“Domingo voto na democracia para continuar votando”



Uma reflexão de Carlos Bregantim sobre memória, liberdade de consciência e compromisso democrático.

 

Na véspera do segundo turno das eleições presidenciais, compartilho uma reflexão de Carlos Bregantim sobre o significado do voto, a importância da democracia e a responsabilidade de cada cidadão na escolha de seus representantes.

Partindo de sua experiência pessoal, desde o primeiro voto em 1974, ainda durante a ditadura militar, o autor reafirma seu compromisso com o Estado Democrático de Direito, a liberdade de consciência, a laicidade do Estado e a justiça social. Seu testemunho nos convida a compreender que votar não é apenas escolher governantes, mas também exercer e preservar um direito conquistado pela sociedade brasileira.


DOMINGO VOTO NA DEMOCRACIA PARA CONTINUAR VOTANDO


Voto desde 1974 e lembro bem em quem votei há mais de 50 anos, vivendo o regime militar que, oro e luto pra que nunca mais se repita e já, no meu primeiro voto, votei contra o regime ditatorial, representado à época pela ARENA, portanto, votei no MDB, que representava as forças contrarias ao regime.


Sempre votei em quem eu quis votar, embora, à época no regime militar, havia uma pressão autoritária no ar e no ambiente religioso fundamentalista no qual vivi até os meus 26 anos.


Sempre soube em quem votar e sei em quem quis e quero votar em 2026.


A escolha é minha, tenho um lado, sempre tive e nunca estive em duvida sobre isso.


Assim votei, assim vou votar mais uma vez, por escolha consciente, sem me deixar influenciar por ninguém e assim votarei sempre.


Hoje, sou um 70+, portanto, tenho a prerrogativa de não votar, mas, jamais abrirei mão deste direito que foi conquistado.


Gosto desta festa democrática.


Sou pela democracia, sou pelo Estado Democrático de Direito, sou pelo Estado Laico, sou pela separação entre Igreja e Estado, até porque, penso que a Igreja deve ser a consciência do Estado e para isso, não se assenta na mesa da politica pra negociar nada, sou um democrata.


Meu voto não é religioso.


Sempre votei e voto em pessoas que entendo serem competentes para exercer seus mandatos levando em conta o principio da justiça, justiça para todas e todos.


Sempre me mantenho atento às pessoas que voto, procuro conhece-las e, quando eleitas, mais ainda.


Sempre puni aqueles e aquelas nos quais votei e, no meu entendimento, não fizeram um bom trabalho, sim, os puni NÃO lhes dando mais o meu voto.


A primeira instância para punir um politico é na urna, no voto, digo, NÃO votando neles.


Há em quem votei e continuo votando, há em quem votei e jamais votarei novamente.


Estabeleci meus próprios critérios para escolher em quem voto ou não voto.


Sim, sempre voto na expectativa que aqueles e aquelas em quem votei, vençam e exerçam seus mandatos com justiça.


Como democrata, sempre aceitei os resultados das urnas e sempre me mantive junto das iniciativas sociais que buscam interferir nas politicas publicas que beneficiam, sobretudo, os pobres.


Estou ansioso pra votar mais uma vez e, tomara, vença aquele que deseja um País justo para todas e todos.


Assim penso, assim voto, assim votei, assim votarei sempre.


Falo por mim e me responsabilizo por minhas escolhas e decisões.


Carlos Bregantim

Discípulo de Jesus de Nazaré

Comentários