domingo, 22 de janeiro de 2012

Victorino Silva: És


Bem, caros confraternos hereges: Enquanto nossa amiga pastora Guiomar não posta um novo texto, convido a todos a relembrar um cantor que embalou meus anos de adolescentes na igreja. Vitorino Silva. Os cabelos já estão brancos, mas incrivelmente, a bela e potente voz de outrora, continua a mesma.


Boas lembranças...até me sinto elevado outra vez à uma dimensão onde a razão funde-se com a emoção e com a contemplação.
















És
Vitorino Silva

És o orvalho que nutre a rosa
És a rosa que enfeita o jardim
És o jardim que ornamenta a campina
És o campo radioso se fim
És um raio de luz entre a sombra
És a sombra suave e fiel
És o manto azulado do espaço
És o braço que me une aos céus

És o sonho ideal da poesia
Que irradia na rima do verso
Na candura do meu dia a dia
O segredo total do universo
És o berço que embala ao que nasce
És a face da alma remida
És degrau para eterna subida
És a vida meu Deus
És a vida

És a ponte que jaz sobre o abismo
És fonte dos mananciais
És o doce barulho das águas
No deserto és descanso de paz
Tú que reinas acima da morte
És o forte que sustenta a cruz
És o norte que orienta os filhos
És o brilho no olhar de Jesus

9 comentários:

  1. Para mim, Vitorino foi(e é) o melhor cantor evangélico brasileiro de todos os tempos ao lado de Elom Cavalcanti e Luis de Carvalho. Uma bela Trindade musical. Mas para mim, Vitorino é o "Pai" nessa trindade...rssss

    Gui, enquanto curtimos essa "Sessão nostalgia" que acabei de inaugurar, veja se vai postar(mas agora espera uns 3 dias, pelo menos, né?) ou passar a vez, pois Mari já me disse que passou a vez dela.

    beijos e abraços a todos e bom restinho de domingo.

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  2. Excelente ideia esta sua Edu. Sessão nostálgica é o máximo.

    Mario Sérgio Cortella pergunta em um de seus livros: “O pára-brisas de um carro não é muito maior do que o seu retrovisor?” Nossos retrovisores também deveriam ser assim, de tamanho suficiente para olharmos o passado sem negar sua importância, mas sem ficar presos nessa fase da vida, porque a vida é assim mesmo, uma seqüência de fases.

    Hoje, nostalgia pode ser uma saudade intensa de alguém, de algum lugar, de algum tempo, de alguma situação, e, para muitos, está ligada a uma dimensão mais sofrida, magistralmente definida por Chico Buarque ao dizer que "A saudade é o revés de um parto".

    Me lembro nitidamente, e com um certo grau de nostalgia, dessas canções quando me "converti" no final da década de 80.

    O Vitorino, junto com Luiz de Carvalho, sua filha Denise e Shirley Carvalhaes eram os medalhões da música, na época ainda chamadas de hinos evangélicos.

    Mais essa que você postou é uma versão muito melhorada da "És" de antigamente.

    Valeu amigo!

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  3. Não conhecia, Edu
    Curti e compartilhei.
    Abraços. Fica com Deus.

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  4. Gostava da dupla Bernardo Johnson e Vitorino. Um enchia a igreja com o vozeirão, pregando e contando as experiências mais incríveis e o outro com a música.

    Tempos que já não voltam.

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  5. Boa ideia, EDU

    A sessão nostalgia, e mais num domingo(dia de descanso), funciona como um bálsamo para aliviar os nossos neurônios cansados de tanto trabalhar na postagem de textos e comentários.

    Esse belo hino na voz do Vitorino, é do meu tempo também. (rsrs)

    No próximo, coloca aí um de Feliciano Amaral - do tempo de seu pai (rsrs)

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  6. Que bom que vocês gostaram da "sessão nostalgia"..rs

    Doni,
    belas palavras, amigo.

    Guiomar,
    mas e aí, vai postar ou não? rss

    Mari,
    não conhecia o Vitorino? Olha, preciso te dar umas aulas sobre a boa e velha música evangélica, que como disse o Doni, era chamada cerimoniosamente nos meus tempos de adolescente, de hinos. rs

    Levi,
    Feliciano Amaral é uma ótima pedida. Era o cantor preferido da minha mãe; ela, como cantora amadora que foi durante longos anos até ser acometida pelo alzaihemer, cantava praticamente todo o repertório dele. Também faz parte das minhas lembranças musicais da minha infância. E o Feliciano é uma figura singela: sempre teve uma voz um pouco fraquinha, meio arranhada, mas cantava na verdade mais com a alma do que com a voz. Aliás, ainda canta, né? já deve estar com mais de 90 anos.

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  7. Edu, conheço o Vitorino.
    Não conhecia o hino. rs...

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  8. Nobre Herege Mor, a letra realmente é linda apesar de eu não gostar do estilo musical do vovô Vitorino.

    Mas o importante quando se fala em música é o conteúdo e não meramente a melodia.

    Uma coisa me intrigou:

    O CARA QUE POSTOU O VÍDEO NO YOUTUBE É UM TAL DE: SANDRO PAGODINHO?!

    Puta vida! Que salada musical! rsrsrs

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  9. Só completando porque me esqueci, gosto mais do etilo do Adhemar de Campos e do Asaph Borba.

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