quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Tropa de Elite Gospel


Bem, prá dar uma relaxada enquanto aguardamos um novo texto reflexivo aparecer, um vídeo da Tropa de Elite Gospel. Os cara mandaram muito bem....heeeeeee




quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Panteísmo versus Panenteísmo





Panteísmo versus Panenteísmo

Leonardo Boff  teólogo/filósofo

Uma visão cosmológica radical e coerente afirma que o sujeito último de tudo o que ocorre é o próprio universo. É ele que faz emergir os seres, as complexidades, a biodiversidade, a consciência e os conteúdos desta consciência pois somos parte dele. Assim, antes de estar em nossa cabeça como ideia, a realidade de Deus estava no próprio universo. Porque estava lá, pôde irromper em nós. A partir desta compreensão, se entende a imanência de Deus no universo. Deus vem misturado com todos os processos, sem perder-se dentro deles.  Antes, orienta a seta do tempo para a emergência de ordens cada vez mais complexas, dinâmicas (portanto, que se distanciam do equilíbrio para buscar novas adaptações) e carregadas de propósito. Deus comparece, na linguagem das tradições transculturais, como o Espírito criador e ordenador de tudo o que existe. Ela vem misturado com ascoisas. Participa de seus desdobramentos, sofre com as extinções em massa, sente-se crucificado nos empobrecidos, rejubila-se com os avanços rumo a diversidades mais convergentes e interrelacionadas, apontando para um pontoOmega  terminal.

Deus está presente no cosmos e o cosmos está presente em Deus. A teologia antiga expressava esta mútua interpenetração pelo conceito "pericórese", aplicada às relações entre Deus e a criação e depois entre as divinas Pessoas da Trindade. A teologia moderna cunhou outra expressão, o "panenteísmo" ( em grego: pan=tudo; en= em; theos=Deus). Quer dizer: Deus está em tudo e tudo está em Deus. Esta palavra foi proposta evangélico Frederick Krause (l781-1832), fascinado pelo fulgordivino do universo.

O panenteísmo deve ser distinguido claramente do panteísmo. O panteísmo (em grego: pan-tudo; theos=Deus) afirma que tudo é Deus e Deus é tudo. Sustenta que Deus e mundo são idênticos; que o mundo não é criatura de Deus mas o modo necessário de existir de Deus. O panteísmo não aceita nenhuma diferença: o céu é Deus, a Terra é Deus, a pedra é Deus e o ser humano é Deus. Esta falta de diferença leva facilmente à indiferença. Se tudo é Deus e Deus é  tudo, então é indiferente se me ocupo com uma menina estuprada num ônibus no Rio ou com ocarnaval, ou com indígenas em extinção ou com uma lei contra a homofobia.  O que é manifestamente um erro, pois diferenças existem e persistem.

Tudo não é Deus. As coisas são o que são: coisas. No entanto, Deus está nas coisas e  as coisas estão em Deus, por causa de seu ato criador. A criatura sempre depende de Deus e sem Ele voltaria ao nada de onde foi tirada. Deus e mundo  são diferentes. Mas não estão separados ou fechados. Estão abertos um ao outro. Se são diferentes, é para possibilitar o encontro e a mútua comunhão.   Por causa dela superam-se as categorias de procedência grega que se contrapunham: transcendência e imanência. Imanência é este mundo aqui. Transcendência é omundo que está para além deste.  O Cristianismo por causa da encarnação de Deus, criou uma categoria nova: a transparência. Ela é a presença da transcendência (Deus) dentro da imanência(mundo). Quando isso ocorre, Deus e mundo se fazem mutuamente transparentes. Como dizia Jesus: “quem vê a mim, vê o Pai”. Teilhard de Chardin viveu uma comovente espiritualidade da transparência. Dizia:"O grande mistério do Cristianismo não é a aparição, mas a transparência de Deus no universo. Não somente o raio que aflora, mas o raio que penetra. Não a Epi-fania mas a Dia-fania”(Le milieu divin, 162).

O universo em cosmogênese nos convida a vivenciarmos aexperiência que subjaz ao panenteísmo: em cada mínima manifestação de ser, em cada movimento, em cada expressão de vida estamos às voltas com a presença e a ação de Deus. Abraçando o mundo, estamos abraçando Deus. As pessoas sensíveis ao Sagrado e ao Mistério tiram Deus de seu anonimato e dão-lhe um nome. Celebram-no com hinos, cânticos e ritos mediante os quais expressam sua experiência de Deus. Testemunham o que Paulo disse aos gregos de Atenas:”Em Deus vivemos, nos movemos e existimos”(17, 28).

fonte Jornal do Brasil

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Criação? Seleção Natural? Seleção Artificial. Parte 1




Por Provocador

No princípio tudo era trevas, e sentado em sua poltrona branca um ser absurdamente poderoso imaginava uma maneira de criar um mundo. Um poeta daquelas surrealistas que não se deixava prender por ideias racionais, tudo era possível, desde que se permitissem imaginar o inimaginável. Assim era ele. Só sabia de uma coisa: “Tudo deveria culminar num ser que pensasse sua existência. Mas como?

Diante de uma panela ele elaborou em escala reduzida, seu projeto. Chamaria aquela maquete de “Caldo Primordial”. Lançaria ali uma semente, e desta única, pequena e frágil semente um dia surgiria sua obra prima. Tudo se daria por meio de uma luta feroz, uma batalha épica onde apenas os mais fortes sobreviveriam, e quanto mais acirrada fosse a luta entre as espécies originadas a partir do caldo primordial, mais rápida seria a evolução de novas espécies. E nesse contexto sobreviveriam apenas os que melhor se adaptassem. Todos os outros pereceriam. Mas ainda assim demoraria... e como demoraria.

Estava resolvido! Diante da panela onde já continha o caldo o ser poderoso colocou todos os tipos de sais de amônia e de fósforo, luz, calor, eletricidade etc.. Dentro desta panela ocorreria uma reação química  que daria origem a uma proteína que, por sua vez, seria capaz de sofre alterações mais complexas. Ou seja: Uma matéria inorgânica, passaria a ser orgânica, se aplicasse ali o fator tempo. E tempo, acreditem, era o que o ser mais tinha. Eu já disse que o ser em questão era eterno? Agora só faltava lançar o “líquido” no planetinha que ainda não era azul...mas ficaria, dentro de dois ou três bilhões de anos.

Todos os seres deste pequeno planeta, pensava ele, seriam compostos das mesmas substâncias. Seriam a partir de determinado momento, seres com vida, e vida para mim nada mais é do que uma “coisa” que consegue se alimentar do meio em que está (chamarei de metabolismo), e também precisa ter a capacidade de se reproduzir de forma autônoma, ou seja, sem a minha interferência.

Então vejamos: Já tenho o caldo, e os ácidos necessários, só falta o toque final, o sistema solar. O Planetinha de que falei ainda a pouco, por enquanto está muito quente, não passa de uma massa em formato quase esférico e incandescente, vou esperar que ele esfrie e forme uma crosta, e pelos meus cálculos vai demorar aproximadamente três bilhões de anos, tudo bem, estou sem um pingo de pressa. Mas um detalhe importante eu não posso esquecer: Não pode ter oxigênio no planeta. O oxigênio livre só poderá aparecer depois que alguns dos seres saiam do caldo e comecem a realizar um processo que, por enquanto darei o nome de “fotossíntese”. Segundo consta em minhas anotações, o oxigênio é muito reativo, e se quero dar origem a uma primeira molécula menos complexa, preciso esperar que ela se torne mais complexa para que não seja destruída antes de formar.

Outro detalhe importante: Se não pode haver oxigênio, também não existirá aquela camada protetora, deixe-me ver... chamarei de camada de ozônio,  e justamente a radiação que chegará até o planetinha, vinda daquela estrela que deixei próxima dele (Sol), é que acionará o gatilho para o surgimento da primeira molécula, fácil assim. Deixe-me anotar para não esquecer: “Tópico  5 do manual da criação. Radiação cósmica será a única energia capaz de fazer as diferentes substâncias químicas da Terra se combinarem para formar uma “macromolécula”.

Então vou recapitular: Dentro do Caldo Primordial que eu criei, e mantive aquecido, em determinado momento uma macromolécula extremamente complexa, que terá a “estranha” capacidade de se reproduzir sozinha, dará início à “Longa Evolução” (chamarei assim). Este será o primeiro material genético, a primeira molécula de DNA, a primeira célula viva. Ela vai se subdividir, mas desde o começo ocorrerão mutações. Muito tempo depois os organismos monocelulares se combinarão para formar organismos pluricelulares. Logo depois ocorrerá a fotossíntese nas plantas, (Não liguem, já estou dando nome às coisas mesmo. Depois, de alguma forma, e totalmente por acaso, os seres que eu dei origem, darão esses mesmos nomes às coisas) e em seguida o planetinha ganhará uma atmosfera que conterá, agora sim, o oxigênio, pois o oxigênio será o responsável pelo surgimento dos animais que respirarão o ar, (gostei disso...respirarão o ar. Soa tão místico, não é? rsss) e também esta atmosfera terá sua função, que será proteger o planeta dos raios radioativos do Sol, que nesse contexto,não serão benéficos.

A mesma centelha que um dia foi tão importante para o surgimento da primeira célula, também será nociva para todas as formas de vida. Muuuuito legal esta parte! Tudo ocorrerá como o planejado por mim. Mas em momento algum eu interferirei nesse processo. Creio eu que, de tão absurdamente bem bolado este meu invento, eles demorarão quatro bilhões de anos para terem uma pequena noção das dimensões de meu poder. Alguns atribuirão a mim, logo de cara, tudo o que existe. Não estarão errados, mas estarão milhões de anos longe de estarem completamente certos. Não deixarei vestígios, não deixarei pistas. Permitirei que eles adquiram uma mente fantasticamente sagaz, estupidamente inteligente, mas mesmo o “homem” mais inteligente, não difere do cupim mais inteligente, se comparado a mim, eu serei o mistério que os rondará por centenas de milhares de anos. Eu serei a criatura criadora de tudo e de todos, mas não do jeito que eles imaginam.

Muitos se levantarão (Serão chamados ateus) contra o nome que invariavelmente me darão (Deus), mas de qualquer forma, quando o mais sábio de todos perceber que a vida humana, que a origem das espécies se deu por meio de uma batalha pela sobrevivência, e que o mais forte permaneceu, terá que ser honesto o suficiente para reconhecer que alguém precisaria ter dado inicio a tudo. Alguns refletirão a chegarão a seguinte conclusão:

"De que vale o eterno criar, se a criação em nada terminar? Se perderão num imenso nada e, mesmo depois de ficarem famosos por suas teorias, cairão num mar de esquecimento, pois entenderão que não passam de “produtos de suas épocas”, saberão que não são eternos como eu."

Ass. Deus

Edson Moura.

Uma analogia à teoria darwiniana sobre a origem das espécies.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Deus e a homossexualidade (by Anja Arcanja)


Tema que tem sido muito debatido nos dias atuais, tendo como força motriz, a luta dos homossexuais em terem seus direitos civis reconhecidos, o que despertou a ira dos evangélicos de modo geral, ainda mais com o surgimento de igrejas inclusivas, o que para os mais conservadores, não é apenas heresia baseada na eisegese feita pelos teólogos e líderes das igrejas inclusivas, mas uma ofensa não somente a igreja, mas ao próprio Deus.

Mas será mesmo que Deus condena a homossexualidade? Se a resposta for sim, com base em que pode-se afirmar que deus condena a homossexualidade? Será mesmo que textos como o de Levítico 18:22 e Levítico 20:13, Romanos 1: 26-27, 1 Coríntios 6: 9-11, 1 Timóteo 1: 9-11 falam especificamente de homossexualidade? Por ser homossexual, a pessoa então não tem direito a espiritualidade? E ter uma comunhão íntima com deus?

Mesmo se fosse antinatural e uma doença (o que não é) o homossexual deve ser proibido de frequentar uma congregação para alimentar seu espírito e comungar da fé cristã com os seus irmãos de fé? Como poderei eu excluir do seio da igreja, meu semelhante baseado num livro escrito e por muitos manipulado, antes de chegar as nossas mãos como o conhecemos hoje? Não teria ocorrido graves erros de interpretação e consequentemente, de tradução nos textos em que hoje, os adeptos da teologia conservadora usam para condenar seu semelhante, tolhendo-lhes o direito a uma comunhão e espiritualidade?

Quero mostrar com este ensaio (uma edição de um debate que tive com o confrade João Cirilo e seria bom tê-lo por aqui) que sim, existem graves erros de interpretação e tradução e que por puro preconceito, permanecem ainda de pé e penso eu que, apesar das conquistas já alcançadas pela comunidade homossexual, tais conceitos errôneos inseridos na bíblia, permanecerão firmes por longos anos, o que é lamentável.

Quero deixar claro que, eu não adoto a teologia ortodoxa e muito menos inclusiva (não que a inclusiva seja mentirosa ou equivocada, pois se formos falar de equívoco, mais equivocados e mentirosos são os cristãos conservadores que, sob o manto do amor travestido que “ama o pecador, mas odeia o pecado”, defendem as piores barbaridades, insurgem-se contra outros humanos, seus semelhantes e contra seus direitos e alimentam o preconceito e a discriminação), pois o cristianismo tem no seu DNA uma questão de escolha e divisão entre bem e mal, ímpio e justo, salvo e não salvo, abençoado e amaldiçoado – e sempre se escolhe alguém para estar no segundo grupo, “do outro lado”, em cima dos mais variados pretextos generalizantes e injustos; um deus assim, pra mim não serve, pois não desejo comungar com um deus que conspire contra a liberdade do ser humano. Este é meu pensar e agir, mas de forma alguma posso querer enfiar goela abaixo dos que creem em Deus com singeleza de coração, minha descrença. Antes, escrevo para os que querem comungar com este deus, seja homossexual, seja hétero e, que tem em seu íntimo, o desejo de entender melhor o que está escrito e, como visto na parábola do bom samaritano, identificar de fato, quem é nosso próximo real.

As palavras em hebraico que frequentemente são traduzidos por homem e sodomita é qadesh e  abominação (que subtende-se como sendo algo intrinsecamente mal) em Levítico 18:22 e Levítico 20:13 é toevah. Vamos ver os significados destas palavras:

Qadesh = separado (uma taça, um vestido, o sacerdote) e também PROSTITUTO MASCULINO DE TEMPLO ou TEMPLO DE PROSTITUIÇÃO MASCULINA, dependendo do contexto em que era usada.

Toevah = ritual não limpo

Mas então qual a palavra hebraica que no sentido literal significa homem? (rsrs) é iysh e nada tem haver com o original escrito em hebraico! Se o autor (ou melhor, o escritor, entendam como quiserem) quisesse fazer referencia a simplesmente HOMOSSEXUALIDADE não usaria a palavra iysh, que tão somente significa homem, ou macho?

Ressalto ainda que a palavra qadeshaw, que é traduzida por meretriz, ou prostituta, na verdade significa: templo de prostituição feminina, ou prostituta feminina de templo, ou seja, ambos eram TOEVAH (ritual impuro, ou não limpo).

Para exemplificar, usarei o verso 17 do cap 23 do livro de Deuteronômio:

"Não haverá prostituta dentre as filhas de Israel; nem haverá sodomita dentre os filhos de Israel." que ficaria assim "Não haverá qadeshaw dentre as filhas de Israel; nem haverá qadesh dentre os filhos de Israel." (citei este, mas ressalto que em todas as passagens é usado os termos em hebraico que citei, e em nenhuma delas usa-se a palavra iysh, que literalmente significa homem ou macho)

Como então poderemos ainda dizer que tratasse de homossexualidade no sentido geral que frequentemente é usado?

E quanto a palavra Toevah que é traduzida por abominação? E vemos que se trata de RITUAL NÃO LIMPO? Vejamos um exemplo para melhor entendermos:

Porco é toevah, a mulher no período menstrual é toevah. Ter uma ejaculação durante o sono é toevah. Participar da religião sexual pagã de Canaã era toevah. Estas proibições eram indicadas para fazer Israel destacar-se dos vizinhos cananeus. A única coisa que esses escritores sabiam a respeito da homossexualidade era que ela era usada em ritual pagão. Por isso indicado também como toevah. O texto não está falando de relacionamentos homoafetivos, mas de postura homossexual num ritual não aceito no meio judeu. Portanto, nós não podemos escolher e pegar uma toevah para associá-la ao pecado. Ou nós decidimos por todas toevahs ou por nenhuma!

Já no novo testamento escrito em grego (referindo-me as passagens que se encontram em Romanos 1: 26-27, 1° Coríntios 6: 9-11, 1° Timóteo 1: 9-11), encontramos as palavras malakoi que significa literalmente sem força moral, mole, macio, e arsenokoites ou arsenokoitai que somente aparece em escritos de Paulo e possivelmente ele a tenha criado e é uma palavra composta de arseno referindo a macho e koitai que era uma gíria para sexo, equivalente a uma das nossas palavras mais sujas e baixas. Alguns especularam que Paulo usa esse termo para referir-se aos clientes de prostitutos. Isso pode parecer estranho para nossa mente do século 21, mas devemos lembrar que no primeiro século, ambos, pagãos e judeus condenavam o prostituto, mas não condenava o cliente. (rsrs) Assim, ele pode ter sido expandido para a perspectiva moral dessa época. Outros especialistas, afirmam que o arsenokoitai refere-se o parceiro ativo, o homem mais velho, na relação da pederastia, e que malakoi o passivo, o garoto que se submetia ao papel feminino, desta forma os dois termos estariam relacionados, como também alguns defendem, se tratar apenas ao caso de prostituição cultual, mas, há um consenso que o termo seria melhor aplicado à LUXÚRIA, e isso atingiria bem o objetivo da carta de Paulo ao condenar o "viver à moda de Corinto".

E então? Deus condena a homossexualidade? Ou apenas considera como sendo toevah assim como tantas outras toevahs e porque ainda somente a homossexualidade é não somente considerada toevah (sem sequer saberem o significado literal de tal palavra), como é proibida no seio da igreja e as outras toevah’s não? Não se mostra aí um preconceito retrógrado e machista que afeta inclusive mulheres que, se mostram tendo aversão a homossexuais?

Porque tamanho equivoco na interpretação e tradução dos textos e vou além: deturpações e embustes tendenciosos, muitas a mando do sumo-pontífice!  

Não se pode negar que a teologia inclusiva foi um alento para pessoas que, queriam servir (ou seguir) a deus, mas, por serem homossexuais e não tendo como mudar sua orientação sexual, eram excluídas (ou excomungadas) do seio da igreja, afastadas do convívio com a família, com os irmãos na fé e até de deus (e porque não dizer que deus os desprezava sendo ele o grande e único culpado de suas condições como homossexuais?).

Mas será que a teologia inclusiva tapou e selou mesmo esta lacuna? A meu ver não, pois, ainda tendo a bíblia como “regra de conduta e base de fé”, estarei sendo separatista, pois, mesmo sabendo que deus vê como toevah (abominação) a prostituição cultual, e não a relação homoerótica (???) em si, ainda separa dois grupos distintos: OS SALVOS E OS NÃO-SALVOS, eleitos e preteridos. No fim, isso é dizer, como sempre disse o cristianismo mais ferrenho, que uns são melhores que os outros, mesmo entre homossexuais. É “melhor” ser gay casado e “sério” do que garoto de programa ou prostituta, independentemente de ser ele ou ela hétero ou gay, sagrado (a) ou não. Também é “melhor” ser adepto da hebefilia do que um sacerdote de outra religião.

Será esta a libertação que queremos (lgbttts)? A liberdade de escolher entre “salvos” e “não salvos”, entre “melhores” e “piores”, entre “abençoados” e “condenados”? Levar para o céu os gays e héteros casados e condenar ao inferno os (as) prostitutos (as), quer seja tão-somente por venderem o corpo, quer seja por servirem a outros credos?

Não! Para mim isto não é liberdade e por fazer estas reflexões é que hoje, estou afastada da igreja, seja ela adepta da TI, seja ela conservadora e não mais consigo crer em deus. Pois como bem pontuou-me meu amigo e articulista em meu blog, João Marinho, tomo emprestado as palavras dele e faço-as minhas: 

Eu não me contento com uma liberdade pela metade, com um respeito pela metade, com uma aceitação pela metade. Isso não confere com o que acredito ser o papel da divindade.

No entanto, me mantenho alegremente afastado dela, a Bíblia, porque não acho que é suficiente para minha felicidade uma coisa ou uma pessoa ser “mais ou menos homofóbica” e ser “mais ou menos homofílica”, aceitar “mais ou menos”, respeitar “mais ou menos”.

Não é, afinal, a própria Bíblia que diz, no Apocalipse, que, por ser morna, a Igreja de Laodiceia seria “vomitada” (“Oxalá fosses frio ou quente”)? No que tange à Bíblia, prefiro ser, então, um iceberg... 

Anja Arcanja

_______________________________________________

Para os que quiserem ler o debate original, (sem edição e cortes rsrs) cm a participação do confrade João Cirilo defendendo a ortodoxia em meu blog, click: Deus e a homossexualidade - debate Anja Arcanja versus João Cirilo



Leitura Recomendada:

Christianity, Social Tolerance, and Homosexuality - de John Boswell
Good News for Modern Gays - do Rev. Sylvia Pennington
Sex Positive - de Larry J. Uhrig
Homosexuality and Religion - editado por Richard Hasbany PhD
Living in Sin? - do Bispo John Shelby Spong
What the Bible Really Says About Homosexuality - de Daniel Helminiak
Openly Gay Openly Christian - do Rev. Samuel Kader

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Comentário a respeito da tal “unção apostólica” (Mais um troll gospel)



O que é unção?

Nos tempos da Antiga Aliança, reis, profetas, sacerdotes e coisas (colunas, objetos, etc.) eram ungidos (Gn 31.13; Êx 30.26-30; 40.15; 1 Sm 10.1; 1 Rs 19.16; Sl 133). A unção simbolizava consagração de pessoas ou coisas ao Deus. Mas, no Novo Testamento, Jesus afirmou, após ter lido um trecho de Isaías (61.1-2), que a profecia quanto à unção do Espírito sobre a sua vida tinha se cumprido (Lc 4.18-21). Deus o ungira, no plano espiritual, e isso em si já era o bastante para o cumprimento de sua missão na Terra (At 10.38).

Por conseguinte, vejamos uma variante deste termo: UNGIDO O adjetivo “Ungido” aparece em nossas Bíblias uma única vez (At 4.26). No grego esse adjetivo é “christós”, ou seja, Cristo. Sim! Cristo significa Ungido! E a palavra “Cristo” aparece na Bíblia 532 vezes! Todas se referindo ao Salvador.

Somente uma única vez a palavra unção é usada para se referir a “crentes”: II Coríntios 1:21

21 - Mas o que nos confirma convosco em Cristo, e o que nos ungiu, é Deus,

Esta pequena definição serviu de guia para entrar no assunto propriamente dito: “A unção apostólica” O que dizer disto? É bíblico? E as outras unções? Afinal hoje há tantas (emo)unções que poxa! Até nos perdemos em meio a tanta apostasia.

Na realidade o que acontece hoje nas igrejas é uma necessidade de ser diferente, especial, ser mais que pastor, mais que o outro; mais e melhor sempre. Ser um crente de “primeira grandeza” um “ungido”! Fazer separação entre ungidos e não ungidos.   O estranho é que Cristo (o Ungido), veio nos ensinar a ser humildes, servos uns dos outros e não o que temos visto hoje.

Olhando o significado da palavra apóstolo vemos que se trata de ser um mensageiro, um enviado especial que fala em nome daquele que o enviou. Então poderia eu dizer que todos nós temos a mesma unção? Ou melhor, A ÚNICA UNÇÃO?  Claro! Vejamos outra vez os versos de II Coríntios 1

21 - Mas o que nos confirma convosco em Cristo, e o que nos ungiu, é Deus,
22 - O qual também nos selou e deu o penhor do Espírito em nossos corações.

E ainda o texto de 1 João: 2

20 - E vós tendes a unção do Santo, e sabeis tudo.
27 - E a unção que vós recebestes dele, fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nele permanecereis.

Não há, portanto uma diferença de unção e muito menos várias unções. O que na realidade há é a unção do Santo, a única verdadeira e definitiva unção que o crente deve possuir (e esta não distingue pastores nem os demais, pois são para todos sem distinção), a unção do Espírito Santo. As demais não passam de invenção dos troladores gospel!

Cito ainda as palavras do apóstolo Pedro:  “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”. (1Pe 2.9)

Há… são tantas (emo)unções…

Anderson L. De Souza

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Solta das garras de espíritos




                              SOLTA DAS GARRAS DE ESPÍRITOS

Meu nome é Eliane Serrou de Araújo, e posso testemunhar de um Deus vivo e poderoso.
Nasci em um lar um tanto confuso, minha mãe procedia de um lar Batista, e era verdadeiramente convertida e conhecedora da palavra de Deus, meu pai provinha de um lar católico, mas ele não era praticante e tinha um pé no espiritismo. 


Quando nasci meu pai se batizou na Igreja Batista onde fomos criados. Aos dezesseis anos tive o meu encontro definitivo com Cristo. Aos dezoito anos casei-me com o Pr. Milton Marques de Araújo e segui meu caminho com o Senhor. Pouco tempo depois minha mãe faleceu e minha irmã mais nova via que meu pai não compartilhava da mesma fé que a minha mãe professava. Ele tinha uma doutrina mais espírita, então ela resolveu sair em busca de quem tinha a verdade (a mãe ou o pai).

Começou então a freqüentar o espiritismo chamado mesa branca, depois não contente foi para a umbanda e por fim parou na quimbanda, onde se praticava magia negra. Ali ela começou a desenvolver a sua “espiritualidade” com viagens astrais e etc...

Um dia recebi seu telefonema onde ela dizia estar em espírito na sala de minha casa e descreveu a roupa que eu usava e o lugar que eu estava sentada, qual foi o meu espanto, pois sua descrição era correta e ela nunca estivera em minha casa, pois tinha me mudado fazia pouco tempo.
Repreendi em nome de Jesus e ela desligou o telefone, naquela hora orei a Deus: Senhor em nome do Teu filho Jesus Cristo eu quero colocar diante de Ti a vida da minha irmã. 

Minha mãe era temente a Ti Senhor e eu sou tua serva. Que ela seja salva em nome de Jesus.
O meu ministério sempre foi com música, e nunca me aprofundei no ministério de libertação.

Passado algum tempo ela me ligou de novo dizendo: - Estou desesperada, estou perdendo tudo que construí (ela tinha uma boutique bem conceituada na cidade). Então eu e meu marido resolvemos ir até a casa de meu pai que morava em outro estado. Quando chegamos ficamos penalizados em ver o trapo humano que estava a nossa frente. Então ela começou a relatar o que havia ocorrido. O pai de santo havia chegado da Índia e havia dito que para abrir os portais afim de que aumentasse os seus “poderes” seria preciso sacrificar uma criança recém nascida. Ela por sua vez não concordou com aquilo. Saiu do terreiro e foi parar numa Igreja Evangélica a procura de ajuda.
Quando entrou na Igreja estava na hora do louvor, ela foi adentrando e não conseguia ver o rosto e nem a Bíblia nas mãos das pessoas. Sentou-se no primeiro banco e passou mal o culto todo, não ouvindo nada que o pastor pregara naquela noite. Mas quando ele fez o apelo ela foi a frente e disse:- ajude-me pastor. Para seu espanto ele lhe disse:- só vou orar por você quando o efeito da droga passar (ela não estava drogada e sim possessa). E saiu dali desesperada, pois os demônios começaram a ameaça-la, de que caso ela os deixasse ela morreria.


No dia seguinte ela foi trabalhar e quando uma cliente entrava em sua loja, ela possessa falava tudo que aquela pessoa tinha feito de imoral, ou seja, descobria a vida íntima das pessoas, espírito de adivinhação. Com isso ela foi perdendo toda a sua clientela. Foi nessa situação que a trouxemos para a nossa casa. Foram anos de luta, pois ela resistia a deixar os “poderes” que possuía. Tinha noite que quando sentia que ficaria possessa, só dava tempo de bater na porta de nosso quarto e mais nada, passávamos um bom tempo expulsando em nome do Senhor Jesus já que era legião, seu pescoço parecia duplicar e sua voz grossa em de longe parecida com a dela que é calma e meiga.


Inúmeras vezes os demônios a tirava de casa e quando ela voltava a si não sabia onde estava, nos ligava e um orelhão para que pudéssemos buscá-la.  Uma das vezes que ficou possessa, oramos e ela vomitou varias coisas tal qual havia ingerido no terreiro de quimbanda. A medida que ela foi se fortalecendo na palavra de Deus, passou a renunciar tudo que tinha de errado em sua vida e então veio a libertação por completo. Hoje ela serve ao Deus vivo e poderoso sabendo que Ele é a verdade.

Foi batizada nas águas e segue a vida totalmente liberta.
E para a glória de Deus, depois de algum tempo o pai se santo também se converteu e hoje é um servo do Deus vivo.