pior é quando cantam "um lobo girando em círculo para alimentar a matilha". O coletivo de lobo é alcatéia, matilha é coletivo de cães e lobo não alimenta cachorrinhos.

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    3. É Mirandinha nesta O Djavan forçou só pelo efeito de "sonoridade poética" o do Erasmo é realmente perdoável.

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  40. Anja, Maria a mãe de deus não seria o mito inspirado em outro mito?

    como eu não percebi a resposta do enigma, fiquei esperando alguém decifrá-lo...hehhhhhh

    eu acredito que Maria, Mãe de Deus, é um mito inspirado em outros, sim. Mas que é um belo mito, lá isso é...

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  41. Mirandinha trouxe a esta sala mais dois arquétipos da natureza humana: o lado “Lobo” e o lado “Cão”.

    Mas sobre o lado “Ovelha” ― que representa o prazer masoquista de ser tosquiada pelo seu Pastor, o que me diz, você, Miranda? (rsrs)

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