sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Concessionários do Espírito Santo



 João VIII
Houve em 857 um Papa João VIII que na verdade era uma Papisa. Papisa Joana que, ao dar a luz durante uma procissão, morreu a pontapés desferidos pelos padres que a seguia. Governou a igreja por dois anos e sete meses
Papa da Igreja Católica Romana (872-882) nascido em Roma, eleito em 13 de dezembro (872) sucessor de Adriano II (867-872), cuja ação mais marcante no seu pontificado para a história do catolicismo foi a decretação da canonização dos santos (880). O papa de número 108 faleceu envenenado em 16 de dezembro, em Roma, e foi sucedido por Marino I (882-884).A primeira vítima de envenenamento  foi João VIII, mas ele acabou morto a golpes de martelo pois o preparado demorou a fazer efeito. Não confundir com o antipapa João VIII (844).

Leão V (903)
O Papa Leão V foi consagrado em agosto de 903, sucessor de Bento IV, governou a igreja por menos de dois meses. Uma das facções lideradas por um Capelão chamado Cristóvão tumultuou as ruas da cidade e nesta desordem Leão V fora preso , arrastado a uma prisão e morto misteriosamente. As boas línguas atribuem sua morte a Sérgio III que o sucedeu.

João X (914)
O Papa João X eleito em março de 914, sucessor de Lando em uma eleição marcadamente influenciada por Theodora, irmã e rival da Senatriz Marócia, então casada com Alberico I. Um casal de devassos que dominava Roma. O Pontífice foi deposto, aprisionado e asfixiado em maio de 928 por capangas de Marócia a mando de uma das filhas de sua amante.

Bento VI (973)
O Papa Bento VI teve sua eleição confirmada pelo Imperador em 19 de janeiro de 973 . Durante seu pontificado confirmou os privilégios de várias igrejas e mosteiros. O mais importante foi seu fim trágico. Bento VI foi feito prisioneiro  no Castelo Santo Angelo por uma facção da nobreza liderada por Crescêncio, irmão do Papa João XIII, e pelo Diácono Bonifácio que o sucederia como Papa Bonifácio VII. Em outubro de 974, após dois meses prisioneiro, foi estrangulado por ordem de Bonifácio VII para evitar que fosse libertado pelo Imperador Otão II.



Celestino V (1294) 
O Papa Celestino V governou a igreja  durante alguns meses do ano 1294. De caráter fraco, submisso e desajustado para o cargo, deixou-se iludir por Carlos II Rei de Nápolis, mudando para seu reino onde distribuiu privilégios e cargos aos amigos. Sua morte foi atribuída a um envenenamento ordenado por seu sucessor Bonifácio VIII. Canonizado como São Pedro Celestino.
 
Benedito XI (1303-1304)
Quando eleito Papa, adotou o nome de Bento XI e desde logo procurou fazer a paz, retira a excomunhão da família Colona que incluía dois cardeais mas a oferta é recusada originando vários tumultos populares o que leva o Papa a abandonar Roma e  refugiar-se em Perúgia. Adoeceu repentinamente em 29 de junho de 1304 e faleceu misteriosamente nove dias depois, em 7 de julho de 1304. Alega-se que lhe foi dado vidro moído misturado a figos.
Paulo II

Alexandre VI (1492-1505)
Considerado o pior de todos os Papas, foi consagrado gestor da igreja em 10 de agosto de 1492 até morrer envenenado com uma dose de arsênico em 19 de agosto de 1503. Seu pontificado é um paradigma de corrupção papal ocasionada pela invasão dentro da igreja, mais tarde este fato foi usado como desculpa para a separação dos protestantes. Alexandre VI foi, sem dúvida, um papa corrupto, pouco dado às virtudes cristãs.Teve pelo menos sete filhos, entre os quais, César e Lucrécia Bórgia

Leão X (1513-1521)
Já Leão X teria sido vítima de uma tentativa frustrada de assassinato: cinco Cardeais teriam contratado um cirurgião para tratar-lhes as hemorroidas introduzindo-lhe veneno no ânus, mas a trama foi descoberta a tempo.

João Paulo I(1978)
O Papa João Paulo I, denominado de Papa Sorriso, foi pontífice durante o curto período de 26/08/1978 a 28/09/1978. O momento de sua morte, apenas um mês depois de sua eleição para o papado, e alegadas dificuldades do Vaticano com os procedimentos cerimoniais e legais, juntamente com declarações feitas após sua morte, fomentaram várias teorias da conspiração. Um autor britânico escreveu extensivamente sobre crimes não resolvidos e teorias da conspiração, e em seu livro “Em Nome de Deus” sugeriu que João PauloI morreu porque estava prestes a descobrir escândalos financeiros envolvendo o Vaticano. O Banco do Vaticano era o principal parceiro do Banco Ambrosiano e com a morte súbita do Papa João Paulo I em 1978 surgiram rumores de que haveria ligações com as operações ilegais daquela instituição. O Banco do Vaticano foi acusado de desviar verbas secretas dos EUA, do Sindicato Solidariedade da Polônia  e os Contras da Nicarágua por meio do Banco Ambrosiano.
Fomos colonizados por ibéricos, herdamos sua cultura, seus costumes e sua fé. Não sabemos se, com a miscigenação, eles foram dominantes ou recessivos. O certo é que nós herdamos seu gene e seu meme. Somos preguiçosos, desonestos e de  baixo QI. Isto dificulta nossa evolução. Nem porisso o mundo acabou.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

FELIZ NATAL – NASCEU A VERDADEIRA RELIGIÃO (?)




FELIZ NATAL – NASCEU A VERDADEIRA RELIGIÃO (?)

Estamos próximos pra celebrar o natal do nascimento do menino Jesus no dia 25 de dezembro de 2012. O nascimento do menino Jesus marcou profundamente a história da humanidade.

Nunca se discutiu tanto a vida histórica deste menino-Deus como nos últimos tempos e quanto mais o Jesus histórico é procurado mais o Jesus Místico é amado e entendido. Será?

Será que a religião cristã tem sido uma resposta ao que o Mestre Jesus nos ensinou? Ou é uma instituição refém de seus dogmas e verdades absolutas em que elas mesmas entre si não se entendem ao mesmo tempo em que se acham tão absolutas.

Aqui uma reflexão teológica, pastoral e prática de como viver uma religião do Fórum Mundial de Teologia e Libertação celebrando dentro do Fórum Social Mundial, em Dakar, no Senegal, uma oficina sobre "Religiões e Paz: A visão/teologia necessária para tornar possível uma Aliança de Civilizações e de Religiões para o bem comum da humanidade e a vida no planeta". A organização da oficina é da Associação Ecumênica de Teólogos/as do Terceiro Mundo - ASETT/EATWOT.

Religiões e Paz


A visão/teologia necessária para tornar possível uma Aliança de Civilizações e de Religiões para o bem comum da humanidade e a vida no planeta.

- As religiões são uma riqueza inestimável para a humanidade, porque têm um caráter transcendente e respiram uma presença divina: são expressões da necessidade de transcendência, da busca do sentido para a vida humana, da veneração do sagrado, da experiência espiritual e mística. Por meio de tudo isso, em suas múltiplas e inesgotáveis expressões, manifesta-se a presença desse Mistério que os povos invocaram nelas com diversos nomes.

- As religiões também são obras humanas, elaboradas pelos diversos povos, com o melhor de si mesmos, mas, ao mesmo tempo, com suas limitações humanas, com suas perspectivas limitadas e seus próprios pecados de ambição, de poder, de etnocentrismo. Não devemos idolatrar as religiões, nem dar-lhes um poder ou uma credibilidade absoluta, mas sim assumi-las com uma benevolência responsável, crítica e compreensiva.

- As religiões também são obras culturais, com todas as características da cultura, que reflete a idiossincrasia peculiar de cada povo, sua identidade irrepetível, sua linguagem intraduzível, suas categorias próprias e incomensuráveis. E, ao mesmo tempo, são expressões da grandeza da alma humana, com idênticas e profundas necessidades em cada coração humano.

- Todas as religiões são verdadeiras enquanto pretenderem serem caminhos de realização da dimensão profunda do ser humano. E, ao mesmo tempo, têm algo de falsidade ou cometeram erros, enquanto pretenderam dominar as consciências e impor-se aos povos por acreditarem-se superiores. Ou desprezaram as demais por acreditarem-se superiores.

- A Divindade saiu ao encontro de todos os povos, em muitas ocasiões e de múltiplas formas. Toda essa pluralidade, verdadeira biodiversidade religiosa, reflete a irrepreensível riqueza da profundidade espiritual humana. Ela deve ser valorizada, agradecida, protegida e conservada. A convivência respeitosa e fraterna das religiões entre si leva a um enriquecimento mútuo e a um melhor serviço à Humanidade, às qual, em definitivo, querem servir.

- As religiões devem assumir a Regra de ouro na qual praticamente todas elas coincidem: "Trata os demais como queres que os demais te tratem". Com essa Regra internamente assentida, as religiões devem se encher de ternura e de misericórdia para com toda a Humanidade, para depôr toda atitude de prepotência, domínio e divisão, e colaborar com todas as suas forças para construir uma Paz profunda e estável entre os seres humanos e a natureza, que atualmente corre um grave risco em sua estabilidade.

- Essa Regra de ouro deve ser aplicada igualmente ao resto da vida e da natureza neste planeta, não considerando-nos seus donos, nem agir irresponsavelmente como depredadores insensatos que destroem o próprio nicho biológico em que habitam. Somos fruto e parte dessa prodigiosa Natureza, da qual surgimos de dentro e de baixo. E, neste momento, em que já não cabe duvidar de que a nossa espécie está pondo em perigo iminente a sua própria continuidade e a da vida em geral, as religiões têm que se unir para unir também toda a Humanidade na maravilhosa e urgente missão de salvar o planeta e evitar a autoextinção na que nos colocamos.

- Depois de milênios de caminhar sozinhas, cada uma em seu vale, cantando louvores à Divindade, as religiões, que saíram agora de seu vale e se encontraram com as demais na planície da atual mundialização, devem se irmanar em um mesmo e multiforme canto de louvor e em uma sincera e irreversível aliança de civilizações e religiões em favor do planeta, da vida, do amor, da justiça e da paz.

Só com tal visão será possível caminhar à altura das exigências morais e espirituais desta hora. Não há nada mais urgente que as religiões possam oferecer hoje à Humanidade, para a Paz-Shalom-Shalam do mundo.

 A EATWOT assume como própria essa visão.

Caros confrades quem se arrisca em dizer qual deve ser o perfil das novas religiões hoje? Quem ousaria definir uma igreja modelo para caminhar? E há ainda espaço para as religiões? Estamos próximos ao esvaziamento que ocorre na Europa? O novo perfil do religioso é o espiritualista-fundamentalista?


quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

LILITH, O MITO( By Anja Arcanja)



By Anja Arcanja

postado originalmente no meu blog O Mundo Da Anja http://omundodaanja.blogspot.com.br/2012/12/lilith-o-mito-by-anja-arcanja.html

O Canto de Lilith (Romulo Narducci)

Sou do desejo a inspiração divina,
Dos homens o paraíso e o inferno.
Não há castelos, presídios ou mosteiros
Que eu não entre furtiva
E semeie o desejo pleno.

Penetro mentes em doces devaneios,
Invado corpos em frenesis supremos.
O oriente conclamou-me religião,
O ocidente devotou-me maldições.

Inspirei Sade em seu clastro,
Tentei Cristo e Sidarta.
Não há quem não resista ao meu abraço,
Não há quem não sinta o fio da adaga,
E aos conjurosos movimentos de meus quadris
Não se entregue ao meu beijo perdido.

Beije-me e terás a morte dos sentidos!


Lilith... um mito que precede o folclore judaico, pois é de origem Suméria, sendo a resplandecente "Rainha do Céu", seu nome, “Lil” sinônimo de “ar” ou ‘tormenta”. Segundo Engelhard, a figura feminina de Lilith está presente nas mitologias sumerianas, babilônicas, assíria, Cananéia, hebraica, árabe, persa e teutônica, mas, é rejeitada pela cultura e religião judaica sobremodo,  tradicional, machista e patriarcal (redundância intencional). Mas o mito ganhou força mesmo nas lendas folclóricas assírio, babilônica e  hebraica, habitando sempre os desertos e, na cultura hebraica, após abandonar a Adão fugiu para o deserto,  onde teve turbulentas aventuras eróticas com anjos caídos e se firmou como demônio. Lilith profanou o nome de Deus e, habitava nos desertos no em torno ao mar vermelho, onde também habitam os demônios e espíritos malignos, segundo a tradição hebraica, é um lugar maldito! Com sua sede de vingança, ceifava a vidas dos viajantes que passavam, mantendo com eles relações sexuais e após o coito, decepava-lhes o pênis apenas com a força da vagina. Reza a lenda que Lilith era capaz de gerar 100 filhos por dia! Incubus, quando masculinos e sucubus quando femininos. Eram demônios com poderes vampíricos e daí surgiram as lendas dos vampiros.  Nas lendas judaicas onde impera o machismo e o regime patriarcal, Lilith é sempre vista de forma negativa, enquanto Eva, é apresentada como dona de uma singular beleza e de qualidades impares e sempre, SUBMISSA.

São inúmeros e divergentes os relatos orais e escritos sobre o mito Lilith. Samael Aun Weor, fundador do Movimento Gnóstico Cristão Universal diz que Adão teria tido duas esposas originalmente: Lilit e Nahemah. Para Samael Aun Weor, “Lilith é a mãe dos abortos, da homossexualidade e, em geral, de toda classe de crimes contra a natureza. Nahemah é a mãe da beleza maligna, da paixão e do adultério”.  Por isso, ambas refletiriam o que os esotéricos gnósticos chamam de infrassexualidade, que é tratada pelos gnósticos, como toda a relação “contrária” a natureza humana, como por exemplo, PARAFILIAS, COMPULSÕES, FIXAÇÕES, PERVERSÕES, FETICHES, FANTASIAS e demais “desvios” em relação ao que se considera sexualidade "normal". É um demônio!

É impossível não fazer uma análise do mito de Lilith em relação ao surgimento da inquisição na Idade Média; pois estão intimamente ligados. No tribunal do Santo Ofício os inquisidores consideravam como bruxa toda mulher que demonstrasse algum tipo de rebeldia contra a ordem patriarcal. A rebeldia era o primeiro sinal de bruxaria. Se a mulher fosse ruiva ou albina, o inquisidor não tinha mais dúvida que estava realmente diante de uma bruxa. O julgamento era precedido de torturas e, durante o julgamento a mulher era torturada in extremis até confessar suas relações com o demônio. Quando esta confissão ocorria os inquisidores aumentavam as torturas até que a mulher confessasse que mantivera relações sexuais com o demônio. Estas supostas relações sexuais eram descritas com riquezas de detalhes eróticos o que transformava o tribunal do Santo Oficio numa orgia sadomasoquista. A punição de Lilith, por outro lado, reside no seu banimento da comunidade dos homens: no isolamento social e na solidão. Ela deve sofrer as consequências dos seus atos sozinha no deserto. Deve ainda atormentar com sua sensualidade e seu erotismo o sonho casto do santo, daquele que busca ter um coração puro. Nisto consiste a sua maldição. Ela agora não é apenas excluída, é temida. E pela força da sua sensualidade é também desejada. A relação de Lilith com o sexo oposto é marcada pela ambivalência: amor e ódio, atração e repulsão, medo e desejo, prazer e destruição.

Como disse Engelhard:

"Toda a experiência de angústia, que combina opressão, terror, pânico, ânsia, susto, respiração ofegante, frenesi, é a terrível presença de Lilith, que também provoca, com sua força sexual psíquica, orgasmos desenfreados, desejos promíscuos. Porém, logo em seguida, sobrevém grande melancolia, profundo mal estar, sensação de peso e profunda depressão, sentimento de insegurança e desconfiança, com choros súbitos e dores de cabeça, além de moleza nos membros inferiores."

Muitos veem no mito Lilith apenas a luxúria e desenfreado desejo sexual e de onde vem também o desejo pela homossexualidade e é a causa da repulsa pelos cristãos, que, sem ter conhecimento do que representa o mito, o demonizam e até hoje dão aos que, seja por força de um distúrbio ou que seja sua natureza, tem um apetite sexual exacerbado em comparação a maioria comum, estar sendo dominado pelo demônio Lilith, demônio que invade os sonhos masculinos causando-lhes polução noturna ou desejo de masturbação e nas mulheres, desenfreado desejo sexual ou bissexual (este também presente nos homens).

Mas não é apenas assim que Lilith deve ser vista, antes, ela representa o desejo de se compreender a diferença entre os mitos da criação de Gênesis, já que em sua primeira história Genesis 1: 26 - 28, homem e mulher são criados iguais e conjuntamente, enquanto na segunda história, em Gênesis 2: 20 - 25, a mulher é criada depois do homem e a partir de seu corpo. Talvez daí, Lilith, tendo sido feita da mesma matéria prima de Adão, sentindo-se (e sendo) igual a ele, não admitia apenas ser dominada na hora da cópula, mas queria dividir com Adão a tarefa não apenas de nomear a criação, mas quiçá também quisesse zelar do jardim, dividindo igualmente com o homem todas as tarefas; tanto as dele, como as dela e é esta lógica que hoje muitas mulheres veem em Lilith. A luta não por independência, mas por igualdade.

Priscila Pereira, ativista feminista, teóloga e mestrando em ciência da religião, assim descreve Lilith: 

“Lilith, que segundo o mito rabínico, foi a primeira esposa de Adão; a mulher que não foi criada da costela, mas da mesma estrutura e junto ao homem; aquela que tinha liberdade com o próprio corpo, com sua sexualidade, e por causa disso, foi expulsa e demonizada, para que servisse de exemplo às suas descendentes, e ficasse subentendido que a mulher vem do homem, deve se submeter e dar prazer, e não receber. A primeira feminista, que brigou contra os dogmas, conhecia o próprio corpo e teve coragem de sair de sua zona de conforto em busca de sua liberdade e igualdade.”

E é assim que eu, também a vejo: o mito que anseia igualdade, a mulher que não se submete, mas também seria um demônio que atrai e afugenta os homens? É temida e desejada? O mito foi demonizado pela força masculina imposta por uma sociedade que provém de uma cultura historicamente patriarcal, sufocou o grito do mito Lilith e não apenas o sufocou, mas, deu-lhe o status de mãe de toda impureza e (homo) sexualidade tida pela sociedade (patriarcal) como sendo algo antinatural, impróprio, indesejado e que, portanto, devesse ser banida de nosso convívio, usando todo e qualquer meio necessário para banir do convívio da sociedade, este mal demoníaco que veio para assombrar não somente homens, mas também mulheres com seu desejo, volúpia e compulsão pelo prazer (seja ele sexual ou não). Mas ainda hoje este grito ecoa nas mentes e corações de mulheres que buscam igualdade entre os gêneros.

Sou indomável, sou sexual, sou temida e não temo a ninguém; eu vou à busca do que quero e, conquisto. Eu sou Lilith! (Anja Arcanja).

"Desde o início da criação, foi somente um sonho" (Rabi Simon ben Laqish)

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Dê a liberdade de outrem o rejeitar





Confrades queria publicar um texto meu, todavia faz algum tempo, eu gostaria de escrever sobre este tema que o J.Lima de uma forma simples e clara fez esta mensagem. Não a transcrevi na sua íntegra, no entanto, toda a mensagem está no nosso blog para quem desejar conferir.

DÊ A LIBERDADE DE OUTREM O REJEITAR.

“Jerusalém! Jerusalém! Que mata os profetas e apedreja os que te foram enviados quantas vezes quis eu reunir os teus filhos como a galinha ajunta os do seu próprio ninho debaixo das asas e vos não quisestes.” 

E neste texto que nós lemos nós temos que transpor, nós temos que ir para a dimensão da fé, por que e não da razão? Porque Jesus faz uma confissão no mínimo difícil de se entender e porque não dizer impossível se entender de uma forma racional,   Ele diz: “quantas vezes Eu quis te juntar como a galinha faz com os seus  e não consegui. Nós vemos a confissão de um Deus onipotente, impotente, vou repetir, esta confissão de Jesus dizendo quantas vezes Eu quis e não consegui,” e se alguém quiser dizer que é por causa da humanidade dEle, que Ele estava vivenciando é interessante, mas não é a conotação do texto, primeiro porque Ele diz Eu quis, está no passado, segundo não há registro de Jesus tentando trazer Jerusalém para junto de Si a não ser antes da encarnação. Então aqui está uma confissão, primeiro, uma confissão da divindade de Jesus e da sua eternidade, eu disse passado. Segundo uma confissão de que a onipotência de Deus é regida, veja, eu vou falar aqui com muito temor e muito cuidado e vou explicar para que não haja mal entendido.

Deixa-me explicar com bastante clareza, não estou afirmando que Deus não é onipotente, não estou contrariando uma doutrina que é uma doutrina aceita por diversas denominações de origem diferente no sentido doutrinário, mas eu estou dizendo e vou dizer o que, que a onipotência de Deus não rege o homem, por quê? Porque Deus não se relaciona com o homem na dimensão do poder, mas sim na dimensão da liberdade. Isso significa que Deus abre mão do seu poder, veja, Ele abre mão de usar o seu poder para que o homem use a sua liberdade. Porque se Deus se relacionar com o homem usando o seu poder precisaremos então, excluir a liberdade do homem.

Eu sei que é um assunto um pouco difícil de se entender, mas é mais ou menos assim, ou Deus limita as ações dEle, limita a sua soberania, para que o homem tenha uma real liberdade ou livre arbítrio ou Deus usa o seu poder exclui o livre arbítrio do homem. Aliás, essa teologia da soberania de Deus em detrimento ou em cancelamento da liberdade do homem, ela existe e ela foi originada na reforma, a doutrina é chamada calvinista ou de Calvino que, aliás, não teve sua origem em Calvino, a origem foi no quarto século em Agostinho e qual o raciocínio? O raciocínio é o seguinte: se Deus é todo poderoso e usa o seu poder e faz a sua vontade, se a vontade de Deus é sempre perfeita, logo a vontade do homem tem que ser anulada. Então essa é uma doutrina que foi a força praticamente da reforma. Soberania divina em detrimento ou cancelamento da liberdade humana, mas nós não cremos assim.

Nós cremos que Deus é soberano ao mesmo tempo em que o homem é livre. Essa outra teologia é chamada de Arminiana, que também não teve a sua origem em Armínio e sim em Pelágio, contemporâneo de Agostinho. Veja no século quarto depois de Cristo, Agostinho defendia a soberania divina e não o livre arbítrio do homem, Pelágio defendia o livre arbítrio do homem. Porém Pelágio era um tanto extremista, ao ponto de dizer que Deus não era soberano. Praticamente agora na reforma Calvino ressuscita o pensamento de Agostinho defendendo a soberania divina e Armênio em contra partida defende a liberdade do homem. Porém Armínio não excluía a soberania divina, mas ele dizia o seguinte: se existe soberania divina como existe, e se existe liberdade humana, então, alguém tem que abrir mão de alguma coisa. Jesus aqui Ele diz o seguinte: quantas vezes Eu quis, mas não consegui ora, se o relacionamento de Deus para com o homem é um relacionamento de poder e quando eu digo relacionamento de poder eu estou falando de fazer com que a sua vontade sempre seja feita. Nós estamos falando então, de relacionamento com Espírito, por exemplo, da filosofia marxista, da filosofia da ditadura e do comunismo, onde sacrifica-se a liberdade da maioria para o governo da minoria, ou seja: se o relacionamento de Deus para com o homem é um relacionamento em que Deus vai sempre fazer a sua vontade, então o modelo de relacionamento é praticamente ditadura, onde a vontade do soberano é realizada.

Este estilo de relacionamento é colocado, por exemplo, na monarquia. Na monarquia a vontade do rei é realizada e não a liberdade dos súditos. Só que Jesus aqui Ele diz o seguinte: não, Eu tenho poder, sempre tive poder, mas Eu fui frustrado. Ele diz: Eu quis e não consegui. E não adianta tentar com raciocínios filosóficos, tentar arrumar alguma coisa para dizer que a vontade de Deus não foi frustrada, porque não dá. Não tem jeito, o texto é claro, Eu quis e não consegui. Agora tem pessoas que acham que um Deus que limita a sua soberania, não é soberano, ledo engano. Governar um país ou uma nação com imposição, onde todos se submetem, acaba sendo fácil para quem governa. Difícil é governar um país onde as pessoas têm liberdade para contrariar a vontade do governante. Eu não vejo aqui, vamos dizer que a soberania é limitada, que Deus não tem poder, pelo contrário eu afirmo justamente o oposto. O oposto é verdadeiro, que precisa muito poder para manter um governo onde o rei respeita a liberdade dos súditos, é o caso aqui de Jesus. Ele diz, olha o meu governo, é um governo centralizado no amor, e o amor dá liberdade ao outro. O amor não coage, não pressiona o amor não busca os seus próprios interesses. E ai eu vejo algo muito maravilhoso aqui. Paulo escrevendo aos coríntios ele diz que o amor não busca os seus próprios interesses ai eu começo entender o amor de Deus, porque o amor de Deus não busca os interesses dEle, o amor de Deus busca os interesses do objeto do seu amor que é o ser humano, por isso Deus não violenta a liberdade do homem em aceitá-Lo ou rejeitá-lo. Jerusalém! Jerusalém! Quantas vezes Eu quis, nós vemos aqui uma confissão de um Deus onipotente, impotente, de um Deus que tem todo poder, se auto limitando, abrindo mão de exercer o seu poder. Não é que Ele perdeu o poder, pelo contrário, Ele fortaleceu o seu poder através da liberdade. [...]

Por J.Lima (professor, teólogo).


sexta-feira, 23 de novembro de 2012

O Conflito Israelense – Palestino em Gaza e a “Palavra do Rabino”



Por Levi B. Santos
 

Notícias de guerras e escaramuças entre Israelenses e Palestinos da faixa de Gaza, já se tornaram algo tão previsível ou comum, que quase ninguém se debruça mais para comentá-las. Manchetes, fotos, vídeos de escombros e cadáveres despedaçados, misturados a fogo e fumaça já não despertam tanta curiosidade.

Vagando pela internet, eis que me deparei com o discurso do Rabino Yehudah Ben Yaakov, pronunciado em julho de 2006, por ocasião de uma das reedições desse eterno conflito pela “terra que mana leite e mel”; terra que na visão do grande patriarca, Abraão, um dia, Javé prometeu tomar dos Cananeus e seus descendentes para  entregá-la a sua descendência, via Isaque.

Enquanto lia a preleção do rabino, voei na imaginação à saga bíblica de um povo em busca da Terra Prometida ― terra que Canaã, o amaldiçoado por Noé (ou Javé), fez brotar tudo de bom, sendo por isso, fonte de toda inveja.  Canaã compreendia Gaza ao sul e Hamã ao norte, margeando a costa oriental do mediterrâneo. (Gênesis 10:15-19).

No livro de Gênesis, o patriarca Abraão, em seu imaginário, percebe um Deus a lhe mostrar uma vastidão de terras que se perdiam no horizonte. Javé lhe aparece dizendo: “É a tua posteridade que eu darei essa terra” (Gênesis 12: 7).

Ao mesmo tempo em que fazia uma reflexão sobre o texto do rabino Yehudah, lembrei-me da história que os evangelhos contam de um Judeu, a quem chamaram de Filho do Homem, mas precisamente àquela parte, parecidíssima com a visão que teve o patriarca Abraão. Uma autoridade aparece a Jesus, lhe prometendo uma imensidão de terra já habitada com uma condição, em tudo semelhante a do visionário maior dos israelitas: “Olha, tudo isso será teu, se me adorares” (Lucas 4:7). 

O lendário anseio Abraâmico projetado em um Deus conduziu-me ao episódio descrito pelos evangelistas, como a “Tentação do Deserto”. O mito aqui reaparece com outra roupagem, ou pelo lado avesso da promessa javélica primitiva: o “messias” Yeshua rechaça de imediato o desejo de riqueza e de poder político ― promessa tentadora vinda da contra-parte de Javé. Alguns trechos dos evangelhos demonstram que o “Filho do Homem” entendia que o inimigo maior estava no próprio homem e que era no interior dele que se originava todo o conflito, exteriorizado naquilo que Hegel denominou de relação “Senhor e Escravo”.

Chesterton, falando sobre “Deuses e Demônios”, em seu livro “O Homem Eterno” (página 149 ― Editora Mundo Cristão), disse algo profundo que tem muito a ver com as guerras e conflitos insolúveis, como esse do oriente médio: “Qualquer que seja o desencadeador bélico específico, o alimento das guerras é alguma coisa na alma”.

Mas o israelense, de um lado, e o palestino do outro lado, talvez não saibam que dentro deles existe um arquétipo patriarcal defendendo-se de sua contraparte. Talvez não saibam que entranhado em seu emaranhado psíquico estão os velhos afetos antagônicos que permeiam o “inconsciente religioso coletivo” a que se referiu Jung em suas intermináveis análises psicoteológicas. Talvez não compreendam que a história mítica do Filho do Homem representa o Arquétipo da Alteridade, que está a convocar um encontro democrático entre polaridades opostas, pelo desapego a unilateralidade que impede de se aceitar as diferenças existentes entre filhos de um mesmo Pai.

O certo é que uma briga em nome de Deus, o poder político comprou para si. O rabino Yehudah Ben Yaakov, altaneiro, chega assim, a se expressar sobre o exclusivismo de seu Deus: “Cremos que Israel é a nação sacerdotal que D-us estabeleceu dentre todas as nações, para operar em nós”.
Não há nada mais poderosamente inflamável que uma afirmação dessa natureza, ainda mais, quando se sabe que o outro lado se apresenta também com um imaginário General a frente de seu exército.

Para uma reflexão apurada dos amigos leitores e debatedores, passo, sem mais delongas, ao texto emblemático do Rabino messiânico (de julho de 2006, mas bem atual) que colhi na internet, pelo famoso Google:


“A Palavra do Rabino”

A Sinagoga SHEAR YAAKOV, como congregação judaico-messiânica observante e praticante da Torah à luz da revelação de Yeshua HaMashiach, declara publicamente seu apoio incondicional ao Estado de Israel. O SHEAR YAAKOV está incondicionalmente compromissado com o Estado de Israel, apoiando, defendendo e abençoando-o em todas as áreas.
Israel está, uma vez mais, sendo atacado por aqueles que se prestam aos propósitos satânicos de tentar nos matar, roubar e destruir. Recomendamos a todos os que pautam suas vidas pelas Sagradas Escrituras:

1 – Vigilância

Precisamos estar atentos para não sermos confundidos pela mídia tendenciosa. Busquemos a verdade, tanto para compreender a situação de Israel e dos seus inimigos dentro do contexto da História, quanto para entender detalhes importantes dos acontecimentos destes dias. A mentira aprisiona e engana, mas a Verdade liberta. Leia os artigos Argumentos em defesa de Israel e A atuação da mídia no Oriente Médio e compreenda um pouco mais sobre o que se passa em Eretz Israel. Procuremos nos manter bem informados, acessando as notícias de fontes judaicas (veja em Links). Tenhamos senso crítico ao ler as declarações de alguns líderes mundiais (ONU, países europeus, governos latinos, papa, etc.) que mal conseguem disfarçar o velho ranço de anti-semitismo em suas declarações contra Israel e a favor dos nossos inimigos.

2 – Tefilah

Cremos que Israel é a nação sacerdotal que D-us estabeleceu dentre todas as nações, para operar em nós e através de nós. É importante que cada um assuma sua responsabilidade de estar intercedendo por Israel. Sabemos que o Estado de Israel não buscou a guerra, mas depois de ter sido atacado em seu próprio território, agora exerce seu legítimo direito de auto-defesa. Oremos para que Israel vença todas suas batalhas, e alcance seus objetivos militares da forma mais rápida e eficiente possível. Oremos para que ADOSHEM TZEVAOT esteja à frente das Forças de Defesa de Israel, capacitando nossos combatentes com destreza e habilidade, e protegendo-os em Seu Nome. Oremos também por nossos irmãos em Eretz que não estão no front, para que suas vidas sejam preservadas e cada um deles possa contribuir fazendo sua parte para a vitória de Israel. Oremos pelos soldados judeus seqüestrados, para que suas vidas sejam preservadas e possam voltar vivos para suas casas. Oremos pelas suas famílias e pelas famílias daqueles que perderam seus parentes e agora estão em luto. AQUELE que ressuscita os mortos também há de enxugar todas as nossas lágrimas e confortar todos os enlutados de Israel.

Oremos também por aqueles que se colocam como nossos
inimigos, para que sejam libertos do jugo satânico que os faz atentarem não apenas contra nós, mas também contra suas próprias vidas ao se colocarem contra o D-us Vivo, o D-us de Israel. Oremos pelos árabes que não querem viver como terroristas nem desejam lutar contra Israel, mas que muitas vezes lhes faltam a força necessária para reagir aos apelos do Islã. Há alguns casos de ex-inimigos de Israel, que depois de terem experimentado a revelação de Yeshua HaMashiach tiveram suas vidas transformadas, e se arrependeram a tal ponto que hoje são sionistas fervorosos (Walid Shoebat).

Oremos também por todo o Israel que está na Galut, para que HASHEM nos ajude a ajudar nossos irmãos em Eretz de modo efetivo, e que não sejamos enredados pela inércia, omissão ou
contendas internas.

3 – Engajamento

Precisamos ter atitudes práticas que nos levem da preocupação contemplativa às ações pragmáticas. É importante que nos engajemos, de todas as formas possíveis, em ações efetivas a favor de nossos irmãos que estão em Eretz Israel. Se você quer fazer algo mais por Israel, visite http://www.yeshuachai.org

Acima de tudo, é importante estarmos conscientes de que a luta que travamos não é apenas material, não se limita a uma guerra entre homens e homens, mas transcende as interpretações políticas, históricas e ideológicas, pois é uma luta principalmente espiritual. Israel é o testemunho vivo, a evidência material, verificável até por ateus e agnósticos ao lerem seus jornais, da existência e da ação de D-us em nossos dias. Se Israel não existisse, as Escrituras poderiam ser contestadas como não sendo verossímeis, e a própria existência do D-us de Israel poderia ser negada. Mas nós judeus somos a prova viva e incontestável da veracidade de D-us e das Escrituras. Não ignoramos o ódio e as motivações satânicas dos que almejam a destruição de Israel. Essa guerra é espiritual, e nós, como sacerdotes em Yeshua HaMashiach, somos chamados à ação. Também sabemos, as Escrituras nos ensinam, que HASHEM usa situações como esta em que os inimigos nos afrontam, para tratar com Israel, levando-nos a fazer um auto-exame da nossa vida espiritual coletiva e individualmente, para que possamos ver onde erramos, nos arrepender dos nossos pecados, sermos purificados e nos consertar perante ELE. É tempo de jejuns, de muita tefilah, de muito estudo de Torah, de teshuvah, de buscarmos a face do nosso D-us, o D-us de nossos pais, Avraham, Yitzchak e Yaakov. ELE certamente nos sustentará na batalha e nos dará a vitória, e mais uma vez toda a terra saberá que há D-us em Israel.

Em Yeshua,
chessed v’shalom,
Rabi Yehudah Ben Yaakov


P.S.: 
E o rabino Yehudah Ben Yaakov termina a sua fala colocando mais lenha na “fogueira santa”, ao revisitar os velhos tempos do guerreiro “Deus dos Exércitos”- através da citação da parte final de I Samuel 17:46: “...e toda a terra saberá que há Deus em Israel”.

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