sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Além do bem e do mal


“E chamou Jacó o nome daquele lugar Peniel, porque dizia: Tenho visto a Deus face a face, e a minha alma foi salva” Gênesis cap. 32 vs. 30

Ambigüidade, sagacidade, habilidade de trafegar entre o sagrado e o profano são só algumas expressões que definem um dos mais polêmicos e controversos personagens da Bíblia.

Quem em sua honesta auto-avaliação, nunca teve um dia(s) de Jacó na vida?

Admirado por alguns, desprezado por outros e totalmente insignificante por aqueles que fogem de si mesmo não querendo ou não tendo a coragem de assumir um pouco que seja desse que é um rascunho bem definido de todos nós.

Um típico exemplo de como a escandalosa e indecifrável Graça de Deus pode ser projetada em personalidades nada convencionais e totalmente contraditórias as concepções elaboradas pelas cartilhas da moralidade desprovidas do sentimento de identificação com a própria natureza, equivocada quanto a imagem de si mesmo.

Só muda o endereço e o momento dos acontecimentos, mas a história alimentada por uma biografia que de inusitada passa a ser padronizada e repleta de altos e baixos, assume personalidades bem conhecidas do nosso cotidiano a começar por nós mesmos.

O que fica bem associado entre Jacó e nós, é que somos definidos e absorvidos pelas pessoas prioritariamente pelas nossas visíveis ações, ainda que o todo do contexto e do conteúdo do nosso interior seja a expressão da verdade de quem somos e de como fazemos a leitura da vida com as suas diversas dinâmicas e propostas.

Por esta razão, é que Jacó encarna bem a lição de que “o que se planta é o que se colhe”, independente da consciência ou inconsciência, boas ou más intenções com que traduzimos na prática nossas convicções.

A crise de “to be or not to be: that’s the question” se instala de vez, quando somos visitados por um insight da benevolência Divina, é aí exatamente que entramos numa luta pelas rédeas da nossa existência, que só conseguimos equilibrar quando aceitamos o fato de que A GRAÇA está além do bem e do mal.

Mesmo depois de discernir e ser discernido pela revelação de uma experiência com a DIVINDADE inerente a qualquer mero mortal, o “to be or not to be: that’s the question” continua latente e bem presente nas nossas inclinações que agora “devem satisfação” a duas realidades com potencial de nos conduzir em caminhos de plenitude e novidade e caminhos de obscuridade.

A pergunta que não cala é: E a Graça continua como habitante do meu ser? A resposta é: Sempre!

Sempre porque ela não se decifra com códigos de ética moral, sempre porque ela escandaliza até mesmo os pudores de quem se percebe impróprio e que se sente constrangido com a decisão unilateral do Criador em re-inventar uma relação com sua criatura que era irremediável pela própria consciência.

Jacó é a representação da possibilidade de pacificação da alma a nossa disposição mesmo envolvidos em sentimentos de inadequação, rejeição e menosprezo, pois é aí que reside a GRAÇA da GRAÇA, que não imputa, mas absolve, sempre nos convidando a um relacionamento que nos conduza em escolhas de paz consigo mesmo, como conseqüência da decisão de invocá-la nos sucessos e retrocessos da vida, sabedores de que é o imerecimento mesmo que nos credencia a sermos alvo das mãos estendidas do SER que é PAI.

23 comentários:

  1. Franklin


    Vamos filosofar sobre esse tema tão explorado (Bem-Mal) na filosofia, na política, no judaísmo, no cristianismo, na psicologia e em outras “gias”

    Vamos proverbiar:

    “O “MAU” do lado “BOM” é que, quanto mais se diferencia dos demais, menos possibilidade se tem. O “BOM” do lado “MAU” é que você aprende a conhecer a si mesmo experimentando.

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  2. Grande teólogo da Graça Radical, KILIM:

    Começou muito bem...A Bíblia nunca procurou disfarçar a ambiguidade dos seus heróis. Seus três grandes patriarcas tiveram momentos de pura falta de caráter(pelo menos para os nossos padrões); dissimularam, mentiram, enganaram, mas também amaram, sorriram, deram a mão, lutaram, enfim, foram humanos.

    O "Hércules" hebreu, o maior heroi do povo depois de Davi, pisou tanto na bola que suicidou-se cego e preso nas mãos dos seus inimigos. Suicidou-se, mas levou milhares consigo para o reino dos mortos.

    Ficaríamos aqui horas enumerando as falhas dos herois bíblicos. A Bíblia não nega, foram humanos, e como humanos, dependentes da Graça Radical divina.

    volto depois.
    .

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  3. Franklin, muito bem representou a raça humana na história de Jacó. Com certeza cada um de nós, nos encontramos neste Jacó que você analisa.

    Eu sempre desejei conversar sobre Jacó, também em outros termos. Jacó como vítima de um "destino" e de uma mãe manipuladora, e de pais que escolheram para si, cada um, o seu próprio afeto.

    Abraço.

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  4. “A Bíblia nunca procurou disfarçar a ambiguidade dos seus heróis” (EDU)

    Disseste tudo nessa frase, Edu

    O Cristo histórico só foi elevado à condição de “Filho de Deus”(mito cristão) ou “arquétipo da alteridade”(psicologia junguiana), por ser portador da ambigüidade ― ambivalência ― dos afetos paradoxais que caracterizam o HUMANO.

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  5. O que acredito sobre Deus é que ele é pleno, é conhecedor de todas as coisas , criador dessa raça humana cheia de defeitos, Não se assusta, não se surpreende não se afasta de nós apesar de sermos esse paradoxo "ambulante".
    Gente que é gente erra, cai e precisa dessa graça maravilhosa que eu creio assim como vc Best, é radical.
    Às vezes as pessoas na ânsia de agradar a Deus, se afastam de sua humanidade e acabam se descaracterizando, não se parecem mais com gente e com coisa nenhuma!
    Tem um texto em gênesis que diz que quando Adão se deu conta de seu pecado, ele se escondeu. A graça deve nos aproximar de Deus apesar dos nossos erros, pois nos conhecemos e reconhecemos a nossa necessidade daquele que é o único perfeito: Jesus!
    Abraços, !! Fiquem com Deus.

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  6. Franklin,

    Você disse:

    “Jacó é a representação da possibilidade de pacificação da alma a nossa disposição mesmo envolvidos em sentimentos de inadequação, rejeição e menosprezo, pois é aí que reside a GRAÇA da GRAÇA, que não imputa, mas absolve, sempre nos convidando a um relacionamento que nos conduza em escolhas de paz consigo mesmo, como conseqüência da decisão de invocá-la nos sucessos e retrocessos da vida, sabedores de que é o imerecimento mesmo que nos credencia a sermos alvo das mãos estendidas do SER que é PAI.”

    A parte final do seu texto, traz, ainda que de forma latente, uma verdade que não pode deixar de ser explorada, quando se refere a extensão da graça de Deus.

    Nós podemos estar envolvidos em sentimentos de inadequação, rejeição e menosprezo, como você diz. Mas é nessa situação que a graça se torna abundante em nós. Não nos excluindo, não imputando mais culpa, mas absolvendo-nos.

    Porém a verdade latente a qual me referi seria: A graça não COAGE, não INTIMIDA, mas convida e respeita a decisão daquele que, resoluto, mostrar-se indiferente a sua condição de necessitado.?

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  7. Olá, Franklin.

    Ótima reflexão!

    Certamente que o encontro de Jacó com o Eterno em Peniel (o rosto de Deus) representa para todos aquele lampejo de consciência capaz de impactar profundamente a nossa história de vida.

    De acordo com o "Livro Secreto de João", um dos documentos considerados heréticos pela ortodoxia cristã, quando Deus criou Eva, retirando uma das costelas de Adão, o Eterno lhe teria enviado uma "auxiliar" que seria uma epinoia (gr.) luminosa, a consciência "criativa" ou "inventiva" que sai do homem e se chama Vida (Eva). E, tal como a mulher ajuda o seu companheiro, cooperando com ele na caminhada da vida e o completando, assim também a consciência espiritual nos conduz à compreensão da Realidade Divina, ainda que percebamos Deus com limitações que, muitas das vezes, parece ter sido um encontro "face a face".

    Sem dúvidas que a manifestação dessa epinoia luminosa é cheia de graça, uma dádiva ambígua e que nos faz renascer de uma concepção virginal, dando-nos forças e permitindo que possamos compreender o nosso caminhar. E, por assim dizer, esi que a epinoia luminosa é também restauradora. Logo, o nosso despertar espiritual leva-nos a uma reciclagem ética em que podemos nos afastar do mal e nos apegar ao bem.

    Assim, uma das coisas mais belas na história de Jacó é que o patriarca iniciou a sua vida como um homem errante, fugitivo do irmão Esaú após ter-lhe roubado a bênção e que, ao retornar para a Terra da Promessa, ressignifica a sua existência tornando-se o Israel a partir de sua experimentação do Santíssimo. Eis aí uma ótima imagem para a Teshuvá (hebr.), o retorno ao caminho certo através do arrependimento.

    Sem dúvida que somos todos como Jacó e/ou temos o nosso lado errante. E, nas nossas fugas e voltas, esta graça nos acompanha, mesmo antes do despertar consciencial quando, a exemplo da mulher samaritana no "poço de Jacó" (João 4), descobrimos o relacionamento com o Divino na fonte de água para a vida eterna que jorra do nosso interior.

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  8. Guiomar,

    Não me parece que Jacó tenha sido "vítima de um 'destino'". E eu nem falaria também em pré-ciência divina acerca dos acontecimentos.

    Acontece que as narrativas da Torá e, em geral, das Escrituras hebraicas, os nomes de seus personagens e dos lugares vão se entrelaçando para transmitir um significado espiritual mais profundo. E daí a importância de conhecermos um pouco mais sobre a língua original do texto bíblico, mesmo que não venhamos a falar e escrever no outro idioma.

    Assim, considerando o Jacó de Gênesis mais como um ser arquetípico do que como um personagem histórico (não estou negando que os isrealitas possam ter tido um ancestral chamado Jacó), eu diria que nós nos tornamos mais o resultado das nossas próprias escolhas. Os condicionamentos externos, bem como as relações familiares com pai e mãe, vão nos influenciar na idade adulta na medida em que permitimos. E, inegavelmente, parece que fazemos isto por causa do estado de nossa consciência. Contudo, depois da experiência de Peniel, Jacó muda a sua maneira de lidar com a vida. Ele se reconcilia com Esaú e passa a lidar com ele evitando novos conflitos. Humilha-se e depois, sabiamente, procura dosar a sua convivência.

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  9. Podemos de fato, ler as narrativas bíblicas de vários ângulos.

    RODRIGO disse muito acertadamente que

    "Acontece que as narrativas da Torá e, em geral, das Escrituras hebraicas, os nomes de seus personagens e dos lugares vão se entrelaçando para transmitir um significado espiritual mais profundo."

    RODRIGO,

    são essas narrativas simbólicas que mais me fascinam na Bíblia. Jacó não é um personagem histórico, mas é um símbolo, um arquétipico.

    O autor quer contar a história de dois povos, um mais forte (Esaú) e o mais fraco (Jacó), porém o mais novo e mais fraco prevaleceria.


    Vejam a narrativa da "Briga dos gêmeos" na barriga de Rebeca. Diz gênesis que "As crianças se agrediam dentro do seio materno" (Gn 25.22) O termo hebraico para "agredir" é RATSÁTS que significa "despedaçar", "estraçalhar". Era uma BRIGA FEIA no ventre materno.

    Curiosamente, Rebeca sabia da briga e pergunta a Javé por que isso estava acontecendo, e Javé lhe diz que aquilo seria só o começo...

    Assim escreveu o padre Rômulo Souza sobre essa narrativa simbólica:

    "Na hora do nascimento, nada de cortesia e cavalheirismo: ' Por favor, você primeiro'; pelo contrário. Os bebês sabiam que aquele que nascesse primeiro teria direito à melhor parte da herança paterna. Como sabiam disso eu não sei. Os símbolos não costumam dar explicações. Esaú, o mais forte, leva vantagem e passa na frente. Jacó não se conforma. Agarra o irmão pelo calcanhar, tentando puxá-lo para trás. Tudo em vão. Esaú nasceu na frente. Jacó rangeu os dentes, que ainda não tinha, e jurou com seus botões, que também não tinha: "Deixa estar, eu te pego lá fora". Rebeca de qualquer forma ficou sabendo dessa briga, porque deu ao filho o nome de JACÓ(IA'AQOB) que significa "CALCANHAR"..."

    Brilhante a narrativa do padre Souza; que mãe daria ao filho o nome de "CALCANHAR"?

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  10. Ainda sobre o que Rodrigo brilhantemente escreveu:

    “Jacó não é um personagem histórico, mas é um símbolo, um arquétipo” :

    O que a história de Jacó tem de essencial para mim, no estágio atual?

    É o de revelar um pouco de minha psique, um pouco do material de que sou forjado.

    A essência e a mensagem são as mesmas de outros heróis bíblicos: o que muda é só o cenário, a representação.

    Como disse um(a) psicanalista, que não lembro o seu nome agora:

    “A Bíblia representa um tesouro para a humanidade. Sua leitura não esta determinada pela preocupação teológica ou dogmática, mas psicológica e simbólica”.

    Marc Girard em seu livro “Os símbolos da Bíblia” ― Editora Paulus (página 26) diz algo interessantíssimo:

    “Originalmente “SYMBOLON”, designava qualquer objeto partido em dois pedaços para uma finalidade precisa: entregue aos parceiros de um contrato, os pedaços permitiam aos dois portadores ou aos seus descendentes o eventual reconhecimento mútuo. A unificação das duas partes nestes casos não se dá por redução à unidade, nem mesmo por fusão, mas por um processo de ajustamento. O SÍMBOLO separa e une, comportando as duas idéias de separação e de reunião. Aqui se vêem uma dualidade e uma unificação por ajustamento, sem perda da individualidade; todavia, os dois pedaços são feitos PARA ESTAR JUNTOS. O sentido do símbolo se manifesta simultaneamente em rompimento e união de suas partes separadas”

    Ao nos debruçar sobre a história de Abraão, Isaque e Jacó, com seus filhos não há como deixar de contemplar elementos ou facetas de nossa própria história.
    Não há como deixar de perceber que a história de Jacó tem conteúdos que habitam a “sala de estar”ou o porão de nossa mais profunda psique, onde se escondem “desejos inconfessáveis e crimes não ditos”.

    Disse Jung, certa vez:

    “Precisamos entender a Bíblia ou não entenderemos Psicologia. Nossa psicologia, nossas vidas, nossa linguagem e imagens foram construídas sobre a Bíblia”

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  11. Rodrigão, creio que nem sempre atingimos a idade adulta no tempo certo.
    Ao que me parece naquela cultura, como em outras, os pais tinham um domínio muito grande sobre os filhos. veja que depois de adultos os pais lhes escolhiam até o cônjuge. E quando eles o faziam por sua própria conta, desgostavam profundamente seus pais.

    Eu disse destino entre aspas, porque não creio em destino. No entanto, percebo que muitos dos profetas nasceram, já com um caminho traçado por Deus. E Jacó foi um deles.
    Veja como ele relutou com a mãe para não enganar o pai, seja por medo... Afinal, quem rejeitaria a benção do pai as vésperas da morte? Depois, forçado pelas circunstância ele foge.
    De Labão, ouço sempre que Jacó o enganou, mas quem não pagava o salário de Jacó, apesar de haver enriquecido através do seu serviço? Quem enganou a ele colocando a noiva errada nos seus aposentos?

    Não pretendo aqui, defender Jacó, mas gostaria de saber se realmente as suas falcatruas, foram intencionais ou um modo frágil de defesa?

    Beijo.

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  12. Gui,

    não queira de fato, santificar a jacó, pois senão, perderemos o poder simbólico de sua vida tão rica entre acertos e erros, entre virtudes e desventuras.

    Levi disse muito bem, em jacó, todos nós existimos e nos movemos; nos personagens bíblicos todos nós estamos representados.

    LEVI,

    só discordaria que não deve haver uma determinação teológica na Bíblia; aliás, toda a biblia se move a partir da religião, mas está claro para mim, que a origem de tudo está no nível psicológico que se manifesta através do simbólico.

    É certo que "religioso" não é o melhor termo para designar os personagens bíblicos, já que eles viveram num "mundo encantado" cujo o sagrado penetrava em todas as áreas da vida e da comunidade.

    Mas a teologia perde muito ao desprezar o simbólico na bíblica; na verdade, toda teologia deve ser antes de tudo, simbólica; essas duas partes que se separaram mas que podem de novo, se ajustar.

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  13. GUI,

    outra coisa, procure ler a história de Jacó sem o viés evangélico da "direção divina ou de um plano divino" e você descobrirá muitas coisas interessantes.

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  14. Edu, meu primeiro comentário para o Franklin foi: "Franklin, muito bem representou a raça humana na história de Jacó. Com certeza cada um de nós, nos encontramos neste Jacó que você analisa.

    Portanto, fica claro que eu não estou querendo torná-lo um "Deus", porque santo também tem suas ambiguidades e como as tem...


    Eu já analisei a história de Jacó das duas formas. Só não entendo porque não perceberam qual a terceira forma que quero analisar.

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  15. Pessoal,

    Coincidência ou não este artigo postado pelo Franklin veio de encontro à porção semanal da Torá Vaishlah, em estudo no momento pela comunidade judaica de todo o mundo.

    Hoje, no grupo que sigo no Facebook, chamado "Zohar por uma causa", encontrei uma mensagem interessante focada não em Jacó, mas no seu irmão Esaú:


    "A parashá Vayishlach nos trás o "ódio" entre irmãos. Trata da história do ódio que existia entre Esaú e Yacoov até o enfrentamento deste com o anjo Esav quando, ao vencer o combate, Yacoov se eleva de nível e passa a ser nomeado de Israel.

    Temos então a oportunidade de nos conectarmos com outra energia que se evidencia nessa passagem: a misericórdia. Esaú se desapega do mal que ressentia e, por amor, perdoa Yacoov.

    O amor transformou Esaú.

    Essa parashá nos convida a nos conectarmos com a sabedoria da PACIÊNCIA. Nossa tendência é sacrificar as bençãos vindouras pela satisfação imediata. A impaciência é uma poderosa reatividade que contamina com negatividade todos os nossos esforços.

    Hoje vamos escanear o ZOHAR POR UMA CAUSA, nutrir o mundo de paciência e misericórdia!!"

    (extraído de http://www.facebook.com/groups/127850620638762/188213281269162/?ref=notif&notif_t=like#!/pages/Zohar-para-uma-causa/205561879512264)

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  16. Gui,

    É claro que você pode desenvolver o seu viés em relação a Jacó, não estou te negando isso, amiga. Mas não há uma certa contradição no que você disse:

    "Eu disse destino entre aspas, porque não creio em destino. No entanto, percebo que muitos dos profetas nasceram, já com um caminho traçado por Deus.

    Afinal de contas, Deus traçar um caminho de antemão para alguém não é o mesmo que selar o destino de tal pessoa?

    Ou você entende que Deus pode traçar um caminho e a pessoa rejeitar caminhar com ele, frustando assim a Deus?

    Ou Deus, soberanamente, de uma forma ou de outra, faz com que a vontade da pessoa seja a sua?

    E aí, essas perguntas cabem bem nesse viés teológico, não?

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  17. EDU

    Manda o convite para esse meu outro e-mail: luzabronzeado@bol.com.br , para ver se pega (rsrs)

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  18. Bom dia gente boa da confraria!

    Obrigado pelos comentários e o tema que está sendo desenvolvido e debatido por vcs.

    Ando ausente por conta da correria nossa de cada dia mas estou satisfeito com o que tenho lido.

    Um ABRAÇÃO a todos e mais uma vez obrigado por vossa participação!

    OBS. Minhas réplicas deixo a cargo do meu mentor o Nobre Herege Mor Edu M. de Jesus (vulgo chapéuzinho azul) que me representa com toda maestria típica de um candidato a fogueira das insanidades heréticas! rsrsrs

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  19. Edu, eu creio que eu posso sim, dizer não ao que Deus havia planejado para minha vida e Ele respeita a minha decisão; sem frustrações, mas triste, porque sabe o que é melhor para nossas vidas.
    Sei também que Ele pode efetuar em nós o querer, só que Ele não o faz sem que você saiba que é Ele que está agindo, ou Ele seria um manipulador e tanto. Já tive as duas experiências.

    Quanto a destino, percebo que as pessoas que acreditam nele, entendem os encadeamentos de fatos em suas vidas como irrevogáveis. Sejam favoráveis ou adversos. Sempre, obra do destino.

    Lamento Edu, que sempre que se fala de Jacó, se fala com o mesmo viés. Eu gostaria de considerar o outro lado da moeda.
    Um beijo amigão.

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  20. Gui,

    de fato esse tipo de questionamento eu não gosto mais de discutir pois é tudo questão de fé. Existem os paradoxos, e eles não são resolvidos a não ser pela fé e pela experiência de cada um.

    De minha parte, acho improvável Deus agir da forma que você crê, mas não tenho como e nem por quê, dizer que sua experiência não é verdadeira. Pelo menos para você.

    valeu.

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  21. Levi,

    mandei para o e-mail que você indicou.

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  22. OK

    Meu nome, enfim, foi escrito no rol dos "hereges" amigos do Nobre Herege Mor Edu M. de Jesus ― como disse o Franklin

    Agora, é só aguardar a vez de publicar alguma heresia que o espírito porventura venha me revelar (rsrs)

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  23. Franklin, muito bem explanado! Gostei do texto e como somos parceiros vou postar lá no nosso mundo viiu?? Talvez amanhã

    Parabéns,

    Anja
    (Há... a imagem tb é perfeita!)

    http://omundodaanja.blogspot.com

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