Por Eduardo Medeiros
Na Bíblia
hebraica, Deus tem vários nomes. Os cabalistas dizem que são 72 os nomes de
Deus. Mas quero destacar neste texto apenas dois deles: Shadái e Javé. Javé é o
Tetragrama sagrado composto pelas letras hebraicas IÔD-HÊI-VAV-HÊL. É o
principal nome de Deus na Bíblia. Os antigos hebreus tinham tanta referência
por este nome que não o pronunciavam e nem ao menos o escreviam com outras
palavras. Este é uma das razões do nome exato ter se perdido nas areias do
tempo. Os escribas tinham que lavar as mãos ao escrevê-lo. O Nome aparece mais
de 6 mil vezes na Bíblia. Os escribas engendraram um modo de não ter que lavar
as mãos seis mil vezes ao escrever os textos da Bíblia: Em vez de lavar as mãos
cada vez, eles deixavam um espaço em branco, assinalando simplesmente quatro
pingos (....). Depois de escrever algumas horas, lavavam as mãos e preenchiam
os espaços vazios. Às vezes, por inadvertência, deixavam para trás o espaço sem
preenchê-lo. É por isso que existem cópias antigas com frases onde o nome de
Deus está marcado com apenas quatro pontos.
Por que o
nome JAVÉ provocava tanto respeito? Foi no episódio da Sarça Ardente, que Deus
revelou a Moisés esse nome. O lugar da epifania tornou-se sagrado, a ordem foi
que Moisés “tirasse as sandálias dos pés”. Na concepção das culturas antigas,
Deus está presente onde seu nome é pronunciado ou escrito. Foi com o nome JAVÉ que começou a épica história dos
hebreus: a libertação do Egito. São vários os símbolos presentes nessas
narrativas. Por exemplo, a SARÇA (Senêh) que é um espinheiro que cresce no
deserto. A etimologia da palavra é bem interessante. “SAN-SHAN-TSAN” é um som
que indica todo objeto PONTUDO, AGUDO, CORTANTE e dá em hebreu a diversas
ideias como “ser espinhoso”, “espinheiro”, “sarça”, “que corta a carne”, “cheio
de pontas”, etc
Deus aparece
num ESPINHEIRO EM CHAMAS no DESERTO. ESPINHOS – CHAMA – DESERTO. É nesse
cenário que Deus vem revelar seu Nome. Em Deuteronômio 33,16 quando Moisés
abençoa as doze tribos, dá a Deus um dos nomes mais curiosos da Bíblia: “O
HABITANTE DO ESPINHEIRO”. No deserto, Moisés levantou a Tenda, a casa de Deus
no meio do povo no deserto, mas o seu primeiro templo foi um ESPINHEIRO EM
CHAMAS NO DESERTO; isso é muito simbólico: Deus não apenas mora com seu povo,
mas participa do seu sofrimento – um templo de espinhos! A sarça cresce na
região do Sinai e do MAR MORTO, longe de toda civilização. Longe das cidades,
dos monumentos; ali só há solidão, silêncio, aridez, esterilidade do solo,
calor sufocante. Os antigos e poucos moradores desse deserto, beduínos, eram
chamados em egípcio “HIRU-SHAITU” (homens da areia, habitantes do deserto).
Não é
sugestivo que o nada e o caos, a pobreza e a esterilidade serem os lugares
prediletos da teofania? Na narrativa do Gênesis era o NADA no símbolo das ÁGUAS
PRIMORDIAIS, agora é o DESERTO, PEDRAS E ESPINHOS. Na verdade, a SARÇA ARDENTE
é uma parábola carregada de sinais significativos. Deus vem se revelar num
templo de espinhos, numa árvore seca, pegando fogo, no meio do deserto, na
região do Mar Morto, para apenas UM OUVINTE, TÍMIDO, MEDROSO, DE “LÍNGUA
PESADA”.
Moisés
perguntou para a epifania “Qual seu nome”? Ter
um nome significava para os povos antigos “existir”. No relato mesopotâmico
da criação diz assim: “Quando os céus lá
em cima ainda não tinham sido formados, e a terra lá em baixo ainda não tinha
nome...os deuses começaram a existir; um nome foi dado para eles”. Os
egípcios procuravam até mesmo se identificar com os deuses, carregando o seu
nome. Queriam viver a vida dos deuses e por isso apoderavam-se dos seus nomes.
Os sacerdotes egípcios davam nome às munias para que os mortos voltassem à vida
no mundo do além.
Por isso,
Moisés quer saber o nome desse Deus que diz conhecer o seu povo e que promete
libertá-lo. A resposta é enigmática e pouco esclarecedora: “EU SOU AQUELE QUE
SOU”. O escritor bíblico depois de escolher o cenário do deserto e da sarça
ardente não poderia colocar qualquer nome na boca de Deus, o templo mais
original do mundo, UM ESPINHEIRO EM CHAMAS exige um oráculo à altura! Podemos
traduzir o nome em hebraico EHIÊH ASHÉR EHIÊH como “Meu nome é este: EU SOU, EU
ERA, EU FUI, EU SEREI. SOU O SER ABSOLUTO EM TODOS OS TEMPOS, NUM SÓ TEMPO”.
O verbo
hebraico no Imperfeito pode ser usado para expressar o PRESENTE, O PASSADO E O
FUTURO(“Eu sou o Deus de Abraão, Isac e de Jacó”). Salienta uma ação contínua,
NÃO TERMINADA, que se REPETE SEMPRE DE NOVO. Pode-se dizer, a partir da
gramática hebraica, que Deus é um SER QUE SE REPETE E SE RENOVA CONTINUAMENTE.
O verbo
SER-ESTAR é fundamental na estrutura mental da inteligência, em todas as
línguas. Não se pode afirmar ou negar nada, sem supor esta forma verbal: É-NÃO
É. Tudo o que dizemos e pensamos depende do “To be or not to be” – “ser ou não
ser”. O verbo SER é como Deus. Sem ele não há ideias, como sem Deus não há ser
nem ação.
O termo “HAIÁH”
é a origem do nome que Deus revelou na Sarça Ardente e significa em hebreu: SER
– VIDA – SOPRO – HÁLITO – RESPIRAÇÃO. É curioso que todas as crianças do mundo,
até o quinto mês têm predileção particular por este som “HÁ-AH-EH”; ela ainda
não fala, mas é capaz de “dizer” “AH-EH”. Este som é a marca por excelência das
línguas semitas. É um som gutural que também é uma ONOMATOPEIA e um SÍMBOLO. É
um SOM-SÍMBOLO. “HÁ-AH-HAIÁH” é a onomatopeia para SOPRO, HÁLITO, RESPIRAÇÃO; é
um dos sons mais ricos da língua hebraica. Ele expressa centenas de ideias,
desde um simples GEMIDO DE DOR(HAH) até as manifestações de AMOR, DESEJO,
APETITE, PAIXÃO (IAHÁB-AHÁB). Os conceitos que exprimem sentimentos da alma,
paixões profundas que abalam e comovem todo interior da pessoa, que emerge das
ENTRNHAS, fazendo até mudar o ritmo da RESPIRAÇÃO, carregam em hebraico este
som-símbolo-onomatopaico.
O nome de Deus,
então, está em companhia de termos como respiração, fôlego, desejo, paixão,
furor, amor, amigo, cobiça, surpresa, horror, ameaça, animal, vida e até “Eva”(HAVÁH).
É bom salientar que HAVÁH acompanha o nome divino. O “HAIAH-HAVÁH” deu origem a
JAVÉ E EVA. A primeira MÃE do mundo foi divinizado pela Bíblia, ou seja, o nome
da primeira mulher é o próprio nome de Deus (SER - VIDA- CAUSA DA VIDA). Na
Capela Sistina, curiosamente, Michel’Angelo retratou Eva de modo
extraordinário: ABRAÇADA COM DEUS. Pode haver dignidade maior do que esta, da
mulher como símbolo da vida?
Também os
antigos babilônios demonstraram a mesma concepção elevada da mulher e da mãe,
escrevendo a palavra “MÃE” (UMMUM) como símbolo da ESTRELA, sinal reservado para os nomes dos
deuses. O outro nome de Deus que eu quero destacar, SHADAI, tem muito a ver com
essa concepção feminina, mas vou deixar para a próxima rodada.
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bibliografia:
DE SOUZA, Rômulo Cândido. Palavra, Parábola. Uma aventura no mundo da linguagem. Ed Santuário, SP: 1990
O que você explanou ou ressaltou do trabalho do autor, Edu, vem corroborar o que Jung aprofundadamente estudou: a linguagem religiosa, como a linguagem artística têm uma fonte comum ― o inconsciente humano.
ResponderExcluirOs profetas, os escritores bíblicos expressam seus sentimentos diante de um mundo hostil e doce, com seus lados prazerosos, violentos e tremendos. Os deuses surgiram daquilo que o homem, por incapacidade não pode sondar.
Já não mais pensamos que são brigas celestes que trazem inexplicáveis tragédias aos seres humanos. É o modo de imaginar humano que atribui as mazelas da vida aos deuses. E essa releitura que fazemos na atualidade, já é um grande feito, um mergulho mais profundo (contudo ainda superficial) neste profundo mar, que é a psique humana.
Sofremos mais, com esta realidade?
Parece que sim. Sinto, não nego, saudades da aurora de minha vida, ao ver meus netos viverem suas fantasias como se fossem uma realidade. Creio que eles estão projetando em seus símbolos, seus sonhos, seus desejos de grandeza, de justiça e de vitória contra os afetos de tristeza e decepções que se opõem ao princípio do prazer.
Não resta dúvida de que Bíblia é um repositório de verdades simbólicas impregnadas de significados. E estes significados estão a falar, divina e simplesmente, de nós mesmos.
Não lemos a Bíblia, com a mesma ótica de ontem. Hoje, sabermos perfeitamente que os deuses, anjos e demônios nos servem de fontes inesgotáveis para uma compreensão, em parte, do nosso conflituoso mundo interno, de desejos, medos e da inescapável finitude.
Uma verdade, que não podemos empanar, é que, não havia outra maneira de o humano primitivo falar dos seus afetos e sentimentos sem recorrer ao mundo de seres sobrenaturais ― Seres, que apesar de não nos meter tanto medo, como outrora, ainda povoam nossos sonhos e continuarão a povoar, uma vez que são arquivos indeletáveis da memória do grande computador biológico, denominado cérebro,
Depois que eu descobri a riqueza simbólica que existe nos textos bíblicos, fiquei tão fascinado que lamentei o quanto tempo eu perdi lendo a Bíblia literalmente. E a obra que eu cito na bibliografia foi uma dessas portas que me levou a uma nova dimensão espiritual.
ResponderExcluirLEVI,
vejo que é verdadeiro a sua análise:
"Uma verdade, que não podemos empanar, é que, não havia outra maneira de o humano primitivo falar dos seus afetos e sentimentos sem recorrer ao mundo de seres sobrenaturais
A visão de mundo da época bíblica é o mundo encantado e esse mundo do encanto possui essa ligação tão densa com o que você diz
"a linguagem religiosa, como a linguagem artística têm uma fonte comum ― o inconsciente humano."
É o inconsciente coletivo que nos diz da existência de uma realidade(ainda que dita em liguangem simbólica) que é absoluta, que é, que foi, que será.
Depois que descobri que os autores bíblicos foram escritores espetaculares pois construíram a sua religião e visão de mundo através das PALAVRAS E DOS SÍMBOLOS, vi como são ignorantes os que menosprezam a Bíblia ao chamá-la de "estórias da carochinha"; esses são de fatos ignorantes, pois ignoram a riqueza de linguagem que há abaixo da superfície do texto que eles conhecem.
É pena também que nenhum(ainda que esteja exagerando) aluno de seminário jamais irá entrar em contato com a profundidade dos símbolos bíblicos; no máximo, estudarão "tipologia bíblica" que diante do verdadeiro oceano de significados do texto bíblico não passa de gotinhas. Imagine então se tais significados chegariam ao púlpito das igrejas!
Mas diante da compreensão de tudo isso, eu não posso deixar de dizer que o ABSOLUTO é o ABSOLUTO, sendo expresso em linguagem simbólica ou não. Com toda certeza, JAVÉ foi uma construção de uma determinada época na história dos hebreus, assim como foi SHADAI, que pretendo comentar na próxima rodada,mas é exatamente por que "nós somos" é que nós devemos ter vindo de UM QUE É.
E sobre o "mundo encantado": A nossa excessiva racionalidade tecnológica vem tirando o encanto do mundo; o que era mistério hoje é orgulhosamente explicado pela ciência que parece até querer ser o novo Absoluto do mundo. Mas é claro que há mistérios que estão para além da ciência, por isso, o mundo precisa redescobrir o Encanto.
ResponderExcluirO reencantamento do mundo não exclui a ciência e a razão, mas o contrário não foi verdadeiro. Ciência e espiritualidade cada vez mais caminharão juntas neste novo século; e isso só irá comprovar mais uma tese do maior cérebro do século XX que disse que
"a ciência sem a religião é manca e a religião sem a ciência é cega"(Eintein)
Os escritores bíblicos usaram a ciência dos símbolos e da linguagem para falar daquilo que mais nos toca o coração e a mente: o mistério da vida e da existência.
Se hoje o símbolo do "ABSOLUTO EU SOU" na figura do "Javé dos exércitos" já não nos serve como resposta existencial, novas imagens desse EU SOU podem emergir das profundezas simbólicas da linguagem bíblica.
Essa busca é uma aventura e tanto.
Edu, com estas frases "Mas diante da compreensão de tudo isso, eu não posso deixar de dizer que o ABSOLUTO é o ABSOLUTO, sendo expresso em linguagem simbólica ou não" e "mas é exatamente por que "nós somos" é que nós devemos ter vindo de UM QUE É", vc admite a possibilidade ou a firme crença de um "SER ORQUESTRADOR" do cosmos e tudo o que nele há, é isso?! Ou o ABSOLUTO pode ser RELATIVIZADO e explicado pelas ciências da psiquê como manifestações do consumo religioso latente na alma de cada indivíduo?!
ResponderExcluirSem dúvida que não há como reduzir Deus, bendito seja Ele!
ExcluirNós O compreendemos com limitações e, ainda que Nele projetemos o inconsciente humano, penso que fazemos isto porque somos limitados.
Ainda assim, creio que Deus permite, e quem sabe até incentive, que assim façamos chamando-O também de "Pai" (ou de "Mãe" para quem preferir representá-lo pela doce figura materna).
Edu,
ResponderExcluirUm texto riquíssimo em notas curiosas.
Há pouco tempo atrás, a revista superinteressante saiu com uma matéria, cujo autor, com fontes tendenciosas, concluiu que o Israel antigo em nenhum momento deixou de ser uma tribo. Nesta matéria, Davi e Salomão foram rebaixados a simples líderes tribais, Mas nunca reis de uma potência econômica e militar como descreve os livros históricos do antigo testamento.
Da mesma maneira os escritores também não passavam de sonhadores que davam muitas asas às suas imaginações. Mas quem pensa assim desconhece a sabedoria latente que há nos textos, tanto históricos, proféticos ou de sabedoria.
Infelizmente não são muitas, as pessoas que tem uma visão além do literal. Que não se escandaliza em face às atribuições mitológicas que os "liberais" dão à alguns textos. Você está certíssimo: lições incríveis podem emergir das profundezas simbólicas da linguagem bíblica.
Agora, é preciso haver honestidade e equilíbrio por parte de quem adota esta postura em relação aos textos antigos. Exatamente para não cair no mesmo erro daqueles que estudam os tipos e antítipos de Cristo na Bíblia. Ou seja, exagerar na dose. Procurar pelo em ovo!
Uma das minhas poucas críticas que faço à teologia de Barth, se concentra exatamente nesta questão. Ele via Cristo nos lugares mais improváveis e impossíveis de textos. Por isso uma certa dose de cautela seria bom, coisa que os cabalistas ignoram.
Abraços.
Outrossim,
ResponderExcluirTenho o livro Jesus e Javé do crítico literário de origem judaica Harold Bloom.
Ele afirma que realmente as quatro letras que formam o nome de Deus, YHWH aparece cerca de seis mil vezes na Bíblia hebraica.
Contudo, como o nome era pronunciado, jamais saberemos. Yahweh é apenas uma conjectura, porque a tradição oral guardou o nome sagrado. Diz-se que mesmo após a volta do cativeiro, O nome não podia ser pronunciado por ser considerado mágico. Então eles o chamavam apenas de Elohim (ser ou seres divinos) ou Adonai (meu Senhor) que era utilizado usualmente no período em que eles ficaram na Babilônia.
Mais tarde, com a chagada dos gregos, que chamavam Deus de Theos, incentivou os judeus a se referir a ele como Kyrios, palavra grega que significa Adonai ou Senhor.
Segundo o escritor, nos dias de Hilel e de Jesus, era possível viver uma vida inteira sem jamais ouvir o nome verdadeiro de Deus. Ele diz que é melhor assim, pois o significado é tão obscuro quanto a pronúncia.
Gosto dele quando diz: "Quem foi e quem é Javé? A Tanak, o Talmude, a Cabala, o Novo Testamento e o Alcorão somados jamais serão suficientes para abranger tudo o poderíamos saber acerca dele"
Muito bom o texto e, como bem colocou o Doni, é enriquecedor.
ResponderExcluirCreio que HaShem seja mesmo inominável. Por mais que inventemos nomes, nunca iremos defini-lo dentro da nossa limitada comrpeensão humana. Ainda assim, o Eterno quer que seu Nome seja invocado. Ou que nós O invoquemos pelo(s) nome(s) que atribuímos a Ele.
Não pronunciar o Nome de Deus foi não só uma atitude de reverência dos antigos judeus como também uma interpretação que me parece equivocada, valendo lembrar que os ortodoxos e muitos cabalistas ainda nem ao menos escrevem Deus no nosso idioma mas sim D-us ou D'us, eliminando uma letra da palavra correspondente como no hebraico transliterado El'him ou no inglês como G-d ou G'd.
Outra curiosidade é que o Sêfer Torá não pode ser corrigido se o escriba escrever o nome de Deus incorretamente. Todo o pergaminho tinha que ser reescrito já que apagar qualquer nome divino significaria uma ofensa. E, nos primeiros séculos, tais documentos eram arquivados na Guenizá e depois enterrados com as mesmas honrarias dadas a um ser humano.
A este respeito, assim explica o rabino Alfred J. Kolatch e sua obra Os Porquês da Torá, editora Sêfer:
"Esta proibição provém do Deuteronômio (12:1-3), onde os israelitas são ordenados a obliterar o nome de todo tipo de idolatria. Os rabinos cuidaram para que este tipo de tratamento não fosse dispensado ao nome sagrado de Deus. Com a finalidade de se cometer um erro ao escrever o nome de Deus, é necessária uma total concentração. Isto se consegue através da exigência feita ao Sôfer de que pronuncie o seguinte antes de escrever o nome de Deus: "Tenho a intenção de escrever o nome de Deus". Se não seguir este procedimentyo, o rolo será considerado inválido (Passúl) e inadequado para a leitura pública."
KILIM,
ResponderExcluirrespondendo à sua pergunta, creio que as duas coisas são verdadeiras.
Durante alguns meses eu fiquei matutando por que alguns amigos meus de blogs que eram evangélicos se tornaram ateus, e não só ateus, mas "ateus militantes". Os motivos são muitos, e creio que os principais são por se sentirem decepcionados com a igreja evangélica e com a teologia cristã conservadora. De repente, Deus perdeu o sentido para eles.
Comecei então a ler vários artigos de ateus pela blogosfera é comecei a ver que seus argumentos eram tão falhos quanto alguns argumentos dos teístas. Eu queria me tornar um "ateu crente" (acho até que cheguei a me referir assim em algum lugar por aí) mas cheguei à conclusão que eu não conseguiria ficar no "caminho do meio"(como eu sempre gosto de fazer em muitas questões de extremos exaltados).
Ou você crê que existe um criador, uma mente que orquestrou a existência ou não. Decidi que os argumentos racionais para a existência de um criador são maiores do que para a sua não existência. Como disse uma vez Amit Goswami, Ph.D em física quântica, o universo sem Deus é inconcebível.
Mas ao mesmo tempo, creio ser verdadeiro o que você afirma na sua segunda pergunta
"Ou o ABSOLUTO pode ser RELATIVIZADO e explicado pelas ciências da psiquê como manifestações do consumo religioso latente na alma de cada indivíduo?!
Creio que está bem estabelecido que as IMAGENS DA DIVINDADE(relativas) são produtos da cultura religiosa dos povos, mas que isso não anula a existência do ABSOLUTO que em si mesmo não pode ser relativizado(pois seria uma contradição). Ora, se temos uma noção de relativização é por que antes, temos a noção autoevidente do Absoluto.
Para uns esse Absolto é Javé, ou Jesus, ou Alá, ou mesmo a Mente Cósmica. As imagens são necessárias mas elas não são o Absoluto. Ainda que o cristianismo(ou outra religião qualquer) tome para si ser possuidor desse Absoluto deve ter ciência de que ela não tem o domínio e a compreensão da "plenitude do absoluto".
respondi ou enrolei muito my frind?
No my friend, assino em baixo e é o que penso também.
ExcluirTambém entendo que a militância dos extremos são prejudiciais pra que a gente interaja nesta vida de forma sadia sabendo que somos uma faísca em meio ao cosmos e seu ARQUITETO.
Entonces poderíamos chamá-lo de EDUARDO MEDEIROS DO SER ABSOLUTO, e não DE JESUS... rsrsrs
Pô Edu que embromation hein?? rsrs mas concordo em parte... rsrsrs
ExcluirDONI,
ResponderExcluirsua observação faz sentido. A teologia cristã quis ver Jesus em qualquer lugar do AT, forçando demais a barra. Mas é relativamente fácil perceber que Jesus, o carpinteiro galileu jamais aparece nos textos do AT, somente no olhar do simbolismo cristão que acredita que o símbolo é de fato o que diz ser.
Fazer midraxes era comum no meio dos judeus antigos. Uma narrativa antiga tomava novos significados de acordo com novas realidades históricas. E foi isso que principalmente Mateus fez em seu evangelho ao tomar textos do AT para resignificar em Jesus. Não há nada de errado nisso.
Agora, é errado dizer por exemplo, que a expressão "santo, santo, santo" do AT se refere à trindade cristã, pois a repetição da palavra procurava apenas enfatizar o que estava sendo dito.
O livro que eu cito na bibliografia é um dos meus favoritos. Leio e releio sempre, já que as informações que ele traz são muitas.
Ele segue uma metodologia muito simples(mas não fácil) e eficaz para desvendar a "história por baixo da história" dos relatos bíblicos: o autor analisa os significados das palavras usadas nos textos, pois são esses significados que dão conteúdo às história.
Em muitas narrativas, o autor bíblico escolheu as palavras certas, com os significados desejados para contar a sua história.
Por que motivo o autor escolheu dar o nome de Abel que entre outras coisas significa em hebraico, "vento, brisa breve" ao irmão assassinado e dar o nome de Cain que entre coisas significa em hebraico "ferreiro, ferro, e termos que se refere à violência" ao fratricida?
Sabendo o significado dos nomes, a intenção da "moral da história" pula aos olhos de quem lê.
DONI,
ResponderExcluirsobre as informações que você traz no seu segundo comentário, vem reforçar o que expus no texto postado.
RODRIGO,
ResponderExcluirEu acho muito interessante essa reverência que os antigos hebreus tinham pelo Nome. Além de como você disse, resguardar o nome da idolatria, esse ar de mistério excessivo em torno dele não construía uma aura de transcendência absoluta de Deus?
Numa época em que crentes não têm o mínimo de cerimônia com o nome de Deus e toda hora o toma em vão, a reverência dos antigos hebreus talvez tenha algo a ensinar para eles.
“O outro nome de Deus que eu quero destacar, SHADAI, tem muito a ver com essa concepção feminina, mas vou deixar para a próxima rodada.”
ResponderExcluirRefletindo sobre o último período do seu texto, acima pinçado, Edu, gostaria de fazer umas perguntas:
Por que o lado feminino, ou materno da divindade no Judaísmo é tão reprimido, em que pese a simbologia dourá-la de um significado extremamente poético tranquilizador e belo, como é o de uma estrela ?
Será que esse paradoxo estranho vem da ordem paterna de sempre querer separar o filho da mãe?
Por que esse ojeriza ou medo da onipotência materna?
Levi,
ResponderExcluiro nome SHADAI que quero abordar na minha próxima postagem revela de forma muito enfática esse lado feminino de Deus. Você por várias vezes nos brindou com textos excelentes sobre o assunto e já sabemos como o "sagrado feminino" foi posto de lado pelo patriarcado. E é
Mas como acontece muito, o que se construiu na prática da religiosidade hebraica durante o seu desenvolvimento, levou os escribas e sacerdotes a não atentar para o que estava patente nos seus escritos sagrados. Mesmo por que, o nome SHADAI foi também esquecido e não mais usado depois do exílio pelo que me consta; o nome que ficou foi mesmo o tetragrama que nomeamos de "Javé"
Sabemos como Jesus resgatou a importância da mulher, tendo várias delas no meio dos seus discípulos.
Agora, o motivo psicológico disso eu não me atrevo a comentar, e passo a bola para você...rss
Levi, faço minha as palavras de Dostoiévski, colhidas no blog do Rodrigão: "Se alguém me provasse que Cristo estava fora da verdade (…) então eu preferiria permanecer com Cristo a aderir à verdade”.
ResponderExcluirParafraseando com respeito a Deus, eu diria: "Se alguém me provasse que Deus não existe, eu preferiria crer em Deus à crer nesta verdade."
Muitos deuses foram criados pela psique do homem, influenciado pelo único inimigo de Deus, que briga tenazmente para que Ele não seja reconhecido como único.
"Na Rússia, o povo viveu debaixo de um totalitarismo aniquilador por sete décadas do século XX. Após a revolução bolchevique de 1917, junto com a repressão política, vieram também as perseguições religiosas do regime soviético combatendo duramente as igrejas cristãs e tomando todas as medidas ao seu alcance para tirar a Bíblia de circulação. No lugar da fé esperançosa num Deus amoroso, o governo pregava o estéril ateísmo pois a religião era vista como uma “estrutura do capitalismo” pelos comunistas." Extraído do blog do Rodrigão.
Sei que a bíblia está carregada de símbolos e traduções deturpadas, mas este livro não por ser rico em "história e símbolos" tem sido polemizado, mas muitos homens usados por forças demoníacas, têm tentado destruí-lo, por que nele existe a essência de verdades sagradas, que podem transformar a mais doente psique libertando-a para uma liberdade eterna. Algum outro livro foi objeto de tanto ódio?
Levi te encontrarei na eternidade, não desisto de orar por você e gemer diante do Pai.
Edu, "Se hoje o símbolo do "ABSOLUTO EU SOU" na figura do "Javé dos exércitos" já não nos serve como resposta existencial, novas imagens desse EU SOU podem emergir das profundezas simbólicas da linguagem bíblica."
ResponderExcluir"Essa busca é uma aventura e tanto."
Como hoje eu estive na aventura de penetrar no Santo dos Santos, através da leitura, meditação e oração, esta sua fala me aguça o desejo de está mais íntima com o nosso criador, seja qual for o nome que lhe atribuam, além de me alegrar muito o espírito.
Estive orando por você hoje, por sua esposa e dizendo a Deus do potencial que é você para levar muitos a compreender o verdadeiro sentido do Evangelho.
Te amo.
"O que você explanou ou ressaltou do trabalho do autor, Edu, vem corroborar o que Jung aprofundadamente estudou: a linguagem religiosa, como a linguagem artística têm uma fonte comum ― o inconsciente humano."
ExcluirGuiomar
Pelo trecho inicial do meu primeiro comentário, acima, ao texto do Edu, dá para se ver que não estamos distantes; estamos falando da mesma fonte por ângulos diferentes. Só é substituir o inconsciente humano por IMAGO DEI. (rsrs)
Assim você deseja que seja... rsrs Os teus muitos livros te fazem delirar kkkkkkkkkk
ExcluirRodrigão,acho que já relatei este fato na Fora da Gaiola.
ResponderExcluirQuando eu tinha mais ou menos 16 anos, eu estava orando uma língua muito linda, cada palavra tinha uma musicalidade que me elevava, em meio, eu repeti Adonai, eu nunca havia ouvido uma palavra em hebraico. Meu pai era um pastor leigo, sertanejo, brabo, rsrs a ig pentecostal não ia muito além do óbvio, portanto, sequer cogitei em saber, até porque para mim eram línguas dos anjos e se Deus não havia dado interpretação, eu não teria como saber de alguma outra forma.
Passaram-se alguns anos, eu estava lendo um livro que contava a história de uma judia, foi ai que me deparei com a palavra 'Adonai' e o seu significado. Você não pode imaginar o que tudo isto representou para mim. Eu soube então, que realmente estava falando hebraico sem sequer saber bem meu português. rsrs.
Seria que minha psiquê é poliglota? kkkkkkkkk
Beijo.
GUI
ResponderExcluirA Medicina se debruçou sobre o caso de um bebê que, após o desmame, só tomava suco se fosse de cenoura. Depois de os médicos ouvirem pormenorizadamente a história alimentar da mãe,e com a ajuda de exames complementares chegaram a uma óbvia conclusão:
O apetite voraz do bebê estava escrito nas estrelas: A mãe tomava baldes de suco de cenoura diários durante a gestação (rsrs)
Sabe Levi, isto me leva a crer que o leite da mãe tem a qualidade da sua alimentação. Sempre ouço falar que o leite da mãe é o melhor para o bebê, como médico, me responda esta questão.
ExcluirAmigo, está escrito nas estrelas que Deus nos escolheu para uma vida abundante. Louvo a Deus por ter um apetite aguçado para esta vida que só Deus pode me dar e agradeço a Ele porque minha mãe tomou baldes da Água da Vida.
Beijo querido.
Gui,
ResponderExcluirobrigado pelas orações; eu mesmo já não oro mais como antes, mas não dispenso se alguém orar por mim rss
LEVI,
diga-me cá, meu bom paraibano, você está absolutamente certo de que não existe uma realidade maior que nós chamamos de Deus? esse conceito que nos acompanha desde tempos imemoriais resume-se ao inconsciente? Você acha que dá para entender o universo e a vida inteligente sem um Criador? Dá pra levar a sério a afirmativa que tudo aconteceu sem rumo algum mas que por um acidente esse "não-rumo" tornou-se um rumo que iria desembocar necessariamente no ser humano?
AGUARDO ANSIOSO A RESPOSTA DO NOBRE MAGO, CREIO QUE ESTA NOITE NÃO DORMIREI IMAGINANDO QUAL RESPOSTA POVOA O CONSCIENTE OBJETIVO DESSE PARAIBANO QUE ENFEITIÇA AQUELES QUE SE ATREVEM A LER SEUS PENSAMENTOS EM FORMA DE ESCRITA!!! RSRSRS
ResponderExcluirNÃO DEMORE LEVI EM SACIAR NOSSA CURIOSIDADE! RSRSRS
Lamentavelmente, não podemos nos desvencilhar deste assunto da existência de uma realidade extra-terrena a povoar os nossos pensamentos.
ResponderExcluirQuando esse super-criador, se materializar para nos contar como tudo foi criado, já não seremos mais humanos. (rsrs)
Os OVNIS, dizem, já foram registrados nos painéis dos radares e até fotografados, mas parecem que eles têm medo da gente, ou são cegos para nos verem.
A Paraibana Elba Ramalho, jura que já foi chipada por um ser extra terreno. Não sei se ela estava de carraspana na hora de sua visão. (rsrs)
Por enquanto, Edu, fiquemos com a máxima inscrita no Oráculo de Delfos: Conhece-te a ti mesmo , partindo do nosso Éden particular - o paraíso uterino.(rsrs)
SABIA QUE VC IRIA ENROLAR A GENTE COMO SEMPRE COM UMA EMBROMATION FILOSÓFICA PARA SAIR PELA TANGENTE NOBRE MAGO! RSRSRS
Excluirkkkkkkkkkkkkkkkkk Levi vem tentando faz muito tempo, negar a existência de Deus. Ele prefere crer nos possíveis OVNIS e achar possível as visões da Betânia, que quem sabe encontrou um dos orixás que ela possivelmente tenha contato que a enganou, dizendo-se de alguma Galáxia. rsrs
ExcluirLevi, eu fico pensando quando você despertar na outra vida, com toda sua bagagem intelectual e Deus olhar para você bem dentro dos seus olhos e com muito amor te perguntar: Você realmente não esperava? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Como é gostoso dar asas a imaginação, Guiomar (rsrs)
Excluir.......................Flutuar
......................No etéreo
............Movimento contínuo de asas
..............,Exaltar seus sentidos
.....................CORPORAIS.
...................Pensamentos
..................Transcendentes
...........Que consolam e fazem sonhar
...............Tal cantiga de ninar
.....................APAZÍGUA.
Levi, com certeza, porque não somos este tabernáculo de carne e osso. Somos espírito e o espírito aspira por transcendência. Quando mais nosso espírito transcende mais Ele se aproxima do eterno, do puro, e esta é exatamente a sua maior aspiração.
ExcluirAs canções de ninar não embalaram todos os seres humanos, e isto é injusto. Talvez, não querendo ser dramática, a maioria dos humanos, escutaram gritos de impaciência e receberam pancadas para dormir. Isto não tem nem mesmo a mais triste poesia.
Portanto, resta um repouso para os que desejam unir-se ao Eterno.
"Não tenho Fé suficiente para ser Ateu."
"Não tenho fé para acreditar que NADA FEZ ALGO, eu tenho fé suficiente pra crer que ALGUÉM FEZ ALGO DO NADA.
Ateístas dizem: "Nenhuma pessoa fez algo no nada"
Teístas dizem: "Alguém fez algo do nada"
Me diga, para qual destes você precisa ter mais fé?
Ateístas dizem: "Nenhuma pessoa fez algo no nada"
Norman Geisler.
KILIM, O LEVI parece um agnóstico em relação ao assunto; ele diz, desdizendo; fala não falando; kkkkkkkkkkkkkkkkk não posso nem falar nada pois também faço isso quando a questão que me é apresentada é de difícil resposta...
ResponderExcluirLEVI, a nossa grande ELBA não está sozinha neste assunto de abdução.
Vocês sabem que o RICHARD DARWKINS, um dos papas do evolucionismo e membro da CMRTI: Cruzada Mundial para Retirar os Teístas da sua Ilusão (heeeee) disse em uma entrevista que pode ser visto no Youtube(http://www.youtube.com/watch?v=wNImKSMwR8k&feature=fvsr) que não sabe e que ninguém sabe como a vida na terra começou (e muitos menos como essa vida veio a se tornar inteligente.)
Mas aí, numa saída de "mestre" ele diz que é possível que a vida aqui na terra tenha sido criada por alguma raça alienígina inteligente; só que esta suposta raça alienígena, teria que ter evoluído aos moldes do darwinismo(o que não resolve muito as coisas já que teríamos que descobrir como esse processo veio a se dar sem uma causa inteligente...) Ou seja, é uma afirmação em favor do Desgin inteligente mas sem levar em conta esse ser intrujão e mítico que chamamos de Deus ou Inconsciente...
Edu, quanta coisa interessante em um só texto! Gostei muito da relação do nome de Eva com o nome divino.
ResponderExcluirAbraços! Fica com Deus
Que bom, amiguinha, espero que o texto tenha contribuído para acrescentar conhecimento à sua já vasta bagagem cultural bíblica.
ExcluirDoni, Gui e Levi.
ResponderExcluircom certeza, o nosso amado mestre do inconsciente não pode crer no deus judaico-cristão, já que já está estabelecido que ele é apenas uma projeção do pai terreno. (mas para mim há boas controvérsias...rsss)
Mas qualquer pessoa que seja honesta, mesmo sendo ateu, tem que admitir que é preciso muita fé para afirmar que toda a existência veio "a ser" através do "não ser" (aqui, que o tudo veio do nada, e que causa nenhuma causou tudo o que há. É simplesmente ilógico.
Centenas de grandes filósofos, cientistas e pensadores, chegaram a esta conclusão. Gente do calibre de Newton, Einstein e Espinosa.
A não aceitação hoje de uma explicação metafísica para a existência do universo e da mente consciente é simplesmente ideológica. Muitos cientistas por exemplo, que advogam a teoria do Design inteligente, são postos de lado pelo academicismo ateu; são perseguidos e até proibidos de publicar textos em revistas científicas.
Isso cheira a ideologia ou não?
Sobre a "projeção do pai terreno", a que você se referiu, Edu:
ExcluirDe uns tempos para cá tenho me debruçado sempre sobre a psicanálise da rica simbologia bíblica para tentar compreender as raízes dos afetos de que somos portadores.
Não vejo como negar que a figura do pai ou tutor e da mãe foram as primeiras e grandes fontes formadoras do mundo dos nossos sentimentos e, consequentemente, da nossa maneira de ser.
FOMOS GERADOS FILHOS, O MODELO DE PAI: DEUS.
ExcluirCOMO A GALINHA AJUNTA OS PINTINHOS SOB AS SUAS ASAS... MODELO DE MÃE: DEUS.
PARA TODA CRIAÇÃO HOUVE UM PAI E UMA MÃE. Por isto não nos conformamos com esta orfandade que nos impõe a morte, e esta inconformação é que nos conduz de volta para o Pai dos espíritos.
Todos que vieram do pó ao pó retornarão. Em outras palavras: todos que nasceram da Grande-Deusa-Mãe-TERRA, a TERRA retornarão. (rsrs)
ExcluirNa fantasia ou nos sonhos, a morte é a volta ao seio materno, à Terra–Deusa-Mãe.
Esta inconformação a que você se referiu é fruto da cultura ocidental que nos forjou a ser reativos ante a cruel sentença que abarcará a todos, tanto os que deixaram de viver a vida bem vivida, quanto aos que não viveram na ilusão de viverem uma vida melhor no além.
Se é a volta é para a face do Pai Javé, o negócio se torna extremamente delicado. Ele premiará a poucos e castigará a muitos.
Eu não posso tirar a magia das profundas engrenagens da linguagem bíblica, por exemplo, quando o autor dá a Deus o nome de "Ser que é, ser que foi, ser que será" - uma tese com profundas possibilidades filosóficas - para defender apaixonadamente que o deus judaico-cristão é de fato a Realidade Maior da existência. Pois ao fazer isso, estarei fazendo exatamente isso: transformando a magia em uma "concretude histórica" que não pode ser provada e logo, não vale a pena se apegar literalmente a ela. Mas repetindo Boff(aliás, uma construção teológica que eu sempre repito), "A MONTANHA É MONTANHA, A MONTANHA NÃO É MONTANHA, A MONTANHA É MONTANHA"
ResponderExcluirMesmo por que, o autor bíblico ao construir seu texto carregado de símbolos religiosos e filosóficos, não estava pensando concretamente, mas transcendentemente(ainda que o palco onde tudo se desenrola seja a história do povo judeu, mas o sentido da narrativa é de um um mito etiológico) . O que é transcendente e simbólico não vale a pena ser puxado a qualquer custo para a história apenas por razões apologéticas.
ExcluirEdu, muito antes do povo judeu existir, Abraão, Noé, Jó, Isaque, Jacó, Daniel, etc já se relacionavam com Deus de forma bem parecida a dos judeus que vieram através de Jacó.
ResponderExcluir"O que é transcendente e simbólico não vale a pena ser puxado a qualquer custo para a história apenas por razões apologéticas"
Por acaso o que é transcendente não deu lugar também a história?
Os símbolos não é história codificada?
Exatamente Guiomar
ExcluirA linguagem simbólica e metafórica da Bíblia é a história codificada de nosso psiquismo, isto é de nossos instintos, afetos, desejos e pulsões.
E estes afetos começaram a ser inscritos no livro da vida de nosso cérebro, lá no Éden, isto é lá no aconchego uterino onde vivíamos sem ter consciência de que vivíamos, sendo alimentado pelo néctar divino, através do cordão umbilical pulsante de nossa DEUSA-MÃE, até o dia em que violentamente fomos expulsos para viver em um ambiente hostil.
Nascemos chorando, porque não queríamos deixar o ÚTERO materno, e vamos morrer chorando, pois o "útero futuro" não é mais paraíso e sim sepultura.
Você fala do Pai. Puxa, quando ele veio aparecer com suas ordens imperativas e proibitivas já estávamos por volta do IV século, isto é, por volta dos quatro anos de idade, depois do período Matriarcal. (rsrs)
Enfim, chegamos a um denominador comum. (rsrs)
Gui,
Excluiro que eu quis dizer é que os símbolos das narrativas bíblicas não eram fatos históricos, mas se referiam a uma "meta-história", uma história que se passava no mundo dos símbolos, ou das ideias, ou das crenças ou do psiquismo. Os símbolos bíblicos não é história, e sim, uma leitura da história. Não sei se fui claro.
Isso não quer dizer que não haja de fato, história nas narrações bíblicas; a religião javista é uma religião "histórica"(nos termos que eu já me referi). Ex. A Bíblia narra o fato histórico que o império babilônico invadiu e destruiu o reino de judá e deportou a muitos. Isso é história. A interpretação do porquê isso se deu, é "meta-história", é leitura religiosa, mítica e simbólica produzido na psiqué dos profetas segundo suas visões da realidade. Então eles chegam à conclusão que o povo de judá foi derrotado, que o templo foi destruído, por que Javé irritou-se com o pecado do povo(um entendimento psico-teológico); a história nada tem a dizer se o povo judeu foi invadido por que Deus permitiu isso como castigo pelo seu pecado.
Quando Ele se revelou a Moisés, muitos anos antes que o povo judaico existisse, Ele se revela como "Eu sou."
ResponderExcluirProcurei outra referência, mas não lembro e não consegui encontrar aqui. O que significa isto:
"todos os que SÃO CHAMADOS PELO MEU NOME, os que criei para a minha glória, os que formei e fiz."
LEVI,
ResponderExcluirNão é por que O EU SOU teve origem numa combinação psico-mítica-teológica (nem sei se posso usar esse termo tão amplo,mas que seja) não quer dizer que não exista de fato um EU SOU como uma realidade consciente criadora; mesmo por que, o EU SOU não "existe", o EU SOU simplesmente, É. Ou seja, a concepção judaica é que Deus é a realidade que é, e por isso mesmo, não se tem muito a se dizer sobre ela(por isso Deus não faz um longo discurso para Moisés detalhando sua natureza, ele simplesmente diz tudo com o EU SOU). Somente uma causa "que é em si" é racionalmente requerida como autora da criação que passou a "existir".
E voltar ao pó da "mãe terra" nunca foi problema para os antigos judeus que não acreditavam em vida após a morte. Ora, o EU SOU já tinha lhes dado uma vida para ser vivida aqui e agora, isso lhes bastava. Esse negócio de ressurreição e vida após a morte era coisa dos egípcios e gregos.
Edu
ResponderExcluirA psicanálise tem na Torá a sua essência. E sobre este aspecto só poderia nascer de um Judeu . É para muitos uma ciência judaica.
Um excerto que colhi de um revista de psicanálise dá a entender que o Inconsciente é uma derivação do Inominável: Ele é o que é , diferentemente do que pensa a nossa consciência, que a tudo quer nominar.
O inconsciente diz; “Olha você não é nunca o que pensa que é”
A Bíblia diz: enganoso é o coração do homem (que quer dizer o mesmo)
Somos determinados em tudo que fazemos, por esse arquivo travado, esse EU SOU O QUE SOU que está sempre nos estimulando a fazer o mal que não queremos, e a pensar o que não queremos pensar, o escondido, como bem diz esse trecho de um trabalho psicanalítico, cujo link, segue abaixo:
http://www.revistasusp.sibi.usp.br/scielo.php?pid=S1415-71282009000100013&script=sci_arttext
“Sobre o Moisés midianita, Lacan (1959-60/1997) assevera: "Ao lado havia Moisés, o midianita, o genro de Jetro, que Freud chama de o do Sinai, de Horeb, e cuja figura, ensina-nos ele, foi confundida com a do primeiro. É aquele que ouve surgir da sarça ardente a fala decisiva, que não poderia ser evitada, como o faz Freud.... – “Eu sou o que sou”, isto é, um Deus que se apresenta essencialmente como escondido" (p. 213).
Em resumo: a psicanálise se vale da linguagem metafórica-mítica da Bíblia para explicar o conflito interno do homem.
As entidades mórbidas psíquicas, como neuroses, psicoses, esquizofrenias, TOCS, depressão, Manias, etc, tem sempre suas correspondências na odisséia judaica-cristã.
Ela (a psicanálise) não é teísta nem ateísta, ela é, como quis falar a Guiomar, é uma codificação da história particular de cada indivíduo, dentro, é claro, da cultura ocidental.
Para o psicanalista não existe essa coisa obsessiva de desejar um objeto se pode achar para se ficar livre da angústia. Essa procura já se tornou uma doença e já está sendo rotulada como a “A patologia da NORMALIDADE”, que está sempre a exigir os maniqueísmos do “isso é certo”, “isso é errado” , “isso é pecado”, “isso não é pecado”, e por aí vai. (rsrs)
O CPPC (centro de psiquiatras e psicólogos cristãos) há mais ou menos 10 anos, está em ampla evidência orientando os eclesiásticos e fiéis em todo o Brasil, com novas releituras dos mitos bíblicos, não no sentido de condenar ninguém, ou carregar o crente de mais culpa, ao apregoar que a sua patologia é o dedo de Deus agindo, como está bem evidenciada no Caso da Fábula de Jó, quando seus amigos o acusam de que o seu sofrimento é culpa de seus próprios pecados.
Para minha surpresa, há Assembleias de Deus no Rio Grande do Sul, São Paulo, com locais para acompanhamento psicológico, mesmo com a grita geral dos fundamentalistas, que consideram este fato, sinais dos tempos e coisas do demônio (rsrs)
Ontem mesmo estava vendo e ouvindo na TV uma entrevista de Edu Lobo, que se submeteu à psicanálise por oito anos.
Em um certo momento o entrevistador perguntou: “Dizem que a psicanálise tira a capacidade de criação do artista e a fantasia do sujeito. Com você foi assim?”
Ele respondeu: “De maneira nenhuma. A psicanálise não interfere em criação de produção artística. O divã de análise, não é Laser. Lá é lugar de conflitos, de dúvidas, de aflição, mas também de apaziguamento de afetos que teimamos em querer eliminá-los, quando devíamos simplesmente equilibrá-los.”
Edu, muito interessante seu texto, mas achei meio "forçado" a alusão com as primeiras palavras que um neném diz... rsrs
ResponderExcluirMas a parte Eva eu amei embora eu me identifique mais com Lilith rsrsrsrsrs
Estou totalmente sem tempo, poisa estou trabalhando agora e a net caiu pra 2° plano, mas por aqui passei pra dar um alozinho e os comentários do nobre mago são mara sem ser rsrsrsrs Levi, amo seus comentários... Bjux
Levi,
ResponderExcluiresse seu comentário já é um bom esboço para se falar sobre a psicanálise. Mas o que você diz é realmente que Deus é o inconsciente eu digo que o inconsciente reflete uma experiência primal do homem com Deus.
É bom saber que "a psicanálise se vale da linguagem metafórica-mítica da Bíblia para explicar o conflito interno do homem." pois eu acho que é isso exatamente que a própria Bíblia faz.
Mas a GRANDE QUESTÃO, meu querido doutor, é exatamente essa: Por quais caminhos estranhos o inconsciente humano veio se tornar o que ele é? Esse é o meu campo de mais interesse na questão. Seleção Natural, acaso, aleatoriedade, acidente, para mim estão fora de questão.
Anja,
ResponderExcluirviu como fazer parte da Logos e Mythos traz bençãos? Já arrumou até emprego...kaaaakakakakakaa
Edu,
ResponderExcluirLi hoje um texto do Rubens Alves que gostaria de compartilhar aqui!
"Deus nos deu asas. Mas as religiões inventaram as gaiolas.
Tudo o que vive é pulsação do sagrado. As aves dos céus, os lírios do campo... Até o mais insignificante grilo, no seu cricri rítmico, é uma música do grande mistério.
É preciso esquecer os nomes de Deus que as religiões inventaram para encontrá-lo sem nome no assombro da vida.
Reverência pela vida: é a forma mais alta da oração. Sem nome... O nome de Deus não pode ser pronunciado..."
Enquanto chama-mo-lo apenas de Deus!!!
Perfeito, Doni, vem ilustrar bem tudo o que temos discutido até aqui. O "Deus da Sarça" não quis dizer seu nome e curiosamente, seu não-nome, virou seu nome...
ExcluirRubens Alves sempre poético em suas colocações filosóficas.
EDU
ResponderExcluirQuando algum dia, tivermos lembrança total do que se passou pormenorizadamente na fase mais rica de nossa existência, correspondente as nossas origens, que vão da vida intra-uterina até os três o quatro anos de idade, é que, talvez possamos saber o PORQUÊ EXATO de não sabermos por que pensamos o que pensamos.
Ainda somos marionetes nas mãos do EU SOU O QUE SOU. O Inconsciente, como bem diz Jung, não é isto ou aquilo, mas o desconhecimento do que nos afeta imediatamente.
Para quem acha que o mito ou deve ser historicamente verdadeiro ou do contrário não é coisa nenhuma, fica difícil tentar ligá-lo a uma fase arcaica do nosso desenvolvimento. De uma coisa por ora estamos certos:
há um porão ou arquivo travado que contém os primórdios do nosso desenvolvimento mental, do qual hoje sentimos seus efeitos e influências, apesar de querermos incessantemente NOMEÀ-LO, para fazê-lo de MEU (rsrs)
A nós, pobres “hackers-invasores”, nos foi dado migalhas divinas constituídas pelo parco conhecimento que hoje temos do intricado labirinto dos nossos afetos paradoxais, dos nossos medos e assombros, dos nossos sonhos, dos nossos desejos.
Edu, como escritor do texto, acho que você deve ser intimado a responder minha pergunta rsrs Aliás vc tem me escanteado e eu não admitooooooooo.
ResponderExcluirOi amiguinha, só no "viajandão", hein?? rssss
Excluirdeixei de te responder? onde?
Gente este ano tem toda a riqueza de feriados que o povo heroico brasileiro ama. Portanto, estou aproveitando Deitada eternamente em berço esplêndido,
ResponderExcluirAo som do mar e à luz do céu profundo,
Volto terça para minha amada confraria. Beijo e e não esqueçam: Dos filhos deste solo
Ela é mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!
Ela é nossa. kkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Levi, creio que por hora, basta; quando quiser, pode postar o teu texto.
ResponderExcluirquanto ao que disse
"Quando algum dia, tivermos lembrança total do que se passou pormenorizadamente na fase mais rica de nossa existência, correspondente as nossas origens, que vão da vida intra-uterina até os três o quatro anos de idade, é que, talvez possamos saber o PORQUÊ EXATO de não sabermos por que pensamos o que pensamos.
É, pode ser, mas eu quero ir ainda mais longe e elucubrar sobre quais eram "minhas memórias" quando eu ainda era o BIG BANG...rsss
Será que isso pode ser conciliado com jung?
" O Inconsciente, como bem diz Jung, não é isto ou aquilo, mas o desconhecimento do que nos afeta imediatamente."
kkkkkkkkkkk aff Edu, só que esqueci de falar que EU NÃO QUERIA EMPREGO! rsrsrs mas já que bateu na minha porta resolvi num dispensá rsrs
ResponderExcluirHi! I've been following your weblog for a while now and finally got the courage to go ahead and give you a shout out from Porter Tx! Just wanted to say keep up the good job!
ResponderExcluirmy web page - emergency food supply
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirO NOME DE DEUS É JAVÉ.
ResponderExcluirO Sagrado Nome De Deus é Javé ( Hebraico: Iahweh) Que Aparece Escrito No Antigo Testamento No Texto Original No Idioma Hebraico 6 823 vezes. O Nome De Javé Significa: "Eu sou Aquele que Sou" O Nome De Jave Se Refere Ao Deus Vivo Que Vive Para Sempre que é O Pai do Universo e Senhor Supremo.
O Deus Único Revelou o Seu Nome de Javé ( Escrito No Idioma Hebraico : יהוה ) Ao seu Profeta Moisés ( Êxodo 3:15 ).Mas porém No Período Do Seculo IV Antes Da Era Cristã Os Judeus Por Profundo Respeito Começam A Pronúncia A Palavra Hebraica Adonai ( Senhor) Quando Viam Escrito O Sagrado Nome De Javé Para que O Nome Sagrado De Javé Não Fosse Usado em Vão. No Primeiro Seculo Da Era Cristã Quando Jesus Cristo : O Filho De Deus Pregava Sua Doutrina Os Judeus Não Pronúnciavam O Nome De Javé e O Próprio Jesus Ensinou Chamamos Deus De Pai ( Mateus 6:9 ).Muitas Vezes Jesus Chamava Javé De Deus, Pai e Senhor. O Mesmo Fez A Igreja Cristã Por isso No Novo Testamento O Nome De Javé Não Apareceu Escrito No Novo Testamento. Os Cristãos Chamavam O Deus Vivo e Único De Pai e Muitas Vezes De Deus e Senhor como Fez Jesus.Na Maioria Das Traduções Da Bíblia Sagrada O Nome De Deus Que é Javé Foi Substituído Pela Palavra Senhor No Antigo Tratamento.
A Tradução Católica Do Pontifício Instituto Bíblico, de Roma, (1967), nos seus comentários introdutórios A Respeito Do Pentateuco, Diz: “Para exprimir a Ideia de Deus, a Língua Hebraica Dispõe de Muitos Termos. O mais Frequente (1.440 vezes no Pentateuco, mais de 6.800 em toda a Bíblia) é ‘Javé’ . ., Nome Próprio, Pessoal. . . . Todo leitor pode, por si, verificar o fato também nesta nossa Versão, pois ‘Deus’ Corresponde Constantemente a Eloim, e ‘o Senhor’ a Javé .”
Versão Matos Soares, 8.a edição, em Português, tem a seguinte nota ao pé da página sobre Êxodo 6:3: “O Texto Hebreu Diz: O Meu Nome Javé .."
Versão Figueiredo (Barsa), diz: “Aquele que é: em Hebraico: YHVH, que deve se pronunciar Javé, ficou sendo o Nome Próprio De Deus . . .”
A Bíblia da LEB (Edições Loyola, 1989) usa o Nome “Javé” como Transliteração de YHVH. Em Gn 2.1, parte da Nota Explicativa Diz: “Aqui aparece pela primeira vez o Sacrossanto Nome de JAVÉ (YHWH), cujo sentido na Tradição Bíblica é “AQUELE-QUE-É.” (…) Hoje o Tetragrama Sagrado, que se Pronuncia em Hebreu Yahweh, está devidamente implantado na Língua Portuguesa em sua Forma Correta, que é JAVÉ.”
Os Pais da Igreja que eram os Antigos Cristãos da Antiga Igreja Cristã de Jesus conheciam o Nome de Deus : Javé ou Iahweh.
Clemente de Alexadria que viveu entre o Seculo II e III Disse:
”..O Nome Mistico …é Pronunciado Iaoue..”
( Iaoue se pronuncia em Grego: Iaué )
Teodoreto que viveu no Seculo V Disse
:” ..Os Samaritanos o chamam Iabe…”
( Iabe se Pronuncia em Grego : Iavé )
As Pronúncias Gregas Iavé e Iaué Correspondente A Pronúncia Hebraica : Iahweh que Correspondente No Idioma Português: Javé.
( Detalhe a Letra J surgiu da Letra Latina I e tinha o Som de I )
Em 1905, o Bispo Theophan (Bystrov) Defendeu Seu Mestrado Tese “Tetragrama ou Antigo Testamento, O Nome Divino יהוה , No qual numa Maneira Convincente, com base em Citações das Obras de Autores Antigos (do século I – .. O século V DC), Provou que a Pronúncia “Jeová” Não é Autêntica. Depois de Analisar o Grego Antigo, latim e Textos em iídiche Theophan Concluiu que יהוה Deve ser Pronunciado : Jahveh , O Que ocorre Com A Transliteração Feita Por Cristãos Antigos No Idioma Grego Que Transliteram O Nome Sagrado De Deus : Ἰαβέ Pronunciado IAVE.
Após este Trabalho Theophan foi elevado à categoria de Professor extraordinário e Aprovado por um Inspector da Academia Teológica de São Petersburgo.
Javé é o Nome de Deus no Antigo Testamento da Bíblia Sagrada.Javé é o Deus Uno e Trino,O Pai do Universo e Senhor supremo.O Deus Vivo e Eterno.O Deus Dos Cristãos.