sexta-feira, 23 de novembro de 2012

O Conflito Israelense – Palestino em Gaza e a “Palavra do Rabino”



Por Levi B. Santos
 

Notícias de guerras e escaramuças entre Israelenses e Palestinos da faixa de Gaza, já se tornaram algo tão previsível ou comum, que quase ninguém se debruça mais para comentá-las. Manchetes, fotos, vídeos de escombros e cadáveres despedaçados, misturados a fogo e fumaça já não despertam tanta curiosidade.

Vagando pela internet, eis que me deparei com o discurso do Rabino Yehudah Ben Yaakov, pronunciado em julho de 2006, por ocasião de uma das reedições desse eterno conflito pela “terra que mana leite e mel”; terra que na visão do grande patriarca, Abraão, um dia, Javé prometeu tomar dos Cananeus e seus descendentes para  entregá-la a sua descendência, via Isaque.

Enquanto lia a preleção do rabino, voei na imaginação à saga bíblica de um povo em busca da Terra Prometida ― terra que Canaã, o amaldiçoado por Noé (ou Javé), fez brotar tudo de bom, sendo por isso, fonte de toda inveja.  Canaã compreendia Gaza ao sul e Hamã ao norte, margeando a costa oriental do mediterrâneo. (Gênesis 10:15-19).

No livro de Gênesis, o patriarca Abraão, em seu imaginário, percebe um Deus a lhe mostrar uma vastidão de terras que se perdiam no horizonte. Javé lhe aparece dizendo: “É a tua posteridade que eu darei essa terra” (Gênesis 12: 7).

Ao mesmo tempo em que fazia uma reflexão sobre o texto do rabino Yehudah, lembrei-me da história que os evangelhos contam de um Judeu, a quem chamaram de Filho do Homem, mas precisamente àquela parte, parecidíssima com a visão que teve o patriarca Abraão. Uma autoridade aparece a Jesus, lhe prometendo uma imensidão de terra já habitada com uma condição, em tudo semelhante a do visionário maior dos israelitas: “Olha, tudo isso será teu, se me adorares” (Lucas 4:7). 

O lendário anseio Abraâmico projetado em um Deus conduziu-me ao episódio descrito pelos evangelistas, como a “Tentação do Deserto”. O mito aqui reaparece com outra roupagem, ou pelo lado avesso da promessa javélica primitiva: o “messias” Yeshua rechaça de imediato o desejo de riqueza e de poder político ― promessa tentadora vinda da contra-parte de Javé. Alguns trechos dos evangelhos demonstram que o “Filho do Homem” entendia que o inimigo maior estava no próprio homem e que era no interior dele que se originava todo o conflito, exteriorizado naquilo que Hegel denominou de relação “Senhor e Escravo”.

Chesterton, falando sobre “Deuses e Demônios”, em seu livro “O Homem Eterno” (página 149 ― Editora Mundo Cristão), disse algo profundo que tem muito a ver com as guerras e conflitos insolúveis, como esse do oriente médio: “Qualquer que seja o desencadeador bélico específico, o alimento das guerras é alguma coisa na alma”.

Mas o israelense, de um lado, e o palestino do outro lado, talvez não saibam que dentro deles existe um arquétipo patriarcal defendendo-se de sua contraparte. Talvez não saibam que entranhado em seu emaranhado psíquico estão os velhos afetos antagônicos que permeiam o “inconsciente religioso coletivo” a que se referiu Jung em suas intermináveis análises psicoteológicas. Talvez não compreendam que a história mítica do Filho do Homem representa o Arquétipo da Alteridade, que está a convocar um encontro democrático entre polaridades opostas, pelo desapego a unilateralidade que impede de se aceitar as diferenças existentes entre filhos de um mesmo Pai.

O certo é que uma briga em nome de Deus, o poder político comprou para si. O rabino Yehudah Ben Yaakov, altaneiro, chega assim, a se expressar sobre o exclusivismo de seu Deus: “Cremos que Israel é a nação sacerdotal que D-us estabeleceu dentre todas as nações, para operar em nós”.
Não há nada mais poderosamente inflamável que uma afirmação dessa natureza, ainda mais, quando se sabe que o outro lado se apresenta também com um imaginário General a frente de seu exército.

Para uma reflexão apurada dos amigos leitores e debatedores, passo, sem mais delongas, ao texto emblemático do Rabino messiânico (de julho de 2006, mas bem atual) que colhi na internet, pelo famoso Google:


“A Palavra do Rabino”

A Sinagoga SHEAR YAAKOV, como congregação judaico-messiânica observante e praticante da Torah à luz da revelação de Yeshua HaMashiach, declara publicamente seu apoio incondicional ao Estado de Israel. O SHEAR YAAKOV está incondicionalmente compromissado com o Estado de Israel, apoiando, defendendo e abençoando-o em todas as áreas.
Israel está, uma vez mais, sendo atacado por aqueles que se prestam aos propósitos satânicos de tentar nos matar, roubar e destruir. Recomendamos a todos os que pautam suas vidas pelas Sagradas Escrituras:

1 – Vigilância

Precisamos estar atentos para não sermos confundidos pela mídia tendenciosa. Busquemos a verdade, tanto para compreender a situação de Israel e dos seus inimigos dentro do contexto da História, quanto para entender detalhes importantes dos acontecimentos destes dias. A mentira aprisiona e engana, mas a Verdade liberta. Leia os artigos Argumentos em defesa de Israel e A atuação da mídia no Oriente Médio e compreenda um pouco mais sobre o que se passa em Eretz Israel. Procuremos nos manter bem informados, acessando as notícias de fontes judaicas (veja em Links). Tenhamos senso crítico ao ler as declarações de alguns líderes mundiais (ONU, países europeus, governos latinos, papa, etc.) que mal conseguem disfarçar o velho ranço de anti-semitismo em suas declarações contra Israel e a favor dos nossos inimigos.

2 – Tefilah

Cremos que Israel é a nação sacerdotal que D-us estabeleceu dentre todas as nações, para operar em nós e através de nós. É importante que cada um assuma sua responsabilidade de estar intercedendo por Israel. Sabemos que o Estado de Israel não buscou a guerra, mas depois de ter sido atacado em seu próprio território, agora exerce seu legítimo direito de auto-defesa. Oremos para que Israel vença todas suas batalhas, e alcance seus objetivos militares da forma mais rápida e eficiente possível. Oremos para que ADOSHEM TZEVAOT esteja à frente das Forças de Defesa de Israel, capacitando nossos combatentes com destreza e habilidade, e protegendo-os em Seu Nome. Oremos também por nossos irmãos em Eretz que não estão no front, para que suas vidas sejam preservadas e cada um deles possa contribuir fazendo sua parte para a vitória de Israel. Oremos pelos soldados judeus seqüestrados, para que suas vidas sejam preservadas e possam voltar vivos para suas casas. Oremos pelas suas famílias e pelas famílias daqueles que perderam seus parentes e agora estão em luto. AQUELE que ressuscita os mortos também há de enxugar todas as nossas lágrimas e confortar todos os enlutados de Israel.

Oremos também por aqueles que se colocam como nossos
inimigos, para que sejam libertos do jugo satânico que os faz atentarem não apenas contra nós, mas também contra suas próprias vidas ao se colocarem contra o D-us Vivo, o D-us de Israel. Oremos pelos árabes que não querem viver como terroristas nem desejam lutar contra Israel, mas que muitas vezes lhes faltam a força necessária para reagir aos apelos do Islã. Há alguns casos de ex-inimigos de Israel, que depois de terem experimentado a revelação de Yeshua HaMashiach tiveram suas vidas transformadas, e se arrependeram a tal ponto que hoje são sionistas fervorosos (Walid Shoebat).

Oremos também por todo o Israel que está na Galut, para que HASHEM nos ajude a ajudar nossos irmãos em Eretz de modo efetivo, e que não sejamos enredados pela inércia, omissão ou
contendas internas.

3 – Engajamento

Precisamos ter atitudes práticas que nos levem da preocupação contemplativa às ações pragmáticas. É importante que nos engajemos, de todas as formas possíveis, em ações efetivas a favor de nossos irmãos que estão em Eretz Israel. Se você quer fazer algo mais por Israel, visite http://www.yeshuachai.org

Acima de tudo, é importante estarmos conscientes de que a luta que travamos não é apenas material, não se limita a uma guerra entre homens e homens, mas transcende as interpretações políticas, históricas e ideológicas, pois é uma luta principalmente espiritual. Israel é o testemunho vivo, a evidência material, verificável até por ateus e agnósticos ao lerem seus jornais, da existência e da ação de D-us em nossos dias. Se Israel não existisse, as Escrituras poderiam ser contestadas como não sendo verossímeis, e a própria existência do D-us de Israel poderia ser negada. Mas nós judeus somos a prova viva e incontestável da veracidade de D-us e das Escrituras. Não ignoramos o ódio e as motivações satânicas dos que almejam a destruição de Israel. Essa guerra é espiritual, e nós, como sacerdotes em Yeshua HaMashiach, somos chamados à ação. Também sabemos, as Escrituras nos ensinam, que HASHEM usa situações como esta em que os inimigos nos afrontam, para tratar com Israel, levando-nos a fazer um auto-exame da nossa vida espiritual coletiva e individualmente, para que possamos ver onde erramos, nos arrepender dos nossos pecados, sermos purificados e nos consertar perante ELE. É tempo de jejuns, de muita tefilah, de muito estudo de Torah, de teshuvah, de buscarmos a face do nosso D-us, o D-us de nossos pais, Avraham, Yitzchak e Yaakov. ELE certamente nos sustentará na batalha e nos dará a vitória, e mais uma vez toda a terra saberá que há D-us em Israel.

Em Yeshua,
chessed v’shalom,
Rabi Yehudah Ben Yaakov


P.S.: 
E o rabino Yehudah Ben Yaakov termina a sua fala colocando mais lenha na “fogueira santa”, ao revisitar os velhos tempos do guerreiro “Deus dos Exércitos”- através da citação da parte final de I Samuel 17:46: “...e toda a terra saberá que há Deus em Israel”.

Site da imagem: odia.ig.com.br/portal/mundo

82 comentários:

  1. Levi (Grande),
    Lendo seu texto me lembrei de que o mundo criado por Deus era desconhecido dele próprio. A faixa de Gaza só produziu leite e mel na imaginação pobre dos sem terra da época. O leite é produzido por mamíferos ou árvores e o mel é produzido por insetos que se alimentam de vegetais. Para que isto ocorra é necessário haver terra fértil e pelo que me consta, a faixa de Gaza é um deserto estéril desde Abraão. Mas para o povo do Deus Javé, promessa divina é promessa divina. Não descobriram que são seus próprios inimigos.

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    1. Isto quer dizer que Deus semeou a discórdia no seio do seu próprio povo.

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    2. Miranda


      Quero você aqui nestes quatro dias de “guerra”.(rsrs)

      Você tocou no âmago da questão. Atribuíram seus desejos instintivos aos deuses. Como o homem é quilo que pensa que é, nada mais plausível do que considerar que o Gênesis bíblico é a história dos desejos contraditórios humanos (muitos inconscientes) projetados em uma autoridade ou poder fora do âmbito da psique humana.

      A história de Abraão, Moisés e outros personagens bíblicos, contam realmente a historia de seus afetos paradoxais, entre eles aquele que provoca a discórdia (rsrs)

      Mas há que “ganhe” com a DISCÓRDIA.

      Folheando a Folha de São Paulo, ontem, encontrei uma declaração de um dos correspondentes nacionais deste jornal instalado lá na área do conflito. Havia o risco iminente de o maior líder de Israel não ser reeleito em janeiro de 2013. Mas o jornalista da Folha , agora, fala de uma VITÓRIA política que está por trás de tudo. Diz ele: “A dois meses das eleições em Israel, o primeiro ministro se fortalece com os ataques efetuados em Gaza”.

      Como vitória para ser vitória mesmo, tem que combinar com o sangue (dos outros, é claro), a manchete de um artigo recente do jornalista, José Antonio Lima da revista Carta Capital, penso, que resume bem o propósito (espiritual e inspiritual) dos donos do poder lá no deserto:

      “Uma Guerra na Hora Certa para Benjamin Netanyahu” ― estampa a “Carta Capital”. Segue o link do artigo:

      http://www.cartacapital.com.br/internacional/uma-guerra-na-hora-certa-para-netanyahu/

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  2. Caro Levi,

    Boa abordagem!

    Vivemos um momento em que o etnocentrismo e a exaltação nacionalista tornaram-se inapropriados.

    O Israel segundo a carne teve o seu sentido numa época passada da humanidade, em tempos de difícil sobrevivência quando era necessário formar a unidade nacional afim de que o grupo humano familiar enfrentasse os saqueadores do deserto, as nações inimigas e conquistasse vales férteis para o cultivo de grãos e criação de animais.

    Porém, o que podemos dizer do Estado de Israel hoje? Qual a sua importância para um mundo em que judeus são bem aceitos nos países livres do Ocidente e principalmente nas Américas?

    É certo que o holocausto nazista não se encontra lá tão distante assim. Faz uns 70 anos que Hitler mandava milhares de judeus para os campos de concentração, torturando, humilhando, fazendo experiências científicas, sufocando nas câmaras de gás, dentre outras atrocidades. Porém, esta é uma ameaça difícil de ser repetida dentro do atual contexto de democracia e de direitos humanos.

    Muitos dos grupos que se dizem "judaico-messiânicos" apoiam o Estado de Israel e a política governamental com mais excessos do que outros do judaísmo da gema. Na verdade, o sinionismo religioso lá não chega nem a 20% e há rabinos que são até contra a existência do Estado de Israel. Inclusive entre os tradicionalistas! Todavia, há um interesse dos grupos judaico-messiânicos de se inserirem no Judaísmo como parte integrante. Para tanto e fortalecer o antigo projeto "Judeus para Cristo", torna-se estratégico para os tais dar apoio incondicional às ações militares do governo. E, assim, funcionam também como uma propaganda do sionismo para o mundo cristão...

    Como o Estado de Israel já existe, eu não concordaria com a sua extinção. Proporia, porém, os princípios ensinados por Jesus sobre dar a outra face, caminhar mais uma milha e dar a quem nos pede. Ou seja, a estratégia da não retribuição seria o melhor caminho para Israel desarmar os adversários dando o primeiro passo para amar quem os persegue. Claro que sem ingenuidade.

    Quanto a Benjamin Netanyahu, não o vejo como um líder ruim. Tem qualidades melhores do que as de Ariel Sharon.

    Abraços.

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  3. Apesar de Israel sempre ter sido criticado pelo próprio Deus, principalmente no Antigo Testamento, vindo o Messias Jesus Cristo, foi rejeitado, pelo que também Deus os rejeitou, e por muitos séculos ficaram sem sua terra prometida.
    Porém fiel é Deus que prometeu que Israel voltaria a sua terra, então, nestes últimos dias, Deus atrairá todas as nações que odeiam à Israel, para entrar em juízo contra elas, mas no fim deste derradeiro conflito, todo o Israel será salvo, porque Jesus Cristo virá para eles.

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    1. Caro anônimo

      Ora vem Senhor Jesus!

      Inclusive, esse slogan, ainda vigora aqui meio pentecostal nos cafundós da Paraíba, toda vez que os filhos de Isaque e os filhos de Ismael resolvem impulsionar o mercado altamente rentável de armas e foguetes. (kkkkkkkkkkkkk)

      Mas o que interessa é a VITÓRIA completa, pela terra(?) que um dia o desejo humano ardente pelo poder político, transfigurou-se na imagem de um Deus-General dos Exércitos, ma mente do patriarca Abraão. (rsrs)

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  4. “Na verdade, o sionismo religioso lá não chega nem a 20% e há rabinos que são até contra a existência do Estado de Israel. Inclusive entre os tradicionalistas! “

    A sua fala acima , Rodrigo, me fez lembrar um livro que li há mais ou menos seis anos ― Judaísmo para o Século XXI (editora zahar), no qual o professor da UFRJ, Bernardo Sorj, formado em História pela Universidade de Haifa, Israel, e PhD em sociologia pela Universidade de Manchester, Inglaterra, - faz alusão a crise do modelo judaico em prática na “terra santa”. Há um trecho dele, que não poderia deixar de trazer aos confrades, cujo sub-título é: “ Além do Estado de Israel” . Na verdade é uma crise do velho JAVÉ, internalizado na mente dos judeus ortodoxos. DIZ ele:

    “ Israel representa um caso típico do esforço sistemático que os Estados nacionais desenvolveram para destruir a diversidade cultural de sua população. Sem dúvida foi um esforço que contou, pelo menos até 1948, com a colaboração ativa e consciente da sociedade. Ainda assim não deixou de ser um esforço concentrado e sistemático de homogeneização cultural, de engenharia social para eliminar a diversidade e riqueza cultural do judaísmo elaborado no longo percurso diaspórico.

    A imposição de uma língua única, o esforço, em boa medida fracassado, de criar uma cultura judaicas secular “naturalista” e o desapego pela diáspora como fonte de valores e de vivência criativa foram elementos constitutivos do esforço normalizador, normatizador e disciplinador da ideologia e do sistema educacional que se implantou em Israel.

    Hoje esse esforço mostra sinais de esgotamento, e o grande desafio político passou a ser a convivência entre democracia e a diversidade étnica cultural. O sonho que orientou o sionismo, de normalização do povo judeu, parece realizar-se no mundo pós-moderno pela via inversa, com a condição diaspórica passando a ser a norma e o NACIONALISMO – um pesadelo, pois embora vigente é um marco institucional em CRISE. [...]. [...] Afinal, não é difícil demonstrar que um povo pequeno só pode sobreviver ao longo do tempo caso consiga dissociar seu destino de um espaço físico único. “

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  5. O Rabino Yehudah Ben Yaakov, que é um judeu russo, põe lenha numa fogueira acesa pelo inconsciente coletivo de um povo que se intitula eleito por um Deus imaginário que os libertou da escravidão egípcia lançando-os ao deserto com a promessa de um paraíso que não passava de uma invasão infrutífera gerando discórdia e violência até hoje, 3.300 anos depois. Os problemas, a fé e a imbecilidade é uma característica, individualmente, deles. Mulçumanos e palestinos.Não sou judeu, não sou seguidor de seu Deus, não nasci no deserto e minha não me pariu virgem, portanto que explodam junta a suas bombas. Foram abandonados pelo seu Deus? Pedem ajuda a infiéis? A mim não devem nada.

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  6. A guerra entre palestinos e israel hoje tem uma conotação bem diferente das da sua origem, porém alimentadas pela rixa inicial.

    O Rabino em seu discurso pediu muito, só não pediu o necessário: A Paz!

    Não tem como admirar olhando para o mapa geográfico daquela região e ver Israel uma região minúscula rodeada de várias outras nações inimigas declaradas e continuar em pé. Lógico com a ajuda e a estratégia ode apoios.

    Mas também não podemos ignorar que Israel vai além daquelas fronteiras e se encontra em lugares estratégicos pelo mundo inteiro o que o faz ser protegido por uma questão simples: interesses.

    Também não se pode negar que com todos os conflitos que já passaram continuam existindo, grande parte pela cultura protecionista e exclusivista além de possuirem enorme influência internacional.

    Eu li o livro exôdus um romance de Leon Uris. Fantático. Um dos melhores livros que li. O livro conta a história dos judeus voltando depois de séculos de abuso, tortura e assassinato para esculpir um oásis na areia, com coragem e com o seu sangue.

    A estratégia de guerra do povo de Israel e maneira que são organizados é impressionante, não existe ingenuidade ali. Muita inteligência e uma capacidade enorme de enxergar longe.

    Enfim Levi é mais fácil o mundo acabar do que eles se perdoarem.

    A briga é antiga com você citou enquanto um é filho da escrava, o outro é da descendência de Abraão.

    Olhar aquelas crianças palestinas agachadas chorando enquanto vêem uma morta entre elas no chão é de doer a alma.

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    1. Um deus (uma autoridade paterna) na mente de Abraão é “divinizada”, prometendo-lhe terras para sua geração. São quase quatro mil anos e esse “deus imaginário” continua no “inconsciente coletivo desse povo” a exigir deles que tratem os seus inimigos segundo a lei de Talião (dente por dente e olho por olho). Mas eles estão indo mais além: dizem que a morte de um israelense deve ser vingada com 20 mortes do lado de lá.

      “Israel é a nação sacerdotal que D-us estabeleceu dentre todas as nações, para operar em nós e através de nós”. (rabino messiânico)

      Não sei, mas me parece que a fórmula ou conselho “javeliano” para alimentar os conflitos, a fim de que eles nunca acabem, é esta:
      Transforme o seu ódio ou desejo de vingança em “Palavra de Deus”, ou metas para agradar a Ele, só assim você estará mantendo eternamente acesa a bomba, que explodiu, (talvez pela primeira vez) lá em Sodoma e Gomorra.

      Ô Gil, você concorda com o paralelo que fiz, no texto postado, entre a voz que o Patriarca Abraão ouviu e o que os evangelistas narram sobre o “Mito da Tentação no Deserto” ― quando um autoridade vinda da parte de Javé soprou ao ouvido de Jesus: “Tudo isso será teu...” ?

      O primeiro não teve como recusar a proposta. Já o segundo, para tristeza de Edir Macedo, Silas e outros latifundiários “celestiais”, rechaçou-a veementemente com um “Meu Reino não é desse mundo!” (rsrs)

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  7. Um tema teológico-político bem atual!!!

    Levi, "judeus messiânicos" que aceitam o messias Jesus e segue a escatologia cristã pré-tribulacionista é uma colcha de retalho e tanto!!

    No meio evangélico hoje a força da escatologia diminui muito, salvo ainda alguns grupos que insistem nesse foco, mas nos meus tempos de adolescente o padrão da pregação era escatológica; Israel era visto como o "relógio de Deus", os russos eram vistos como Magog e os EUA eram o grande aliado de Israel e por isso era a nação mais poderosa da terra.

    E o discurso do rabino me pareceu até uma pregação dos antigos pastores assembleianos(sem os termos judaicos).

    Tenho grande admiração tanto pela história dos judeus quanto pela dos árabes, mas como bom ex-combatente das fileiras de Javé, tenho mais simpatia pelos judeus, Por tudo que esse povo teve que passar até enfim, voltar à Terra Prometida.

    É bom que se lembre que quem exacerbou o conflito árabe-israelense foram os árabes, que nunca aceitaram o Estado de Israel desde 1948. O grande lema árabe era "vamos afogar os judeus no Mediterrâneo".

    A situação hoje é complexa e sinceramente, não vejo solução alguma num futuro próximo. Judeus e palestinos precisam conviver, mas são décadas de ódio de ambos os lados.

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  8. Evidente que o uso do nome de Deus no conflito (em ambos os lados) só apimenta ainda mais a situação. Mas creio que o foco seja mesmo o político.

    Levi, as notícias que a "primavera árabe" está começando a virar inverno com tempestades turbulentas já estão chegando. O presidente recém-eleito "democraticamente" no Egito, Mohamed Mursi, já dissolveu o parlamento e se deu poderes de ditador. O povo egípcio está protestando e levando porrada da polícia.

    A Liga Árabe que atuou forte na derrubada dos ditadores de vários páises mulçumanos na "primavera" é totalmente contra o Estado de Israel. A Liga agora ganhou mais importância. Quem advinha o resultado...??

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    1. e tem um detalhe importante. Estamos aqui a falar do ímpeto belicista dos messiânicos judeus mas não podemos esquecer do ímpeto belicista dos terroristas palestinos do Hamas(que muitas vezes nem seu próprio povo respeitam) e do ódio da Liga Árabe; a paz não depende só de Israel. O velho ditado que a minha mãe sempre me dizia "quando um não quer, dois não brigam" não vale nessa situação.

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    2. EDU

      Se houver esta unidade árabe eu acho que a guerra contra Israel vai então começar de verdade.

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  9. Levi por relapso acabei não cometendo esta sua dissertativa fazendo paralelo de Abraão com a tentação do deserto.

    Você é mago mesmo, eu fiquei tentando lembrar um ponto também que gostaria de comentar e era justamente este...

    Pensei comigo vou ler o texto novamente e lembrarei e nem precisou kkk

    Foi brilhante até pelo fato de você aqui na confraria estar sempre fazendo esta dissertação entre o bem e o mal que nós projetamos como deus e o diabo.

    Esta ideia de que Abraão foi enviado para conquistar uma terra e que Jesus também recebe uma proposta semelhante porém as respostas diferem e a conclusão logo abaixo:

    Alguns trechos dos evangelhos demonstram que o “Filho do Homem” entendia que o inimigo maior estava no próprio homem e que era no interior dele que se originava todo o conflito, exteriorizado naquilo que Hegel denominou de relação “Senhor e Escravo”.

    Explica claramente que se existe um inimigo nesta guerra ele se chama "homem".

    Os "latifundiários celestiais" tem ouvido a voz da autoridade denominada de diabo para dizer que estão em nome de deus.

    Levi todo o texto está bom, mas este paralelo dá pra fazer uma ótima pregação no púlpito, o problema é que não terá grande platéia rsrsrsrs É muito pra cabeça da massa...

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  10. Levi,

    sua correlação entre o deus guerreiro e conquistador de nações com o deus cujo reino não era deste mundo é fabulosa!!

    mas será então que esses judeus messiânicos seguem mesmo a Jesus? o messias que não quis reinar sobre nações da terra? que desvendou o "mistério oculto" de que o reino está "dentro de nós"?

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    1. Edu

      Judaísmo messiânico é uma salada indigesta. Paradoxo dos paradoxos (rsrs).

      Jesus e Javé são figuras totalmente diferentes. Harold Bloom, em seu livro ”Jesus e Javé” (Editora Objetiva) diz que cristianismo e judaísmo são irreconciliáveis. O diálogo entre cristãos e judeus, segundo esse autor, é uma farsa.

      E essa história, Edu, que eu ouvia muito nas escolas dominicais:
      “Ninguém mexa com os judeus, ele são o povo da promessa, o povo de Javé por excelência, até que se cumpra o tempo dos gentios”

      E tinha um tal de Scofield, que fazia toda uma pirueta doutrinária teológica para unir os de Javé com os de Jesus. As suas famosas referências de pé de página eram mais valorizadas que o próprio texto bíblico. (rsrs)

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  11. Levi, grande inimigo da fé kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Boa postagem.

    Edu, você me assustou: "A Liga Árabe que atuou forte na derrubada dos ditadores de vários páises mulçumanos na "primavera" é totalmente contra o Estado de Israel. A Liga agora ganhou mais importância. Quem advinha o resultado...??"

    Gostaria de ler mais sobre isto, o que você pensa?

    Rodrigão, gosto da sua volta. Não nos abandone.

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    1. A tua sonora gargalhada, Guiomar, já diz tudo: Enquanto teu lado espiritual de fé fervorosa não gostou do texto postado, o teu lado racional ou carnal, ou dionisíaco(rsrs) aplaudiu.

      Mas é bom o equilíbrio, pois como dizia São Tomé: fé demais não cheira bem" (kkkkkkkkkkkk)

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  12. Realmente, Edu, esse discurso do rabino messiânico está mais para os pregadores assembleianos.

    Talvez, o meu inconsciente tenha me levado a escolher esse sermão de Yehudah Ben Yaakov para esta sala sagrada. E não é que os termos que o rabino usou e que eu coloquei em negrito são os que os meus ouvidos doíam de tanto ouvir (rsrs) no meu tempo de menino:

    Vitória – Jugo satânico – Pecado – Purificação –Sacerdote – Luta – revelação – Inimigo – Verdade – Mentira – Vidas Transformadas – e por aí vai . Tudo do jeito que a Gui gosta (rsrs)

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    1. Levi, buaaaaaaaaaaaaaaa fiquei triste, você está comigo a muito mais tempo que qualquer confrade e ainda não me conhece. Não suporto mensagens tenebrosas. Gosto de mensagens que levam as pessoas a refletirem o que realmente é andar nos ensinos de Jesus. Gosto de mensagens sobre amar, amar e amar.

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  13. Essa é só para Edu e Gil:

    Vocês acreditam mesmo que existiu um Javé Cósmico?

    Ou estão junto comigo na turma dos "inimigos da Fé", como a Gui me definiu.

    Esse negócio de definir é fogo, porque sempre no caldo da definição que a gente faz do outro, vai um pouco do nosso tempero. (kkkkkkkk)

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    1. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk você queria mesmo em Levizinho, que fosse um pouco do meu tempero? kkkkkkkkkkk Mas parece que a minha definição doeu um pouco em você, em? Por que será? Freud exprica kkkkkkkkkkkk
      Mas ficaria feliz se você me houvesse definido como realmente sou, triste porque você se definiu em mim. kkkkkkkkkkkkkkkk Te peguei com a tua própria psicologia.

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  14. Levi meu caro

    Vou dar uma de profeta: A forma como a fé está sendo banalizada, ou como o Edu diz adaptada aos nossos tempos, ela se distancia cada vez mais da doutrina e se aproxima dos sentimentos exagerados e cada vez mais subjetivo. Ou seja, a tendência ao meu ver é a aceitação de tudo como um todo rsrsrs Haja visto que as pregações hoje são mais auto-ajuda do que formação ou até querigma, o número de palavras de efeito é exorbitante nos "sermões".

    Então você pode me perguntar o que tem a ver isso com a pergunta que fiz?

    É que Javé será uma denominação entre todas as que existem e que traduziram esta procura do homem a um ser superior. E Javé principalmente do A.T. está longe de ser este deus cósmico devido a tantas incoerências que traz consigo, o que na verdade, na minha opinião é mais coerente do que imaginamos, pois é um reflexo do que próprio homem.

    Como afirmei em uma dos textos aqui apresentado que Jesus procurava sempre desvencilhar-se do Deus do A.T. quando dizia é devido a dureza e mentalidade dos corações daquela época. Ele fugia das comparações do Pai amoroso que ele apresentava ao Deus Javé do A.T, porém sem negá-lo para ser entendido pelo povo que o ouvia.

    Os escritos védicos pelos Hindus tem uam definição muito boa deste deus cósmico:

    “Quando você pega um torrão de sal, e coloca numa bacia cheia d’água, esse sal se dissolve e algum tempo depois você não mais vê o sal mas se você colocar o dedo na água e prova você notará que ela está salgada.
    Ou seja cada molécula que forma aquela água na bacia está impregnado no poder do sal mas você não mais vê o sal, mas o sal mesmo sem ser visto está presente em todas as moléculas d’água.”

    Com detalhe importante ele espande este "sal" nos animais irracionais e em toda criação também rsrsrs Quer mais cósmico do que isso rsrsrs

    Mas Levi eu me simpatizo muito mais com o Deus que Jesus nos revelou:

    Ele é pai sua essência é o amor e acolhe de forma preferencial pela urgência os mais fracos e marginalizados sem excluir nenhuma das suas criaturas.

    Este é o meu tempero para continuar a me relacionar com Deus.



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  15. Gui, vai aí um resumo da história da Liga Árabe que eu colei da wikipédia:

    A Liga Árabe foi oficialmente instituída a 22 de Março de 1945, na cidade egípcia do Cairo, com a adopção da "Carta da Liga dos Estados Árabes".

    A 25 de Setembro de 1944 o governo egípcio organizou no Cairo um conferência na qual estiveram presentes representantes do Egipto, Iraque, Síria, Líbano e Transjordânia (Jordânia a partir de 1950). As conclusões do encontro traduziram-se na elaboração de um protocolo que visava aumentar a cooperação entre os países árabes. Esse protocolo ficou conhecido como Protocolo de Alexandria e foi assinado a 7 de Outubro do mesmo ano, que propunha a formação de uma Liga de Estados Árabes.

    Na época, a Liga Árabe teve pouco peso nas Nações Unidas, devido ao pequeno número de países a ela vinculados, mas, aos poucos, à medida que os países árabes foram adquirindo a sua independência, passou a adquirir muita importância, além de ser o símbolo da unidade árabe.

    O objetivo da Liga era proteger a independência e a integridade dos Estados-membros.

    A Liga desenvolveu-se em um corpo indefinido, que organizou depois de 1948 o boicote econômico contra Israel. O Egito foi expulso depois do acordo de paz com Israel de 26 de Março de 1979, sendo as instalações da Liga transferidas para a cidade de Tunes, na Tunísia. Em 1989 o Egipto foi readmitido na Liga e as instalações regressaram ao Cairo em 1990.

    A Invasão do Iraque, iniciada em 2003, gerou novamente uma divisão entre os membros, com o Kuwait, o Qatar e o Bahrain a disponibilizarem instalações para facilitar a invasão, enquanto que outros membros, como a Síria, foram frontalmente contra a intervenção militar dos Estados Unidos. Em Janeiro de 2005 entrou em funcionamento uma zona de mercado livre formada por 17 países da Liga.

    Embora seja considerada pelas Nações Unidas uma organização regional, tal classificação não corresponde à realidade, visto que seus Membros estão espalhados pelos continentes africano e asiático. O principal fator de união, que era a vinculação com o mundo árabe, passou a ser a religião islâmica

    Conselho de Defesa Conjunta:

    Constituído pelos ministros dos Negócios Estrangeiros e da Defesa dos estados-membros, pode adoptar as medidas que entenda necessárias à manutenção da defesa dos estados da Liga, incluindo o uso da força contra estados que atacaram um membro da Liga.

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    1. mas existem diferenças entre os próprios países mulçumanos. Uns são mais abertos, outros, mais fechados; por exemplo, o irã não consta como membro da liga e o Brasil é um dos "observadores" desde 2006 junto com Venezuela, a Índia e a Eritreia.

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  16. Gil,

    essa "unidade árabe" contra Israel já foi estabelecida uma vez na Guerra dos Seis Dias(1967): Egito, Jordânia e Síria, apoiados pelo Iraque, Kuwait, Arábia Saudita, Argélia e Sudão reuniram-se para arrancar de vez do mapa aquela "blasfêmia" ao Islã que era o Estado de Israel recém-criado.

    Mas há quem interprete que os países árabes não iriam de fato começar uma guerra. Mas Israel, gato escaldado, fez logo um ataque preventivo e arrasou a força área do Egito.

    Em seis dias Israel tomou o Sinai, as colinas de Golã e a cisfordânia.(todas já devolvidas por Israel).

    Militarmente, não posso deixar de admirar a capacidade do exército de Israel(mesmo com todo apoio que sempre tiveram dos EUA) e nós, militares, vibramos com a inteligência do MOSAD - serviço secreto israelense, que nos anos 80 assassinou alguns líderes árabes extremistas de forma cinematográfica.

    Mas meu lado humanitário e universalista, sofre com o problema palestino e com o uso muitas vezes desproporcional de força de Israel e repudia totalmente a visão elitista dos messiânicos.

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  17. Levi, quanto à sua questão do "Javé cósmico":

    Antes cito as palavras do GIL:

    É que Javé será uma denominação entre todas as que existem e que traduziram esta procura do homem a um ser superior. E Javé principalmente do A.T. está longe de ser este deus cósmico devido a tantas incoerências que traz consigo, o que na verdade, na minha opinião é mais coerente do que imaginamos, pois é um reflexo do que próprio homem.

    Eu acho que o Javé do Israel antigo é totalmente "explicável" e "defensável" se o virmos a partir da sua própria época e cultura religiosa. O javismo produziu pérolas da literatura religiosa como podemos ler nos grandes profetas, e influenciou através dos séculos toda a nossa própria cultura ocidental.

    O que não é defensável é ver hoje os mesmos discursos dos tempos dos reis guerreiros de Israel na boca de "rabinos messiânicos". Israel é um estado laico(diferente das muitas teocracias islãmicas), o discurso dos messiânicos e ortodoxos é minoria, e proporcionalmente o maior número de ateus do mundo são israelenses.

    No meu entendimento, o "Javé" tem que sair do "cósmico" e em lugar dele deve-se colocar a "consciência cósmica".

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  18. Estou começando a entender as idiossicrasias dos confrades que desengaiolaram mas continuam temando o Deus alheio e improvável. O desespero é temanho que o criador já se tornou um "Javé cósmico", para se tornar um Javé extra terrestre basta um susto. Lembem-se que eu estarei na esquina epreciando a nave.

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  19. He, he, he...Mas não irei com vocês. Ficarei cuidando da Guiomar que não embarcará na idéia pela sua beatitude.

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. Miranda

      Uma fraqueza eu tenho em comum com JAVÉ: Mesmo com meu colesterol um pouco elevado, eu continuo não resistindo ao cheiro e ao sabor da gordura de uma boa picanha sendo assada na brasa.

      Diz o V.T “...que Deus ia ao êxtase com o cheiro da gordura assada na lenha “ (Êxodo 29: 13)

      Só não vê que Javé é uma projeção dos afetos humanos, quem não quer. (kkkkkkkkk)

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    3. é, doutor Levi, mas Javé não tinha problemas com colesterol...hehhhh

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    4. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Na verdade Mirandinha, você ficará esperando para saber se a Guiomar tinha razão.

      Apesar de Israel, ele é um país singular e ninguém pode negar esta verdade.

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  20. Edu

    Sobre a sua afirmação de que “Israel é um Estado laico”.

    Inconscientemente, Israel não parece ser um Estado laico.

    Como você vê essa resolução do Estado Israelita, que permite a outorga da nacionalidade, só para aqueles que se convertem à sua religião? ― o que deveria ser uma opção de foro íntimo, numa democracia verdadeira.

    Como compreender que Israel é um Estado laico, quando não aceita o casamento civil?

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    1. Levi, eu não sabia que o Estado de Israel tinha como política dar cidadania só para judeus.Não será isso na verdade, uma manobra política para impedir que "estrangeiros suspeitos" se tornem cidadãos israelenses? mas ou menos parecido com o que os EUA de Bush fizeram ao impedir que pessoas "suspeitas" entrassem lá?
      Em clima de guerra e terror e inimigos "invisíveis" não há democracia que aguente.

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    2. de qualquer forma, Israel não é um Estado teocrático do mesmo modo, por exemplo, que o Irã é.

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  21. Levi,

    Gostei de ler Harold Bloom. Com destaque para esse texto:

    “O cristianismo tinha substituído o Templo pela pessoa de Jesus Cristo, enquanto Akiba o reconstruiu em cada lar judaico. Javé, que, desde a destruição do Templo, sentiu-se como uma espécie de sem-teto, pareceu estar em exílio voluntário, em algum ponto do espaço sideral, até regressar a Israel em 1948. Só podemos esperar que Javé não volte a exigir a reconstrução do Templo, pois a mesquita Al Aksa foi erigida na área que correspondia ao Templo, e já temos guerras suficientes, podendo prescindir de uma catástrofe final.

    Embora pareça que Javé esteve ausente ao longo dos últimos dois mil anos, estudiosos registram, de modo implacável, que a situação dos israelitas não é muito melhor quando Javé, supostamente, estava de plantão.”


    Como sabemos que a destruição da mesquita é uma questão de tempo, as chances para uma trégua entre israelenses e palestinos são mínimas.

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    1. Doni

      O antepenúltimo capítulo do livro “Jesus e Javé” (pág. 251), de Harold Bloom que tem por sub-título “A Psicologia de Javé” é simplesmente fantástico.

      Li esse fenomenal livro em 2007. No capítulo a que me refiro aqui, grifei essa parte: “A Máxima talmúdica diz, referindo-se a JAVÉ: Ele é o lugar (makom) do mundo, mas o mundo não é o seu lugar”.

      “Embora pareça que Javé esteve ausente ao longo dos últimos dois mil anos, estudiosos registram, de modo implacável, que a situação dos israelitas não é muito melhor quando Javé, supostamente, estava de plantão.”

      Quanto ao trecho de Harold Bloom que você reproduziu acima, quero acrescentar que Javé nunca esteve ausente do imaginário judaico. Ele está arraigado no seu inconsciente, e age na surdina com aparentes novas fórmulas ou nova roupagem. A essência continua a mesma. Mudam-se os atores, mas o palco é o mesmo. Lanças, cavalos e espadas deram lugar a armas sofisticadíssimas, como aquela que destruiu o líder do Hamas de uma forma divinamente precisa, sem causar estragos ao redor. (rsrs)

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    2. Levi, são essas ações do exército de Israel que faz militares vibrarem...rsss

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  22. Doni,

    imagino o que é ser um judeu morador de Jerusalém e todo dia ter que olhar para aquela "blasfêmia islãmica" no lugar do seu antigo templo?

    se fosse eu também torceria para a mesquita vir a baixo...rss

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  23. Verdade Edu,

    Mas convenhamos que o fervor religioso em Israel já não é o mesmo de antigamente, Com a exceção, é claro, dos grupos ortodoxos.

    Com o ateísmo em alta e uma sociedade cada dia mais secularizada, os interesses em torno daquela área, é mais em questão de "honra" política do que do zelo por Javé.

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  24. Edu e Doni

    O rabino Nilton Bonder da congregação israelita do Brasil, com várias obras editadas em nosso país, no Livro “Judaísmo para o século XXI”, faz uma reflexão sobre o tão sonhado TRIUNFO israelita. Ele incita os judeus a uma auto-análise não só política como teológica.

    Para Nilton Bonder, esse desejo de triunfo teológico foi o epicentro das guerras entre judeus, cristãos e muçulmanos. “Uma derrota dessa expectativa de triunfo de todos, seria a única esperança da paz” — conclui o líder Israelita.

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  25. Doni, é verdade que o fervor religioso em Israel já não é o mesmo.

    Levi, o Bonder está certo, né? houve um tempo em que judeus e árabes conseguiam conviver em relativa paz. Mas então surgiu Maomé com sua religião da espada e da conquista e tudo ficou mais difícil.

    Desde a diáspora, o povo judeu espalhado pelo mundo procurou conviver bem com os países que lhe abriram as portas, até começar a perseguição cristã, especialmente em Portugal e na Espanha. Isso sem falar na imposição da conversão forçada de judeus - um grande crime contra a consciência religiosa deles.

    Os judeus carregam marcam milenares da perseguição, extermínio e da dor. Tudo isso tempos que levar em conta em qualquer análise do que é hoje, o Estado de Israel.

    Mas sem dúvida, curadas as feridas, é preciso olhar para frente e buscar o convívio da paz, e isso só acontecerá se todos perderem. Se todos perderem, todos ganham.

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  26. Pode ser que o rabino tenha razão Levi. Contudo, os aspectos políticos e econômicos é que se revelam como sendo a principal causa desse conflito. se as diferenças fossem apenas de ordem ideológicas e religiosas, não seria tão difícil alcançar a tão sonhada paz.

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  27. Poxa! se vocês aqui, que tem a mente fora da gaiola tem dificuldade de respeitar as crenças alheios imagina lá, naquela terra de tapados.
    A partir daqui podemos compreender perfeitamente porque o circo pega fogo por aquelas bandas.

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    1. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk quem são mesmo os tapados?

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  28. Olhando bem, Doni, você pode estar carregado de razões, quando disse que a principal causa desse conflito é de natureza política e econômica.

    E isto deve vir de um longo passado. É de se pensar que Moisés, para fundar o Estado Hebreu, com certeza, também foi movido por questões econômicas e políticas.

    Como que para ratificar o que você deduziu, o histórico das últimas sete eleições gerais de Israel, a operação batizada de Pilar Defensivo demonstra que já é a quinta ofensiva militar sobre a Palestina que eclode às vésperas das eleições.

    "Em 2009, a apenas dois meses das eleições, o então primeiro-ministro Ehud Olmert decidiu iniciar a operação Chumbo Fundido, que matou 1400 palestinos”.

    Netanyahu, estava em baixa perante a população israelense, e o conflito armado a dois meses da eleição (janeiro de 2013) foi considerado pela esquerda Israelense uma estratégia dele a fim de acumular popularidade no intuito de ser o dono poder por mais uma temporada.

    Como bem disse Eduardo, em um dos seus seu comentários: “são ações espetaculares do exército de Israel que faz o povo vibrar”.

    Digo eu: ...“e, em retribuição a Javé, reeleger o comandante supremo dos seus indomáveis exércitos.” (rsrs)

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  29. Levi,

    Excelente observação você fez!

    Acredito que desde a época da conquista de Canaã, Deus não passou de um álibi. O imaginário religioso fértil dos escritores sacros foi quem transmitiu essa ideia, e até hoje as religiões do livro operam com essa visão.

    Inclusive o cristianismo que vive de ensinos alegóricos, adotaram este fato como um símbolo da conquista da "nova Canaã" pelo "novo Israel"! rsrs

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  30. Levi, será possível que o Sr anônimo seja mais uma personalidade a aflorar na psiqué do nosso "velho amigo"...??? rsss

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    1. Huuuuuum.

      Vou tentar me concentrar mais no que ele diz. Aqui ou acolá surge um "ato falho" que denuncia quem é o anônimo. (rsrs)

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  31. Mas vamos PAPEAR, que o tempo urge (rsrs):

    Uma das minhas intenções, no texto postado,
    talvez a principal, era a de realizar uma abordagem de fundo psicanalítico ― área em que minhas muitas leituras, ultimamente tem direcionado meu atrevimento: o de tentar me aprofundar nas imagens que os judeus fazem ou fizeram de si mesmos, e das imagens como os outros povos vêem os judeus.

    Tradicionalmente os judeus quer sejam ortodoxos quer não, têm, inconscientemente, uma elevada estima, como disse o rabino Yaakov. Tradicionalmente se consideram o povo único escolhido por um Deus único (o maior dos deuses). Essa ideia os gregos também tinham quando dividiam o mundo em “Helenos e Bárbaros”. Isto é, quem não era grego era inferior. Por isso essa ideia de “igualdade” está mais para a retórica de que para a prática.

    O psicanalista, descendente de Judeu, Renato Mezan, diz que essa noção de igualdade nunca fez parte da História do Homem. E nisso, o ramo abraâmico de Ismael (os árabes) é em tudo parecido, pois pleiteia que Alah é o maior.

    É por isso que o Nilton Bonder disse, que o TRIUNFO passa pela derrota de todos. E aqui, que se entenda que derrota não tem um sentido pejorativo, e sim psicológico.

    Eu falei em um comentário anterior, que psicologicamente o Estado de Israel não é totalmente laico.O Edu aventou a hipótese de que talvez seja por motivo de segurança que os líderes políticos judeus, não admitem casamento civil, nem cidadania a quem não professa sua religião.

    E aí, reconheço que Edu tocou num ponto nevrálgico da questão.

    Ora, a psicanálise considera que a incerteza e a insegurança são expressões emocionais de angústia, e que a psique nessa situação reage, pondo em marcha mecanismos de defesa a fim amenizá-la ou controlá-la.

    Não sei se o Edu vai concordar comigo, mas eu acho que esta angústia está diretamente proporcional em sua intensidade quanto mais ligado o indivíduo ou o grupo estiver com suas fantasias primitivas(termo criado por Freud- que remonta ao tempo de criança quando éramos frágeis e indefesos, ante ao mundão desconhecido que estava a nossa frente)

    Quando o judeu e o árabe levam à sério a sua fantasia primitiva do tempo de criança, ela, consequentemente vai ser transferida para o reino metafísico (religião). Ai vem aquela história da inimizade entre “Deus” e a”Serpente”, onde o racha” que era para ser entendido psiquicamente, passou a ser entendido como de forma física – que conduz a destruição do OUTRO.

    Com a palavra, Edu, Doni e demais (rsrs)

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  32. Levi, "Quando o judeu e o árabe levam à sério a sua fantasia primitiva do tempo de criança, ela, consequentemente vai ser transferida para o reino metafísico (religião). Ai vem aquela história da inimizade entre “Deus” e a”Serpente”, onde o racha” que era para ser entendido psiquicamente, passou a ser entendido como de forma física – que conduz a destruição do OUTRO."

    Sensacional! "A vossa luta não é contra a carne e o sangue."

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  33. Edu, muito obrigada pela aula, hoje eu aprendi um bocado com vocês, o que me resta é conseguir desenvolver.

    Por que tantas nações tentaram desarraigar Israel do mapa?

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  34. Levi, a questão da "segurança" tem um papel importante nesse barril de pólvora que é o Oriente Médio. Pode ser que a insegurança tenha origens nas fantasias de infância, como você diz.

    mas e aí, qual a solução? terapia para todos árabes e judeus? as questões de segurança que levam muitas vezes à paranoias e ao uso político do medo, como parece que fez agora o Netanyahu, são fatos usuais de uma política pragmática. Lembrei agora do Collor dizendo que o Lula iria tomar a poupança do povo(coisa que ele mesmo fez depois de eleito); o golpe psíquico gerou um medo enorme naquela eleição.

    Voltando mais um pouco na história, vemos que todos os grupos judaicos da época de Jesus acreditavam que quando o "reino de Deus" viesse, haveria punição e extermínio dos inimigos de Deus, ou seja, dos inimigos de Israel. Como comentamos no post anterior, João Batista é um bom exemplo disso.

    Então, Levi, você acha que algo assim tão marcado na psiqué do povo eleito pode mudar? Jesus, grande psicólogo, até que tentou. Mas falhou...

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  35. já que estamos falando do conflito em Gaza, uma reportagem muito tocante sobre as consequências da guerra nas crianças.


    http://oglobo.globo.com/mundo/as-consequencias-da-guerra-em-criancas-palestinas-israelenses-6824173

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    1. EDU

      Conferi o link que você postou.

      É constrangedor saber que traumas psíquicos causados por essa guerra insana em crianças palestinas e israelenses, concorrerão na formação de quadros patológico mentais irremediáveis.

      Enquanto isso, os países produtores de armas arrecadam a cada ano que se passa maiores ganhos que a indústria bélica já produziu desde 1996. Os EUA , como sempre, consolidam-se como o maior produtor mundial de armas.

      Mas, por aqui, fervorosos crentes, só sabem dizer: “Olha o dedo de Deus aí”. “Não foi assim com Sodoma e Gomorra??

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  36. “Então, Levi, você acha que algo assim tão marcado na psiqué do povo eleito pode mudar? Jesus, grande psicólogo, até que tentou. Mas falhou..” (Edu)

    O judaísmo bíblico que se constitui pela exclusão de um reino independente do “mal” é fator determinante de todo o conflito, que é primeiramente interno , e depois projetado em um Deus lutando contra a parte “negativa” Dele.

    O poder atribuído a Javé é de tal ordem que perto dele nenhum outro pode subsistir. Enquanto assim o for jamais haverá chance de mudança na psique do povo eleito.

    Mas o judaísmo pós-moderno, no qual podemos incluir Freud, mostra exatamente o “por que” do homem ocidental não querer saber do seu OUTRO LADO que, apesar de ser SOMBRIO e REPUGNANTE, no entanto o habita e o constitui.

    Não podemos deixar de lembrar, aqui, o que está arraigado na mente do povo judeu, no que tange a fantasia ou alegoria de um Deus que no livro de Gênesis, expulsa do “céu “ àquilo que mais o ameaçava, que nada mais era que a sua contraparte.

    Os evangelhos dão a entender que Jesus tentou juntar os cacos da “dissidência primeva celestial”, como demonstra pelo seu recado ao intolerante Pedro, que ficou no ar: “Não chames de imundo àquilo que eu consagrei” . Era por aí que tudo poderia andar melhor. Mas foi tudo um sonho... (rsrs)

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  37. Grande Levj,

    Isto prova o arrependimento de Deus por haver criado este povinho de merda e por mais que tente, ainda não conseguiu destrui-lo como fez com Sodoma e Gomorra.

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  38. Arrependimento mata...
    A terra prometida foi concedida ao povo de Deus através de um pacto de sangue. No pacto de sangue, as partes devem concordar com os termos. Então as duas partes interessadas tomam um animal, matam-no, separam a carcaça em duas e colocam cada uma das partes em posição oposta, formando um caminho entre elas. As duas pessoas juntam as mãos, recitam o conteúdo do pacto e andam por entre as duas partes do animal sacrificado. O pacto de sangue significa que os participantes foram ligados até a morte e que, se algum deles romper o pacto, seu sangue deverá ser derramado como o do animal. O pacto de sangue era um compromisso permanente e incondicional. Israelenses e palestinos são fiéis a este pacto que é deles. Eu não fiz parte desta guilda.

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  39. Nobres Amigos Confrades,

    Mandaram bem no final de semana hein... Full Time Logos rsrsrsrs

    Mas é bom, assim tem bastante coisas para eu ler... Lerei e se me julgar a altura de comentar tal debate, com certeza darei uns pitacos... Como se diz aqui pelo sul, "no meio de tubarão, peixe pequeno tem que ficar ligado" rsrsrs

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  40. Matheus,

    Piranha é um peixe pequeno mas causa um grande estrago. Baleia é grande mas não come ninguém. Peixe que fica ligado é o poraquê (peixe elétrico).

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    1. kkkkkkkkkkkkkkkkk...ou seja, Math, o nosso "Blasfemador" acabou de insinuar que és da mesma espécie que as piranhas: pequeno mas destruidor...kkkkkkkk e eu acho que a comparação lhe cai bem, apesar de não saber qual sua altura, mas já conhecer um pouco da tua altura mental.

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  41. Levi e Mirandinha:

    o conflito de rejeitar o lado mau e "expulsá-lo do céu" conforme disse o Levi, não é algo exclusivo de israelenses ou árabes, é uma regra para toda a humanidade.

    A intenção do dilúvio era afogar todo mundo. Mas Noé foi poupado e o ciclo vicioso teve reinício. Parece que Javé tem um grande problema em lidar com seus filhos.

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    1. Mas só com os filhos de puta. Leia a bíblia Edu.
      Todos os filhos das mulheres que fornicaram (putas) com profetas se deram mal com Javé. Inclusive seus descendentes como judeus e árabes.

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  42. acabei de ouvir um professor dizendo que o conflito entre palestinos e israel não é um conflito religioso. Lembrou o professor que judeus e árabes conviveram em harmonia durante longas décadas antes do século 20.

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    1. Claro!
      Enquanto um era escravo do outro.

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    2. Miranda


      Você matou a charada

      Se o rabino Yaakov e a sua Torah diz que Javé é o único Deus verdadeiro dentre as nações. Os outros que confessam outros deuses só podem ser escravos ou submissos ao que é todo-poderoso. (rsrs)

      A velha relação "SENHOR-ESCRAVO" de Hegel

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  43. Levi você ficou em silêncio sobre as minhas réplicas?

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  44. Levi, por aonde andam os deuses destas nações? Por que eles não são objetos de polêmicas e questionamentos como o Deus de Israel?

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    1. Guiomar

      O trecho da fala de Chesterton, que postei no texto e que reproduzo abaixo, no fundo, tem o mesmo significado do que você escreveu: [ "A vossa luta não é contra a carne e o sangue."]

      “Chesterton, falando sobre “Deuses e Demônios”, em seu livro “O Homem Eterno” (página 149 ― Editora Mundo Cristão), disse algo profundo que tem muito a ver com as guerras e conflitos insolúveis, como esse do oriente médio: ’Qualquer que seja o desencadeador bélico específico, o alimento das guerras é alguma coisa na alma’.”

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    2. GUI

      Tudo é fruto do imaginário. Esse “reino” está dentro da psique. Ora, o Deus de Israel (Javé) é polêmico, por que a mente do judeu é polêmica. A essência da alma humana elevada à categoria de deuses, deu no que deu. (rsrs)

      Mas não fique pensando que o Deus dos árabes não são polêmicos e bonzinhos. No fundo, eles têm a mesma essência do PAI. Todos querem VITÓRIA.

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    3. ERRATA:

      Ao invés de "...não são polêmicos ou bonzinhos...", LEIA-SE: "não é polêmico e bonzinho. No fundo ele tem a mesma essência do Pai".

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  45. Levi, existem milhares de deuses nas crenças populares, mas nenhum deles causa tanta polêmica, estudos, questionamentos, entre os povos. Isto que pergunto, por que? Aliás alguns deles desapareceram com o passar do tempo, se conhece eles apenas no mundo das lendas...

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    1. Parece-me que há uma razão para Javé não ser esquecido no rol das lendas: É que para muitos Ele irá julgar o mundo, separando uns para o gozo da vida eterna, e outros para o fogo eterno.

      Minha é a Vingança ― diz Javé

      ”...até quando ó verdadeiro e santo Soberano, não vingarás o nosso sangue dos que habitam sobre a terra”. (Apoc. 6:10)

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    2. Mas no fundo, no fundo, Gui, eu entendo que você não tem muita simpatia pelo Javé, que abandonou o seu filho na Cruz. (rsrs)

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  46. Caro pastor e confrade da Logos e Mythos, Eduardo


    Está na hora de encerrar esse conflito javeliano que já deu o que tinha de dar.

    Passa a régua aí, e convida o próximo para postar uma heresia nova e suave, sem suor, sangue e lágrimas, que nos conforte o espírito. (rsrs)

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  47. Antes, Levi, gostaria muito que o Mirandinha nos dissesse quando os árabes foram escravos dos judeus ou o oposto. Eu me referi especificamente ao fato de que árabes e judeus viviam bem nos mesmos territórios antes do guerreiro Maomé aparecer.

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    1. EDU

      Realmente, a História diz que durante os 400 anos de domínio árabe, os cristãos e os judeus eram mais bem tratados do que na época do domínio persa e bizantino. Acho que nessa época Javé, Alah e Jesus andavam de mãos dadas. Já hoje...

      Tempo bom, não volta mais... (rsrs)

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  48. Edu meu caro,

    Por todo o tempo que os habitantes de Judáh desciam para o vale do Nilo, eram escravizados pelos Faraós. Quando abriam a guarda no deserto eram escravizadoa pelos árabes. De tanto sofrer, inventaram um protetor imaginário que os dariam a paz num outro mundo. Estão esperando serem arrebatados até hoje.Continuam escravos de sua própria imaginação.

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    1. Peço perdão a Edu pela minha intromissão.

      Já que você falou em “Vale do Nilo” e Faraós, Miranda, lá vai essa:

      Freud, o Judeu herege que queimou as pestanas por décadas estudando o personagem Moisés, diz algo emblemático em seu livro “Moisés e o Monoteísmo”:

      Moisés era provavelmente um aristocrata, sobre quem a lenda foi inventada para transformá-lo num judeu. O desvio da lenda de Moisés em relação a todas as outras de sua espécie pode ser remontado a uma característica especial de sua história. Ao passo que normalmente um herói, no correr de sua vida, se eleva acima de seu começo humilde, a vida heróica do homem Moisés começou com ele descendo de sua posição elevada e baixando ao nível dos Filhos de Israel”. [ Moisés e o Monoteísmo – Editora Imago - página 28].

      Penso que Freud, nesse relato, conseguiu ser ao mesmo tempo inimigo de Javé e de Alah. (rsrs)

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  49. He, he, he...

    A Guiomar é uma ateísta militante. Ela não acredita no Deus dos muçulmanos (Maomé), no Deus dos Hindus(Chiva), no Deus dos japoneses(Buda) ela só acredita no Deus dela. Portanto é uma atéia.

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