sábado, 31 de dezembro de 2011

Pastores leigos



"E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo;
Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo, (Ef 4:11,13)"

Um assunto pouco discutido nos meios pentecostais, é a consagração de leigos para ocuparem uma cadeira nos púlpitos de nossas igrejas. Muito diferente de muitas igrejas tradicionais, onde é exigido além de vocação, uma boa formação acadêmica, ter no mínimo o grau de bacharelado, seguido de alguns anos de estágios, e assim mesmo só será credenciado após passar por uma rigorosa sabatina, onde o postulante ao ministério terá que provar que tem total domínio na área em que irá atuar, no caso, a teologia, ter pleno conhecimento da teologia sistemática, bem como todos os sistemas teológicos tanto extintos como vigentes.

Os critérios adotados por parte das denominações evangélicas, sobretudo as pentecostais para a ordenação de pessoas para o oficio ministerial são de uma pobreza sem tamanho. Há casos onde as regras são duas apenas. Ser batizados com o Espírito Santo e dizimista. 
Há alguns anos aconteceu um fato lamentável  numa grande denominação, onde foi feito um verdadeiro arrastão no seio da igreja na tentativa de agrupar um numero x de pessoas, homens e mulheres para ocuparem uma vaga de ministro do evangelho. Não haveria nenhum problema se tal evento não fosse de cunho político. Na verdade o que planejavam era tornar pessoas aptas para votarem numa determinada convenção. A ordenação em si não é o grande problema, mas sim os pressupostos que levaram a essa atitude.

Cito como exemplo casos que aconteceram no século XVIII, com avivamento da igreja em alguns países europeus, onde houve um crescimento sem precedentes na historia do protestantismo, como os Pietistas na Alemanha, os Moravianos na Europa central e até mesmo o metodismo Wesleyano na Inglaterra. A demanda exigia com urgência pessoas dispostas a serem enviadas como missionários desbravadores com a mensagem do evangelho reformado. Pelo que se tem noticia foi a primeira vez (com exceção da igreja primitiva) que foi levado em consideração mais o fator disponibilidade do que propriamente o preparo básico exigido para desempenhar tal função. 
Neste caso, especificamente, houve uma carência, uma necessidade urgente em função da demanda. Bem diferente do caso lamentável ao qual me referi anteriormente.

No meu ponto de vista, e acredito que seja o de muitas pessoas, é que há a necessidade sim, de que o vocacionado obtenha  certo grau de instrução no que se refere a teologia, para depois ter sua credencial de ministro do evangelho. 
A pergunta que se faz é a seguinte: se qualquer instituição séria, utiliza sempre o modelo convencional e histórico, porque então o pentecostalismo e suas vertentes continuam fazendo vista grossa a algo tão primário? A resposta tem um nome; pragmatismo. Nenhum outro movimento cristão cresce mais do que o pentecostalismo. Mas  sabemos que há um preço a ser pago por um crescimento insustentável. Qual é o preço? É o seguinte: o evangelicalismo pentecostal é rápido até demais na sua capacidade de agrupar pessoas sob suas respectivas placas denominacionais, porém frágeis, fragilíssimo, no que diz respeito ao preparo e a instrução intelectual de seus membros. Daí para o nominalismo, para a perda da identidade cristã e o apego a crendices é um passo.  

O texto de Efésios diz que o ministério foi instituído com vistas o aperfeiçoamento dos Santos, objetivo este que só poderá Ser alcançado com a habilitação e a capacitação daqueles que estão encarregados dessa missão

A realidade porém é outra . O que existe é uma grande quantidade de obreiros sem nenhuma qualidade, e as mensagens pregadas por eles seguem esta mesma ordem. O resultado não poderia ser outro; uma grande quantidade de crentes desejando ardentemente ouvir mensagens com conteúdo, no entanto são obrigadas a ouvir histórias e conceitos que aprenderam no jardim da infância. (Hb 5:11,14). 

Particularmente estou cansado de ouvir a Bíblia sendo pregada apenas em forma de alegorias. Sermão típico daqueles que não procuram se aprimorar na arte de elaborar sermões expositivos.  
Cabe então a pergunta, ser aperfeiçoado por quem? 

Abraços. Donizete.

58 comentários:

  1. É tudo que a ovelha quer: "cajado, vara, pasto verde, sombra e água fresca".

    Não é de sua natureza, questionar o pastor. Até porque se a ovelha o questionasse, iria, de primeira, reivindicar participação no lucro do comércio de sua lã. (rsrs)

    Não custa nada lembrar a história mítica da criação, no Gênesis, onde UM que questionou foi lançado fora. (rsrs)


    Mas fica a pergunta metafórica:

    Será que não temos um lado bode dentro de nós?

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  2. Doni,

    primeira postagem de 2012 e um tema interessante para quem está mais envolvido com as questões e os "trabalhos" da igreja.

    Quando eu era guri ouvi muitos irmãos dizerem que a "letra matava", querendo diminuir e até demonizar o preparo intelectual de um pastor ou dirigente de congregação. Aquilo causava um certo conflito em mim já que em casa, meu pai, sempre nos dizia que devíamos estudar muito e sempre atiçava nossa curiosidade comprando enciclopédias.

    Vi na verdade, esse conceito mudar durante os anos no meio assembleiano onde em épocas passadas, estudar teologia desviava o crente.

    Doni, você está certo, as pregações de forma geral são bem infantis e os membros das igrejas também o são. Os seminários evangélicos de forma geral, também são muito ruins. Falo por mim que fiz um curso de bacharelado no seminário do Ministério das Assembleias de Deus de Madureira e muitas vezes professores ficaram sem saber o que responder a alguma indagação de algum aluno mais ousado.

    Sei que o nível dos seminários batistas e presbiterianos são melhores mas ainda estão longe de terem uma visão mais abrangente no diálogo inter-religiso, por exemplo, na formação dos futuros pastores. E quase nunca formam pensadores e teólogos que de fato, proponham novas abordagens de se viver o evangelho, já que isso não dá futuro para ninguém e ainda se corre o risco de ser taxado de here.

    já ser pastor de uma grande igreja...levi já disse tudo...rs

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  3. Donizete,
    Eu acho que um pastor deve ser um homem preparado intelectualmente estando em um nível igual ou superior as suas ovelhas, isso para conceder o suporte necessário. Lembro de ter dúvidas teológicas simples e apesar de meu pastor ter sido formado em um seminário Congregacional, ele muita das vezes fugia das questões, creio eu por puro despreparo. No entanto, um pastor precisa ter mais do que esse preparo, precisa de fato ter um dom, um chamado para essa obra. Sim, eu ainda acredito que há pessoas que são "chamadas" para essa função.
    O meu pastor, já citado, pecava no preparo teológico, mas nunca nos princípios e nem no cuidado e no zelo da igreja e das chamadas ovelhas.
    Quanto ao que o Levi falou, me descobri bode graças a uma coletânea que meu marido comprou do Silas de uma certa conferência de pastores. Em uma das pregações, uma pastor descreveu detalhadamente uma ovelha e um bode. Triste de mim, pois naquela hora me identifiquei com o bode. Fiquei arrasada! Queria ser ovelha!rs... Mas se bode é bode e ovelha é ovelha por outro lado pastor é pastor e mercenário é mercenário. Depois de me deparar com alguns mercenários descobri que ser bode não é tão ruim assim.
    Abraços!

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  4. O grande problema dos líderes das igrejas pentecostais, é acreditar que o conhecimento e a capacitação vem exclusivamente de Deus.

    São poucos também os seminários que não são presos a correntes teológicas. Daí a formação de líderes que não se abrem a outras culturas doutrinárias. Aí nasce o fundamentalismo dogmático.

    Um dos grandes erros e talvez a ideia central de muitas denominações, é crer que os líderes menos dotados intelectualmente, podem ser aproveitados em em regiões periféricas. Isso é andar na contra mão do sistema. Pois aí sim, além do preparo teológico o obreiro deve dispor pelo menos do entendimento básico de outras disciplinas. Tais como: sociologia, antropologia, política e filosofia.

    Então meus caros. No meu humilde ponto de vista, o buraco e bem mais em baixo!

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  5. É, Doni, o buraco é bem mais em baixo. Mas você que milita nas fileiras pentecostais da Assembleia de Deus não tem visto essa mentalidade mudar um pouco?

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  6. Levi,

    somos um resultado de bode e ovelha misturados de forma que não dá para arrancar um e deixar só o outro! pobre dos crentes que se acham "ovelhas" e quando se veem com atitudes de bode, vem a deprê espiritual e tenta-se "purificar" pelos ritos do jejum, da oração, da mortificação, só para ver algum tempo depois que o lado bode ainda está lá...

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  7. Mari,

    creio que a vocação deve vir junto com a preparação intelectual. Só com a vocação uma pastor pode fazer muita coisa mas vai se complicar quando tiver que lidar com questões que requeiram um conhecimento maior de teologia ou de Bíblia; da mesma forma, uma pessoa que só tem o preparo intelectual mas não tem um "coração pastoral" não deveria se meter no ministério, poderia se dedicar a dar aulas, por exemplo.

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  8. Doni meu caro espião da ética e equilíbrio infiltrado no meio Penteca Os Tais rsrsrs, houve um tempo em que a separação para o ministério era baseada em DECIBÉIS!!! Quem dava o glória a Deus mais alto, era o CARA!!!

    Quem disse isso com ares de espiritualidade, foi um cabra penteca que eu mesmo ouvi falando de púlpito que naquele dia ele não estava muito "CATÓLICO" e que quem não obedecesse a voz do Senhor estava "FERRADO"!!!

    Mole ou quer mais?!

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  9. Mari, GRAÇAS A DEUS hoje também me descobri bode para não ter de ser ovelha com vocação para vaquinha de presépio!!!

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  10. Mari, Edu e Franklin


    Como o tema do Doni descambou para as metáforas ovelha e bode, não custa nada relembrar o “bode expiatório”, que levava sobre si os pecados e as culpas do povo israelita (rsrs). A Israel do V.T. teria sucumbido se não fosse a presença bendita/maldita desse animal sagrado/demoníaco.

    Só no “milênio” previsto por João, no apocalipse, é que Deus vai separar os bodes para a esquerda e as ovelhas para a direita. Por enquanto, os pastores e os crentes devem acabar com essa mania de projetar seus bodes interiores nos outros que não são do seu rebanho. Devem aprender a conviver pacificamente com suas ovelhas e seus bode interiores. Amém.

    Freud, que era judeu e um grande estudioso da Torá, desenvolveu com maestria o intrincado mecanismo de nossa psíque que é constituída pelos dois lados da moeda: o lado “bode” e o lado “ovelha”.

    Em psicanálise, o termo “bode expiatório” ( do grego “pharmakós e no plural pharmakói) significa: medicamento, droga ou veneno.

    Nessa linha de raciocínio, tanto a sociedade, quanto a igreja se servem dos “desatinados ou hereges”. Inconscientemente, utilizam os “bodes” ora como remédio para seus males, ora como veneno que deve ser expurgado (rsrs).

    Esse tema vai longe... (rsrs)

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  11. Caro e Nobre Dr. das Heresias da Psiqué Levi Bronzeado, DESCAMBAR também é CULTURA, nos faz RACIOCINAR! rsrsrs

    Sempre tive uma vocação nata herdada de pai e mãe para BODE de OPOSIÇÃO e de EXPIAÇÃO (BODÃO DE ESQUERDA)! rsrsrs

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  12. kkkkkkkkkkkkkkkk"Freud, que era judeu e um grande estudioso da Torá, desenvolveu com maestria o intrincado mecanismo de nossa psíque que é constituída pelos dois lados da moeda: o lado “bode” e o lado “ovelha”.

    Em psicanálise, o termo “bode expiatório” ( do grego “pharmakós e no plural pharmakói) significa: medicamento, droga ou veneno.

    Nessa linha de raciocínio, tanto a sociedade, quanto a igreja se servem dos “desatinados ou hereges”. Inconscientemente, utilizam os “bodes” ora como remédio para seus males, ora como veneno que deve ser expurgado (rsrs)"

    Freud deve haver delirado desenvolvendo sob o efeito "transcendente" da cocaína(OIEEee) semelhante intrincado.

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  13. Mari, " No entanto, um pastor precisa ter mais do que esse preparo, precisa de fato ter um dom, um chamado para essa obra. Sim, eu ainda acredito que há pessoas que são "chamadas" para essa função.
    O meu pastor, já citado, pecava no preparo teológico, mas nunca nos princípios e nem no cuidado e no zelo da igreja e das chamadas ovelhas."

    Sabe amiga, concordo cem por cento com você. Hoje com tantos livros, a blogosfera, a nossa disposição. Não precisamos sentir falta de um intelecto, de um sermão bem embasado, de explicações teológicas satisfatórias.
    Parece que as pessoas, na sua maioria, vivendo em um mundo tão turbulento, vão a igreja asfixiadas, desesperadamente necessitadas de algo que transcende a intelectualidade humana. Algo que lhe corresponda aos anseios da alma fragilizada, para continuar vivendo e crendo na vida.

    Ontem, eu ouvi um sermão, ainda que através de poucas frases, percebemos que o orador tinha bagagem, no entanto dado ao estado de cansaço, tudo que eu queria era que ele terminasse rápido. E fiquei pensando com meus botões, imagine uma pessoa que vem a igreja, faminta quase ignorante, com o coração apertado pelas dores do dia a dia e ouve um sermão semelhante... Na verdade,tive vontade de chorar por elas...

    Beijos confrades.

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  14. Doni, só não podemos esquecer que, infelizmente, muitos pastores bem preparados intelectualmente, estão usando os jargões: eu profetizo, há poder em suas palavras, não aceite, e por ai vai.

    Por que seria? Não posso dizer que seria para atrair membros, com certeza.

    Beijo amigo.

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  15. Caros confrades,

    Não podemos ignorar que há ministérios que prezam pela qualidade tanto espiritual como intelectual dos seus líderes.

    Porém esta formação, na maioria absoluta dos casos é feita através de seminários ou faculdades indicadas pelo próprio ministério.
    Isto cria obreiros com cabresto sem ação ou visão autônoma.
    Isto se dá em qualquer modelo de governo eclesiástico. Seja ele congregacional, episcopal ou presbiteriano. Nenhum deles foge dessa regra.

    Alguns líderes para se verem livres destas rédeas fundaram suas próprias comunidades também com uma liderança ultra-centralizadora. Aí descamba (como diz o Levi) de vez.
    Pois estes menosprezam os institutos, tendo em suas alas apenas sessões de treinamento para que os obreiros sigam a risca as orientações de seu líder máximo.

    É bom sempre lembrar que em todos esses casos, o objeto de estudo são as cosmovisões dos pioneiros das suas respectivas tradições. De modo que o estudante parte para a Bíblia apenas para ratificar aquilo que a priori já foi estabelecido como regra de fé e prática daquela facção.

    Encontrar na atualidade um seminário inter denominacional, totalmente independente, com autonomia de cosmovisão, sem "rabo preso" com qualquer tradição, pelo menos a nível de Brasil, eu diria que, é como encontrar uma agulha no palheiro.

    Até mesmo os institutos de apologética seguem esta mesma lógica!

    Por isso que no meu ponto de vista, em termos de teologia, o auto-didata está alguns passos a frente dos que não são!

    Até mais.

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  16. Mais um adendo!

    No livro de Atos dos Apóstolos, vemos, ainda que nas entrelinhas, uma divisão entre o ministério formado por pessoas leigas; No caso da igreja com sede em Jerusalém. E do ministério formado por pessoas com uma formação intelectual mais privilegiada; No caso da igreja com sede em Antioquia.

    E sabemos que estas diferenças jamais irão acabar.

    Tanto o Judaísmo como o cristianismo, se orgulham de terem em suas fileiras, indivíduos de mentes brilhantes. E não foram poucos! Estes sim podemos dizer que extrapolaram os limites de suas organizações.

    Nossa cobrança, não é para que acabem os Pedros e haja apenas os Paulos. Que tomem as credenciais dos Tiagos e sejam habilitados apenas os Barnabés. Mas sim, para que aqueles que se sentem vocacionados, estudem, recicle seus conhecimentos periodicamente, se preparem cada vez mais, para não ficarem apenas na superfície das escrituras como muitos fazem.

    Karl Barth dizia que o cristão deve carregar em uma das mãos a Bíblia e, na outra, o jornal. Isto significa, por um lado, que sem a Bíblia nada temos para pregar. Por outro lado, sem a “leitura do jornal”, a nossa pregação pode parecer endereçada a anjos e não a pessoas de carne e osso.

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  17. Edu:
    "É, Doni, o buraco é bem mais em baixo. Mas você que milita nas fileiras pentecostais da Assembleia de Deus não tem visto essa mentalidade mudar um pouco?"

    Se houve Edu, essa mudança de mentalidade, ela foi tão ínfima que ainda não percebi.

    Franklin:
    "Doni meu caro espião da ética e equilíbrio infiltrado no meio Penteca Os Tais rsrsrs, houve um tempo em que a separação para o ministério era baseada em DECIBÉIS!!! Quem dava o glória a Deus mais alto, era o CARA!!!"

    Esse quadro pelo menos na minha região já mudou um pouco Franklin!
    O problema é que eles não atribuem isso a um discernimento maior em relação a espiritualidade, mas sim ao cumprimento da profecia que diz que nos fins dos tempos o amor esfriaria, e o secularismo invadiria a igreja! rsrs

    Guiomar,
    Estes líderes são "preparados" e treinados para manusearem com habilidade estes modismos importados da terra do tio Sam. Só para isso! nada mais.

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  18. Doni,

    concordo com toda a sua análise sobre os seminários. São um lugar para você "aprender" o que você já tem certeza que é verdade, com raras exceções...

    A evolução que eu me refiro na assembleia é exatamente o fato de hoje, pelo menos, ela ter muitos seminários, pois há umas décadas, ir para um seminário era perigoso para a fé.(de certa forma, é perigoso mesmo..)

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  19. Gui,

    não leva a mal não, mais esses que você pensa que são preparados intelectualmente e pregam só o "determine" e o "oferte" não são lá tão preparados assim. Todos têm visões estreitas e não conseguem pensar fora dos seus cânones.

    Por outro lado, falta um pouco de "magia" no cristianismo atual e bem ou mal, o meio pentecostal e neopentecostal, usam um pouco de "magia"...(heinn??? rsss)

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  20. Doni,

    outra coisa: o autodidata tem mesmo essa característica de buscar conhecimentos que não fazem parte do seu esquema sistematizado de crenças, mas nada impede que um aluno de um seminário caolho desenvolva a mesma aptidão.

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  21. Levi,

    sobre bodes e ovelhas: sabemos que o cristão busca negar o seu lado bode ou pelo menos, vigia e ora todos os dias para manter o bicho amarrado para não vir a sobrepujar a ovelha.

    Pergunta: até que ponto é saudável para a psiqué e para as emoções essa eterna luta entre esses dois polos no nosso interior? qual o caminho para se obter a paz entre os dois polos?

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  22. Bom gente acabei de me cadastrar pra acompanhar o blog, estão de parabens os comentarios e meu objetivo é aprender um pouco mais com os amigos e irmãos. Em questão da ultima pergunta do Edu, ouso a fomentar a discussão com a seguinte afirmação."até que ponto é saudável para a psiqué e para as emoções essa eterna luta entre esses dois polos no nosso interior? qual o caminho para se obter a paz entre os dois polos?" Creio que este caminho se dá simplesmente pelo fato de tornamo-nos conhecedores de nós mesmos a cada dia, e pôr na balança as consequencias das atitudes tomadas, só assim saberemos qual a decisão a ser tomada, se solta o bode ou prende-o o quanto conseguir...rsrsr Paz...

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  23. Edinho,

    seja bem-vindo a este recanto do pensamento teológico livre e sem fogueiras para heréticos ou ortodoxos!

    Quanto à sua colocação, vou esperar o mestre Levi nos iluminar com sua sapiência psicanalítica.

    E ouse sempre que quiser...rsss

    abraços

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  24. Fala aí parceiro Edson

    Eu tenho paz a esse respeito: Eu sou assumidamente um bode que de vez em quando tem atitude de ovelha. Isso está resolvido. No meu caso, Deus deu asas a cobra, mas não sei porque eu não consigo comer as ovelhas. O meu lado quase nulo de ovelha traz o equilíbrio necessário para que eu não seja tão ruim que não possa ser bom.

    Um grande e fraterno abraço

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  25. Levi, o bode estará caminhando como a luz da aurora, até chegar o dia perfeito para a ovelha. O negócio é a ovelha entender isto, e não se desesperar com as sombras na caminhada.

    Beijo.

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  26. Até que ponto é saudável para a psiqué e para as emoções essa eterna luta entre esses dois polos no nosso interior? qual o caminho para se obter a paz entre os dois polos? (Edu)


    Há incontáveis séculos o nosso lado “ovelha” vem lutando com o lado “bode”, nos lugares celestiais (a mente). Até onde eu sei o bode nunca foi derrotado.

    A solução é a mesma que se usa em tempo de guerra: uma trégua ou armistício, para que os exércitos possam respirar. (rsrs)

    A psicanálise tomou os elementos ou figuras paradoxais do judaísmo e do cristianismo para ir mais além no aprofundamento do que acontece em nível psíquico. O ir mais além da psicanálise diz que não devemos ser leal a dualidade. Não ser leal a dualidade é parar de julgar, rotular e culpar. É abrir mão das fantasias de, por exemplo, mostrar ao mundo que você está certo e os outros errados. Já diziam os Vedas: você não está no mundo. O mundo está em você.

    Os antigos imaginavam que o ser humano fosse possuidor de duas almas: uma boa (a ovelha) e outra má (o bode). Assim é que Xenofonte em sua obra: “A Vida de Ciro”, sobre certo nobre persa de nome Araspe, o qual teve conduta errônea para com Pantéia, uma bela escrava, assim declamou:
    “Ó Ciro, estou convencido que tenho duas almas; quando a alma boa domina passo a praticar ações nobres e virtuosas; mas quando a alma má predomina sou constrangido a praticar o mal. Tudo quanto posso dizer quanto ao momento é que minha alma boa é encorajada pela tua presença, tendo assim obtido o domínio sobre minha alma má”. (rsrs)

    Jesus ensinou que o reino( senhores e súditos) dos céus, ou o roçado de joio e trigo está dentro de nós.

    Toda vez que não admito “bode” no meu reino, ou no meu quintal psicológico-religioso, estou simplesmente exercendo um mecanismo de defesa contra meus recalques (na maior parte inconscientes). O grande perigo, é que ao admitir que o meu roçado é só de trigo, ou que o meu campo é só de ovelhas, eu irei automaticamente enxergar o meu “mal” no outro. É aquela história do cisco no olho do outro, que reflete a trave que está no olho da gente.

    Em suma, o que temos de fazer, é acatar e não repelir o “bode” que há em nós. No nosso cotidiano existencial temos que acolher tanto os heróis como os vilões do tempo de nossas aventuras e fantasias infantis (olha aí os gibis, Edu).

    Como bem diz a tradição ocidental: “somos o palco onde o ‘pecador’ e o ‘santo’ estão sempre trocando de papéis”.

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  27. Cara poeta e pastora Guiomar!


    Seu último comentário me fez lembrar do cantado e decantado hino de Regis Danese: “faz o milagre em mim”

    Aonde você quer chegar, com essa história de bode treinar para se transformar em ovelha?(rsrs)

    Não entendi...

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  28. Levi,

    meu caro pregador do equilíbrio entre bode e ovelha: sua resposta é tão cheia de possibilidades de desenvolvimento tão interessantes que não vou mais esticar o assunto, pois iremos sair demais do tema do DONI.

    Sei que fui eu quem fiz as perguntas, mas
    quero lhe pedir encarecidamente que prepare alguns textos sobre o assunto pois creio, será muito mais bem aproveitados como uma postagem do que como comentários sobre pastores leigos.

    Doni, não pense que estou tirando a importância do teu texto, mas creio que você concordará que a linha argumentativa que o Levi está puxando merece estar como postagens. postagens no plural.

    Por ora, Levi, vou ficar aqui matutando sobre o que você me respondeu...

    É claro que não estou impondo um fim nas discussões sobre bodes e ovelhas aqui, mas expondo meu desejo de ver esse tema ser discutido como postagens.

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  29. Acredito que

    a pior formação que um pastor possa ter num seminário é sair de lá convencido que sua teologia é a verdade sobre Deus. Pessoas assim não sabem dialogar, pois estão sempre armados para convencer os outros que eles estão equivocados.

    Talvez por isso eu consiga (ou quase sempre consiga) caminhar entre ortodoxos e liberais, calvinistas e arminianos, pentecostais e tradicionais, católicos e protestantes, pois a princípio, não tenho nenhuma concepção teológica que eu tenha como "Verdade" e estou convencido de que ninguém é dono de Deus.

    Mas tenho, claro, um lado bode que me faz muitas vezes cair no pecado da arrogância; tenho uma inclinação para rir das besteiras que os crentes conservadores dizem acreditar. Preciso de muito esforço para não pecar tanto nesse sentido. Pois já que eu admito que TODA a construção religiosa da humanidade independente da religião é válida, não posso me contradizer banalizando a crença dos conservadores da minha própria tradição religiosa. Mas é por eles serem tão "donos da verdade única" que a tentação me vem...

    Outro dia perguntei no Face para alguns irmãos conservadores qual seria o COMBUSTÍVEL que iria alimentar por toda a eternidade as chamas literais do inferno. Pude perceber a dificuldade deles em me dar uma resposta. Tudo ficou vago, tipo "não entre nos mistérios de Deus...".

    Uma amiga ultra-conservadora me disse que a pergunta era uma besteira; e é claro que é mesmo, lhe respondi; era tão besteira perguntar pelo combustível como acreditar em chamas eternas sem combustível para queimar...

    Ela ficou meio chateada comigo, acho. Fazer o quê, meu lado bode às vezes me leva a fazer isso.

    Hiii, chega, tá virando "confissões do Edu"...kkkkkk

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  30. Edu,
    A instrução verdadeira leva o aluno a questionar e fazer suas próprias inferências. Se não conseguimos ir além do que nos foi ensinado, não há aprendizado e sim memorização.
    Vc se torna bode quando decide ir além dos lugares que os pastores (homens) te deixam chegar, pra longe dos lugares onde os professores querem que vc chegue. Muitos deles nunca saíram do caminho de sempre. O lugar seguro é o lugar das ovelhas. Não questione! Vá só até ali! A ovelha obediente está guardada, o bode é atrevido, se estrepa, se machuca e nessa hora só o Pastor amado que criou bodes e ovelhas terá cuidado de nós. Ele terá piedade da curiosidade que consome o bode rs...
    Edu, só não ria das ovelhas, Vc já foi ovelha um dia rs... Seja um bode tolerante e menos implicante !rs

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  31. Gui, concordo com vc. Pastor tem que ter algo mais, sim! Se o cara é intelectual pode ser professor como disse o Edu. Eu acho que ofício de pastor é muito complicado, só teologia não dá para lidar com tantos dramas, problemas, melindres...A gente fala mal dos pastores mas verdade seja dita, Oh! coisa difícil ser pastor.
    Abraços querida! Aguardado seu texto Bomba! rs..

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  32. Franklin, Vc é um BBB - BEST BODE BRAZIL! Viu, eu sei fazer piadinhas tb. KKKKKKK
    Fica com Deus BBB, Franklin.

    P.S: E não venha com represálias rs... Esse é um blog sério de teologia.

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  33. ÔÔÔ LÔÔÔCO MEU!!! Essa é a best friendA e o Nobre Herege Mor!!!

    Show de bola seu comentário Mari, define bem essa tensão entre bode e ovelha.

    Edu, matou a pau cara!!! "Acredito que a pior formação que um pastor possa ter num seminário é sair de lá convencido que sua teologia é a verdade sobre Deus".

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  34. Pitombas e Carambolas!!! rsrsrs BBB - BEST BODE BRAZIL me jogou na lona e na lama Mari Best... Hãmmm... Deixa pra lá!!! rsrsrs

    Esse possilga herética comandada pelo PTI (Patrão do Tráfico de Influências) Eduardo Medeiros DE JESUS, é tudo menos sério, se não já tinha eu rapado fora! rsrsrs

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  35. Doni


    No meu tempo de igrejeiro (e lá se vão mais de quarenta anos), na BLÉIA nem se sonhava com essa coisa de seminário. Tudo era na base da “revelação”. O pastor criava calos nos joelhos de tanto orar para o E. Santo revelar quem ele consagraria a diácono, a presbítero, quem deveria ser transferido de uma cidade para outra, etc.

    Um dia desses encontrei um pastor bem velhinho (do meu tempo) que disse para mim:

    Levi, esse tal de ESTATUTO DE CONVENÇÃO DAS IGREJAS cortou as asas do E. Santo. A gente não tem mais revelação, pois tudo o que o pastor tem de fazer já está escrito nessas leis criadas, pelos homens letrados. Só pode ser coisa do capeta”

    Eu ri de embolar...

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  36. Atuo como professor em um instituto que é pentecostal, mas tem certa abertura para dialogar com outras denominações, cristã é claro.

    O tema proposto é interessante, contudo não vejo como mudar, toda organização tem sua “confissão de fé”, e ela limita automaticamente o currículo da escola.

    Contudo onde ministro, sou tido como aquele que questiona, usa o método da dúvida, meus alunos não podem reclamar de que não tento os levar a uma reflexão mais aguçada.

    Acontece que a dificuldade está em que todo aluno é membro de uma denominação, e quando chega a escola chegam com pressupostos enraizados, e quanto maior a certeza maior o bloqueio cognitivo.

    Sendo assim já dei aula a muitos alunos, mas confesso que as minorias conseguiram refletir sobre seus axiomas enraizados, e mesmo tendo aulas que poderiam mudar a sua forma de pensar e agir, continuaram a mesma coisa.

    Agora quanto ao preparo dos pastores, há um grande problema: Quando você muda a sua forma de pensar, e tentar agir em coerência com o que crê você tem que optar em ou sufocar sua crença, ou sair da denominação em que está.

    Se olhar o contexto em que vivemos percebemos que está aumentando numero de comunidades que não levam mais o nome de suas origens pentecostais e tradicionais. Há certa procura por libertação das algemas do tradicionalismo seja nas igrejas de confissões tradicionais ou pentecostais.

    Está havendo uma ruptura, os novos pastores estão mais independentes e daqui umas 2 décadas acredito que as denominações tradicionais estarão muito abandonadas se não reciclarem sua metodologia de ensino e principalmente de forma de liderança.

    Essa é a impressão que tenho, embora de forma lenta percebo muitas mudanças principalmente nas igrejas históricas tradicionais e pentecostais...

    Abraço a todos.

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  37. Caros amigos,

    Outra questão que deveria ser amplamente debatida nos círculos cristãos, é a habilitação do obreiro leigo, no que tange a ministração do chamado aconselhamento cristão.

    Digo leigo, quando comparamos nosso sistema com o sistema americano, onde os ministros conselheiros, tem formação na área de psicologia, seus gabinetes pastorais são verdadeiras clínicas e o aconselhando é tratado como um cliente. Ou seja, tratam esta delicada questão com o máximo profissionalismo. Como não poderia deixar de ser!

    Li recentemente o uma obra do Jay Adams que trata exclusivamente desse tema. Adams é um conselheiro americano que desenvolveu o chamado método noutético cuja eficácia é discutida em meios acadêmicos.

    E constatamos através desse estudo, que de um lado estão aqueles que acreditam que um aconselhamento pode ser efetuado somente segundo a perspectiva do conhecimento de especialistas. Usando por exemplo, as técnicas de Freud, Skinner e outros.

    Contudo, alguns mais espirituais, aceitam a ideia de que não se fazem necessário os peritos, sob hipótese alguma. Basta ter o ouvido sensível às orientações do Espírito Santo.

    Por isso a pergunta: Será que nossos pastores possuem conhecimento e recursos adequados para manusear os problemas alheios?

    Escrevi num comentário acima, que o líder que se preza, principalmente aqueles que atuam em áreas menos desenvolvidas, devem ter, além de preparo teológico, noções básicas em sociologia, antropologia, política e filosofia. Havia me esquecido da psicologia!

    Só para estreitar um pouco mais!

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  38. Edu, "não leva a mal não, mais esses que você pensa que são preparados intelectualmente e pregam só o "determine" e o "oferte" não são lá tão preparados assim. Todos têm visões estreitas e não conseguem pensar fora dos seus câno"

    Eles não pregam só... Eles vão bem além, eles conhecem teologia, história e como diz o Doni leem jornal também. Talvez você matou a mosca quando disse: "Por outro lado, falta um pouco de "magia" no cristianismo atual e bem ou mal, o meio pentecostal e neopentecostal, usam um pouco de "magia"...(heinn??? rsss)" Eles perceberam que sem ela, não funciona...

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  39. Doni, "Guiomar,
    Estes líderes são "preparados" e treinados para manusearem com habilidade estes modismos importados da terra do tio Sam. Só para isso! nada mais."

    Eu penso mais para o que deduziu o Edu, a história da magia...

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  40. Levi, kkkkkkkkkkkkkkk Você entendeu sim... Você sabe que o bode representa o mal que ainda há em nós e a ovelha o bem. Portanto, cabe aqui: "a vereda do justo é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito."

    Repito o que falei antes, o problema é não nos desesperarmos com a presença do bode em nós.

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  41. Desejo uma seqüência de proveitosa realizações repletas de paz e felicidades.
    Que tenhamos a Paz de Espírito para o discernimento correto de que estamos fazendo
    e falando sempre com certeza que estaremos caminhando no caminho de Deus.
    Uma linda semana a primeira de 2012.
    Beijos carinhos.
    Evanir.

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  42. Donizete, Será que a medida que o tempo vai passando, e a origem das eventos sagrados presentes nas escrituras se tornam mais remotos, mais especialidades um líder deverá ter? Se olharmos por esse aspecto não é estranho que a a disponibilidade do evangelho retratado primeiramente como algo simples está se tornando cada vez mais complexo? Onde fica a simplicidade e accessibilidade da mensagem de Jesus?
    A

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  43. Mari,

    Se analisarmos friamente as escrituras, veremos que apesar dela ter sido escrita por cerca de 40 escritores, não temos como negar que, quem mais se sobressaiu, foram evidentemente os mais dotados intelectualmente. No caso, Moisés que era instruído em toda a ciência do Egito, e Paulo, Uma das mentes mais brilhantes da sua época.

    Como é fato também que, no decorrer da história da igreja, posso estar enganado, mas nenhum leigo ocupou uma posição de destaque. Como mencionei acima, quem chacoalhou o mundo no período da igreja primitiva, foram os pastores doutores de Antioquia.

    Mari, a doutrina da clareza das escrituras surgiu durante a reforma protestante. Esta doutrina comunicava a ideia de que a mensagem salvífica da Bíblia era clara o suficiente até para o entendimento de uma criança. Contudo, paradoxalmente, acompanhando esta clareza, estava o reconhecimento da profundidade de significado no texto, o qual não poderia ser alcançada nem mesmo pelo mais instruído dos eruditos.

    Todas as tradições cristãs que se mostraram relutantes, quanto ao uso da hermenêutica, que é tanto uma ciência como uma arte, descambaram para o fanatismo ou práticas totalmente descontextualizadas.

    Abraços!

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  44. Li o livro de Jay Adams aliais dois livros: conselheiro capaz e manual do conselheiro e como professor de teologia que conheço o minimo de psicologia e dos dilemas humanos o método noutético é o pior.

    Parte do pressuposto que as AÇÕES SÃO A CAUSA DOS SENTIMENTOS. Logo, basta aplicar o texto bíblico para consertar a "maquina" humana.

    O autor é calvinista ortodoxo, e tem uma leitura literal da bíblia, portanto, é "seco". Para ele o homem é uma máquina e os textos da bíblia são as chaves e os parafusos, basta apertar no local certo e na hora certa e pronto!

    Acho imprescindível que todo pastor tivesse o mínimo possível de conhecimento dos mecanismos principalmente inconsciente, e a psicologia JUNGUIANA seria de um auxilio fantástico para todo pastor exercer com maior êxito seu ministério.

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  45. Quanto a sugestão do Doni sobre o pastor ter preparo nas áreas sugeridas, é muito louvável, porém utópica. Quando se conhece o minimo de antropologia a primeira coisa que se faz é questionar a literalidade da narrativa do livro do Gênesis.

    Um minimo de conhecimento de sociologia vai levar a questionar sobre a epistemologia da razão,seria a razão um produto da "mente", ou efeito, da construção do corpo.

    A partir dai a filosofia iria perguntar e a verdade nasce no pensamento ou é efeito da construção história (Marx). Os atos conscientes são produtos da racionalidade ou efeito do inconsciente perguntaria a psicanálise.

    Ou seja o mínimo de conhecimento em outras áreas levaria o pastor a interpretar a bíblia por ópticas que jamais a tradição ortodoxa aceitaria...

    A não ser que tivesse muita sabedoria para usar esses conhecimentos e enriquecer as suas mensagens,ao mesmo tempo que seria sem dúvida um pastor mais tolerante, contudo rechaçado pelos ortodoxos como "pastor liberal"... Fica ai a reflexão....

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  46. Então afirmar que o evangelho é simples e que a bíblia é para todos é engodo?
    A Bíblia não é um livro de fácil compreensão, será que dizer que ela é fácil e acessível é uma tática para marcá-la como a palavra de Deus? Por que Deus que fala aos simples falaria de modo tão complexo através das escrituras inspiradas?
    Não é verdade que muitas igrejas pentecostais fazem o uso do texto bíblico como oráculo? Abrem em textos aleatórios e interpretam. Isso traz o sentimento do Deus falando e respondendo. Fazendo esse uso, e sentido-se respondido, o crente nega a necessidade de especialização e acredita na simplicidade das sagradas escrituras.

    Valeu pela atenção, Doni!

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  47. Mari, vou começar por você...rsss

    A leitura da Bíblia não é fácil. A menos é claro, se você não der muita bola para a história, o mito, a linguagem religiosa, o pensamento hebraico, o pensamento grego, a exegese, a hermenêutica...e por aí vai.

    é fácil se abrir aleatoriamente a bíblia e "ouvir Deus falar"; mas esse também é um "método" que vai requerer uma interpretação, pois tudo que é ouvido e lido, precisa ser interpretado por por quem ouve e lê.

    A mensagem cristã é simples? é: Deus reconciliou o mundo consigo mesmo através de Jesus, e todos quantos o aceitarem, serão salvos. Mas espere, essa é uma afirmação do "evangelho arminiano" e não do evangelho de um calvinista...

    Até o simples, torna-se complexo.

    Qualquer um que não tenha um pingo de cultura mas saiba ler pode ler a bíblia e entender o que ele quiser entender e dizer que foi o Espírito Santo quem lhe revelou. Mas foi? Foi o "Espírito Santo" que revelou à minha tia Denise que se ela cortar o cabelo ela terá um derrame cerebral? Ela crê que foi...

    O problema não é de fácil solução.

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  48. JL,

    que bons ventos o trazem!!!!!

    Sobre seu último comentário, eu concordo com você. Mas aí, amigo, o problema não é da sociologia, da filosofia, da antropologia, da psicanálise, é da teologia ortodoxa. Ela é um entrave para que o cristianismo venha a dar um salto de qualidade em sua extrutura de pensamento.

    Como escreve uma amiga minha, "prontofalei"...rss

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  49. Gui,

    quando eu me referi à magia, eu não estava sendo irônico, estava falando sério. Jesus foi um grande mago. Não, não como Paulo Coelho...

    Em sua época, haviam homens considerados "messias"(por eles próprios ou por outrem) que tinham a capacidade de curar impondo as mãos, e eram conhecidos na cultura grega como "Terapeutas" - de onde vem a designação moderna desses profissionais que já não usam magia em seu trabalho. rs

    Foi exatamente nesse contexto que eu afirmei que as igrejas neopentecostais estão tão cheias, pois lá, se dá ênfase à magia dos "terapeutas"; aliás, como também no caso de Jesus que vivia com uma grande multidão de doentes em seu encalço procurando cura. E ele os curava movido de íntima compaixão. Ele só não conseguia curar quando falta o principal ingrediente para o terapeuta trabalhar: a fé de quem espera a cura. Não foi isso que aconteceu com ele em Cafarnaum?

    O tema da magia nas religiões antigas é muito interessante, e quem sabe, o assunto não aparece futuramente por aqui.

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  50. Levi,

    Dizem que pau que nasce torto não tem jeito morre torto...rsss

    é muito difícil alguém com mais de 60 anos e que foi membro de uma igreja pentecostal durante anos anos a fio, mudar seu modo de pensar.

    Você, nobre confraterno, é uma das exceções...rssss

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  51. Levi,

    outra coisa: vai, por favor, acatar minha sugestão para escrever vários textos sobre a dualidade bode-ovelha? Vai, diz que sim, diz que sim, siiiiiiimmmmmmmm!!!! kkkkkkkk

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  52. EVANIR,

    SEJA BEM-VINDA A NOSSA MEIO e esteja a vontade para concordar ou discordar do que lhe aprouver, enriquecendo assim, os papos desta confraria. Abraços

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  53. Então afirmar que o evangelho é simples e que a bíblia é para todos é engodo? (Mariani Lima.

    A mensagem do Evangelho pode ser simples, mas ao ser anunciada essa mensagem encontra a vida em sua complexidade.

    Não é engodo, mas o engodo é achar que a mesma mensagem, vai alcançar a todos da mesma forma e a partir dai criar uma regra aúrea para todos.

    Isso seria anular justamente a singularidade da doutrina de que Deus criou o homem a sua imagem e semelhança, ora essa afirmação significa que o homem é singular assim como o é Deus, e se Deus é criador, a capacidade de Criar foi algo ao qual Deus dotou o homem.

    Quando se cria uma regra que aplica a todos, anula-se a singularidade, não se pode tratar com igualdade, pessoas singulares que são únicas na sua experiência e subjetividade.

    Sabendo disso é que Jesus não dava a mesma resposta a duas perguntas iguais. Quando perguntado sobre O que fazer para herdar a vida eterna, para um ele, mandou guardar os mandamentos para outro contou uma parabola...se a pergunta era a mesma poruqe não dar a mesma resposta?

    Ele entendia que pessoas diferentes tem cognição diferente, experiências diferentes e devbe ser tratadas de formas diferentes...

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  54. Doni, apesar da cultura de Paulo, ele tinha orgulho em dizer: " A minha palavra, e a minha pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder;" 1 Coríntios 2:4.

    Durante todo o ministério de Moisés, que era pesado de língua, apesar de toda sua cultura, não consta que ele tenha usado sua capacidade intelectual para ensinar as suas ovelhas, Ele dependia sempre de Deus e das suas orientações.

    "Todas as tradições cristãs que se mostraram relutantes, quanto ao uso da hermenêutica, que é tanto uma ciência como uma arte, descambaram para o fanatismo ou práticas totalmente descontextualizadas."

    Eu acredito Doni, que o fator responsável pelo fanatismo... é exatamente a urgência que sentem muitos líderes em responder as ânsias do espírito das ovelhas, e as suas próprias. Como estas respostas não se encontram na teologia, psicologia, etc eles irresponsavelmente se envolvem em práticas misticas. Finalmente, buscar o poder que Paulo buscou requer uma vida de solidão, jejum, a sós com Deus.

    Beijão.

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  55. Lima "Um minimo de conhecimento de sociologia vai levar a questionar sobre a epistemologia da razão,seria a razão um produto da "mente", ou efeito, da construção do corpo."

    Por favor troque em miúdo kkkkk ou efeito, da construção do corpo."
    Gracias.

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  56. Edu, eu não pensei que você estivesse ironizando, mas do Elimas considerado o "Grande Poder", para Paulo, dos magos de Faraó e suas varas, para Moisés, havia diferenças fundamentais.

    Outra coisa, Jesus atuava com a fé, ou sem a fé das pessoas . Ele não precisou da fé do homem que a 38 anos estava esperando as águas do tanque se mover; da mulher encurvada que estava no templo; do homem que tinha a mão ressequida. E até aquele que confessou sua fraqueza na fé, com certeza foi atendido.

    É certo que muitas vezes Ele elogiou a fé de pessoas e se entristeceu em Cafarnaum, embora lá também tenha feito muitos milagres. Eu entendo que Ele estava mais interessado em que as pessoas compreendessem o Sermão do Monte, do que fossem a Ele, apenas pelo pão que comeram.

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  57. Gui,

    o tema da magia nas tradições religiosas antigas(inclusive no cristianismo primitivo) é um tema bem interessante.

    Sobre as curas de Jesus, registra-se algumas vezes que ele pergunta à pessoa que queria a cura se ela acreditava na cura. Está registrado também que ele teria dito que tudo é possível ao que crê. E que se alguém cresse que uma "montanha" seria lançada ao mar, isso assim seria.

    Eu creio que Jesus poderia curar sim, independente da fé da pessoa, mas a fé do outro era sem dúvida, fundamental.

    E a fé, nada mais é do que o "poder oculto" do ocultismo e a força motriz da magia. vou ver se faço umas pesquisas e escrevo um texto sobre.

    valeu, amiguinha.

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