quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Criação? Seleção Natural? Seleção Artificial. Parte 1




Por Provocador

No princípio tudo era trevas, e sentado em sua poltrona branca um ser absurdamente poderoso imaginava uma maneira de criar um mundo. Um poeta daquelas surrealistas que não se deixava prender por ideias racionais, tudo era possível, desde que se permitissem imaginar o inimaginável. Assim era ele. Só sabia de uma coisa: “Tudo deveria culminar num ser que pensasse sua existência. Mas como?

Diante de uma panela ele elaborou em escala reduzida, seu projeto. Chamaria aquela maquete de “Caldo Primordial”. Lançaria ali uma semente, e desta única, pequena e frágil semente um dia surgiria sua obra prima. Tudo se daria por meio de uma luta feroz, uma batalha épica onde apenas os mais fortes sobreviveriam, e quanto mais acirrada fosse a luta entre as espécies originadas a partir do caldo primordial, mais rápida seria a evolução de novas espécies. E nesse contexto sobreviveriam apenas os que melhor se adaptassem. Todos os outros pereceriam. Mas ainda assim demoraria... e como demoraria.

Estava resolvido! Diante da panela onde já continha o caldo o ser poderoso colocou todos os tipos de sais de amônia e de fósforo, luz, calor, eletricidade etc.. Dentro desta panela ocorreria uma reação química  que daria origem a uma proteína que, por sua vez, seria capaz de sofre alterações mais complexas. Ou seja: Uma matéria inorgânica, passaria a ser orgânica, se aplicasse ali o fator tempo. E tempo, acreditem, era o que o ser mais tinha. Eu já disse que o ser em questão era eterno? Agora só faltava lançar o “líquido” no planetinha que ainda não era azul...mas ficaria, dentro de dois ou três bilhões de anos.

Todos os seres deste pequeno planeta, pensava ele, seriam compostos das mesmas substâncias. Seriam a partir de determinado momento, seres com vida, e vida para mim nada mais é do que uma “coisa” que consegue se alimentar do meio em que está (chamarei de metabolismo), e também precisa ter a capacidade de se reproduzir de forma autônoma, ou seja, sem a minha interferência.

Então vejamos: Já tenho o caldo, e os ácidos necessários, só falta o toque final, o sistema solar. O Planetinha de que falei ainda a pouco, por enquanto está muito quente, não passa de uma massa em formato quase esférico e incandescente, vou esperar que ele esfrie e forme uma crosta, e pelos meus cálculos vai demorar aproximadamente três bilhões de anos, tudo bem, estou sem um pingo de pressa. Mas um detalhe importante eu não posso esquecer: Não pode ter oxigênio no planeta. O oxigênio livre só poderá aparecer depois que alguns dos seres saiam do caldo e comecem a realizar um processo que, por enquanto darei o nome de “fotossíntese”. Segundo consta em minhas anotações, o oxigênio é muito reativo, e se quero dar origem a uma primeira molécula menos complexa, preciso esperar que ela se torne mais complexa para que não seja destruída antes de formar.

Outro detalhe importante: Se não pode haver oxigênio, também não existirá aquela camada protetora, deixe-me ver... chamarei de camada de ozônio,  e justamente a radiação que chegará até o planetinha, vinda daquela estrela que deixei próxima dele (Sol), é que acionará o gatilho para o surgimento da primeira molécula, fácil assim. Deixe-me anotar para não esquecer: “Tópico  5 do manual da criação. Radiação cósmica será a única energia capaz de fazer as diferentes substâncias químicas da Terra se combinarem para formar uma “macromolécula”.

Então vou recapitular: Dentro do Caldo Primordial que eu criei, e mantive aquecido, em determinado momento uma macromolécula extremamente complexa, que terá a “estranha” capacidade de se reproduzir sozinha, dará início à “Longa Evolução” (chamarei assim). Este será o primeiro material genético, a primeira molécula de DNA, a primeira célula viva. Ela vai se subdividir, mas desde o começo ocorrerão mutações. Muito tempo depois os organismos monocelulares se combinarão para formar organismos pluricelulares. Logo depois ocorrerá a fotossíntese nas plantas, (Não liguem, já estou dando nome às coisas mesmo. Depois, de alguma forma, e totalmente por acaso, os seres que eu dei origem, darão esses mesmos nomes às coisas) e em seguida o planetinha ganhará uma atmosfera que conterá, agora sim, o oxigênio, pois o oxigênio será o responsável pelo surgimento dos animais que respirarão o ar, (gostei disso...respirarão o ar. Soa tão místico, não é? rsss) e também esta atmosfera terá sua função, que será proteger o planeta dos raios radioativos do Sol, que nesse contexto,não serão benéficos.

A mesma centelha que um dia foi tão importante para o surgimento da primeira célula, também será nociva para todas as formas de vida. Muuuuito legal esta parte! Tudo ocorrerá como o planejado por mim. Mas em momento algum eu interferirei nesse processo. Creio eu que, de tão absurdamente bem bolado este meu invento, eles demorarão quatro bilhões de anos para terem uma pequena noção das dimensões de meu poder. Alguns atribuirão a mim, logo de cara, tudo o que existe. Não estarão errados, mas estarão milhões de anos longe de estarem completamente certos. Não deixarei vestígios, não deixarei pistas. Permitirei que eles adquiram uma mente fantasticamente sagaz, estupidamente inteligente, mas mesmo o “homem” mais inteligente, não difere do cupim mais inteligente, se comparado a mim, eu serei o mistério que os rondará por centenas de milhares de anos. Eu serei a criatura criadora de tudo e de todos, mas não do jeito que eles imaginam.

Muitos se levantarão (Serão chamados ateus) contra o nome que invariavelmente me darão (Deus), mas de qualquer forma, quando o mais sábio de todos perceber que a vida humana, que a origem das espécies se deu por meio de uma batalha pela sobrevivência, e que o mais forte permaneceu, terá que ser honesto o suficiente para reconhecer que alguém precisaria ter dado inicio a tudo. Alguns refletirão a chegarão a seguinte conclusão:

"De que vale o eterno criar, se a criação em nada terminar? Se perderão num imenso nada e, mesmo depois de ficarem famosos por suas teorias, cairão num mar de esquecimento, pois entenderão que não passam de “produtos de suas épocas”, saberão que não são eternos como eu."

Ass. Deus

Edson Moura.

Uma analogia à teoria darwiniana sobre a origem das espécies.

54 comentários:

  1. Quero ver a criançada se divertir com este texto. Tem assunto pra todos os gostos. Ateus, Crentyes, evolçucionistas, criacionistas, enfim...

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  2. Grande Edson, ótimo texto. Como você disse, com pano pra manga para todo mundo. Devo dirigir meus comentários a você ou diretamente ao Provocador? nunca sei direito como tratar essa bela trindade...

    o texto fecha, em minha opinião, com uma grande questão filosófica-teológica:

    "De que vale o eterno criar, se a criação em nada terminar?"

    vou ver como nossos confrades ateus responderão a ela. Volto depois.

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  3. Pois é Edu, se o Cristianismo tem seu calcanhar de Aquiles pautado na questão do bem e do mau...criados por Deus, ou permitidos por ele..Sei lá, o Ateísmo também tem seu ponto fraco que é a origem da origem, da origem. Onde se deu? E para onde vai? Não estou falando do homem, mas sim do cosmo. Hoje Edu, 3 anos depois de iniciarmos nosso debates filosóficos e teológicos, tenho a impressão que ainda não chegamos nem a 90 mil anos luz de distância de compreendermos os "mistérios da Criação". E saiba: 90 mil anos luz é apenas a distância entre um extremo e outro da nossa minúscula galáxia.

    Este texto é um divisor de aguas em minhas ideias, os dois textos seguintes já estão prontos, mas vou fazer o impossível para esgotar (esgotar?) apenas os assuntos deste primeiro. a evolução não parou, ela continua e continuará inexoravelmente, então vem a pergunta:

    Sendo o homem um produto da seleção natural também, o que impediria que ele também não fosse passado para trás e totalmente aniquilado por uma espécie mais forte. Note que não disse "espécie mais inteligente", e sim mais forte, com mais capacidade de adaptação, mais resistente às adversidades químicas e orgânicas de nosso planeta. Muita coisa pode substituir o homem na batalha pela sobrevivência Edu, inclusive alguns vírus. Vou para por aqui...já falei demais.

    Abraços!

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  4. Caro Edson.

    Acredito que o criacionismo e o evolucionismo podem se desprovido de preconceito, e armados de franqueza e honestidade dialogarem entre si. Procurar os pontos de contato que existem entre as duas teorias, e diante da impossibilidade de ambas serem conclusivas unir alguns elementos que poderiam elucidar determinados pontos obscuros.

    A questão é que a cada dia surgem novas evidências em defesa da evolução das espécies. E por isso a ala evolucionista tende a se ufanar. Entretanto estas mesmas evidências são usadas pelos criacionistas, para ratificar a idéia de que existe uma mente inteligente que as tivessem projetados.

    Em todos em embates envolvendo esse intrincado tema, cientistas e teólogos procuram armar-se de todos os argumentos possíveis. Por isso esta relação ciência-teologia será sempre conflituosa. Contudo nenhuma querendo render-se ao fato de ambas discutem sempre no nível da teoria. Que sempre foi e sempre será nada mais do que uma teoria. Qualquer pensamento que tente ir além disso é pura petulância.

    Gosto das palavras do evolucionista George G. Simpson que diz:

    “não existe nem necessidade nem desculpa para se postular uma intervenção não-material na origem da vida, aparecimento do homem ou qualquer outro aspecto da longa história do universo material. Todavia, a origem desse universo e os princípios que determinaram sua história permanecem inexplicados e inacessíveis à ciência.

    Aqui está oculta a “causa primeira” procurada pela filosofia e pela teologia. Não conhecemos a causa primeira e duvido que algum homem vivo chegue a conhecê-la. Podemos, se essa for nossa inclinação, render-lhe culto a nosso modo, mas com certeza não compreendê-la.”

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  5. Particularmente estou me situando contra a teoria evolucionista-materialista, que por se tratar de uma filosofia estritamente materialista não trazem boas respostas. E a favor do evolucionismo teísta. Que a despeito de abrir mão de muitas coisa relacionadas ao criacionismo, reconheço e estou convicto de Deus foi "causa primeira" da existência.

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  6. outro dia ouvi um cientista dizer que evolução do homem chegou ao fim; nossa espécie não estaria mais exposta aos fatores ambientais que provocaram a evolução. Faz sentido. Mas na verdade, a teoria da evolução hoje já contrariou a teoria original de Darwin. Chamam ela hoje de neodarwinismo. Na verdade é uma outra teoria, mas o darwinismo ficou no nome, já que Darwin é praticamente um deus no meio científico.

    Mas ainda hoje há lacunas na teoria. Que tipo de evolução foi capaz de causar o período cambriano? onde estão os fósseis com espécies híbridas, tipo um peixe com meio pulmão?

    E sempre fica a questão: por que o resultado de uma mistura química veio através de processos cegos e aleatórios a criar a consciência humana?

    Sabe, eu já fiz várias desconstruções na minha fé ingênua de outrora. Já não tenho aquela fé simples (e as vezes cega) de jovem diácono de 21 anos que estudava a bíblia com afinco pelo método ortodoxo. Mas eu estou plenamente convicto que o universo é inexplicável sem Deus.

    Ainda que esse Deus(não sei se é uma consciência, um ser pessoal, um evento...)não seja o deus que eu acreditava e amava.

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  7. E ainda temos cientistas que defendem o princípio antrópico. Como disse o físico Freeman Dyson, parece que o 'Universo sabia que estávamos chegando'.

    Eu também acredito nisso. É possível que o próprio universo seja autoconsciente. E por que não? afinal de contas, nós somos também universo, e somos conscientes. os mesmos átomos que giram em nosso corpo giram por aí em todo o universo.

    Por isso também que não aceito a ideia ateísta e cética de dizer que o ser humano não é nada se comparado à grandeza do universo, que nós não temos nenhuma importância para o universo.

    Nada mais equivocado. Somos tão grandiosos(não em tamanho, claro, mas em consciência) que mesmo se o universo não souber que estamos aqui, nós sabemos que o universo está aí.

    O universo só existe por que tem uma consciência. Nós somos a consciência do universo. E essa consciência nossa está ligada a uma Consciência maior; ou "entrelaçada" para usar um termo da física quântica.

    Não, não vou misturar meus argumentos com a física quântica; primeiro por que ainda tenho muito a entender o que ela de fato, significa(ora, se até físicos não a compreendem...), segundo para não dar margens a críticas do tipo: "isso não pode ser provado", "isso é misticismo oriental", etc.

    Mas enfim, poderíamos ser menos do que somos(a partir da nossa consciência) já que somos "imagem e semelhança" Dele? Da Consciência Maior?


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  8. Um pequeno resumo sobre o Princípio Antrópico:

    Em Física e Cosmologia, o Princípio antrópico estabelece que qualquer teoria válida sobre o universo tem que ser consistente com a existência do ser humano. Em outras palavras, o único universo que podemos ver é o universo que possui vida. Se existe outro tipo de universo, nós não podemos existir para vê-lo.

    O princípio antrópico divide-se em princípio antrópico forte e princípio antrópico fraco. O princípio antrópico forte afirma, em geral, que o Universo comportou-se de forma a adaptar-se ao Homem. O fraco diz que o Universo comportou-se de forma a surgir o homem, sem esse pleito pré-definido.

    "A natureza é primorosamente ajustada para a possibilidade de vida no planeta Terra: se a força gravitacional fosse reduzida ou aumentada em 1%, o Universo não se formaria; por uma minúscula alteração na força eletromagnética, as moléculas orgânicas não se uniriam. Nas palavras do físico Freeman Dyson, parece que o 'Universo sabia que estávamos chegando'. O Universo não se assemelha a um lance de dados aleatório. Parece pura e simplesmente proposital [1]

    "Vemos o universo da maneira como ele é porque, se fosse diferente, não estaríamos aqui para vê-lo". [2]

    Stephen Hawking trabalha com a hipótese de que a natureza continuamente gera universos diferentes uns dos outros. Desses universos poucos geram vida inteligente. O nosso Universo gerou vida inteligente, ao acaso, mas quando nos admiramos do nosso universo, devemos levar em conta que ele é admirável porque estamos aqui, vivos e inteligentes para admirá-lo, enquanto um sem número de universos que não vemos são hostis à vida, inteligente ou não.

    Se num universo não há nenhuma forma de vida para perceber sua existência, ele existe?

    http://forum.cifraclub.com.br/forum/11/234228/

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  9. Muito bom o nível dos comentários mas vou caminhar em ovos agora. Primeiramente Eduardo: Pincei um fragmento de seu comentário sobre as teorias sobre o "Princípio Antrópico". Um deles é este:

    "..."A natureza é primorosamente ajustada para a possibilidade de vida no planeta Terra: se a força gravitacional fosse reduzida ou aumentada em 1%, o Universo não se formaria; por uma minúscula alteração na força eletromagnética, as moléculas orgânicas não se uniriam. Nas palavras do físico Freeman Dyson, parece que o 'Universo sabia que estávamos chegando'. O Universo não se assemelha a um lance de dados aleatório. Parece pura e simplesmente proposital...."

    Pretensiosamente, eu sei tenho que apontar os ponto falhos nesta fala, que ao meu ver, está confuso, pois, se a origem partisse de condições diferentes, ou seja, com gravidades, radiações extremas (mais extremas do que as que existiam), nada poderia impedir que os organismos, ou melhor, as substâncias, presentes naquele momento crucial se comportassem de maneira diferente. O problema é que trabalhamos com o que temos. assim é o homem. ele imagina o mundo a partir do mundo que o circunda, Por isso disse no texto que somos produtos de nossa época. Somos limitados pelo que conhecemos, e devo reconhecer que conhecemos pouco demais. É compreensível que digam que necessitamos de ar para viver, pois precisamos mesmo. Mas poderia ser diferente. Poderíamos nos abastecer de outras matérias, se no princípio uma pequena molécula evoluísse para outra direção entende?

    Estou apenas especulando. Mas quem que pode me provar que não seria possível? O que dizer dos extremófilos que vivem em chaminés vulcânicas com temperaturas acima dos 100 graus, e que poderiam viver (e já foram feito experiências no espaço) durante 2 anos, sem absolutamente alimento algum, sujeito às radiações solares e frio congelante, no vácuo do espaço, o ambiente mais inóspito que o homem conhece, depois do leito oceânico? Se seres assim existem na Terra, seria a prova de que nem todos os organismos necessitam das mesma condições para se desenvolverem e evoluírem.

    Um grande erro é o homem ter esse pensamento "antropocêntrico", hora na Religião, hora na Ciência. O Homem se acha agora no topo de uma escada, e se esquece que ainda existem outros subindo os primeiros degraus.

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  10. Donizete, o homem é um ser presunçoso (eu já fui até demais). Somente a Filosofia me fez olhar de forma diferente o mundo, posteriormente, a mim mesmo. Quando pararmos para pensar o seguinte:

    A distância até nosso vizinho mais próximo na Via Láctea é de 4 anos luz. Pode muito bem ser uma estrelinha que você vê no céu quando se dá ao trabalho de fazer isto. Imaginemos que lá naquele pequeno pontinho brilhante no firmamento exista um observador assim como você, munido de um telescópio apontado para a nossa cidade. Neste caso ele não estria vendo a nossa cidade como ela é agora, e sim, como ela era há 4 anos, correto?

    O que ele estaria vendo na verdade poderia ser uma cidade onde houvessem , você, eu e o Edu, mas como a imagem demoraria 4 anos para chegar, certamente nós nem nos conheceríamos. E estou falando apenas de nosso vizinho mais próximo.

    Toda a galáxia tem, como disse ao Edu no primeiro comentário, 90 mil anos luz de largura, isso significa que que a luz leva todos esses anos para travessar a galáxia de uma ponta a outra. Quando observamos uma estrela na galáxia que está a 50 mil anos luz distante de nosso Sol, estamos observando na verdade o passado, há 50 mil anos.

    Este pensamento é grande demais para cabecinhas tão pequenas quanto as nossas. Quando observamos o universo, estamos olhando sempre para o passado. E acredite, não temos outra opção, nunca saberemos como o Universo está agora, neste exato momento em que você lê estas linhas. Isto é inimaginável! Um exemplo mais fácil de entender é o trovão. todos nós sabemos (eu espero rss) que quando ouvimos o som de um trovão, é porque pouco tempo antes houve um relâmpago, esta é a prova de que ondas sonoras são mais lentas que ondas luminosas. Quando ouvimos o trovão na verdade estamos apenas ouvindo o som de algo que já aconteceu a algum tempo atrás.

    E só falamos até agora de nossa minúscula galáxia. Muitos astrônomos acreditam que existam pelo menos 100 bilhões de outras galáxias espalhadas pelo universo, e cada uma dessas galáxias por sua vez, possuem centenas de bilhões de estrelas. A outra galáxia mais próxima é a Nebulosa de Andrômeda (quem já assistiu Cavaleiros do Zodíaco sabe do que estou falando), pois bem, a nebulosa de Andrômeda está a 2 bilhões de anos luz de nossa Via Láctea. Agora imaginemos (vamos lá gente, é só deixar o a imaginação fluir) que um pequeno ser aponta lá da Nebulosa de andrômeda, seu telescópio super poderoso para nossa pequena Terra. O que ele verá não será essa Terra em que nós "seres pensantes e super evoluídos" vivemos. ele verá a Terra assim com o ela era há dois milhões de anos, e na melhor das hipóteses, ele verá seres humanos ainda em faze de desenvolvimento, com seus cérebros ainda do tamanho de ervilhas.

    A galáxia mais distante da Terra que temos notícia, está a cerca de 10 bilhões de anos Luz, que é quase duas vezes a idade de nosso sistema solar, segundo os astrônomos mais sérios, ou seja, se de lá, olhassem para cá, nós nem sequer existiríamos. E a notícia mais interessante é que nosso universo ainda está em expansão.

    Por que foi que escrevi tudo isso? Simples, para mostrar o quanto o ser humano ainda precisa evoluir para conseguir compreender uma centelha do que é este universo tão magnífico, tão incomensurável, e reconhecer que é impossível que o homem como o conhecemos hoje é o produto final da Criação. A Criação continua acontecendo, e não vai parar tão cedo. Se há um Ser por trás de tudo isso, certamente ele não cabe em nosso campo de visão, e nós não passamos também de poeira cósmica aos olhos dele.


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  11. Edu. Se o universo possui matéria suficiente para voltar a se contrair algum dia, isso significa que ele já se expandiu e se contraiu outras vezes, não é? É uma conclusão óbvia. Mas também esta pode ser a primeira vez que ele se expande, e se ele continuar a se expandir indefinidamente, resta ainda a pergunta de como tudo começou, pois como e de onde surgiu aquilo que depois explodiu em um "Big Bang"?

    Neste ponto nós céticos paramos e quem entra em cena são os que possuem a visão Cristã, e aceitam, e defendem isto como o momento inicial da Criação. Ora! não foi exatamente nesse momento que Deus disse: "Haja Luz!"?

    Veja Edu que eu até aceito uma explicação (inexplicável) destas. rss

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  12. Que venham as perguntas. Eu gosto das perguntas gente! Prometo responder à todas. Mesmo que a resposta seja um alto e sonoro..."Não Sei!!!

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  13. Em Tempo:

    Edu, obrigado por atribuir a mim a frase:"De que vale o eterno criar, se a criação em nada acabar?"

    Mas não é. Esta é fala é do Diabo (Mephistopheles) para Fausto, na grande obra de Goethe "Fausto" de 1808 se não me falha a memória. Vale à pena ler.

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  14. Bela aula Edson!

    Filosoficamente, quando dizemos que o espaço é infinito e ao mesmo tempo dizer que ele está se expandindo não lhe parece uma afirmação paradoxal?

    Pois isso não nos remete a uma compreensão de um universo limitado e que está se movendo para fora desse espaço?

    Outro curiosidade:

    O Mario Sérgio Cortella, escreveu em um dos seus livros, que cientistas já não falam mais em universo, mas admitem a existência de multiversos. Essa tese é realmente levantada em meios acadêmicos?

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  15. Edson, o universo é mesmo fascinante.

    Sua réplica faz sentido:

    se a origem partisse de condições diferentes, ou seja, com gravidades, radiações extremas (mais extremas do que as que existiam), nada poderia impedir que os organismos, ou melhor, as substâncias, presentes naquele momento crucial se comportassem de maneira diferente. O problema é que trabalhamos com o que temos. assim é o homem. ele imagina o mundo a partir do mundo que o circunda

    Esse é exatamente o argumento dos cientistas que não concordam com o princípio antrópico.

    Mas a questão é que as condições para que fosse possível a vida (qualquer vida) aqui na terra, foram as que "teriam que ter sido"; ou seja, nós não estaríamos aqui se as condições fossem diferentes, daí, princípio antrópico (condições para que o antros/homem, pudesse existir). Nesse sentido, o princípio faz todo sentido ao meu ver.

    Já ouvi mais de um cientista que não acredita em vida inteligente em qualquer galáxia próxima de nós dizer exatamente isso: que as condições para a vida inteligente se desenvolver na terra foram tão únicas e improváveis, que dificilmente ocorreria em qualquer outro lugar. As possibilidades para vida inteligente evoluir são estatisticamente "impossíveis" de forma apenas acidental e aleatória e cega.

    Evidente que só podemos pensar a partir do que aconteceu aqui na terra. Pensar em outras formas de vidas inteligentes(vidas inteligentes, enfatizo) em qualquer lugar do universo é praticar um exercício de pura especulação e imaginação. Seriam seres que não teriam o carbono como base, que não respirariam oxigênio, etc. Os filmes de ficção científica são muito bons em descrevê-los.

    Mas enfim, estamos de fato só tateando pequenas partes do universo. E aqui mesmo, perto de nós, há mistérios até maiores do que o universo que ainda nem foram descobertos em sua superfície: o cérebro humano.

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  16. O Doni levantou uma questão interessante.

    como podemos afirmar que o universo é infinito se num dado momento todo ele estava concentrado num único ponto? e o que havia em volta desse universo compacto? Como pode algo infinito se expandir?

    questões interessantes que nunca me ocorreu.

    Já ouvi sim bons cientistas falando de multiversos; é uma teoria polêmica mas ela é construída nos próprios círculos científicos. Se um UM-niverso já é espetacular demais para nossas mentes, imagina então um MULTI-verso?? Nessa teoria, poderia haver várias terras paralelas e nesse instante, edus, edsons e donis estariam também especulando sobre os mistérios da existência.

    Nos quadrinhos da Marvel e da DC tudo isso já é possível há tempos...rss

    Viagem que nenhum LSD pode provocar...heeeeeee

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  17. Este comentário foi removido pelo autor.

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  18. “De que vale o eterno criar, se a criação em nada terminar? Se perderão num imenso nada e, mesmo depois de ficarem famosos por suas teorias, cairão num mar de esquecimento, pois entenderão que não passam de “produtos de suas épocas”, saberão que não são eternos como eu."

    Eu fico a remoer em minha imaginação por que somos tão obcecados pela especulação de como o homem e o cosmo foram criados, e chego, por hora, a uma simples conclusão:

    A de que queremos saber como tudo foi criado para diminuir o nosso desespero, a nossa decepção de saber que tudo termina com a morte. O que nos induz a pensar que tudo que existe uma vez foi criado, por um Deus, ou um caldo fisco-químico, está ligado intimamente com o fato de que sabendo como se CRIA, se saberá por conseguinte, como se TRANSFORMA.

    Foi o medo da morte como fim de tudo, que fez nascer o desejo de imortalidade. Quem não se lembra do que disse um dia, Saulo de Tarso: Os mortos ressuscitarão primeiro, e nós os vivos seremos TRANSFORMADOS...

    O grande filósofo espanhol, Miguel Unamuno, dizia que: “A nossa filosofia, isto é, o nosso modo de compreender ou de não compreender o mundo e a vida brota de NOSSO SENTIMENTO com respeito à própria VIDA. E esta, como tudo que é afetivo, tem raízes sub-inconscientes, inconscientes, talvez”

    Sabemos que é preciso mergulhar no abismo de nossa psique para perceber que estamos apenas boiando na RACIONALIDADE superfícial do seu profundo e vasto mar.

    Mas, receio me afogar... (rsrs)

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  19. Edson,

    quanto à frase, isso é que dar você "esconder as fontes"...heeeeeee então a frase vem do Mephistopheles...eu tenho o Fausto mais ainda não li; vi um filme bem antigo sobre a peça que também é muito bom.

    Mas então deixa eu comentar essa frase do Diabo.

    Mas será mesmo que a criação em "nada terminou"? Se o princípio antrópico estiver certo, ela terminou em nós. Se o "experimento" do deus que você cita no texto não desse em nada é por que não haveria árvores frondosas e frutíferas; é por que não haveria abelhas, elefantes e lacraias; é por que não haveria sistemas solares; é por que a Terra seria inóspita; é por que um ser inteligente não existiu.

    Não tem como olhar em nossa volta e dizer que a criação "não deu em nada".

    Não tem jeito: duvido alguém olhar a natureza e a si próprios com olhos de poeta e não deslumbrar o Poeta Maior.(mesmo que esse Poeta Maior seja visto de diferentes ângulos - como de fato, se dá)

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  20. Arrasou Edu! Anda inspirado em mermão!

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  21. Edu, não sei se eu ou você está enganado. Pois quando li o livro Fausto, deixei-me acreditar que o "nada terminar" está mais ligado ao fim da existência e não ao erro de criação. o nada que o diabo sugere me parece mais com o vazio existencial, o vácuo deixado pela aniquilação entende?

    Mas Edu, você não sai de cima do muro mesmo né? Vamos aos exemplos:

    O homem está constituído e segundo o Principio Antrópico, estagnou-se a evolução. mas o que dizer então dos dedos mindinhos dos pés? no passado, quando ainda não usávamos calçados, era necessário tatear o chão para evitar ferimentos, os dedos mindinhos tinham utilidades nesse período. Hoje o homem anda totalmente diferente de como andava antes, por exemplo, pisando primeiramente os calcanhares no chão do que a planta dos pés. Isto fez com que os humanos mudassem de postura, alterando sua fisiologia.

    Dentes do siso, quem nunca sofreu com eles? Muitos de nós que já tiveram de se submeter a uma extração dolorosa destes dentes, que se chamam oficialmentede dentes do siso ou terceiros molares. A realidade é que durante milhares de anos o homem estava acostumado a comer ossos, carne crua e alimentos mais rústicos e os dentes do siso foram vitais para os triturar. A realidade é que, hoje em dia, os nossos hábitos alimentares mudaram e não precisamos mais destes dentes. Sendo assim, com cada vez mais facilidades, complexos vitamínicos de A a Zinco, nossos dentes vão deixando de ter tanta utilidade assim. nada impede que em mais 1 milhão de anos, sejamos mais parecidos com aqueles ET's desdentados e cabeçudos dos filmes de ficção científica. Precisaremos de mais cérebro e menos dentes, é a minha opinião.

    Continua...

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  22. O Apêndice: Outro "órgão" que só serve pra doer nos dias atuais, mas nem sempre foi assim. . A principal função deste órgão do nosso corpo era a de digerir a celulose das plantas que os nossos antepassados ​​herbívoros comeram. mas no caso do apêndice atualmente há muita discussão no meio científico sobre a verdadeira função deste órgão, que só se salienta quando ocorre a apendicite.

    Músculos eretores dos pelos: Assim como os felinos, o homem também possui um músculo logo abaixo da pele que tinha uma importância fundamental no passado. Quando o homem habitou a Terra sem muita proteção corporal ou "roupagem", o pêlo do seu corpo era muito mais espesso do que hoje. Os músculos eretores faziam com que, numa situação de calor, frio ou risco, os pêlos se eriçassem, protegendo dessa forma, todo o corpo. Como as condições atuais são diferentes, possivelmente estes músculos poderão desaparecer. Podemos fazer agasalhos, mas esses mesmos agasalhos que nos salvam em momentos de frio, podem estar nos levando a um futuro de extrema fragilidade física, não acha Edu?

    Músculo Palmar: esse qui me deixou surpreso quando fiquei sabendo. Se alguém aqui não sabe o que é este músculo, não se preocupe porque quase não precisa de o usar. O músculo vai do cotovelo até ao punho e era usado para escaladas. Um estudo descobriu que cerca 11 por cento da população mundial já não o tem no corpo. Evolução meu caro Edu...Evolução.

    Músculo Subclávio: Mais um músculo que permanece dos nossos tempos em que andávamos de quatro. É um músculo que fica abaixo do ombro e que vai desde a primeira costela até a clavícula. Não usamos hoje.

    13ª Costela: Thalia é uma cantora mexicana muito conhecida no seu país que removeu esta costela porque acreditava que a fazia ter uma cintura mais acentuada. Deve ter sido a única porque este osso tem caído em desuso. Há ainda 8% de pessoas que têm 14 costelas, tal como os chimpanzés e gorilas.

    Costelas do pescoço: São das mais antigas desta lista. Apenas 1 por cento da população mundial possui as costelas do pescoço. São um grupo de costelas cervicais, segundo se sabe, são resquícios da Era dos Répteis.

    Cóccix: Há muitos anos atrás, quando andávamos todos de quatro, o cóccix foi um dos principais ossos do nosso corpo. No entanto, hoje o cóccix torna-se completamente desnecessário, a tal ponto que, durante a gravidez, o cóccix do bebé cresce apenas até à oitava semana de gestação.

    vou parar por aqui Edu. Você agora pode me responder se realmente a evolução já parou? Se parou, parou em quem? Em nós, seres do século XXI? Errado mano. O homem caminha para sua extinção. Logo será superado por uma espécie superior, e não estou falando de um organismo mais complexo não. É muito mais provável que a evolução faça o caminho inverso desta vez. O Homem fica mais frágil á medida que fica mais frágil, não tem jeito, é exponencial.

    Quando chegar em casa respondo à pergunta do Doni.

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  23. Essa teoria de que o homem hoje só evolui culturalmente me soa um tanto ingênua. Todos nós estamos constantemente sendo vítimas de nossas tecnologias. Ates andávamos a pé, hoje andamos de carro. Antes subíamos em arvores e escadas, hoje as escadas são rolantes e temos também os elevadores.

    Antes nossos carros tinham direção dura, exigindo certo esforço para girarmos os volantes, hoje, são hidráulica ou elétricas, nossos vidros não precisam mais de maçanetas para abaixarmos e levantarmos, é só apertar um botão. Antes tínhamos que ir até a TV para mudar de canal, hoje fazemos isto sentados, ou melhor, deitados em nossos sofás almofadados, quando não temos aquelas novas TV's que obedecem aos comandos de voz.

    Até nossos estômagos estão mais preguiçosos, pis sempre tomamos um refrigerante com bastante ácido para ajudá-lo na digestão, ou então um "Eparema".

    os músculos se tornaram desnecessários dentro de alguns milhões de anos, e hoje, a menos que você seja um lutador de vale tudo ou um metrossexual, não precisamos mais deles...eu acho.

    minhas profecias não acabam por aqui Edu. A religião se extinguirá quando o homem passar a viver 1000 anos. A escrita desaparecerá, Aposentadoria nem pensar, casamento, "até que a morte nos separe"..na na ni na não. Os grãos irão faltar, as águas se poluirão até o ponto de não termos mais o que beber, o calor vai aumentar, então chegará o fim.

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  24. Ops! Salvo alguns erros de digitação devido á pressa, apenas um me chamou a atenção pode pode dar outro sentido á frase:

    Onde escrevi: "Os muculos se tornaram"...leia-se "os músculos se tornarão"..

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  25. Para não dizerem que fui tendencioso por demais: Um adendo útil.

    Em setembro de 2007, um grupo de cirurgiões e imunologistas da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, publicou um trabalho que mostra o contrário: o apêndice tem uma função, sim: ele promove o crescimento populacional de bactérias benéficas para o nosso organismo e facilita o repovoamento dessas bactérias no cólon.
    O apêndice humano

    O apêndice faz parte do sistema digestivo e está localizado logo no início do intestino grosso, conectado ao ceco (um divertículo natural com que se inicia o intestino grosso, e onde se abrem o íleo, o cólon e o apêndice). O apêndice é uma estrutura tubular fechada na extremidade posterior e mede cerca de 5 a 10 cm de comprimento e 0,5 a 1 cm de largura. Na maioria das pessoas, o apêndice encontra-se no quadrante inferior direito do abdome.
    Teorias que explicam a função do apêndice humano

    Apesar das evidências contrárias, baseadas em estudos de anatomia comparada em primatas, o apêndice foi considerado por muito tempo como uma estrutura vestigial, isto é, uma estrutura que, ao longo da evolução, perdeu sua função original.

    Hoje em dia existem algumas teorias que explicam a função do apêndice humano. Uma delas argumenta que o apêndice humano auxilia o sistema imunológico. Ao examinarem microscopicamente o apêndice, os pesquisadores encontraram uma quantidade significativa de tecido linfóide, um tecido que apresenta uma quantidade abundante de linfócitos - tipo de glóbulo branco responsável por defender o corpo contra microorganismos. O tecido linfóide está presente também em outras áreas do sistema digestivo. A função desse tecido ainda não é muito precisa, mas está claro que ele reconhece substâncias estranhas presentes nos alimentos ingeridos.

    Continua...

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  26. Em setembro de 2007, o grupo liderado pelo dr. William Parker, da Universidade de Duke, nos EUA, publicou uma nova teoria. Segundo o dr. Parker e seus colaboradores, o apêndice funciona como um "lugar seguro" para bactérias que auxiliam na digestão. De acordo com os pesquisadores, as bactérias vivem no apêndice sem serem perturbadas, até que sejam necessárias nos locais onde ocorrem os processos de digestão. De acordo com o dr. Parker, a forma do apêndice é perfeita para armazenar as bactérias benéficas. Ele possui um fundo cego e uma abertura estreita, impedindo assim o influxo dos conteúdos intestinais.

    O sistema digestivo é povoado por diferentes microorganismos que auxiliam na digestão dos alimentos. Em troca, os micróbios recebem nutrição e um lugar seguro para viver. O dr. Parker acredita que as células do sistema imunológico encontradas no apêndice estão lá para proteger, e não para atacar, as bactérias benéficas.
    O papel do apêndice no repovoamento da flora intestinal

    Doenças como disenteria ou cólera contaminam o intestino. A única saída é se livrar dos micróbios maus. É aí que a diarréia ocorre. Em casos de diarréia severa, não só os micróbios maus são perdidos, mas tudo o que se encontra no interior do intestino, inclusive o que é conhecido como biofilme (uma camada fina e delicada, constituída de micróbios, muco e moléculas do sistema imunológico).

    Quando ocorre perda do conteúdo intestinal, as bactérias benéficas escondidas no apêndice emergem e repovoam a camada de biofilme do intestino, antes que bactérias maléficas se instalem.

    Segundo o dr. Parker, pessoas que, porventura, tiveram seu apêndice extraído e vivem em locais onde as incidências de doenças como cólera e disenteria são altas, têm menos chances de sobreviver, pois não têm mais um lugar seguro para armazenar as bactérias benéficas.
    Deve-se evitar a retirada do apêndice?

    Apesar da importante função proposta pela equipe de cientistas da Universidade de Duke, não se deve esquecer que o apêndice tem o seu lado vilão. Ao sofrer inflamação, ele pode levar à obstrução dos intestinos, causando a apendicite aguda, que pode levar à morte.

    Portanto, nesse caso, ele deve, sim, ser retirado. Mas não se preocupe, pois as infecções severas, por cólera ou disenteria, são raras em nações ou regiões industrializadas. As pessoas que habitam esses locais podem viver normalmente sem o apêndice.

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  27. Edson,

    primeiro, ótima aula. aprendi um monte de coisas, inclusive da função do apêndice.

    Eu concordo em partes com você. Sem dúvida a vida moderna está nos deixando molengas e gordos pois estamos usando pouco nossos músculos. mas precisamos dos músculos por exemplo, para andar, ficar em pé, sentar, levantar...e creio que tudo isso continuaremos fazendo até o fim da nossa espécie.

    Então, seremos menos musculosos que nossos antepassados, mas não consigo imaginar nosso corpo sem músculos um dia.

    Os organismos vivos têm uma capacidade incrível de adaptação. Aliás, o termo "adaptação" seria melhor que "evolução". As espécies se adaptam ao ambiente.

    Mas eu não acredito na teoria do evolução como ela é postulada; para mim, na minha ignorância, ela ainda não foi provada.

    Não acredito que um dia fomos peixes, depois viramos anfíbios, depois ganhamos asas, etc etc até chegar ao homo sapiens. O registro fóssil não prova essas mutações que tiveram que ser mínimas e acontecer durante milhões e milhões de anos para formar novas espécies.

    Eu acredito que há "evolução" através da adaptação dentro das espécies, mas uma espécie não pode se transmutar em outra totalmente diferente. Isso nunca foi provado. Ou foi e eu não estou sabendo?

    Quanto ao Fausto você diz:

    deixei-me acreditar que o "nada terminar" está mais ligado ao fim da existência e não ao erro de criação. o nada que o diabo sugere me parece mais com o vazio existencial, o vácuo deixado pela aniquilação entende?

    você deve estar certo na sua interpretação, já que eu não li o livro e não lembro dos detalhes do filme. Se assim for, eu concordo com você. o fim da existência leva ao vazio existencial. Mas o que é isso a não ser a resultante da inteligência e consciência humana que vê na morte algo como "fora do lugar"?

    Vide o ótimo comentário do LEVI.

    Mas se conseguirmos compreender que a morte faz parte da aventura da vida, tudo se acalma. Creio que não seria nada muito ruim vivermos por exemplo, 90 anos e então, já "cansados de dias" irmos repousar outra vez nos braços da natureza. "Es pó(ou átomo) e para o pó(ou átomo)voltarás".

    Para mim a grande frustração da existência é saber que o meu semelhante pode me matar. Que eu posso morrer atropelado. Que eu posso morrer ainda jovem por alguma doença fatal...

    Essas coisas sim, parecem estar fora do lugar na aventura da vida.

    vamos que vamos, amigo, essa postagem tá boa demais!!

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  28. Edson,

    sobre suas sombrias profecias apocalípticas.

    Tudo o que você profetiza pode vir a ser. Ou não...

    Mas sabemos que estrelas morrem. Que seres vivos morrem. Um dia o nosso sol irá morrer e então, a Terra já era. Mas isso ainda vai levar uns bilhões de anos. E o que será da sociedade humana daqui até lá? como será o homem?(se ele chegar a tanto).

    é bem provável que se nossa espécie sobreviver(na verdade, se ela conseguir sobreviver a ela mesmo), daqui a milhões de anos estaremos viajando para algum universo paralelo. Provavelmente não haverá mesmo mais religião, mas duvido que o ser humano um dia deixe de ter espiritualidade.

    Se o universo um dia entrar em colapso e morrer, tudo terá valido a pena. Deus olhará satisfeito e dirá que a aventura valeu a pena. E talvez ele comece tudo outra vez.

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  29. Edu meu caro amigo, o problema é que você está fazendo as contas erradas. você como um bom professor de História...que será, deveria saber que cálculos evolutivos (ou adaptativos, como queira) têm que ser pensados a partir de "bilhões" e não "milhões" de anos. Uma frase que não me sai da cabeça (e esta eu posso garantir, é totalmente minha) é: "A calculadora de Deus tem 20 dígitos, enquanto a nossa tem apenas 11". como cheguei a esta "verdade"? é simples: Em nossas contas o Universo como o conhecemos não chega aos 15 Bilhões de anos o que dá um total de 11 dígitos (15.000.000.000). Mas, e se a contagem for ( e pode ser mesmo) muito maior, por exemplo: 900.000.000.000 (lê-se novecentos bilhões de anos) isto faria toda a diferença, uma vez que a discrepância seria de oitocentos e oitenta e cinco bilhões de anos, o que só aumentaria 1 digito em nossas finitas especulações. Já parou para pensar em 20 dígitos então?

    Portanto esta tua fala não se sustenta se partirmos do pressuposto que "estamos errados em nossas especulações", e estarmos errados é coisa quase certa quando quem está no controle dos postulados é o ser humano. Lembra do tempo em que a Terra era o centro do universo? Ou do tempo em que a Terra era chata?, Ou do tempo em que nenhum computador residencial precisaria de mais do que 64 Mb de memória de HD? Segundo a declaração do Próprio Bill Gates em 1996. O que faríamos com 64 Mb de memoria de Hd em nossos computadores hoje? Talvez pudêssemos a muito custo colocar 20 fotos tiradas de algum celular. nada mais que isso. Sua fala:

    "...Não acredito que um dia fomos peixes, depois viramos anfíbios, depois ganhamos asas, etc etc até chegar ao homo sapiens. O registro fóssil não prova essas mutações que tiveram que ser mínimas e acontecer durante milhões e milhões de anos para formar novas espécies..."

    Não acredito que exista registro fóssil que sobreviva pelo menos a 1 bilhão de anos.

    Quanto à questão da morte, nem sei porque estamos tocando no assunto. A morte não nos concerne, pois quando somos ela ainda não é, e quando ela é nós já não somos.

    Ps. Não disse que seríamos totalmente desprovidos de músculos (ou disse?). disse que muito músculo não teria funcionalidade. Se 50% da carga genética é passada de pai para filho, nada impediria que depois de 20 ou 30 gerações, os músculos já não fossem mais deixados para o descendente. Certamente não desaparecerá de uma hora para outra, pois sei que a gravidade nos dá uma ajudinha neste ponto. Mas, e se num futuro não muito distante, exo-esqueletos forem desenvolvidos para facilitar a locomoção do homem? Acredite, isto não é um privilégio de quem pertence ao Esquadrão Classe A. Já existe, e aumenta a força humana em pelo menos 5 vezes. Logo, músculos atrofiados pelo total desuso.

    É lógico que podíamos ser no passado outra espécie. Aliás, espécie é um termo inventado pelo homem. Todos somos compostos da mesma substância e quem começou a fazer essa separação foi Aristóteles. Se o Universo é formado por partículas menores que átomos, logo, a composição de tudo só se diferencia pela acomodação das moléculas, logo, somos todos a mesma coisa, seja peixe, seja, homem, seja árvore. mas vou explicar melhor:

    Continua...

    Mutações em genes podem produzir características novas ou alterar características que já existiam, resultando no aparecimento de diferenças hereditárias entre organismos. Estas novas características também podem surgir da transferência de genes entre populações, como resultado de migração, ou entre espécies, resultante de transferência horizontal de genes. A evolução ocorre quando estas diferenças hereditárias tornam-se mais comuns ou raras numa população, quer de maneira não-aleatória através de selecção natural ou aleatoriamente através de deriva genética.

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  30. A primeira classificação dos animais foi feita por Aristóteles, em 350 antes de Cristo. Aristóteles desenvolve um sistema filosófico baseado em uma concepção rigorosa do Universo. Em seus tratados biológicos, apresentou o sistema de classificação dos animais que não se encontrava completo, então...

    De orientação realista, defende a busca da realidade pela experiência. Para ele, deve-se procurar o conhecimento por meio do “intelecto ativo”, como denomina a inteligência.

    Em 335 antes de Cristo, Aristóteles funda o Liceu, voltado para a pesquisa das Ciências Naturais é o mais importante centro de estudos da Antiguidade clássica. Acadêmico, de formação eclética, exerceu suas atividades em biologia, matemática, política e arte, legando à posteridade obras de grande valor, principalmente no campo da Biologia.

    Destacam-se entre as demais “De Historia Animalium” (História dos Animais – principal estudo de Zoologia da Antiguidade), “De Partibus Animalium” (fisiologia e morfologia dos animais) e “De Generatione Animalium” (reprodução dos animais).

    Ao considerar nos seus estudos que “os animais podem ser caracterizados segundo sua maneira de viver, seus costumes e suas partes anatômicas”, legou aos seus sucessores princípios fundamentais de classificação. (Olha a clasiiificação aí Edu)

    A classificação Aristotélica dividiu os animais em duas categorias: superiores (animais com sangue) e inferiores (animais sem sangue) – o grau de perfeição de cada animal está ligado à quantidade de calor que ele possui.

    Também caracterizou os animais em duas categorias sistemáticas: genos (corresponde a todas as combinações de um grau superior) e eidos (diz respeito à forma individual do animal: cão, cavalo, girafa etc.).

    Posteriormente, de seus escritos outros esboçaram duas classificações: vertebrados (com sangue vermelho) e invertebrados (sem sangue vermelho).

    Pelas relevantes contribuições à Ciência Aristóteles é designado como o primeiro zoólogo e considerado o “pai” da Zoologia.

    Parabéns a ele, afinal de contas, foi ele quem nos separou para sempre de nossas verdadeiras origens.

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  31. Mutações em genes podem produzir características novas ou alterar características que já existiam, resultando no aparecimento de diferenças hereditárias entre organismos. Estas novas características também podem surgir da transferência de genes entre populações, como resultado de migração, ou entre espécies, resultante de transferência horizontal de genes. A evolução ocorre quando estas diferenças hereditárias tornam-se mais comuns ou raras numa população, quer de maneira não-aleatória através de seleção natural ou aleatoriamente através de deriva genética.

    Não podemos omitir os fatos Edu. Espécies mudam de categoria á medida que se adaptam a novos ambientes, e se em novos ambientes favorecem áqueles que melhores adaptados estão, logo uma nova espécie surgirá a partir daquela que se extinguirá. Exemplo: (adoro meus exemplos, uso muito com meus filhos rsss)

    Digamos que existia um animal parecido com uma zebra, só que com manchas, e não com listras (estão imaginando? pois bem) em determinado momento, um desses animais sofreu uma mutação genética por algum motivo desconhecido, talvez por comer algo diferente, ou apenas uma falha no agrupamento dos cromossomos. Aconteceu que nasceu uma aberração com um pescoço exageradamente grande. Só que aconteceu também de o meio em que este pequeno "patinho feio" se desenvolveu, lhe proporcionou a chance de acasalar com uma fêmea qualquer, que não ligava muito para o estranho pescoço do pobre animal. E foi batata! O filhote também nasceu pescoçudo, feio que nem o pai. Mas a natureza é implacável, e em outro momento a vegetação rasteira, da qual os animais se alimentavam, ficou escassa, só que os pescoçudinhos (pai e filho" conseguiam comer os galhos mais altos (vocês podem imaginar porque né?). Não deu outra, o filhote acasalou com a irmã que também tinha nascido com o pescoço grande e tiveram outros filhotes, e se multiplicaram á medida em que os des-pescoçados iam morrendo de fome ou partindo em busca de outra região com mais alimentos rasteiros.

    A família cresceu, e cresceu, e cresceu, e já não podiam mais se considerar da mesma espécie que tinha pescoço pequeno. resultado desta ridícula estória que lhes contei:

    Eduardo Medeiros de Jesus, lhe apresento a Girafa, uma espécie diferente de quadrúpede, que sobreviveu porque estava melhor adaptada. Mas então vem a pergunta:

    A girafa ainda assim é o mesmo animal de outrora?

    A resposta é sim e não. Sim por que é! e não por que classicamos ela como outra espécie. Viu só Edu? Nós fizemos isso. e continuaremos fazendo, até que alguém faça com a gente (se não me nano já fizeram. Podemos muito bem dizer que somos espécies diferentes de um asiático, ou de um negro, ou de um índio, ou de um Nórdico. Mas nem por isso nos consideramos (hoje) espécies diferentes.

    Ufa!! cansei. estou com uma dor no pescoço! KKKKK

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  32. Me peguei pensando agora nos gigantes da terra de Gate. Segundo historiadores judeus, Davi havia selecionado 5 pedras para matar Golias, mas não porque ela achava que erraria algum tiro de sua funda, e sim, porque ela sabia que Golias tinha mais 4 irmãos, gigantes como ele, e deveria estar preparado para uma possível retaliação. Conta a Bíblia que vendo os Israelitas que Davi, um mirradinho, havia matado o gigante golias, Saíram à procura dos outros gigantes para também os matar, e assim o o fizeram.

    Golias era uma espécie que, se não tivesse tropeçado no queridinho de Deus, poderia muito bem ter tido vários filhos gigantinhos, e povoado toda a Terra, então nós, eu você e o Doni, poderíamos hoje ter 3 metros de altura e estarmos jogando na NBA. Mas Deus não quis assim né? rss

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  33. Gente! Não dá para responder os comentários do Levi hoje. preciso dormir pois meu amigo Marcio vem aqui em casa hoje e tenho que preparar almoço pro meu mano. mas não pensem que eu me evadi das questões do Doni. e de certa forma eu já meio que respondi, nos comentários que fiz ao Capitão.

    Bom dia à todos!

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  34. Continuo atento a cada detalhe Edson! Maneando a cabeça, ora concordando e ora discordando. Sobretudo no que se refere àqueles órgãos que se tornaram obsoletos na anatomia humana, pois como sabemos, se trata de uma questão que ainda não possui aceitação majoritária nos meios científicos.

    Uma outra pergunta básica, infantil talvez: O "Elo perdido" continua sendo o calcanhar de Aquiles da teoria da evolução ou já estão de posse de uma solução plausível para o problema?

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  35. Boa crônica Edson! Muito boa crônica!

    Volto amanhã pra ler os comentários entre o quarteto ok?

    Mas gostaria de replica-la em meu blog tá?

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  36. Este comentário foi removido pelo autor.

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  37. Não li ainda todos os comentários Edson, mas, talvez este seja o único que farei. É um trecho de um texto antigo meu que surgiu de um diálogo com um amigo via e-mail (já até postei parte dele em outro tema que não me recordo aqui mesmo na confraria)e penso estar um pouco próximo de sua ideia do que é (ou seja) deus ou as origens.

    É um texto que pretendo publicar aqui mas, não antes de uma edição pois, na época eu estava com um pé cá e outro lá rsrs meio em cima do muro e ainda me firmano em minha "não-fé", mas irei publica-lo aqui sem a edição que pretendo fazer ok? (mas para publica-lo aqui, irei com certeza editar!)


    […]E o big bang (o haja luz?)? Os ruídos eletromagnéticos estão aí cabalmente comprovados. O número de Planck também. O que é maravilhoso, numa seqüência tão precisa que pequeníssimas variações implicariam na impossibilidade de criação do universo. Isso tudo sabemos. As partículas ainda buscadas, mas que serão encontradas em algum momento no campo da física quântica, como o bóson de higgs, por exemplo, trazem e trarão cada vez mais luz e explicações a um universo que sabemos ser finito, mas em expansão. Se é finito, o que há depois? Outro universo? E entre eles?
    Tudo isso, por maiores que sejam as evidências físicas, nos manterão sempre vivas as perguntas antes e depois. Porque somos limitados em nossas dimensões.
    Se não alcançamos essas explicações – a própria dimensão tempo nos dá nós na cabeça ao imaginar os buracos de minhoca (wormhole), como pensar em logificar Deus? Nisso eu vejo a grande falha gnóstica, em tentar a compreensão do que chamam cristo interno.

    Imagina uma nuvem. É formada de água, em natureza não líquida, mas água. Imagina seja ela a única fonte de água pura. Mas as nuvens não são somente água. Nelas também há ar, poeiras, outros elementos.
    Essa nuvem chove. Condensa-se em gotas que se precipitam à matéria concreta, com determinados fins. Cada gota, de per si, tem um corpo físico, delimitado pela tensão superficial. Circunscreve-se.
    Viaja da nuvem a terra. Ao chegar, deixa de ser a gota. Funde-se a outras gotas, forma os arroios, regatos, rios. Cumprem sua missão no conjunto, mantendo sua natureza original de água. Evaporam na substância original – água – e voltam à nuvem, fonte de todas as águas.

    Vamos a nós. Temos nossa natureza divina vinculada a um corpo físico. Nessa natureza, a divindade e outras substâncias que turvam a própria água. Vivemos nossa vida, uma viagem com início e fim. Cumprimos nosso papel de depuração das impurezas e retornamos à fonte, a Deus.
    E Jesus, mais próximo a nós. E outros iluminados também (todos os outros)? Possivelmente essa natureza divina neles fosse o próprio Deus, a água da nuvem sem impurezas. Como forma de dizer às gotas – a todas elas – a forma de retornarem à nuvem – a Deus – sem as impurezas e assim purificarem o todo, retirando e filtrando as desarmonias ou impurezas que conspurcam a água vaporizada, fonte de todas as águas. Ou Deus, fonte de todas as vidas.

    Sei que é viagem, mas tão explicável quanto qualquer outro assunto inexplicável…

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  38. Edson, meu velho, estou mais ou menos familiarizado com os pressupostos do evolucionismo. acontece que hoje, o evolucionismo é exatamente isso: um "ISMO", uma visão de mundo, uma ideologia. Aliás, ideologia deveras truculenta, pois persegue qualquer um que ouse criticá-la. Você deve saber que existem inúmeros biólogos, geneticistas e cientistas que não só criticam o evolucionismo devido aos seus muitos furos, como alguns chegam a negá-lo por completo.

    Pelo menos três problemas do evolucionismo não são ensinados aos garotos na escola.

    o registro fóssil é extremamente carente de formas de transição(os tais "elos perdidos") e que há "explosões" de novas formas de vida(como o período cambriano)em pouco espaço de tempo(para os padrões que o evolucionismo requer) isso é um desafio para a teoria da evolução darwiniana. Só que ninguém nunca(ou pouco) discute isso. Dizer que os fósseis não aquentariam bilhões de anos é uma boa desculpa.

    A mutação aleatório é uma das musas da evolução. Mas ninguém fala dos cientistas que criticam a capacidade da mutação aleatória e da seleção natural(a outra musa) produzirem complexas características biológicas. Mutações aleatórias formaram seu DNA? hummmmmm..

    3 - algumas evidências da evolução são bem fracas.

    Os embriões de vertebrados se desenvolvem de formas muito diferentes, daqueles desenhos encontrados nos livros didáticos que parecem semelhantes.

    Eu vejo coerência nas mudanças de pequena escala como o tamanho dos bicos dos tendilhões ou alterações pequenas nas asas de mariposas, o que denota uma "microevolução" mas não demonstram uma macroevolução.

    Existem muitos outros problemas com a Teoria. Mas elas são jogadas para debaixo do tapete.

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    1. e antes que você pense que eu estou defendendo o criacionismo bíblico, devo lhe dizer que não é o caso.

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  39. Edson, concordo que somos feito do mesmo material de todos os outros seres e dos átomos de todas as estrelas. Isso é admirável!

    mas lembre-se que o conceito de espécie ainda é usado hoje. Espécie cruzam com indivíduos da sua espécie e são férteis. Já viu um rinoceronte trepando com uma baleia? ou um elefante trepando com uma égua? ou um cavalo trepando numa zebra? o cruzamento entre espécies não resulta em reprodução, mostrando que há uma evidência barreira biológica entre elas.

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    1. Edu meu caro,

      Animais de espécies diferentes se cruzam. Qual o moleque da espécie humana que não teve sua iniciação sexual com uma cabrita, uma jumenta, uma galinha, porca ou cadela?
      Até hoje, a mula é objeto sexual de muito peão de fazenda. Ainda bem que não há fertilização. Mas Edu, qual foi sua paixão animal na juventude?

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  40. Respostas
    1. Pois é Edu, quero dar uma melhorada neste meu diálogo com meu amigo (nas minhas falas, claro) sem tirar a essência do texto.

      E este deus-origem que creio, não requer de mim louvores, cultos e orações porque a "força" está comigo, com ninguém mais!

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  41. Edu,

    Cavalo trepar em zebra é fisicamente possível, inclusive gerando um novo animalzinho. rsrs Porém a cria por ser híbrido será estéril. Não dará início à uma nova espécie. Capite?

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  42. Edson bom texto mas os comentários estão ótimos.

    Difícil chegar aqui depois e ver os comentários quase tudo já foi comentado e o que falta eu nem sei rsrsrs não tenho bagagem para as informações.

    Não sei afirmar se o universo inteiro foi criado em função da humanidade, a impressão que se tem é esta.

    Segundo alguns cientistas há uma esperança de que, quando alguém conseguir juntar toda a física numa única teoria, conciliando seus dois grandes pilares (a mecânica quântica, que explica o mundo do muito pequeno, e a relatividade, que explica o mundo do muito grande), essas propriedades possam emergir naturalmente das equações. Mas diminui a cada dia o número de cientistas que acreditam nesse "milagre". É mais provável a essa altura que tenhamos de viver com o fato de que, de uma gama infindável de universos possíveis, o nosso tenha simplesmente escolhido ser bonzinho conosco.

    A minha impressão é que existe uma força a qual eu chamo de Criador ou entidade consciente que rege todo o universo. Mas impressão não é suficiente para ciência que tem como obrigação esgotar todas as interrogações.

    Penso que somos bem vindos a este universo e que ele é propício à nossa existência, apesar de sermos tão ingratos com ele.

    Mas também penso que somos dotados de razão para especular e tentar entender e desvendar.

    Das teorias existentes já bem comentada aqui seja ela da evolução ou da criação, ainda estamos distante de compreender e solucionar as dúvidas.

    A ausência satisfatória destas respostas definitivas encanta pela busca de constatação que convença tanto pela teoria evolucionista quanto criacionista.

    E a pergunta pertinente no final:

    "De que vale o eterno criar, se a criação em nada terminar?

    Eu diria que ela vale a pena se soubéssemos viver em função do outro. Por que poluir o meio ambiente se novas gerações estarão aqui? Por que criar diferenças se o universo nos trata tão igual?



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    1. Em tempo

      Seriam os Et's os homens do futuro? Voltando em nossa galáxia a bilhões de anos? rsrsrsrs

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  43. Anja gostei muito do seu texto-comentário, ele é um daqueles artigos escritos não pelo nosso concisciente, mas sim pelo sub-consciente, ou inconsciente como queiram. Surrela como uma bela poesia, difícil de acreditar mas totalmente crível como uma literatura fantástica daquelas que só Jorge Luiz Borges poderia criar. Um artigo que certamente brotou das profundezas de uma "alma" poética.

    Seu comentário responde perguntando e pergunta respondendo, ou deveria dizer que pergunta sem perguntar a medida que responde sem pretensão nenhuma de dar a respostas. Gostei muito deste trecho:


    "....Imagina uma nuvem. É formada de água, em natureza não líquida, mas água. Imagina seja ela a única fonte de água pura. Mas as nuvens não são somente água. Nelas também há ar, poeiras, outros elementos.
    Essa nuvem chove. Condensa-se em gotas que se precipitam à matéria concreta, com determinados fins. Cada gota, de per si, tem um corpo físico, delimitado pela tensão superficial. Circunscreve-se.
    Viaja da nuvem a terra. Ao chegar, deixa de ser a gota. Funde-se a outras gotas, forma os arroios, regatos, rios. Cumprem sua missão no conjunto, mantendo sua natureza original de água. Evaporam na substância original – água – e voltam à nuvem, fonte de todas as águas...."

    Também já me peguei fazendo a seguinte pergunta: "Por que chove?"

    Sempre me vinha primeiramente a resposta técnica de que ocorre a condensação, as partículas sobem formando uma novem, depois de muito pesada ocorria a precipitação e tudo mais que nós aprendemos na escola, ou nos livros de Ciências.

    Mas logo em seguida vinha a outra resposta que de forma alguma deixa de estar corretíssima, que é: "Chove porque as plantas precisam da água para desenvolverem-se, precisamos da água para que a atmosfera poluída de nossas grandes cidades seja lavada, ou seja, chove porque precisamos de chuva para viver. A mesma reposta que meu filho de 8 anos me dá hoje quando faço esta pergunta a ele. Nessas horas eu me sinto um adulto burro que deixou de lado a admiração pela esplendor da natureza, para se apegar às respostas mecânicas da ciência.

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  44. Gilberto, gostei muito das suas observações. A ideia do texto era mesmo deixar mais dúvidas do que certezas, pois quando um louco diz que a evolução é a teoria correta, e também diz que Deus foi quem criou a evolução, ele só encontrou uma maneira de tentar agradar a Gregos e Troianos. De fato somos bem vindos ao universo, ou o universo é bem vindo ao homem, mas ele é tão apático quanto o Deus que o criou segundo o autor do texto. De certa forma nós somos os intrusos por aqui, intrusos que se instalaram como parasitas invisíveis.

    Podemos até nos esforçar para, como uma "solitária nos intestinos" de um homem, evitar que outros parasitas como nós surjam. E quando digo como nós, estou à priori falando de mim. Este eu que deseja que não existam outros como eu, pois o mundo seria um caos se todos fossem como este humano aqui. Então podemos sim, cuidar para que a natureza como um todo, sobreviva, floresça, e nos dê os meios para continuar evoluindo, ma não nos enganemos, como disse o universo (natureza) é totalmente insensível às necessidades humanas, trocando em miúdos, ela está pouco se lixando para o fato de alguns poucos quererem preservá-la, ou seja, podemos chamá-la de ingrata.

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    1. Edson,

      Nem sempre, evolução é sinônimo de aperfeiçoamento.

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  45. Doni, sei que que o cavalo cruza com a jumenta e nasce o burro, que é estéril. não sabia que o mesmo acontecia com zebras e cavalos. isso mostra que esses animais são muito próximos, mas mesmo assim, não deixam descendência, o que em termos de evolução seria o fim.

    Edson, eu realmente não vejo como cientificamente viável o criacionismo bíblico e nem mesmo o evolucionismo teísta. Por outro lado, vejo que a ideia do DI é verdadeira. A nossa mente inteligente consegue ver inteligência e propósito nos sistemas da natureza.

    Você disse por que chove. É isso mesmo, chove por que se não chovesse, não haveria essa exuberância de vida neste pequeno planta azul. os sistemas da natureza são tão interligados(como se fossem feitos assim de propósito) que fica inimaginável (pelo menos para mim) achar que essa perfeição veio da imperfeição caótica da aleatoriedade. A não ser, claro, que a aleatoriedade não seja assim tão aleatória.

    Também não acho absurdo dizer que houve um Criador inteligente. Mas não me aventuro em especular a natureza desse Criador. OU então, há uma alternativa. Podemos considerar que o próprio universo é autoconsciente.

    O problema do evolucionismo é ter a pretensão de explicar a complexidade da vida com uma teoria cheia de furos que já foi alterada várias vezes. a teoria da evolução já deixou de ser "evolução" há muito tempo, pois "evolução" denota aperfeiçoamento, que denota intenção de escolher entre uma coisa e outra, que denota inteligência. Como o neodarwinismo não aceita que a seleção natural faça seleção alguma (já que selecionar é fazer escolhas inteligentes), os termos da teoria continuam o mesmo(para dar uma sensação de que ela foi estabelecida e é perfeita?)mas já não significam o que Darwin achava que significavam.

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    1. ou seja, para ficar claro, o neodarwinismo postula que a seleção natural é cega e a evolução não é resultado de acidentes(contra a ideia de que a seleção natural tem um mecanismo que realmente "seleciona" o mais apto). evolui sem evoluir.

      como um dia escreveu Olavo de Carvalho:

      O darwinismo é uma ideia escorregadia e proteiforme, com a qual não se pode discutir seriamente: tão logo espremido contra a parede por uma nova objeção, ele não se defende – muda de identidade e sai cantando vitória. Muitas teorias idolatradas pelos modernos fazem isso, mas o darwinismo é a única que teve a cara de pau de transformar-se na sua contrária e continuar proclamando que ainda é a mesma.

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  46. O próprio universo tem que ser autoconsciente, sua complexidade e grandeza não deixa espaço para um criador imperfeito nem para vagas teorias de evolução. Sua expansão se deve a algum motivo ainda desconhecido pela espécie humana. Esta mesma espécie que, talvez, não tenha tempo para descobrir porque entrou em colápso.

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  47. Muito tarde para que eu entre nesse interessante debate. Muito já foi dito e eu não tenho tempo para ler tudo, estaria possivelmente repetindo. Quem sabe numa outra ocasião.

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  48. Pois é Esdon, este veio lá do fundo...........nem sei como nasceu o texto, qnd vi, tava pronto! rs

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