quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

FELIZ NATAL – NASCEU A VERDADEIRA RELIGIÃO (?)




FELIZ NATAL – NASCEU A VERDADEIRA RELIGIÃO (?)

Estamos próximos pra celebrar o natal do nascimento do menino Jesus no dia 25 de dezembro de 2012. O nascimento do menino Jesus marcou profundamente a história da humanidade.

Nunca se discutiu tanto a vida histórica deste menino-Deus como nos últimos tempos e quanto mais o Jesus histórico é procurado mais o Jesus Místico é amado e entendido. Será?

Será que a religião cristã tem sido uma resposta ao que o Mestre Jesus nos ensinou? Ou é uma instituição refém de seus dogmas e verdades absolutas em que elas mesmas entre si não se entendem ao mesmo tempo em que se acham tão absolutas.

Aqui uma reflexão teológica, pastoral e prática de como viver uma religião do Fórum Mundial de Teologia e Libertação celebrando dentro do Fórum Social Mundial, em Dakar, no Senegal, uma oficina sobre "Religiões e Paz: A visão/teologia necessária para tornar possível uma Aliança de Civilizações e de Religiões para o bem comum da humanidade e a vida no planeta". A organização da oficina é da Associação Ecumênica de Teólogos/as do Terceiro Mundo - ASETT/EATWOT.

Religiões e Paz


A visão/teologia necessária para tornar possível uma Aliança de Civilizações e de Religiões para o bem comum da humanidade e a vida no planeta.

- As religiões são uma riqueza inestimável para a humanidade, porque têm um caráter transcendente e respiram uma presença divina: são expressões da necessidade de transcendência, da busca do sentido para a vida humana, da veneração do sagrado, da experiência espiritual e mística. Por meio de tudo isso, em suas múltiplas e inesgotáveis expressões, manifesta-se a presença desse Mistério que os povos invocaram nelas com diversos nomes.

- As religiões também são obras humanas, elaboradas pelos diversos povos, com o melhor de si mesmos, mas, ao mesmo tempo, com suas limitações humanas, com suas perspectivas limitadas e seus próprios pecados de ambição, de poder, de etnocentrismo. Não devemos idolatrar as religiões, nem dar-lhes um poder ou uma credibilidade absoluta, mas sim assumi-las com uma benevolência responsável, crítica e compreensiva.

- As religiões também são obras culturais, com todas as características da cultura, que reflete a idiossincrasia peculiar de cada povo, sua identidade irrepetível, sua linguagem intraduzível, suas categorias próprias e incomensuráveis. E, ao mesmo tempo, são expressões da grandeza da alma humana, com idênticas e profundas necessidades em cada coração humano.

- Todas as religiões são verdadeiras enquanto pretenderem serem caminhos de realização da dimensão profunda do ser humano. E, ao mesmo tempo, têm algo de falsidade ou cometeram erros, enquanto pretenderam dominar as consciências e impor-se aos povos por acreditarem-se superiores. Ou desprezaram as demais por acreditarem-se superiores.

- A Divindade saiu ao encontro de todos os povos, em muitas ocasiões e de múltiplas formas. Toda essa pluralidade, verdadeira biodiversidade religiosa, reflete a irrepreensível riqueza da profundidade espiritual humana. Ela deve ser valorizada, agradecida, protegida e conservada. A convivência respeitosa e fraterna das religiões entre si leva a um enriquecimento mútuo e a um melhor serviço à Humanidade, às qual, em definitivo, querem servir.

- As religiões devem assumir a Regra de ouro na qual praticamente todas elas coincidem: "Trata os demais como queres que os demais te tratem". Com essa Regra internamente assentida, as religiões devem se encher de ternura e de misericórdia para com toda a Humanidade, para depôr toda atitude de prepotência, domínio e divisão, e colaborar com todas as suas forças para construir uma Paz profunda e estável entre os seres humanos e a natureza, que atualmente corre um grave risco em sua estabilidade.

- Essa Regra de ouro deve ser aplicada igualmente ao resto da vida e da natureza neste planeta, não considerando-nos seus donos, nem agir irresponsavelmente como depredadores insensatos que destroem o próprio nicho biológico em que habitam. Somos fruto e parte dessa prodigiosa Natureza, da qual surgimos de dentro e de baixo. E, neste momento, em que já não cabe duvidar de que a nossa espécie está pondo em perigo iminente a sua própria continuidade e a da vida em geral, as religiões têm que se unir para unir também toda a Humanidade na maravilhosa e urgente missão de salvar o planeta e evitar a autoextinção na que nos colocamos.

- Depois de milênios de caminhar sozinhas, cada uma em seu vale, cantando louvores à Divindade, as religiões, que saíram agora de seu vale e se encontraram com as demais na planície da atual mundialização, devem se irmanar em um mesmo e multiforme canto de louvor e em uma sincera e irreversível aliança de civilizações e religiões em favor do planeta, da vida, do amor, da justiça e da paz.

Só com tal visão será possível caminhar à altura das exigências morais e espirituais desta hora. Não há nada mais urgente que as religiões possam oferecer hoje à Humanidade, para a Paz-Shalom-Shalam do mundo.

 A EATWOT assume como própria essa visão.

Caros confrades quem se arrisca em dizer qual deve ser o perfil das novas religiões hoje? Quem ousaria definir uma igreja modelo para caminhar? E há ainda espaço para as religiões? Estamos próximos ao esvaziamento que ocorre na Europa? O novo perfil do religioso é o espiritualista-fundamentalista?


60 comentários:

  1. Bem, Gilberto, um texto com vezo bastante sociológico da Igreja, se assim me posso manifestar.

    Vejo ali uma preocupação com o ecumenismo, com as "religiões" saindo dos buracos e indo à luz, em busca desse Jesus que nasceu.

    Muito bem, vou dizer o que penso sobre este assunto todo e receio que como sempre serei antipático.

    a) Vejo apenas 3 religiões no mundo: Cristianismo, Hinduísmo e Islamismo. O mais será sempre variações dos temas principais.

    b) Quem é cristão deve obrigatoriamente ser católico ou ortodoxo (Extra ecclesiam nulla salus) e não há "mundialização" nisso: há, isso sim, o Evangelho de Jesus levado ao mundo inteiro, mas sem ecumenismos.

    c)Está havendo esvaziamento religioso não só na Europa, mas também no mundo inteiro. Acho que isso se deve a dois fatores: falta de oração que afasta o homem de Deus e desígnios Dele mesmo, poi se é certo que no Reino há uma multidão que não se pode contar, conforme nos diz Apocalipse, também é certo que Deus sempre escolhe um "resto", como vemos na interessante passagem de Romanos 11.

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  2. Gil, um texto profundo, reflexivo e necessário para nossos tempos.

    Fui educado teologicamente no pensamento de que eu tinha a única fé verdadeira, a única que poderia levar o homem ao céu: Jesus Cristo. E dentro dessa educação teológica, aprendi a refutar qualquer outra teologia(ainda que de matriz cristã) que não se adequasse ao fundamentalismo que pregava que a Bíblia era a única regra de fé e prática, que a Bíblia era a Palavra de Deus, inspirada e sem erros, que a santidade era algo fundamental para a comunhão com Deus (leia-se santidade, principalmente, se abster dos pecados sexuais).

    O que dizer então das outras religiões? todas elas, ensinaram-me desde tenra juventude, são falsas, demoníacas, idólatras...o ecumenismo sempre foi combatido como praga mortal, algo que Satã estava semeando no meio da igreja verdadeira para ela se corromper. Mas a duras penas, o cristianismo protestante começou a tentar um diálogo inter-religioso, mas sempre num primeiro momento, para deixar claro que o "superior" estava dialogando com o "inferior".

    Que solidariedade pode sair de tal pensamento?

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  3. Belíssimo tratado ecumênico Giba!

    O problema é que cada religião possui sua própria sistematização teológica. E sempre a teologia do outro que é a inválida. Somente grandes espíritos são capazes de relativizar suas convicções religiosas e engrandecer as demais para o bem comum.

    Espero que o cristianismo esteja sempre na vanguarda neste propósito de abrir as portas para esse fim. A Teologia cristã precisa reinventar-se para a concretização desse sonho. Porém isso não acontecerá sem o acontecimento de uma crise epistemológica. Algo difícil de acontecer, em função de sua visão pragmática destorcida que gera um enrijecimento ainda maior.

    Dia desses, eu estava lendo uma entrevista do escritor professor Afonso Maria Ligório Soares concedida à IHU On-Line, onde ele aponta para a necessidade de construir “uma teologia pluralista não confessionalmente cristã, mas transreligiosa, pluri-religiosa, macro-ecumênica ou inter-faith”. Que seria sincretista na melhor acepção do termo.

    Apesar dos esforços e da excelente propostas de fórum como esse que você se baseou, acho pouco provável vermos este sonho tornando-se realidade já em nossa geração.

    Historicamente, propostas revolucionárias com esta dimensão, demoram entre dois a três séculos para ganhar forma e ter aceitação majoritária. Quem sabe nossos netos...

    Abraços.

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  4. João, você só considera que haja três religiões no mundo e o resto como variações dessas três.

    Cristianismo, hinduísmo e islamismo.

    mas o cristianismo, veio do judaísmo(que você nem citou como religião); o islamismo é uma mistura tanto do cristianismo como do judaísmo e de temas que lhe são próprios. O hinduísmo, de fato, seria a única religião mundial mais "pura".
    Então creio que você esqueceu do judaísmo.

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  5. religião = muletas de aleijado e bangala de cego

    Texto contraditório, uma vez que a religião é a verdadeira causadora de todas as guerras.

    Como pode o catolicismo ser "a verdadeira reliigão dos cristãos, uma vez que caminha em direção contrária ao que (supostamente) Jesus dise e está escrito em sua palavra (bíblia)?

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    1. Pô, amigo anônimo, ficaríamos tão felizes se você assinasse seus comentários...

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  6. Gil

    Infelizmente, o Natal da mídia está mais para aniversário do imperador Constantino, que o do excluído Messias narrado pelos evangelhos. (rsrs)

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  7. Verdade, Eduardo, falha minha. Esqueci mesmo. Bem que quando digitava uma vozinha assoprava: são 4. Mas realmente não me lembrei.

    Justamente do judaísmo, do qual o cristianismo deriva diretamente. E que está aí, firme e forte.

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    1. Nobre Amigo João,

      Me parece que o cristianismo surge de forma furtada. Me parece que o nascimento se da pelo furto romano do judaísmo e sua nova adaptação para os propósitos que se tinha na época. Considero o judaísmo mais importante que o cristianismo se tratando de religiões, embora também pareça ser um furto da cultura babilônica readaptada em Javé e Moisés com as tabuas do Monte Sinai kkkkkkk

      A essa altura Marduk deve estar dizendo, "são uns sem criatividade esses filhos do tal Javé" kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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  8. E a cada ao que passa, certo Levi? Quanto mais o tempo passa, mais o homem se esquece de Deus e neste quadro só tende a endeusar mais o Natal em detrimento do motivo verdadeiro dele.

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  9. Nobre Amigo Levi,

    Concordo plenamente com você. Mais uma invenção humana celebrada como se fosse divina. kkkkkkk

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  10. Nobre Amigo Gilberto,

    Partindo da pergunta que faz sobre a "igreja modelo" para o nosso tempo, me lembrei de um pequeno texto que escrevi há cerca de uns dois anos, e foi o primeiro publicado em meu Blog, compartilho desta ideia que no texto apresento.

    "Existem fatores que hoje em dia tem enfraquecido a comunhão entre a igreja (universal), por isso quero chamar a vossa atenção para o verdadeiro sentido da comunhão. Estamos nos afastando uns dos outros devido a nomenclaturas religiosas, estamos nos dividindo devido a argumentações filosóficas e doutrinárias, estamos caminhando em contra partida ao que o Mestre ensinou, e muitos de nós estamos percebendo isto, estamos acordando para a realidade das Boas Novas que Cristo nos trouxe, porém muitos dos nossos irmãos não estão tendo esta oportunidade de compreender o sentido real da comunhão. Precisamos de todas as formas enfatizar o valor da verdadeira comunhão, precisamos enfatizar que o Reino de Deus não é bebida, nem comida, mas sim baseia-se em um relacionamento íntimo e pessoal com nosso Criador, o que nos credencia para andar com nossos irmãos em perfeito amor e então viver uma sincera comunhão.

    Não podemos nos calar diante das teologias modernas que valorizam nossas posses e conquistas, demonstrando pouco interesse na comunhão entre todos, infelizmente a sociedade moderna prega que o ser humano vale o que tem, mas quero aqui desmentir esse absurdo, pois todos temos o mesmo valor, independente do que somos, possuimos ou façamos, é tempo de abraçar, é tempo de construir alianças sinceras, e tempo de mutuamente nos ajudarmos, é tempo de fazer o que o Mestre ensinou, é tempo de amar, lindas foram aquelas palavras "... amar a Deus acima de todas as coisas, e amar o seu próximo como a ti mesmo ...", nisto ele aperfeiçoou a lei, nisto ele nos demonstrou o sentido da comunhão que o Pai espera, é tempo de investir nesta comunhão, não em templos luxuosos, eventos monstruosos, onde muitas vezes aquele necessitado de Deus não pode ir, é tempo de comunhão nos lares, e aonde estivermos, é tempo de amar como ele amou, sem reservas e restrições, formar alianças e formar amizades, relacionamentos sustentáveis e inquebráveis, quando alcançarmos esta comunhão, estaremos vivendo o melhor de Deus em nossas vidas, e sem restições poderemos nos denominar IGREJA!!!"

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  11. Mas é claro, que hoje, não tendo mais a mesma fé rsrsrs Considero isso utópico... A melhor e única forma de se viver o evangelho (na teoria), porém utópico na prática!

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  12. Gil, indo agora às perguntas que você nos faz:

    quem se arrisca em dizer qual deve ser o perfil das novas religiões hoje? Quem ousaria definir uma igreja modelo para caminhar? E há ainda espaço para as religiões? Estamos próximos ao esvaziamento que ocorre na Europa? O novo perfil do religioso é o espiritualista-fundamentalista?

    Não é interessante que as religiões que mais guerreiam entre si sejam as monoteístas? Três religiões com fundamentos num único Deus mas que na história se enfrentaram em defesa não sei do quê.

    Para mim um perfil de igreja para o século 21 tem que ter um perfil não eclesiástico. O vaticano é uma afronta a Cristo. Os concílios protestantes, também. As novas igrejas pragmáticas, nem se fala.

    Ainda há, sim, espaço para as religiões; o que não há mais é espaço para uma religião se dizer a única verdadeira - e aqui, outra vez, as três monoteístas se degladiam para mostrar que têm a verdade sobre o Deus único.

    e dentro do cristianismo, não mais espaço para "donos de igreja" - cada vez mais, pessoas esclarecidas têm criticado esse modelo falido de ser igreja cristã dos nossos tempos.

    O diálogo franco e aberto, onde cada religião possui sua verdade mas também aceita a verdade da outra, é a única maneira de haver verdadeira paz entre as religiões.

    Mas sei que isso é impossível de acontecer.

    Creio também que os extremos estão aflorando. De um lado, os "desigrejados" do meio cristão, que não aquentando mais o peso da instituição, resolveram ser cristãos livres, sem vínculo com um nome de igreja. Por outro lado, vemos focos fundamentalistas em todo lugar.

    Eu vejo nas religiões uma das mais importantes manifestações do espírito humano e de sua cultura. Eu ficaria muito triste se de repente, não houvesse mais religião no mundo. Ficaríamos mais pobres. Por outro lado, o labirinto em que as grandes religiões monoteístas se meteram, tiram todo brilho do "ser religioso" e do "sentimento religioso".

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  13. Gil, agora, uma questão para nós, de tradição cristã.

    Se Cristo é Deus encarnado; se ele morreu para salvar todo o mundo; se nosso destino eterno está vinculado ao que fazemos em relação à Cristo e à sua igreja, então deveríamos mesmos sermos bons soldados da Verdade, combatendo todo erro das outras religiões e sendo mesmo "intolerantes" com a mentira.

    Agora, se temos em Jesus apenas mais um profeta, mais um ser iluminado e tocado pelo divino que revolucionou o mundo, então temos que conviver com a verdade dos outros e não defendermos nenhuma verdade única.

    Para mim, uma terceira via seria desejável.

    E aí, o que vai ser?

    (gostaria muito de ouvir nossa pastora Guiomar)

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  14. Edu, Disseste bem. Não existe ninguém mais guerreiro do que os filhos de Javé.

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  15. Prezados confrades.

    O cristianismo, assim como as demais religiões, assumiu a ideia de exclusividade de seu grupo. Esse é um dos valores mais perigosos a ser transmitido para as gerações futuras. Pois gera a intolerância.

    Por falar em intolerância, o filósofo Mário Sérgio Cortella, escreveu que a tempo substituiu a palavra tolerância por acolhimento.

    Segundo ele, quando alguém usa o termo tolerância, ele que dizer que suporta o outro. Pois tolerar e suportar. Funciona mais ou menos assim: Eu respeito suas convicções e sua individualidade. Mas não quero contato.

    Yves de la Taille vai mais longe ao dizer que a tolerância somente é superior ao menosprezo, a agressão e o fazer o mal ao outro. Pois a tolerância tem um significado pobre. É fácil tolerar alguém ou a um grupo com ideias divergentes. O problema está em saber que ela ou esse grupo está inclusa no "nós". É uma falácia dizer que tolera, mas adotar o lema do "eu de cá e você de lá". Ou seja: Cada qual luta por seus ideais mas sem compartilharem dos objetivos comuns.

    Já no acolhimento, a pessoa recebe o outro, ou grupos, na qualidade de alguém como eu. Como nós. Acolhemos suas convicções e ideais. O acolhimento tem um sentido mais nobre. De maior inclusão. De se praticar de fato a fraternidade. De olhar o outro como outro e não como um estranho.

    Neste aspecto, concordo que ao invés de disseminar a noção de que é preciso ter políticas de tolerância, deveríamos trabalhar de fato com políticas de acolhimento.

    Tenho saudade desse futuro!

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  16. João pertinentes suas observações...

    Mas o texto não propõe um ecumenismo do tipo vamos nos aceitar e ensinar uns aos outros. Também não vejo com bons olhos este tipo de ecumenismo.

    O Texto sugere uma tolerância entre as diversas religiões num diálogo para o bem da humanidade e preservação do mundo.

    Aproximar-se na minha opinião entre nós os religiosos de diversos profissões de fé á mais uma atitude humana do que religiosa apesar que o Mestre nos deu aulas a respeito de amarmos uns aos outros.

    Eu não vejo com bons olhos esta "mundialização" imposta das religiões querendo cada qual provar suas verdades e crenças convertendo os demais. Penso que cada religião tem sua espiritualidade particular e que cabe a cada um que se encontrou nestas diversas religiões procurar a felicidade de si próprio e do outro tornando o mundo um lugar de tolerância.

    E aí meu querido confrade é que está o nosso maior pecado enquanto religioso. Pois em nome de nossas verdades absolutas contribuímos e muito para divisões entre nós.

    A minha crença é sempre melhor que a do outro.

    Eu já penso que a minha crença me faz bem e quando perceber que ela me aprisiona está na hora de rever meus conceitos. Quando possuo convicção e prática daquilo que acredito a crença do outro não me incomoda, não vejo necessidade de afrontar sua crença porque quero procurar que a minha minha é melhor. Isto não é cristianismo.

    Neste particular temos que avançar e muito. O nosso "Cristo" é intolerante com os outros. Até entre nós mesmos existem afrontas e embates.

    Somos um cristianismo de mau exemplo para o mundo.

    Nada nos impede de sentarmos juntos a uma mesa e repartir o pão do diálogo, da tolerância, da amizade e do respeito ao outro. Até este sentar à mesa também não precisa ser uma regra de fato.

    Agora preservar o mundo em que vivemos, respeitar o ser humano, acabar com as injustiças, promover a paz não precisa de um livro sagrado para nos dizer que devemos de fato praticar tais atos, pois nossa natureza humana nos deveria ensinar que isto é primordial e não possui bandeira particular.

    Se destaca a Religião é porque ainda não existe o Reino.

    Quanto as quatro religiões citadas por você as outras pensam a mesma coisa com exceção de algumas que não possuem os exemplo do Mestre como fundador mas que que dão aulas de tolerância e amor a nós cristãos.

    E outras que exageram na intolerância apesar de acreditarem que são as portadoras da verdade absoluta e da vontade Divina.



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  17. Edu

    Também tive meu tempo de se achar superior a outras religiões. Até que um dia tive uma experiência de enxergar o cristo crucificado e descobri que somos todos parecidos com Deus pois somos humanos. Daí surgiu esta obra que participo cujo carisma é o acolhimento.

    Como eu disse ao João apesar do texto dizer que as religiões precisam aproximar-se não sugere a ideia de um ecumenismo clássico do qual conhecemos e sim de um diálogo em favor da humanidade. Por isso gostei deste texto, o foco não é a crença e sim a pessoa e onde ela habita.

    Não pode haver solidariedade em favor do mundo e da humanidade de se demonizamos nosso semelhante e ao mesmo tempo nos intitulamos os possuidores da verdade e revelão plena.

    Uma coisa que aprendi no campo da solidariedade é que o outro é meu semelhante: nem melhor e nem pior que eu.

    Agora eu me pergunto se Jesus disse tanto isso porque os cristãos resolveram se auto intitularem superiores?

    E o lava pés? E questão do servo proposto por Jesus? E a morte humilhante na cruz? Meu Deus como que chegamos ao ponto de sentirmos superiores aos outros. Qual a diferença entre nós e os povo religioso da bíblia tão combatido por Jesus?

    Edu eu creio no ecumenismo se for uma aproximação onde o afeto e amor seja maior que a arrogância de se achar melhor que o outro, ou a petulância de querer converter meu irmão porque eu o "amo". Isso não é hipocrisia?

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  18. Doni você tocou em um assunto que eu acredito ser o único caminho para uma aproximação real das religiões:

    Porém isso não acontecerá sem o acontecimento de uma crise epistemológica.

    Uma Crise! Lembro-me de uma fala que se dizia muito em tempos de orgulho da igreja na qual dizia assim: Se o batismo da água não está sendo suficiente então virá o batismo de sangue.

    Eu já não tenho uma visão tão ousada assim conforme professor Afosno disse, citada por você neste parágrafo:

    Dia desses, eu estava lendo uma entrevista do escritor professor Afonso Maria Ligório Soares concedida à IHU On-Line, onde ele aponta para a necessidade de construir “uma teologia pluralista não confessionalmente cristã, mas transreligiosa, pluri-religiosa, macro-ecumênica ou inter-faith”. Que seria sincretista na melhor acepção do termo.

    Acho que as religiões não precisam mudar seu dogma, ou crença e espiritualidade personalizada rsrrs mas respeitar a do outro. Nós não conseguimos nem isso.

    Me lembro que quando era convidado para administrar um palestra chamada "Falsas Religiões" eu me esquivava o máximo que pudesse. Me sentia constrangido em falar mal das "seitas" e falsas religiões com a arrogância de ser a minha a referência da correta.

    Até que um dia eu ouvi meu irmão diácono João Begiato, sujeito sábio e inteligente, diferentemente de seu mano mais novo rsrsrs administrar tal palestra.

    Ele não meteu o pau nas religiões, mas foi colocando o que a ICAR pensa e o que difere das outras religiões. No final disse as pessoas que cada um tem que procurar caminhar onde se sente feliz e que o amor não possui religião. Mas se a religião for vivida de forma sadia e para prática do amor com certeza ela levará ao Amor.

    Doni uma curiosidade minha a seu respeito: Como e onde você vive sua espiritualidade?

    O Edu já nos disse diversas vezes sua caminhada. rsrrs queria saber sua!

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  19. Anônimo

    você disse:

    religião = muletas de aleijado e bangala de cego

    Se você não é cego e nem aleijado e não necessita de tais acessórios há quem necessite e nem por isso mesmo é inferior a você.

    Mas concordo que religião quase sempre está associada à pessoas que tem olhos e não vê, que tem ouvidos e não ouve... Eu sou uma destas pessoas.

    Se você não se encontra nestes quesitos você com certeza é melhor que eu.

    Texto contraditório, uma vez que a religião é a verdadeira causadora de todas as guerras.

    Existem muitas guerras "religiosas" e isto demonstra que o orgulho e a prepotência espiritual pode fazer. Concordo com você na especificação, mas não na generalidade. Historicamente você comete um equívoco dizendo que todas as guerras são causas a religião.

    Como pode o catolicismo ser "a verdadeira reliigão dos cristãos, uma vez que caminha em direção contrária ao que (supostamente) Jesus dise e está escrito em sua palavra (bíblia)?

    O Texto propõe isso? Mas uma frase que quero replicar aqui embaixo:

    - Todas as religiões são verdadeiras enquanto pretenderem serem caminhos de realização da dimensão profunda do ser humano. E, ao mesmo tempo, têm algo de falsidade ou cometeram erros, enquanto pretenderam dominar as consciências e impor-se aos povos por acreditarem-se superiores. Ou desprezaram as demais por acreditarem-se superiores.

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  20. Levi

    Bem lembrado!!! Esta festa de natal do menino na manjedoura tão bem retratada por Francisco de Assis e inspirada no Bispo Nicolau que ajudava os pobres nada tem haver com o que a sociedade celebra hoje.

    Meu mago rsrsrs você sabia que esta época é o tempo em que as pessoas mais procuram as entidades sociais para ajudar os "pobres"?

    Seria desencargo de consciência? rsrsrs

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  21. Matheus

    Muito bom seu texto como sempre rsrsrs

    Mas eu acho que o reino tem haver mais com bebidas e comidas do que rezas rsrsrs É muito mais festa do que sacrifício.

    Existe um Livro que ajudou nortear minha vida que se chama "Comunidade, lugar de Perdão e Festa" de Jean Venier (acho que é assim) que relata muito este caminhar em comunidade com a vida e partilha do que com preceitos e dogmas.

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  22. Edu concordo com você.

    Eu tenho pra mim que o grande inimigo dos cristãos somos nós mesmos.

    Quanto aos desigrejados acho bem pouco provável que consigam se manter ligado a espiritualidade por muito tempo. É um grande desafio. Eu não conseguiria viver assim... Vejo a necessidade em querer viver uma espiritualidade vivê-la em comunidade com todos os riscos que esta decisão me traz.

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    1. exatamente por isso, meu amigo Gil, eu criei nossa santa e amada e única igreja Logos e Mythos...rsss

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  23. Edu

    Eu não vejo que a questão seja ver Jesus como Deus ou não.

    Eu acho que o problema é de conduta e interpretação da pessoa de Jesus.

    O que existe hoje é um conceito da pessoa de Jesus voltado sempre para proteger a instituição de fato.

    O que ao meu ver é um equívoco. Sendo ele profeta ou Deus é o fundador e inspirador destas religiões cristãs. Então o que compete a uma fundação é seguir os passos e exemplo do fundador.

    Cá entre nós. O Cristo das Instituições não é o mesmo Cristo da Palavra salvo raras exceções. Na ICAR encontrei o Cristo da Palavra em pessoas que foram além do seu tempo.

    Mas são raríssimas!!!! Encontrei também em outras religiões!!! Quero deixar registrado claro isso aqui.

    Por outro lado eu não sei dizer onde está o erro olhando-me como referência eu vejo a dificuldade em viver o Cristo na vida. Mas quem manda tem o peso maior e portanto a responsabilidade maior!!!

    As Instituições não são livres. Há mentiras para se manter e verdades que não se pode assumir para não contradizer.

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  24. DONI

    muito bom nada a acrescentar.

    Nós muitas vezes recolhemos as pessoas e não acolhemos. Assim faz o poder público com os maradores de rua e drogados.

    Quando na verdade o ideal é acolher o outro: sua história, sua vida, seu credo, seu descrédito, suas angústias, alegrias como irmão que quero muito bem.

    Acolher é ato que se faz com o coração.

    Vou colocar uma poesia minha aqui srsrsrsr

    Seja Bem Vindo

    Pode se achegar,

    minha vida é teu lar.

    Não venha com estruturas,

    desejo apenas sua ternura.

    Dê-me um ouvido atento

    à minha dor e meu lamento.

    Não precisa nada fazer,

    Só basta me receber.

    Quero sentir sua presença!

    Não preciso de sentenças!

    Venha assim... disponível

    e com um coração sensível.

    Não me venha com sermão,

    seja companhia na solidão.

    Sinta-me por dentro,

    não seja o centro.

    Traga-me a calma,

    enxerga-me com a alma.

    Venha e se transforme,

    sejamos uniforme.

    Aproxime-se por inteiro,

    autêntico e verdadeiro.

    Permita-me revelar,

    sorrir, silenciar ou chorar.

    Toque meu espaço,

    acolha meu cansaço.

    Me ame na simplicidade

    Com a sua amizade

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  25. Caro Gilberto,

    As pessoas acreditam naquilo que querem acreditar influenciadas pela sua cultura. Para mim o Natal é uma data que mais parece o centenário de Papai Noel. Você frisou bem: A ASETT/EATWOT é uma associação ecumênica de teologia do terceiro mundo. Agora,... que as religiões são de uma riqueza inestimável é viajar na maionese. A unica religião que prima pela cultura e dá ênfase para a música, o teatro e as obras de arte é a religião católica, o resto é religião para apedeutas. Mesmo assim o catolicismo está perdendo fiéis, migrando para outras seitas ou se tornando céticos. Para seguir a regra de ouro não, necessariamente, tem que ser seguidor de religião alguma até porque o caráter, a honestidade, a bondade não são atributos exclusivos das religiões e para ser um cidadão de primeira categoria não precisa ser seguidor de Deus algum. Não estamos entrando em colápso por causa de religiões. Estamos destruindo noso habitat por nossa própria irresponsabilidade e não pelo seu afastamento a Deus algum. O homem é um animal medíocre, se foi criado por uma divindade, pior ainda.

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  26. Mirandinha

    Concordo com quase tudo que disse.

    Em relação a ASETT/EATWOD ser terdeiro mundo também facilita a compreensão de acolher todas as religiões. O primeiro mundo tem uma dificuldade maior do que os "humildes" do terceiro mundo e neste quesito eu vejo o 3º Mundo mais civilizado.

    Perfeito seu comentário:

    Para seguir a regra de ouro não, necessariamente, tem que ser seguidor de religião alguma até porque o caráter, a honestidade, a bondade não são atributos exclusivos das religiões e para ser um cidadão de primeira categoria não precisa ser seguidor de Deus algum. Não estamos entrando em colápso por causa de religiões. Estamos destruindo noso habitat por nossa própria irresponsabilidade e não pelo seu afastamento a Deus algum.






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  27. Gilberto,

    O terceiro mundo pede esmolas, tem fome, sofre com o analfabetismo, é regido por religiões e isto o deixa longe da civilização. Humildade não é sinônimo de pobreza.

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  28. Queridos Confrades considerando literalmente a Bíblia um questionamento apara ampliar o debate.

    Na época de Jesus o judaísmo era considerada a religião de fato e o seu Deus o verdadeiro.

    Existia o povo samaritano que era na verdade judeus de Israel das dez tribos do norte que na invasão da Assíria misturada por cinco nações pagãs também invadidas e mandadas para Israel (alusão aos cinco maridos da samaritana) e que esta mistura de raças originou este povo que na época de Jesus era mais odiado do que os pagãos (gentios) pelo ódio que que tinha por dosi motivos fortes: o casamento misto e a resistência dos samaritanos pós exílio enquanto o povo judeu tentava construir seu templo e seua nação ma volta a terra.

    Olha as frases de Jesus quando se refere a este povo:

    25 E eis que se levantou certo doutor da lei e, para o experimentar, disse: Mestre, que farei para herdar a vida eterna?
    26 Perguntou-lhe Jesus: Que está escrito na lei? Como lês tu?
    27 Respondeu-lhe ele: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo.
    28 Tornou-lhe Jesus: Respondeste bem; faze isso, e viverás.
    29 Ele, porém, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: E quem é o meu próximo?
    30 Jesus, prosseguindo, disse: Um homem descia de Jerusalém a Jericó, e caiu nas mãos de salteadores, os quais o despojaram e espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto.
    31 Casualmente, descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e vendo-o, passou de largo.
    32 De igual modo também um levita chegou àquele lugar, viu-o, e passou de largo.
    33 Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou perto dele e, vendo-o, encheu-se de compaixão;
    34 e aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando nelas azeite e vinho; e pondo-o sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem e cuidou dele.
    35 No dia seguinte tirou dois denários, deu-os ao hospedeiro e disse-lhe: Cuida dele; e tudo o que gastares a mais, eu to pagarei quando voltar.
    36 Qual, pois, destes três te parece ter sido o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores?
    37 Respondeu o doutor da lei: Aquele que usou de misericórdia para com ele. Disse-lhe, pois, Jesus: Vai, e faze tu o mesmo.

    Pergunta pra nós cristãos que vivemos dizendo que pra ser salvo tem que aceirar Jesus como Senhor. Pra Jesus a vida eterna tem outro comportamento para ser alcançada aqui neste texto. Quem cristão se encaixa nesta passagem? Se não acolher o diferente conseguimos?

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  29. Outra passagem:

    E aconteceu que, indo ele a Jerusalém, passou pelo meio da Samaria e da Galileia; 12 E, entrando numa certa aldeia, saíram-lhe ao encontro dez homens leprosos, os quais pararam de longe, 13 E levantaram a voz, dizendo: Jesus, Mestre, tem misericórdia de nós.
    14 E ele, vendo-os, disse-lhes: Ide e mostrai-vos aos sacerdotes. E aconteceu que, indo eles, ficaram limpos.
    15 E um deles, vendo que estava são, voltou, glorificando a Deu em alta voz; 16 E caiu aos seus pés, com o rosto em terra, dando-lhe graças; e este era samaritano.
    17 E, respondendo Jesus, disse; Não foram dez os limpos? E onde estão os nove? 18 Não houve quem voltasse, para dar glória a Deus, senão este estrangeiro? 19 E disse-lhe: Levanta-te, e vai; a tua fé te salvou.

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  30. E por fim a questão da samaritana quando Jesus fala que não é nem em Jerusalém e nem em Garizim.

    O que nós cristãos fizemos?

    Inventamos outros montes...

    Quem se parece mais com os samaritanos hoje???

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    1. Concluindo

      Apesar das duas primeiras citações partir do evangelho de Lucas gentio e João mais grego apenas quis ilustrar que há um equívoco de interpretação de exclusividade enorme dos cristãos. Assumi isso é paranóia para a fé de muitos.

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  31. Mirandinha por isso coloquei "humildade" entre aspas justamente para não parecer sinônimo de pobreza.

    Agora a palavra civilizado está longe de ser sinônimo de riqueza.

    Por exemplo: Há países pobre como o Brasil que mantém um relacionamento de civilidade com os vizinhos e outros países. E há países ricos como o EUA que inventam guerra aos montes para aquecer sua economia e manter seu poder.

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  32. As RELIGIÕES se NUTREM da GUERRA DOS DEUSES:

    Os missionários cristãos querem por que querem apregoar ao mundo não cristão, o que Paulo escreveu no final de sua carta aos Romanos, que não sei se o muçulmano iria receber de bom grado:

    "Ao Único Deus, sábio, seja dada glória por Jesus Cristo para todo o sempre. Amém!" (rsrs)

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  33. Gilberto,

    Concordo plenamente com você. Não precisa ser rico para ser civilizado, honesto e possuir caráter ilibado. Civilização não é sinônimo de riqueza mas a degradação humana começa com a pobreza. Quem tem, domina quem não tem. A começar pelo mercado de trabalho. Quem tem manda quem não tem. Você é empregado ou patrão?

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  34. Prezado Gilberto, vc escreve: "E aí meu querido confrade é que está o nosso maior pecado enquanto religioso. Pois em nome de nossas verdades absolutas contribuímos e muito para divisões entre nós. A minha crença é sempre melhor que a do outro".

    Mas, se eu não acreditar piamente nisso, que fé eu tenho? Se achar que alguém tem uma verdade maior do que a minha então eu não creio na minha verdade.

    Sempre acharei que só tem a minha crença. Portanto, não é que ela seja melhor, é que ela é a única, não tem como comparar ou ser comparada.

    Por isso que sou totalmente contra o ecumenismo, que na verdade a própria Igreja é, porque imaginou (santa ingenuidade!!!!) que aceitando vários credos eles convergiriam para ela!

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  35. MATEUS DE CESARIO: Lendo o que vc disse ter escrito há dois anos atrás e lendo sua postura agora (que a prática da fé é algo utópico) vejo que o amigo decresceu e muito nesta importante questão.

    O amigo tinha, evidentemente, um olhar muito mais maduro para a questão.

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  36. Mirandinha

    Já fui empregado
    já fui patrão
    já engraxei sapato
    já produzi pão

    Agora desenvolvo um trabalho social em um bairro carente de Jundiaí. Uma associação que tem dez anos e que cinco anos atrás devido ao crescimento do trabalho tive que abdicar do meu trampo e juntamente com umas cinquenta pessoas mantemos duas pessoas diárias lá acolhendo crianças e famílias em vulnerabilidade social.

    Mas o salão já foi construído e a Associação foi equipada e eu recebi convite para fazer parte do novo governo da minha cidade.

    Mirandinha não sei que será daqui pra frente. Estou decidindo!

    Quanto à sua fala nada acrescentar. Vem de encontro com minha metáfora lá em cima. A religião existe porque não existe o Reino.

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  37. João para crer em uma verdade você não precisa desmerecer outros.

    Se existe a convicção porque a preocupação com o outro?

    O interessante é que o outro também pensa assim.

    Agora a questão não é achar a verdade do outro maior que a minha ou menor. Mas se esta verdade que eu vivo me faz feliz e é fruto de paz e felicidade ao outro independente de religião.

    Uma vez encontrado a verdade existe a paz interior e esta a exemplo de Jesus não confronta e nem diminui o próximo ou suas crenças.

    É como eu disse acima o próprio texto não sugere um ecumenismo onde um aceite a crença do outro. Também acho isso uma balela. O que o texto sugere é deixar nossos caprichos de lado e juntos lutarmos por um mundo melhor o que necessariamente não significa abrir mão do que creio e professo.

    Agora esta discussão de quem é melhor ou quem tem a maior verdade convenhamos não tem nada haver com Cristo.

    João e esta questão de única sei lá meu véio Jesus é muito maior do que a Instituição seria um pecado enorme engaiolá-lo desta forma. Ele está acima e seus caminhos são diversos múltiplos.

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  38. Levi

    Dizer o que?

    "As RELIGIÕES se NUTREM da GUERRA DOS DEUSES"

    Isto já no primeiro século!

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  39. Gilberto,

    O João Cirilo tem razão. A minha verdade é maior que todas as verdades dos outros. Algum cristão diz que o Deus Chiva é maior, mais poderoso e mais bondoso que o seu? Meu credo é o meu norte e tem que ser minha maior covicção. Mesmo mutável. Agora, dizer qual verdade é a maior, melhor ou mais falsa, são outros quinhentos.

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  40. Gil, antes de comentar sua colocação sobre os samaritano, quero concordar com o Mirandinha e com o João na questão da fé pessoal.

    Não tem como eu ter certeza da verdade da minha fé e ao mesmo tempo aceitar que outra fé tenha a mesma verdade ou a tenha em superioridade. Quem crê só admite que a fé do outro é falsa. E eu nem mais contesto a isso. Ninguém deve ser obrigado a renunciar à verdade da sua fé em prol da verdade do outro(que para ele não é verdade).

    Nesse sentido, não pode haver nem diálogo nem convívio. Como posso dialogar com alguém cuja fé tenho certeza de ser mentirosa? que respeito poderia eu poderia ter por uma mentira?

    Nesse sentido (como disse o Doni lá no grupo do face) só se pode mesmo é "tolerar", nunca, "acolher".

    Mas é aí que a porca torce o rabo, pois foi essa certeza cristã de ser possuidora da verdadeira fé que nutriu durante longos séculos guerras e intolerâncias; nisso o Islã não fica em nada devendo - eles também têm em Alah o único e verdadeiro Deus. Jesus como Deus nunca foi aceito por islamitas nem por judeus.

    Diante disso podemos perguntar: mesmo que aceitemos que a cristandade tenha a verdadeira fé, foi justo a Inquisição (admirada pelo João) ter perseguido os cristãos hereges? Foi justo os líderes da Reforma também perseguir os contrários? Em nome da "verdade" tudo é válido, até matar?

    Fica aí para reflexão.

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  41. Gil, diante do teu belo poema na estrofe

    Não me venha com sermão,
    seja companhia na solidão.

    Pretendentes a ter a verdadeira fé gostam muito de sermões. Ser companhia só depois de você se render "à verdade".

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  42. Edu e Mirandinha

    Mas não é isso que venho falando aqui? rsrsrs

    Veja eu disse que cada tem sua crença e que para creditar e viver uma crença não vejo a necessidade de confrontar outras... De desmerecer outra religião...

    Eu sou contra esta "guerra" de credos.

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  43. Giberto,

    "João para crer em uma verdade você não precisa desmerecer outros.

    Se existe a convicção porque a preocupação com o outro?"
    Afirmação sua.

    Como existe um Deus para cada fiel, que cada qual tenha o poder que lhe confere. Nada mais justo lutar para que seja vencedora a sua verdade.

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  44. Este comentário foi removido pelo autor.

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  45. Gil, nisso concordamos.

    Se eu tenho a certeza da minha fé, eu não preciso NECESSARIAMENTE ter outra fé como inimiga; mas isso é muito difícil, pois as religiões monoteístas são missionárias, estão imbuídas da missão divina de levar a "verdade"(a dele) para outros. O mínimo então que se poderia desejar é que se fizessem missão, fizessem em amor e nunca em confronto entre verdade x mentira. Seria pedir demais?

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  46. Provar qual mentira é maior causa intrigas. Para provar que a fé do outro fede tem-se que provar que a sua podridão cheira. Este é o motivo de todas as discórdias religiosas. A culpa é do ateu.

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  47. Edu justamente o que eu tenho dito aqui.

    Por isso a escolha do texto acima nada tem haver com desacreditar e sim unir-se para o bem. E aí está o descrédito maior da religião quando ela deixa de fazer o bem.

    Mirandinha

    Na mosca!

    Por isso replico aqui pela terceira vez esta parte do texto:

    - Todas as religiões são verdadeiras enquanto pretenderem serem caminhos de realização da dimensão profunda do ser humano. E, ao mesmo tempo, têm algo de falsidade ou cometeram erros, enquanto pretenderam dominar as consciências e impor-se aos povos por acreditarem-se superiores. Ou desprezaram as demais por acreditarem-se superiores.

    Se existe um inocente em relação aos nossos erros religiosos o ateu é um sério candidato. rsrsrs

    As religiões definitivamente não foram criadas por deuses....

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  48. Em tempo gosto desta passagem de tiago:

    “A religião pura e imaculada diante de nosso Deus e Pai é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas aflições e guardar-se isento da corrupção do mundo.”

    Vocês conhecem alguma religião cujo objetivo maior dela ou sua verdade esteja estabelecida por esta passagem? Conhecem alguma que não se corrompe?

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  49. Nobres Amigos Confrades,

    Infelizmente chego ao bate-papo próximo de seu término, e me encontro impossibilitado de interagir. Fiz uma cirurgia na sexta-feira e não posso forçar a leitura, por isso também não vou comentar por enquanto, pois sem ter ciência do contexto todo do debate, não me sinto preparado para isso. Aos poucos vou lendo aqui os demais comentários, e se necessário (o que é dificil ser, pois aqui só tem mestres) darei algum pitaco!

    Abraços!

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  50. Nobre Amigo Eduardo,

    "Para mim, uma terceira via seria desejável"

    Supondo que algum dos confrades lhe oferecesse uma terceira via, provavelmente pediria uma quarta, uma quinta, uma sexta e assim consecutivamente... Temos essa "insatisfação" como algo meio que natural em nossa natureza. Não nos contentamos com o que nos esta proposto e sempre queremos mais, ou de forma diferente, e isso se evidência nessa nossa constante busca por respostas que na verdade nunca chegam, é como se quanto mais respostas buscamos, mais perguntas encontramos. Sendo assim, chego a conclusão de que mesmo não considerando a fé um "salto no escuro", a única forma de viver nela, é sem perguntar, sem buscar respostas, mas eu sou teimoso e sigo perguntando. Sigo nesta construção ao qual o amigo João Cirilo disse ser uma forma de "decrescer" rsrsrsrs

    O importante é que, religião e fé a parte, precisamos compreender que o homem que se pergunta, "quem sou eu?", ou "qual a essência do meu verdadeiro eu?" nunca estará satisfeito com o que alguém lhe disse, ou com algum artigo que tenha lido. Ele sempre dirá que quer mais, que precisa entender melhor, e nessa construção de um ser consciente, ele indaga da filosofia seus sonhos, o que quer conhecer, que deseja ter uma compreensão mais ampla, e ai, desta forma as múltiplas vias disponíveis se tornam poucas.

    Se eu analisar do ponto de vista individual João, continuarei crendo no exercício do evangelho de Cristo, agora se minha análise partir do coletivo, isso se torna utópico... E o que digo, se evidência aqui mesmo, pois o evangelho é a mais autentica e perfeita expressão de harmonia e amizade entre os seres, e uma verdadeira amizade se baseia na insignificância do amigo, ou seja, não interessa o que ele seja, tenha ou pareça, interessa que ele é amigo por ser amigo, e quando medimos alguém pela cultura, crença, ou maneira de pensar, logo, não estamos no pleno exercício de harmonia e amor que expressa o evangelho, por isso, coletivamente é utópico.

    Pretensão, insanidade ou luxúria filosófica. Digo, que, na verdade, estas palavras aqui escritas são apenas uma tentativa simplória de um encontro íntimo com o ser. Como falar do ser humano sem pretensões? Como entender o homem sem tanger a insanidade? Como se propor a realizar um trabalho sem a luxúria filosófica? Impossível!Impossível!Impossível!

    Talvez Jung expresse uma ideia de religião no sentido de religar de forma mais completa se analisarmos tudo partindo do evangelho de Cristo, ele diz,

    "o homem só se torna um ser integrado, tranqüilo, fértil e feliz quando (e só então) o seu processo de individuação esta realizado, quando consciente e inconscientemente aprenderam a conviver em paz e completando-se um ao outro" Carl Gustav Jung, "O Homem e seus Símbolos"


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  51. MEU AMIGO GILBERTO BEGIATO: infelizmente não posso concordar com este seu ecumenismo. Vejo que ele é sincero em vc, vc acredita nele, mas eu não.

    Temos esta divergência de fé? Sim, temos. Se estivéssemos na Idade Média vc certamente teria problemas com a Inquisição, da mesma forma que teria eu hoje problema com ela e vc seria o homem das luzes católicas.

    Eu, infelizmente prefiro dizer que se Jesus realmente é Mais, Ele o é na Sua Igreja: que eu pelo menos só conheço uma.Ele é o caminho e a Verdade e a Vida: mas é um só Caminho, uma só Verdade, uma só Vida.

    Por isso, meu amigo, não se trata de "desmerecer" quem quer que seja. Eu respeito, mas não quero prá mim.

    -.-.-..-

    Por isso que o ALTAMIRANDO tem razão: o deus dele é maior do que o meu, do que o nosso. Mas é dele, entende? Isto é inescapável, é a crença dele. Jesus pregou uma verdade e não várias, de vários matizes.

    -.-.-

    Estimando que vc esteja convalescendo rapidamente, MATHEUS, não sei se está efetivamente "decrescendo": apenas comparei, a voo de pássaro o que escreveu ontem e como pensa hoje.



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  52. "Se eu analisar do ponto de vista individual João, continuarei crendo no exercício do evangelho de Cristo, agora se minha análise partir do coletivo, isso se torna utópico... E o que digo, se evidência aqui mesmo, pois o evangelho é a mais autentica e perfeita expressão de harmonia e amizade entre os seres, "e uma verdadeira amizade se baseia na insignificância do amigo, ou seja, não interessa o que ele seja, tenha ou pareça, interessa que ele é amigo por ser amigo, e quando medimos alguém pela cultura, crença, ou maneira de pensar, logo, não estamos no pleno exercício de harmonia e amor que expressa o evangelho, por isso, coletivamente é utópico" (MATHEUS DE CESARO)

    Mas a religião não é "coletiva". Não confessamos nossos pecados coletivamente. Nem recebemos a santa comunhão coletivamente.

    A fé é individual, a salvação é individual.

    A religião coletiva é utópica, diz vc e diz muito bem~, e está cada dia mais utópica quando tomamos a utopia como um ideal que nunca é atingido.

    E será cada vez mais, meu amigo catarinense, tanto mais quanto a coletividade humana se afastar de Deus,porque aí procurará em vão - utopicamente - Deus e a felicidade.

    O movimento é contrário: cada um faz o SEU mundo melhor e num movimento de dentro para fora, vai contaminando de graças e de dons os semelhantes numa explosão de virtuosidades.

    Esperar que o coletivo se sobressaia sem passar pelo individual, em termos de religião, não funciona.

    Porque, como eu disse, a fé e a salvação (sem contar o nascimento e a morte) são coisas absolutamente nossas, que ninguém passa e muito menos vive em nosso lugar!

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  53. Nobre Amigo João,

    Talvez por compreender essa questão individualista da fé e da salvação é que deixei bem claro minha posição em ambas.

    Quando escrevo no texto antigo, ao qual dimensionou ser mais maduro. Escrevo no sentido coletivo do evangelho, o ser consciente no plural. Quando falo hoje em ser utópico, falo no sentido de que não como viver isso, senão individualmente, ou seja, eu viver, sem esperar que os outros vivam, e assim tenhamos um modelo de igreja ou religião perfeita.

    Esta muito clara minha posição, e nisso não vejo alteração alguma na minha forma se crer e perceber os ensinamentos do Cristo. Apenas racionalizo econrextualizo tudo a realidade que vivo. Não é uma questão baseada apenas no conhecimento ou respaldado por minhas referências intelectuais, sejam teológicas ou filosóficas. Tudo passa por uma contextualização, uma racionalização e assim relacionadas tudo com minhas experiências no chão da jornada.

    Mas lhe compreendo, e sei que se torna complicado perceber algumas coisas de ângulos que fogem a ortodoxia que estamos acostumados desde o berço (como é o meu caso).

    Mas como o ferro afia o ferro, assim ocorre conosco amigo (penso que posso assim lhe chamar). Por isso prossigamos em conhecer e buscar conhecer.

    Fraterno Abraço.

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    1. Fraterno abraço, meu amigo MATHEUS.

      No fim, acho que falamos e pensamos o mesmo, o que é excelente.

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